Quem será o nosso herói?



Não é novidade que, no subconsciente de muitos brasileiros, nós pagamos para que não tenhamos de pensar em tudo. De certa forma, não conseguiríamos mesmo fazer todas as coisas caso tivéssemos em nosso poder essas responsabilidades. Não deve ser fácil ser um pouco médico, um pouco professor, um pouco policial. O que também não é novidade é que, em vista do tanto que pagamos para não sermos isso ai tudo um pouco, não deveríamos ter de desempenhar parte destas tarefas, como evitar o SUS, ensinar o que nossos filhos não aprenderem e não andar com o celular na vista – mesmo à luz do dia.
Isso mostra o nosso lado político de fato: quando há muito imposto (somos o 7º maior cobrador de impostos, segundo Relatório de Competitividade do Fórum Econômico Mundial – FEM, 2016) e pouco retorno (último lugar, segundo IBPT/2015), significa que praticamos algo semelhante ao comunismo da União Soviética. O Estado é grande e ineficiente. Controla boa parte dos serviços básicos, mas, apesar de uma invejável economia, não a distribui de forma justa.
Reclamamos sempre dos impostos, desde o século XVIII, quando ainda era um quinto, mas eles sempre aumentam. O que estamos esperando? Alguém que tenha melhor sorte que Tiradentes? Como ele deve ser? De direita? De esquerda? Liberal, conservador? Tudo um pouco? Um anarquista? O Maluf?
Creio que qualquer um que tenha vontade. Sério, não se apegue ao espectro. Todavia, se apegue, mas se apegue mesmo, em cobrá-lo. Ainda que tenha sido outro eleito, tanto faz. Cobrar é um dever obrigatório, mais do que o próprio voto.
Não vejo esse movimento de cobrança política surgindo tão logo no horizonte, infelizmente. Enquanto isso, terei que esperar pelo nosso herói, seja ele quem – ou o que – for.
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Sobre Paulo Matheus

Esposo da Daniele, pai da Sophia, engenheiro, gremista e cristão. Seja bem vindo ao blog, comente e contribua!

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