Plano de leitura da Bíblia - Êxodo


Versão utilizada: Bíblia King James Fiel 1611 (link).



1

1
Agora, estes são os nomes dos filhos de Israel que entraram no Egito com Jacó; cada homem entrou com sua família.
2
Rúben, Simeão, Levi e Judá,
3
Issacar, Zebulom e Benjamim,
4
Dã, Naftali, Gade e Aser.
5
Todas as almas, pois, que saíram dos lombos de Jacó foram setenta almas, porém José já estava no Egito.
6
E José morreu, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
7
E os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram- -se, e tornaram-se grandemente fortes; e a terra se encheu deles.
8
Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera José.
9
E ele disse a seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é maior e mais poderoso do que nós.
10
Vinde, atuemos sabiamente com eles, para que não se multipliquem e aconteça que, vindo uma guerra, eles se ajuntem com os nossos inimigos e lutem contra nós, e assim se retirem da terra.
11
Por isso, designaram sobre eles capatazes para afligi-los com suas cargas. E construíram para Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.
12
Mas quanto mais os afligiam, mais eles se multiplicavam e cresciam. E por isso se afligiram por causa dos filhos de Israel.
13
E os egípcios fizeram os filhos de Israel servir com rigor,
14
e tornaram a sua vida amarga com dura escravidão, com argamassa e tijolos, e em todos os tipos de serviço no campo, em todo seu serviço, em que os faziam servir, era com rigor.
15
E o rei do Egito falou às parteiras hebreias, das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra Puá,
16
e ele disse: Quando fizerdes o trabalho de parteira às mulheres hebreias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, havereis de matá-lo, mas se for filha, ela deverá viver.
17
Mas as parteiras temiam a Deus e não fizeram conforme o rei do Egito lhes ordenara, mas salvaram os meninos, deixando-os viver.
18
E o rei do Egito chamou as parteiras e lhes disse: Por que fizestes esta coisa, e salvastes os meninos, deixando-os viver?
19
E as parteiras disseram a Faraó: Porque as mulheres hebreias não são como as mulheres egípcias, pois elas são vivazes e já deram à luz antes que as parteiras cheguem a elas.
20
Por isso Deus agiu bem com as parteiras; e o povo se multiplicou, e tornou-se muito forte.
21
E aconteceu que, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu casas.
22
Faraó ordenou a todo o seu povo, dizendo: Todo filho que é nascido deveis lançar ao rio, e toda filha preservareis com vida.

2

1
E foi um homem da casa de Levi, e tomou por esposa uma filha de Levi.
2
E a mulher concebeu, e deu à luz um filho. E quando ela viu que ele era um menino formoso, ela o escondeu por três meses.
3
E quando já não podia escondê-lo, ela tomou para ele uma arca de juncos, e a revestiu com barro e piche, e pôs o menino nela. E ela a colocou nos juncos à beira do rio.
4
E sua irmã ficou à distância, para saber o que lhe seria feito.
5
E a filha de Faraó desceu para se lavar no rio. E suas servas caminhavam ao lado do rio. E quando ela viu a arca entre os juncos, enviou sua serva para buscá-la.
6
E tendo-a aberto, ela viu o menino. E eis que o bebê chorava. E ela teve compaixão dele, e disse: Esta é uma das crianças dos hebreus.
7
Então disse sua irmã à filha de Faraó: Devo ir e chamar uma ama das mulheres dos hebreus, para que amamente o menino para ti?
8
Então disse sua irmã à filha de Faraó: Devo ir e chamar uma ama das mulheres dos hebreus, para que amamente o menino para ti?
9
E a filha de Faraó lhe disse: Toma este menino, e amamenta-o para mim, e eu te darei o teu salário. E a mulher tomou o menino, e o amamentou.
10
E o menino cresceu, e ela o levou à filha de Faraó, e ele se tornou seu filho. E ela chamou seu nome Moisés, e disse: Porque o tirei da água.
11
E aconteceu naqueles dias, quando Moisés havia crescido, que ele saiu a seus irmãos e viu as suas cargas. E ele viu um egípcio ferir um hebreu, um de seus irmãos.
12
E ele olhou para um lado e para o outro, e quando viu que não havia nenhum homem, matou o egípcio e o escondeu na areia.
13
E quando saiu no segundo dia, eis que dois homens dos hebreus estavam contendendo. E ele disse ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu companheiro?
14
E ele disse: Quem te fez por príncipe e juiz sobre nós? Intentas matar-me como mataste o egípcio? E Moisés temeu e disse: Certamente este negócio já é conhecido.
15
Então, quando Faraó soube disso, tentou matar Moisés. Mas Moisés fugiu da face de Faraó; e habitou na terra de Midiã. E se assentou junto a um poço.
16
E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas. E elas vieram e tiraram água, e encheram seus bebedouros para dar de beber ao rebanho de seu pai.
17
Então vieram os pastores e as expulsaram, mas Moisés se levantou e as ajudou, e deu de beber ao seu rebanho.
18
E quando elas vieram a Reuel, seu pai, ele disse: Por que vocês voltaram tão cedo hoje?
19
E elas disseram: Um egípcio nos libertou da mão dos pastores, e também tirou água suficiente para nós, e deu de beber ao rebanho.
20
E ele disse a suas filhas: E onde ele está? Por que vós deixastes o homem partir? Chamai-o, para que ele coma pão.
21
E Moisés ficou contente em habitar com aquele homem. E ele deu a Moisés sua filha Zípora.
22
E ela lhe deu um filho, e ele chamou seu nome Gérson, pois ele disse: Fui estrangeiro em uma terra estranha.
23
E aconteceu, ao passar do tempo, que o rei do Egito morreu. E os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e eles clamaram, e seu grito subiu a Deus por causa da servidão.
24
E Deus ouviu os seus gemidos, e Deus lembrou-se do seu pacto com Abraão, com Isaque e com Jacó.
25
E Deus olhou para os filhos de Israel, e Deus atentou para eles.

3

1
Ora, Moisés estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, o sacerdote de Midiã. E ele conduziu o rebanho para trás do deserto, e chegou ao monte de Deus, até o Horebe.
2
E o anjo do Senhor lhe apareceu em uma chama de fogo do meio de uma sarça. E ele olhou, e eis que, a sarça queimava com fogo, e a sarça não era consumida.
3
E Moisés disse: Eu vou virar agora de lado, e verei essa grande visão, porque a sarça não é queimada.
4
E quando o Senhor viu que ele se virara para ver, Deus o chamou do meio da sarça e disse: Moisés, Moisés. E ele disse: Aqui estou.
5
E ele disse: Não te aproximes até aqui. Tira tuas sandálias dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa.
6
Além disso, ele disse: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu a sua face, pois estava com medo de olhar para Deus.
7
E o Senhor disse: Certamente vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa de seus capatazes, pois eu conheço os seus sofrimentos;
8
e eu desci para libertá-los da mão dos egípcios, e para fazê-los sair daquela terra para uma terra boa e grande, para uma terra que mana leite e mel, para o lugar dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos ferezeus, e dos heveus, e dos jebuseus.
9
Agora, portanto, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo até mim. E eu também vi a opressão com que os egípcios os oprimem.
10
Vem agora, pois eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.
11
E Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó, e para que tire os filhos de Israel do Egito?
12
E ele disse: Certamente estarei contigo, e este será um sinal para ti, de que te enviei: Quando tiveres tirado o povo do Egito, vós servireis a Deus sobre este monte.
13
E disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós, e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que direi a eles?
14
E disse Deus a Moisés: Eu sou o que sou, e ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós.
15
E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós. Este é o meu nome para sempre, e este é meu memorial para todas as gerações.
16
Vai, e ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque, e de Jacó, me apareceu, dizendo: Eu certamente vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito,
17
e tenho dito: Eu vos farei subir da aflição do Egito para a terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos ferezeus, e dos heveus, e dos jebuseus, para uma terra que mana leite e mel.
18
E eles ouvirão a tua voz; e irás, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e lhe direis: O Senhor Deus dos hebreus se encontrou conosco, e agora deixa-nos ir, te suplicamos, três dias de jornada para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.
19
E eu tenho certeza de que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma mão poderosa.
20
E eu estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas as maravilhas que farei no meio deles; e depois disso ele vos deixará ir.
21
E eu darei favor a esse povo aos olhos dos egípcios, e acontecerá que, quando fordes, não ireis vazios,
22
mas cada mulher pedirá de sua vizinha, e da que estiver hospedada em sua casa, joias de prata, e joias de ouro e vestes, e as poreis sobre vossos filhos, e sobre vossas filhas, e despojareis os egípcios.

4

1
E respondeu Moisés e disse: Mas eis que eles não crerão em mim, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.
2
E disse-lhe o Senhor: O que há em tua mão? E ele disse: Um cajado.
3
E ele disse: Lança-o na terra. E ele o lançou na terra, e ele se tornou uma serpente. E Moisés fugiu dela.
4
E o Senhor disse a Moisés: Estende a tua mão; e toma-a pela cauda. E ele estendeu a sua mão, e a pegou, e ela se tornou um cajado em sua mão,
5
para que eles creiam que te apareceu o Senhor, Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
6
E disse mais o Senhor: Põe agora a tua mão no peito. E ele pôs a mão no seu peito, e quando a tirou, eis que a sua mão estava leprosa como neve.
7
E disse: Põe tua mão no peito de novo. E ele novamente pôs a mão no peito, e quando a tirou do peito, eis que se tornara como sua outra carne.
8
E acontecerá que, se eles não crerem em ti, nem derem ouvidos à voz do primeiro sinal, então eles crerão na voz do segundo sinal.
9
E acontecerá que, se eles não crerem também nesses dois sinais, nem derem ouvidos à tua voz, então tomarás da água do rio e a derramarás sobre a terra seca. E a água que tirares do rio se tornará em sangue sobre a terra seca.
10
E disse Moisés ao Senhor: Ó meu Senhor, eu não sou eloquente, nem até agora, nem desde que falaste ao teu servo. Mas eu sou lento de fala, e de uma língua lenta.
11
E o Senhor lhe disse: Quem fez a boca do homem? Quem fez o mudo, o surdo, o que vê ou o cego? Não fiz eu o Senhor?
12
Portanto, vai, e eu serei com a tua boca, e te ensinarei o que dirás.
13
E ele disse: Ó meu Senhor, envia, rogo-te, pela tua mão aquele a quem enviarás.
14
E a ira do Senhor se acendeu contra Moisés, e ele disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Sei que ele pode falar bem. E eis que ele está vindo para encontrar-se contigo, e vendo-te, se alegrará em seu coração.
15
E tu falarás a ele; e colocarás palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, e vos ensinarei o que deveis fazer.
16
E ele será teu porta-voz ao povo. E assim ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.
17
E tomarás este cajado em tuas mãos, com o qual farás sinais.
18
E Moisés partiu e voltou a Jetro, seu sogro, e lhe disse: Deixa-me ir, rogo-te, e voltar a meus irmãos que estão no Egito, e ver se ainda vivem. E Jetro disse a Moisés: Vai em paz.
19
E disse o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta ao Egito, pois estão mortos todos os homens que procuravam tirar-te a vida.
20
E Moisés tomou sua esposa e seus filhos, e os colocou sobre um jumento, e voltou à terra do Egito. E Moisés tomou o cajado de Deus em sua mão.
21
E disse o Senhor a Moisés: Quando tu voltares ao Egito, procure fazer diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão. Mas eu vou endurecer o seu coração, para que ele não deixe o povo ir.
22
E tu dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, o meu primogênito,
23
e eu te digo: Deixa meu filho ir, para que me sirva. E se te recusares a deixá-lo ir, eis que matarei o teu filho, o teu primogênito.
24
E aconteceu que a caminho, em uma estalagem, o Senhor se encontrou com ele; e tentou matá-lo.
25
Então Zípora tomou uma pedra afiada, e cortou o prepúcio de seu filho, e o lançou aos pés dele, e disse: Certamente és esposo sanguinário para mim.
26
Assim ele o deixou ir. Então ela disse: Um esposo sanguinário és, por causa da circuncisão.
27
E o Senhor disse a Arão: Vai ao deserto para te encontrares com Moisés. E ele foi, e o encontrou no monte de Deus, e o beijou.
28
E disse Moisés a Arão todas as palavras do Senhor, que o enviara, e todos os sinais que lhe ordenara.
29
E Moisés e Arão foram e reuniram todos os anciãos dos filhos de Israel,
30
e Arão falou todas as palavras que o Senhor havia falado a Moisés, e fez os sinais à vista do povo.
31
o povo creu. E quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de Israel, e que ele havia visto a sua aflição, então curvaram a sua cabeça e adoraram.

5

1
E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Deixa meu povo ir, para que me celebre uma festa no deserto.
2
E disse Faraó: Quem é o Senhor, para que eu obedeça à sua voz para deixar Israel ir? Não conheço o Senhor, tampouco deixarei Israel ir.
3
E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou. Deixa-nos ir, rogamos-te, três dias de jornada para o deserto; e oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com peste, ou com a espada.
4
E o rei do Egito lhes disse: Por que vós, Moisés e Arão, impedis o povo de trabalhar? Ide às vossas cargas.
5
E Faraó disse: Eis que o povo da terra agora é muito, e vós os fazeis descansar de suas cargas.
6
E no mesmo dia Faraó ordenou aos capatazes do povo, e aos seus oficiais, dizendo:
7
Já não dareis ao povo a palha para fazer tijolos, como até agora. Que eles mesmos vão e ajuntem palha para si.
8
E a conta dos tijolos que faziam até agora, esta poreis sobre eles. Não diminuireis coisa alguma. Pois eles estão ociosos, por isso clamam, dizendo: Deixa-nos ir e sacrificar ao nosso Deus.
9
Que mais trabalho seja colocado sobre os homens, para que nele se ocupem, e não considerem palavras vãs.
10
E saíram os capatazes do povo, e os seus oficiais, e falaram ao povo, dizendo: Assim diz Faraó: Não vos darei palha.
11
Ide vós mesmos, ajuntai a palha onde a achardes; mas nada de vosso trabalho será diminuído.
12
Assim o povo se espalhou por toda a terra do Egito para ajuntar restolho em vez de palha.
13
E os capatazes os apressavam, dizendo: Cumpri vossos trabalhos, vossas tarefas diárias, como quando havia palha.
14
E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, que os capatazes de Faraó haviam posto sobre eles, e reclamavam: Por que não cumpristes vossa tarefa de fazer tijolos ontem e hoje, como até agora?
15
Então os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Faraó, dizendo: Por que tratas assim os teus servos?
16
Não se dá palha a teus servos, e eles nos dizem: Fazei tijolos. E eis que os teus servos são açoitados; mas a culpa está em teu próprio povo.
17
Mas ele disse: Vós estais ociosos; vós estais ociosos, por isso dizeis: Deixa-nos ir e fazer sacrifício para o Senhor.
18
Portanto, agora ide e trabalhai, porque não se vos dará palha, porém cumprireis a conta dos tijolos.
19
E os oficiais dos filhos de Israel notaram que eles estavam em uma má situação, depois que foi dito: Não diminuireis coisa alguma dos tijolos da vossa tarefa diária.
20
E encontraram Moisés e Arão que estavam no caminho, quando vinham de Faraó,
21
e disseram a eles: O Senhor olhe para vós e julgue, porquanto fizestes que o nosso cheiro fosse abominado aos olhos de Faraó, e aos olhos dos seus servos, colocando-lhes nas mãos uma espada para nos matar.
22
E Moisés voltou ao Senhor, e disse:Senhor, por que trataste tão mal a este povo? Por que é que me enviaste?
23
Porque desde que fui a Faraó para falar em teu nome, ele fez mal a este povo. E tu também não livraste este povo.

6

1
Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que eu farei a Faraó, porque com forte mão ele os deixará ir, e com forte mão ele os expulsará da sua terra.
2
E Deus falou a Moisés, e lhe disse: Eu sou o Senhor;
3
e eu apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, pelo nome de Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome JEOVÁ, não fui conhecido a eles.
4
E também estabeleci o meu pacto com eles, para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, em que eram estrangeiros.
5
E eu também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, que os egípcios mantêm em servidão; e lembrei-me do meu pacto.
6
Por isso, dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos libertarei da sua servidão, e vos redimirei com braço estendido, e com grandes juízos,
7
e eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tira de debaixo das cargas dos egípcios.
8
E eu vos trarei para a terra, que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó. Eu vo-la darei por herança. Eu sou o Senhor.
9
E assim falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não lhe ouviram, por causa da angústia de espírito, e por causa da cruel servidão.
10
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
11
Entra, dize a Faraó, rei do Egito, que ele deixe os filhos de Israel sair da sua terra.
12
E falou Moisés diante do Senhor, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me ouviram. Como, então, Faraó me ouvirá, que sou de lábios incircuncisos?
13
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, e lhes deu ordem para os filhos de Israel, e para Faraó, rei do Egito, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito.
14
Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben.
15
E os filhos de Simeão: Jemuel, e Jamim, e Oade, e Jaquim, e Zoar, e Saul, filho de uma mulher cananeia; estas são as famílias de Simeão.
16
E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, e Coate, e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.
17
Os filhos de Gérson: Libni, e Simei, segundo as suas famílias.
18
E os filhos de Coate: Anrão, e Isar, e Hebrom, e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.
19
E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações.
20
E Anrão tomou por esposa a Joquebede, sua tia, e ela gerou-lhe Arão e Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.
21
E os filhos de Isar: Corá, e Nefegue, e Zicri.
22
E os filhos de Uziel: Misael, e Elzafã, e Sitri.
23
E Arão tomou para si Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela gerou-lhe Nadabe, e Abiú, e Eleazar, e Itamar.
24
E os filhos de Corá: Assir, e Elcana, e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas.
25
E Eleazar, filho de Arão, tomou por esposa uma das filhas de Putiel, e ela gerou-lhe a Fineias; estes são os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas famílias.
26
Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito segundo os seus exércitos.
27
Estes são aqueles que falaram a Faraó, rei do Egito, para que tirasse os filhos de Israel do Egito. Estes são Arão e Moisés.
28
E aconteceu no dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do Egito,
29
falou o Senhor a Moisés, dizendo: Eu sou o Senhor. Dize a Faraó, rei do Egito, tudo que eu te disser.
30
E Moisés disse diante do Senhor: Eis que eu sou de lábios incircuncisos, e como Faraó me ouvirá?

7

1
E o Senhor disse a Moisés: Vê, fiz-te por um deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.
2
Tu falarás tudo o que eu te ordenei, e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que ele envie os filhos de Israel para fora da sua terra.
3
E eu endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei meus sinais e minhas maravilhas na terra do Egito.
4
Mas Faraó não vos ouvirá; e eu colocarei a minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, e o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito por grandes juízos.
5
E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.
6
E fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.
7
E Moisés era da idade de oitenta anos, e Arão da idade de oitenta e três anos, quando falaram a Faraó.
8
E falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo:
9
Quando Faraó vos falar, dizendo: Mostrai vós um milagre; então dirás a Arão: Toma o teu cajado, lança-o diante do Faraó, e ele se tornará em serpente.
10
E Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram conforme o Senhor havia ordenado. E Arão lançou o seu cajado diante do Faraó, e diante de seus servos, e ele se tornou em serpente.
11
Então Faraó também chamou os seus homens sábios e feiticeiros; e os magos do Egito também fizeram de maneira semelhante com os seus encantamentos.
12
Portanto cada homem lançou o seu cajado, e eles se tornaram em serpentes, mas o cajado de Arão engoliu os cajados deles.
13
E o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor havia dito.
14
E o Senhor disse a Moisés: O coração de Faraó está endurecido; ele se recusa a deixar o povo ir.
15
Vai a Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas, e tu estarás à beira do rio diante dele. E levarás na tua mão o cajado que se tornou em serpente.
16
E dirás a ele: O Senhor Deus dos hebreus me enviou a ti, dizendo: Deixa o meu povo ir, para que me sirva no deserto; e eis que até agora tu não ouviste.
17
Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que ferirei com o cajado que está em minha mão as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue.
18
E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios detestarão beber a água do rio.
19
E o Senhor falou a Moisés: Dize a Arão: Toma o teu cajado, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre seus tanques, e sobre todos os ajuntamentos de águas, para que se tornem em sangue; e para que haja sangue em toda a terra do Egito, tanto em vasilhas de madeira, quanto em vasilhas de pedra.
20
E Moisés e Arão assim fizeram, conforme o Senhor ordenou; e ele ergueu o cajado, e feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó, e à vista de seus servos. E todas as águas que estavam no rio se tornaram em sangue.
21
E os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não puderam beber a água do rio. E houve sangue por toda a terra do Egito.
22
E os magos do Egito fizeram assim com seus encantamentos, e o coração de Faraó foi endurecido. Ele também não os ouviu, como o Senhor havia dito.
23
E Faraó se voltou e entrou em sua casa, nem pôs nisso o seu coração.
24
E todos os egípcios cavaram em torno do rio para beberem água, pois não podiam beber da água do rio.
25
E se cumpriram sete dias depois que o Senhor havia ferido o rio.

8

1
E falou o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa o meu povo ir, para que me sirva.
2
E se te recusares a deixá-los ir, eis que ferirei todos os teus termos com rãs;
3
e o rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em tua casa, e em teu quarto, e sobre a tua cama, e na casa dos teus servos, e sobre o teu povo, e nos teus fornos, e nas amassadeiras.
4
E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.
5
E o Senhor falou a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com o cajado sobre as correntes, sobre os rios, e sobre os tanques e faze subir rãs sobre a terra do Egito.
6
E Arão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito; e as rãs subiram, e cobriram a terra do Egito.
7
E os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.
8
Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor, para que retire as rãs de mim e do meu povo, e deixarei o povo ir, para que possam fazer sacrifício ao Senhor.
9
E disse Moisés a Faraó: Glória sobre mim; quando devo rogar por ti, e por teus servos, e por teu povo, para destruir as rãs de ti e de tuas casas, para que permaneçam somente no rio?
10
E ele disse: Amanhã. E disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que não há ninguém como o Senhor nosso Deus.
11
E as rãs se apartarão de ti, e de tuas casas, e de teus servos, e de teu povo; elas permanecerão somente no rio.
12
E Moisés e Arão saíram da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs que ele havia trazido sobre Faraó.
13
E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés, e as rãs morreram nas casas, nas aldeias e nos campos.
14
E as ajuntaram em montes, e a terra cheirou mal.
15
Mas quando Faraó viu que houve alívio, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o Senhor havia dito.
16
E disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende o teu cajado, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.
17
E eles assim fizeram, porque Arão estendeu a sua mão com seu cajado, e feriu o pó da terra, e ele se tornou piolhos nos homens, e nos animais; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito.
18
E os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos para produzir piolhos, mas não conseguiram. Assim havia piolhos sobre os homens e sobre os animais.
19
Então disseram os magos a Faraó: Este é o dedo de Deus. E o coração de Faraó foi endurecido, e ele não os ouviu, conforme o Senhor havia dito.
20
E o Senhor disse a Moisés: Levanta-te de manhã cedo, e põe-te diante de Faraó. Eis que ele sairá às águas, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa o meu povo ir, para que me sirva.
21
De outro modo, se não deixares meu povo ir, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre teus servos, e sobre teu povo, e nas tuas casas. E as casas dos egípcios estarão cheias de enxames de moscas, e também o chão em que eles estão.
22
E eu separarei naquele dia a terra de Gósen, em que habita o meu povo, para que lá não haja enxames de moscas, para que ao final saibas que eu sou o Senhor no meio da terra.
23
E porei uma divisão entre o meu povo e o teu povo. Amanhã será este sinal.
24
E o Senhor assim fez, e vieram grandes enxames de moscas para dentro da casa de Faraó, e para dentro das casas de seus servos, e para toda a terra do Egito. A terra estava corrompida por causa desses enxames de moscas.
25
E chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai a vosso Deus nesta terra.
26
E Moisés disse: Não convém fazer assim, pois sacrificaríamos a abominação dos egípcios ao Senhor nosso Deus. Eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, eles não nos apedrejariam?
27
Nós vamos três dias de jornada no deserto, e sacrificaremos ao Senhor nosso Deus, conforme ele nos ordenou.
28
E Faraó disse: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao Senhor vosso Deus no deserto. Somente não devereis ir muito longe. Suplicai por mim.
29
E Moisés disse: Eis que sairei da tua presença, e orarei ao Senhor, para que os enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; mas que Faraó não aja mais de forma enganosa não deixando o povo ir e sacrificar ao Senhor.
30
Moisés saiu da presença de Faraó, e rogou ao Senhor.
31
E o Senhor fez segundo a palavra de Moisés, e ele removeu os enxames de moscas de Faraó, de seus servos e de seu povo. Não permaneceu nem mesmo uma.
32
E Faraó endureceu seu coração também dessa vez, e não deixou o povo ir.

9

1
Então disse o Senhor a Moisés: Vai à presença de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Deixa o meu povo ir, para que me sirva.
2
Porque se te recusares a deixá-los ir, e os detiveres por força,
3
eis que a mão do Senhor será sobre teu gado que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas; haverá uma grande praga.
4
E o Senhor separará o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de tudo o que for dos filhos de Israel.
5
E o Senhor determinou um tempo certo, dizendo: Amanhã o Senhor fará isto na terra.
6
E o Senhor o fez no dia seguinte, e todo o gado do Egito morreu, mas do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
7
E Faraó mandou ver, e eis que do gado dos israelitas nenhum morrera. E o coração de Faraó foi endurecido, e ele não deixou o povo ir.
8
E disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai para vós mãos cheias de cinzas do forno, e que Moisés as espalhe para o céu à vista de Faraó.
9
E se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito, e furúnculos que arrebentarão em úlcera sobre o homem, e sobre o animal, em toda a terra do Egito.
10
E eles tomaram as cinzas do forno, e puseram-se diante de Faraó. E Moisés as espalhou para o céu, e elas se tornaram em feridas que arrebentavam em úlceras sobre o homem e sobre o animal.
11
E os magos não conseguiram ficar diante de Moisés por causa das feridas, pois a ferida estava sobre os magos, e sobre todos os egípcios.
12
E o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor havia dito a Moisés.
13
E o Senhor disse a Moisés: Levanta-te de manhã cedo, e coloca-te diante de Faraó, e dize a ele: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Deixa o meu povo ir, para que me sirva.
14
Porque desta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há ninguém como eu em toda a terra.
15
Porquanto agora estenderei a minha mão, para que eu fira a ti e a teu povo com peste, e tu serás cortado da terra.
16
E na verdade é por esta causa que eu te levantei, para mostrar o meu poder em ti, e para que o meu nome seja declarado em toda a terra.
17
Ainda te exaltas contra o meu povo, não o deixando ir?
18
Eis que amanhã a essa hora, farei chover um grande granizo, tal como não houve no Egito, desde a sua fundação até agora.
19
Por isso, envia agora, e ajunta o teu gado, e tudo que tens no campo; pois sobre todo homem e todo animal que for encontrado no campo, e não for trazido para casa, cairá o granizo, e morrerão.
20
Aquele que temeu a palavra do Senhor entre os servos de Faraó fez seus servos e seu gado fugir para dentro das casas,
21
e aquele que não considerou a palavra do Senhor deixou os seus servos e o seu gado no campo.
22
E o Senhor disse a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que haja granizo em toda a terra do Egito, sobre o homem, e sobre o animal, e sobre toda erva do campo na terra do Egito.
23
E Moisés estendeu seu cajado para o céu, e o Senhor enviou trovão e granizo, e o fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito.
24
Assim houve granizo, e fogo misturado com granizo, muito grave, tal como não houve em toda a terra do Egito desde que se tornou uma nação.
25
E o granizo feriu, em toda terra do Egito, tudo que estava no campo, tanto homem como animal; e o granizo feriu toda erva do campo, e quebrou cada árvore do campo.
26
Somente na terra de Gósen, onde os filhos de Israel estavam, não houve granizo.
27
E Faraó enviou, e chamou Moisés e Arão, e lhes disse: Pequei desta vez; o Senhor é justo, e eu e meu povo somos ímpios.
28
Rogai ao Senhor (pois é o suficiente) para que não haja mais trovões fortes e granizo, e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui.
29
E Moisés lhe disse: Assim que eu sair da cidade, estenderei minhas mãos ao Senhor; e o trovão cessará, nem haverá mais granizo, para que saibas que a terra é do Senhor.
30
Mas quanto a ti e a teus servos, sei que não temereis o Senhor Deus.
31
E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho estava enrolado.
32
Mas o trigo e o centeio não foram feridos, pois não eram crescidos.
33
E Moisés saiu da presença de Faraó e de sua cidade, e estendeu suas mãos ao Senhor, e os trovões e o granizo cessaram, e a chuva não foi derramada sobre a terra.
34
E quando Faraó viu que a chuva e o granizo e os trovões haviam cessado, pecou ainda mais, e endureceu seu coração, ele e os seus servos.
35
E o coração de Faraó foi endurecido, e não deixou os filhos de Israel ir, como o Senhor havia dito por Moisés.

10

1
disse o Senhor a Moisés: Vai à presença de Faraó, porque eu endureci o seu coração, e o coração de seus servos, para que eu mostre estes sinais diante dele,
2
e para que tu fales aos ouvidos dos teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas e meus sinais que fiz entre eles no Egito, para que saibais que eu sou o Senhor.
3
E Moisés e Arão foram à presença de Faraó, e lhe disseram: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Quanto tempo recusarás a humilhar-te diante de mim? Deixa meu povo ir, para que me sirva.
4
Se não, se te recusares a deixar meu povo ir, eis que amanhã trarei locustas para a tua costa,
5
e cobrirão a face da terra, para que não se consigas ver a terra. E eles comerão o resto do que escapou, o que restou do granizo, e comerão toda árvore que cresce no campo.
6
E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos, e as casas de todos os egípcios, que nem teus pais, nem os pais de teus pais viram, desde o dia em que eles estiveram sobre a terra até este dia. E virou-se e saiu da presença de Faraó.
7
E os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem será uma armadilha para nós? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus. Não sabes ainda que o Egito está destruído?
8
E Moisés e Arão foram levados novamente a Faraó, e ele lhes disse: Ide, servi ao Senhor vosso Deus; mas quem são os que irão?
9
E Moisés disse: Iremos com nossos jovens e com nossos velhos, com nossos filhos e nossas filhas, com nossos rebanhos e com nosso gado iremos, porque precisamos celebrar uma festa ao Senhor.
10
E ele lhes disse: Que o Senhor assim esteja convosco, assim como eu vos deixarei ir, e a vossos pequenos; olhai, pois há mal diante de vós.
11
Não será assim. Ide agora vós que sois homens, e servi ao Senhor, pois isso é o que desejastes. E eles foram expulsos da presença de Faraó.
12
E o Senhor disse a Moisés: Estende tua mão sobre a terra do Egito, para que as locustas venham sobre a terra do Egito, e comam toda erva da terra, tudo que o granizo deixou.
13
Moisés estendeu seu cajado sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe um vento oriental sobre a terra durante todo aquele dia, e toda aquela noite; e ao amanhecer, o vento oriental trouxe as locustas.
14
E as locustas subiram por toda a terra do Egito, e descansaram em toda a costa do Egito, terríveis foram; antes destas nunca houve locustas como estas, nem depois destas haverá.
15
Pois elas cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu, e elas comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores que o granizo havia deixado. E não ficou verde algum nas árvores, nem nas ervas do campo, em toda a terra do Egito.
16
Então, se apressou Faraó em chamar a Moisés e a Arão e disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós.
17
Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente esta vez, e rogai ao Senhor, vosso Deus, que ele tire de mim somente esta morte.
18
E ele saiu da presença de Faraó, e suplicou ao Senhor.
19
E o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, que tirou as locustas e as lançou no mar Vermelho. Não ficou uma locusta em toda a costa do Egito.
20
Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, para que ele não deixasse os filhos de Israel ir.
21
E o Senhor disse a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas tão escuras que possam ser sentidas.
22
E Moisés estendeu a mão para o céu, e houve densas trevas em toda a terra do Egito por três dias.
23
Eles não viam uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias, mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.
24
E Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; deixai também os vossos pequenos ir convosco.
25
E disse Moisés: Deves dar-nos também sacrifícios e ofertas queimadas, para que possamos oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
26
E também o nosso gado irá conosco; nenhum casco ficará, porque disso tomaremos para servir ao Senhor nosso Deus. E não sabemos com que serviremos ao Senhor, até chegarmos lá.
27
Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não os deixou ir.
28
E Faraó lhe disse: Sai da minha presença, toma cuidado para que não veja mais a minha face, porque no dia em que vires a minha face, morrerás.
29
E disse Moisés: Disseste bem, não verei a tua face novamente.

11

1
E disse o Senhor a Moisés: Trarei ainda mais uma praga sobre Faraó, e sobre o Egito. Depois disso, ele vos deixará ir daqui. Quando vos deixar ir, ele certamente vos expulsará daqui completamente.
2
Fala agora aos ouvidos do povo, e que todo homem peça de seu vizinho, e toda mulher de sua vizinha, joias de prata e joias de ouro.
3
E o Senhor deu favor ao povo à vista dos egípcios. Além disso, o homem Moisés era muito grande na terra do Egito, à vista dos servos de Faraó, e à vista do povo.
4
E Moisés disse: Assim diz o Senhor: À meia-noite sairei no meio dos egípcios,
5
e todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó que está assentado sobre o seu trono, até mesmo o primogênito da serva que está atrás do moinho, e todos os primogênitos dos animais.
6
E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve, nem jamais haverá.
7
Mas contra qualquer dos filhos de Israel, nem mesmo um cão moverá sua língua, contra homem ou animal, para que saibais que o Senhor faz diferença entre os egípcios e Israel.
8
E todos estes teus servos descerão a mim, e se curvarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue. E depois disso eu sairei. E ele saiu da presença de Faraó com grande ira.
9
E disse o Senhor a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
10
E Moisés e Arão fizeram todas essas maravilhas diante de Faraó; e o Senhor endureceu o coração de Faraó, para que não deixasse os filhos de Israel sair de sua terra.

12

1
E o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
2
Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano para vós.
3
Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, tomará cada homem para si um cordeiro, segundo a casa de seus pais, um cordeiro para cada casa.
4
E se a família for muito pequena para um cordeiro, que ele e seu vizinho mais próximo o tomem segundo o número de almas. Cada homem conforme o seu comer fará a conta para o cordeiro.
5
Vosso cordeiro será sem defeito, um macho de um ano. Vós o tomareis das ovelhas ou das cabras.
6
E o guardareis até o décimo quarto dia do mesmo mês; e toda a assembleia da congregação de Israel o matará à tarde.
7
E tomarão do sangue, e o colocarão nas duas ombreiras e na verga da porta das casas em que o comerem.
8
E comerão a carne naquela noite, assada no fogo, e pão ázimo e com ervas amargas o comerão.
9
Não comereis dele cru, nem cozido com água, mas assado com fogo, a sua cabeça com os pés, e suas entranhas.
10
E não deixareis nada do que restar até a manhã seguinte; e o que restar disso até a manhã seguinte queimareis com fogo.
11
E assim o comereis: com vossos lombos cingidos, vossas sandálias nos vossos pés e vosso cajado na mão. E o comereis com pressa. É a Páscoa do Senhor.
12
Porque eu passarei por toda a terra do Egito nesta noite, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto do homem como do animal. E contra todos os deuses do Egito executarei o juízo: Eu sou o Senhor.
13
E o sangue vos será um sinal sobre as casas em que estiverdes. E quando eu vir o sangue, passarei sobre vós, e a praga não estará sobre vós para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito.
14
E este dia vos será por memorial, e fareis dele uma festa ao Senhor por todas as vossas gerações: fareis dele uma festa por ordenança eterna.
15
Sete dias comereis pães ázimos. Até o primeiro dia, afastarás o fermento das vossas casas; porque todo aquele que come pão levedado desde o primeiro dia até o sétimo dia, essa alma será cortada de Israel.
16
E no primeiro dia haverá uma santa convocação, e no sétimo dia haverá uma santa convocação para vós. Nenhum tipo de trabalho será feito neles, exceto aquilo que todo homem precisar comer, só isto poderá ser feito por vós.
17
E observareis a festa do pão ázimo, porque nesse mesmo dia eu tirei vossos exércitos da terra do Egito. Por isso observareis este dia nas vossas gerações por ordenança eterna.
18
No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês à tarde, comereis pão ázimo, até o vigésimo primeiro dia do mês à tarde.
19
Sete dias não se achará fermento em vossas casas, porque todo aquele que comer o que estiver levedado, essa alma será cortada da congregação de Israel, seja estrangeiro ou nascido na terra.
20
Não comereis nada levedado; em vossas habitações comereis pão ázimo.
21
Então Moisés chamou todos os anciãos de Israel, e lhes disse: Escolhei e tomai um cordeiro segundo vossas famílias, e matai a Páscoa.
22
E tomareis um molho de hissopo, e o molhareis no sangue que está na bacia, e passareis na verga e nas duas ombreiras da porta, com o sangue que está na bacia. E nenhum de vós sairá pela porta da sua casa até a manhã.
23
Porque o Senhor passará para ferir os egípcios. E quando ele vir o sangue na verga e nas duas ombreiras, o Senhor passará sobre a porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.
24
E observareis isto por ordenança para ti e para os vossos filhos para sempre.
25
E acontecerá, quando estiverdes na terra que o Senhor vos dará, segundo o que ele prometeu, que guardareis este culto.
26
E acontecerá, quando vossos filhos vos disserem: O que quereis dizer com este culto?
27
Que direis: Este é o sacrifício da Páscoa do Senhor, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. E o povo curvou a cabeça e adorou.
28
E os filhos de Israel foram e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés e Arão, assim fizeram.
29
E aconteceu que, à meia-noite, o Senhor feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó que estava assentado no seu trono até o primogênito do cativo que estava na masmorra, e todos os primogênitos do gado.
30
E Faraó se levantou à noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios. E houve grande clamor no Egito, porque não havia uma casa em que não houvesse um morto.
31
E então chamou a Moisés e a Arão à noite e disse: Levantai-vos, e saí dentre o meu povo, tanto vós como os filhos de Israel, e ide, servi ao Senhor, como tendes dito.
32
Também levai vossos rebanhos e vosso gado, como tendes dito, e saí, e abençoai-me também.
33
E os egípcios apressaram o povo, para que os lançassem fora da terra com pressa, porque diziam: Seremos todos mortos.
34
E o povo tomou sua massa antes que levedasse, e suas amassadeiras amarradas em suas roupas sobre os seus ombros.
35
E os filhos de Israel fizeram conforme a palavra de Moisés, e pediram dos egípcios joias de prata, e joias de ouro, e vestimentas,
36
e o Senhor deu ao povo favor à vista dos egípcios, de maneira que estes lhe davam o que pediam. E eles despojaram os egípcios.
37
E os filhos de Israel viajaram de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil homens a pé, além das crianças.
38
E uma multidão mista também subiu com eles, e rebanhos, e gado, e muito gado.
39
E assaram bolos sem fermento da massa que haviam trazido do Egito, porque não estava levedada; porque foram lançados fora do Egito, e não podiam demorar, nem haviam preparado para si alimento algum.
40
Ora, a permanência dos filhos de Israel, que habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.
41
E aconteceu que, ao final dos quatrocentos e trinta anos, aconteceu nesse exato dia, que todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
42
Esta é uma noite a ser bem observada para o Senhor por tê-los tirado do Egito; esta é aquela noite do Senhor a ser observada por todos os filhos de Israel nas suas gerações.
43
E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa: Nenhum estrangeiro comerá dela,
44
mas o servo de cada homem comprado por dinheiro, depois que o tiveres circuncidado, dela comerá.
45
O estrangeiro e o servo assalariado não comerão dela.
46
Em uma casa se deverá comê-la; não levarás coisa alguma da carne para fora da casa, nem quebrareis seu osso.
47
Toda a congregação deverá celebrá-la.
48
E quando um estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa do Senhor, que todo o homem seja circuncidado, e depois, que ele se aproxime e a celebre. E ele será como aquele que é nascido na terra; porquanto nenhum incircuncidado comerá dela.
49
Uma lei haverá para o que é nascido na terra, e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.
50
Assim fizeram todos os filhos de Israel; conforme o Senhor havia ordenado a Moisés e a Arão, assim fizeram.
51
E aconteceu que, no mesmo dia, o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, por seus exércitos.

13

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Santificai-me todos os primogênitos, todo o que abriu a madre entre os filhos de Israel, tanto do homem quanto do animal; este é meu.
3
E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, no qual saístes do Egito, da casa da servidão, pois com mão poderosa o Senhor vos tirou desse lugar. Não se comerá pão levedado.
4
Neste dia, no mês de abibe, vós saístes.
5
E será que, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria, uma terra em que mana leite e mel, que guardarás este culto neste mês.
6
Sete dias comerás pão ázimo, e no sétimo dia será uma festa ao Senhor.
7
Comer-se-á pão ázimo durante sete dias, e não se verá pão levedado contigo, nem ainda se verá fermento contigo em todos os teus alojamentos.
8
E naquele dia mostrarás a teu filho, dizendo: Isso se faz por causa do que o Senhor me fez, quando eu saí do Egito.
9
E te será por sinal sobre tua mão, e por memorial entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja na tua boca, porque com uma mão forte o Senhor te tirou do Egito.
10
Por isso guardarás esta ordenança a seu tempo, ano após ano.
11
E acontecerá que, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, e te der,
12
que tu separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, e todo primogênito que vier do animal que tiveres, o macho será do Senhor.
13
E todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se não o resgatares, quebrarás o seu pescoço. E todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás.
14
E acontecerá que, quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: O que é isto? Tu lhe dirás: Por força da mão o Senhor nos tirou do Egito, da casa de servidão.
15
E aconteceu que, quando Faraó não queria nos deixar sair, o Senhor matou todos os primogênitos da terra do Egito, tanto o primogênito do homem quanto o primogênito do animal. Por isso, eu sacrifico ao Senhor tudo que abre a madre, sendo macho, mas resgato todos os primogênitos de meus filhos.
16
E será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre teus olhos, porque com mão forte, o Senhor nos tirou do Egito.
17
E aconteceu que, quando Faraó havia deixado o povo ir, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, embora esse fosse perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito.
18
Mas Deus fez o povo rodear, pelo caminho do deserto do mar Vermelho, e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.
19
E Moisés tomou consigo os ossos de José, porque havia jurado solenemente aos filhos de Israel, dizendo: Deus certamente vos visitará, e daqui levareis meus ossos convosco.
20
E começaram sua jornada de Sucote, e acamparam em Etã, na borda do deserto.
21
E o Senhor ia adiante deles de dia numa coluna de nuvem, para conduzi-los pelo caminho, e à noite numa coluna de fogo, para lhes dar luz, para que fossem de dia e de noite.
22
Ele não tirou a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo à noite, de diante do povo.

14

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Dize aos filhos de Israel, para que voltem e acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; diante dele acampareis junto ao mar.
3
Porque Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão encurralados na terra, o deserto os encerrou.
4
E eu endurecerei o coração de Faraó, para que ele os persiga. E eu serei honrado sobre Faraó, e sobre todo o seu exército, para que os egípcios saibam que eu sou o Senhor. E assim eles fizeram.
5
E se contou ao rei do Egito que o povo havia fugido. E o coração de Faraó e de seus servos virou-se contra o povo, e eles disseram: Por que fizemos isto, deixando que Israel saísse e deixasse de nos servir?
6
E aprontou a sua carruagem, e tomou o seu povo consigo,
7
e tomou seiscentas carruagens escolhidas, e todas as carruagens do Egito, e os capitães sobre todos eles.
8
E o Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e ele perseguiu os filhos de Israel; e os filhos de Israel saíram com braço erguido.
9
Mas os egípcios os perseguiram com todos os cavalos e carruagens de Faraó, e seus cavaleiros, e seu exército, e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.
10
E quando Faraó se aproximou, os filhos de Israel levantaram os seus olhos e eis que os egípcios estavam marchando atrás deles; e eles ficaram com medo, e os filhos de Israel clamaram ao Senhor.
11
E disseram a Moisés: Porque não havia sepulcros no Egito nos levaste embora para morrermos no deserto? Por que agiste assim conosco para nos tirar do Egito?
12
Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos sozinhos, para que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos seria servir aos egípcios do que morrermos no deserto.
13
E Moisés disse ao povo: Não temais, aquietai-vos e vede a salvação do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver.
14
O Senhor lutará por vós, e tereis vossa paz.
15
E o Senhor disse a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que avancem.
16
Mas tu, levanta o teu cajado, e estende a tua mão sobre o mar, e divide-o, e os filhos de Israel irão por solo seco pelo meio do mar.
17
E eis que, eu endurecerei o coração dos egípcios, e eles os seguirão, e eu obterei honra sobre Faraó, e sobre todo o seu exército, sobre suas carruagens, e sobre os seus cavaleiros.
18
E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver obtido honra sobre Faraó, sobre as suas carruagens, e sobre os seus cavaleiros.
19
E o anjo de Deus, que ia adiante do acampamento de Israel, retirou- se e foi atrás deles, e a coluna foi de diante da face deles, e se colocou atrás deles,
20
e se colocou entre o acampamento dos egípcios e o acampamento de Israel, e havia uma nuvem e escuridão para eles, mas clareava a noite para estes; de maneira que não se aproximou um do outro durante toda a noite.
21
E Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez o mar voltar por meio de um forte vento oriental durante toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas.
22
E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar sobre a terra seca, e as águas eram para eles como um muro à sua direita, e à sua esquerda.
23
E os egípcios seguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar, com todos os cavalos de Faraó, as suas carruagens e os seus cavaleiros.
24
E aconteceu que, na vigília da manhã, o Senhor olhou para o exército dos egípcios por entre a coluna de fogo e de nuvem, e incomodou o exército dos egípcios,
25
e soltou dos eixos as rodas de suas carruagens, para que andassem com dificuldade. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor luta por eles contra os egípcios.
26
E o Senhor disse a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas venham novamente sobre os egípcios, sobre as suas carruagens e sobre os seus cavaleiros.
27
E Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar voltou à sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram contra ele. E o Senhor derrubou os egípcios no meio do mar.
28
E as águas retornaram e cobriram as carruagens, e os cavaleiros, e todo o exército de Faraó que entrou no mar depois deles; não restou nenhum deles.
29
Mas os filhos de Israel caminharam sobre terra seca no meio do mar; e as águas eram para eles como um muro à sua direita e à sua esquerda.
30
Assim, naquele dia, o Senhor salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.
31
E Israel viu a grande obra que o Senhor fez sobre os egípcios, e o povo temeu ao Senhor e creu no Senhor, e no seu servo Moisés.

15

1
Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este cântico ao Senhor, e falaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque ele triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
2
O Senhor é a minha força e o meu cântico, e ele se tornou a minha salvação. Ele é o meu Deus, e prepararei para ele uma habitação. Deus de meu pai, e eu o exaltarei.
3
O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.
4
Lançou no mar as carruagens de Faraó e o seu exército; seus capitães escolhidos também foram afogados no mar Vermelho.
5
Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como uma pedra.
6
Tua mão direita, ó Senhor, é gloriosa em poder; tua mão direita, ó Senhor, despedaçou o inimigo.
7
E na grandeza da tua excelência derrubaste aqueles que se levantaram contra ti; enviaste a tua ira, que os consumiu como restolho.
8
E com o sopro das tuas narinas as águas amontoaram-se, as correntes pararam em pé como um montão, e as profundezas coalharam-se no coração do mar.
9
Disse o inimigo: Perseguirei, alcançarei, dividirei o despojo; meu desejo se fartará neles; desembainharei a minha espada, minha mão os destruirá.
10
Tu sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; eles afundaram como chumbo nas poderosas águas.
11
Quem é como tu, ó Senhor, entre os deuses? Quem é como tu, glorioso em santidade, temeroso em louvores, fazendo maravilhas?
12
Tu estendestes a tua mão direita, e a terra os engoliu.
13
Na tua misericórdia conduziste o povo que resgataste; com a tua força os guiaste à tua santa habitação.
14
O povo ouvirá e temerá; a dor tomará os habitantes da Filístia.
15
Então os príncipes de Edom se maravilharam; um tremor apoderou-se dos homens poderosos de Moabe; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.
16
Sobre eles caiu medo e pavor; pela grandeza de teu braço, emudeceram como pedra; até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse o povo que tu adquiriste.
17
Tu os levarás e os plantarás no monte da tua herança, no lugar, ó Senhor, que fizeste para nele habitar; no Santuário, ó Senhor, que tuas mãos estabeleceram.
18
O Senhor reinará para sempre e sempre.
19
Porque os cavalos de Faraó, com as suas carruagens e com os seus cavaleiros entraram no mar, e o Senhor trouxe novamente sobre eles as águas do mar, todavia os filhos de Israel continuaram por terra seca no meio do mar.
20
E Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou um tamborim em sua mão; e todas as mulheres saíram após ela com tamboris e com danças.
21
E Miriã lhes respondeu: Cantai ao Senhor, porque ele triunfou gloriosamente; o cavalo e seu cavaleiro ele lançou no mar.
22
Assim Moisés trouxe Israel do mar Vermelho, e eles saíram para o deserto de Sur, e foram três dias pelo deserto, e não encontraram água.
23
E quando chegaram a Mara, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas. Por isso o nome foi chamado Mara.
24
E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: O que beberemos?
25
E ele clamou ao Senhor; e o Senhor lhe mostrou uma árvore, que, quando ele a lançou nas águas, as águas se tornaram doces. Ali fez para eles um estatuto e uma ordenança, e ali ele os testou,
26
e disse: Se diligentemente ouvires a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto à sua vista, e deres teu ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, não colocarei sobre ti nenhuma destas doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que te cura.
27
E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. E acamparam ali junto às águas.

16

1
E tomaram a sua jornada de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês depois da sua partida da terra do Egito.
2
E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto,
3
e os filhos de Israel disseram a eles: Quem dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos assentados junto às panelas de carne, e quando comíamos pão à vontade; porque nos trouxestes para este deserto para matar toda esta assembleia de fome.
4
Então o Senhor disse a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu, e o povo sairá e colherá a porção de cada dia, para que eu o prove se anda na minha lei ou não.
5
E acontecerá que, no sexto dia, eles prepararão aquilo que trouxerem, e será duas vezes o que ajuntam diariamente.
6
Então disse Moisés e Arão aos filhos de Israel: À tarde sabereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito,
7
e pela manhã, então vereis a glória do Senhor; porque ele ouve as vossas murmurações contra o Senhor. E quem somos nós, para que murmureis contra nós?
8
E Moisés disse: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão à vontade, pois o Senhor ouve as vossas murmurações que murmurais contra ele. E quem somos nós? Vossas murmurações não são contra nós, mas contra o Senhor.
9
E falou Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Aproximai-vos diante do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações.
10
E aconteceu, quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, que eles olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem.
11
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
12
Ouvi as murmurações dos filhos de Israel; fala-lhes, dizendo: À tarde comereis carne, e pela manhã vos fartareis com pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.
13
E aconteceu que, à tarde subiram codornizes e cobriram o acampamento, e pela manhã estava o orvalho ao redor do arraial.
14
E quando o orvalho subiu, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa pequena e redonda, tão pequena quanto a geada sobre o chão.
15
E quando os filhos de Israel a viram, disseram uns aos outros: Isso é maná, porque não sabiam o que era. E Moisés lhes disse: Isto é o pão que o Senhor vos deu para comer.
16
Isto é o que o Senhor vos ordenou: Ajuntai dele cada homem segundo o seu comer, um ômer para cada homem, de acordo com o número de vossas pessoas; tomai cada homem para aqueles que estão nas suas tendas.
17
E os filhos de Israel assim fizeram, e colheram, alguns mais, outros menos.
18
E quando o mediram com um ômer, o que tinha ajuntado muito não tinha demais, e o que tinha ajuntado pouco não tinha falta; ajuntaram cada homem de acordo com o seu comer.
19
E disse Moisés: Que nenhum homem deixe dele até de manhã.
20
Mesmo assim, eles não ouviram a Moisés; mas alguns deles deixaram dele até a manhã seguinte, e criou vermes e cheirava mal. Moisés irou-se com eles.
21
E o colheram todas as manhãs, cada homem conforme o seu comer; e aquecendo o sol, derretia-se.
22
E aconteceu que, no sexto dia, eles colheram duas vezes mais pão, dois ômeres para um homem; e todos os governantes da congregação vieram e contaram a Moisés.
23
E disse-lhes: Isto é o que o Senhor disse: Amanhã é o descanso do shabat santo ao Senhor; o que quiserdes assar, assai-o, e o que quiserdes cozer, cozei-o; e o que restar guardai para vós até pela manhã.
24
E eles o guardaram até a manhã seguinte, como Moisés ordenara, e não cheirou mal, nem havia verme algum nele.
25
E disse Moisés: Comei isso hoje; pois hoje é o dia do Shabat do Senhor, pois hoje não o achareis no campo.
26
Seis dias o colhereis, mas no sétimo dia, que é o shabat, nele não haverá.
27
E aconteceu que saíram alguns do povo no sétimo dia para ajuntar, e não acharam nada.
28
E disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis obedecer aos meus mandamentos e às minhas leis?
29
Vede, pois o Senhor vos deu o shabat, por isso ele vos dá no sexto dia o pão para dois dias. Permanecei cada homem no seu lugar; que nenhum homem saia de seu lugar no sétimo dia.
30
Assim o povo descansou no sétimo dia.
31
E a casa de Israel chamou o nome disso maná. E era como semente de coentro, branco, e o seu gosto era como bolachas feitas com mel.
32
E Moisés disse: Isto é o que o Senhor ordenou: Enche um ômer e guarda-o para as vossas gerações, para que vejam o pão com o qual eu vos alimentei no deserto, quando vos tirei da terra do Egito.
33
E Moisés disse a Arão: Toma um vaso, e coloca um ômer de maná nele, e guarda-o diante do Senhor, para ser guardado para as vossas gerações.
34
Assim como o Senhor ordenara a Moisés, assim Arão o pôs diante do Testemunho, para ser guardado.
35
E os filhos de Israel comeram maná quarenta anos, até que chegaram a uma terra habitada; eles comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.
36
Ora, um ômer é a décima parte de um efa.

17

1
E toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim, segundo as suas jornadas, conforme a ordem do Senhor, e acampou em Refidim. E não havia água para o povo beber.
2
Por isso o povo contendeu com Moisés, e disse: Dá-nos água para bebermos. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais o Senhor?
3
E o povo estava sedento por água; e o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos trouxeste do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?
4
E Moisés clamou ao Senhor, dizendo: O que farei com este povo? Estão quase prontos para me apedrejar.
5
E disse o Senhor a Moisés: Vai adiante do povo, e toma contigo os anciãos de Israel; e o teu cajado, com o qual feriste o rio, toma na tua mão e vai.
6
Eis que estarei em pé diante de ti sobre a rocha em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairá água para que o povo possa beber. E Moisés fez assim à vista dos anciãos de Israel.
7
E chamou o nome do lugar Massá e Meribá, porque contenderam os filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor entre nós ou não?
8
E veio Amaleque e lutou com Israel em Refidim.
9
E Moisés disse a Josué: Escolhe para nós homens, e vai, luta contra Amaleque. Amanhã estarei no cume do outeiro com o cajado de Deus na minha mão.
10
Então Josué fez como Moisés lhe dissera, e lutou contra Amaleque; e Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro.
11
E aconteceu que, quando Moisés levantava sua mão, Israel prevalecia; e quando ele baixava sua mão, Amaleque prevalecia.
12
Mas as mãos de Moisés estavam pesadas; e tomaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, e ele assentou-se nela. E Arão e Hur apoiaram suas mãos, um de um lado, e o outro, de outro lado; e suas mãos ficaram firmes até que o sol se pôs.
13
E Josué derrotou Amaleque e seu povo ao fio da espada.
14
E o Senhor disse a Moisés: Escreve isto por memorial em um livro, e repita-o nos ouvidos de Josué, porquanto eu eliminarei totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu.
15
E Moisés construiu um altar, e chamou seu nome Jeová-Níssi,
16
porque disse: Porque o Senhor jurou que o Senhor fará guerra contra Amaleque de geração em geração.

18

1
Quando Jetro, o sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu tudo que Deus havia feito a Moisés e a Israel, seu povo, e que o Senhor havia tirado Israel do Egito,
2
então Jetro, sogro de Moisés, tomou Zípora, esposa de Moisés, depois que ele a enviara de volta,
3
e seus dois filhos, dos quais o nome de um era Gérson, porque ele disse: Fui estrangeiro em uma terra estranha,
4
o nome do outro era Eliézer, porque o Deus de meu pai, disse ele, foi minha ajuda, e me libertou da espada de Faraó,
5
e Jetro, sogro de Moisés, veio com seus filhos e sua esposa a Moisés no deserto, onde ele acampava junto ao monte de Deus;
6
e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua esposa e os seus dois filhos com ela.
7
E Moisés saiu ao encontro de seu sogro, e inclinou-se e o beijou. E perguntaram- se pelo seu bem-estar, e entraram na tenda.
8
E Moisés contou a seu sogro tudo que o Senhor havia feito a Faraó e aos egípcios por causa de Israel, e toda a aflição que os acometera no caminho, e como o Senhor os livrara.
9
E Jetro se alegrou por toda a bondade que o Senhor havia feito a Israel, a quem havia libertado da mão dos egípcios.
10
E Jetro disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios, e da mão de Faraó; que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios.
11
Agora eu sei que o Senhor é maior que todos os deuses, naquilo em que se ensoberbeceram, ele prevaleceu contra eles.
12
E Jetro, sogro de Moisés, tomou uma oferta queimada e sacrifícios para Deus. E veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comer pão com o sogro de Moisés diante de Deus.
13
E aconteceu que ao amanhecer, Moisés sentou-se para julgar o povo. E o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até a tarde.
14
E quando o sogro de Moisés viu tudo que ele fazia ao povo, disse: O que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas sozinho, e todo o povo fica em pé diante de ti desde a manhã até a tarde?
15
E disse Moisés a seu sogro: Porque o povo vem a mim para perguntar a Deus.
16
Quando eles têm uma questão, vêm a mim, e eu julgo entre um e outro, e os faço saber os estatutos de Deus, e suas leis.
17
E o sogro de Moisés lhe disse: O que estás fazendo não é bom.
18
Certamente desfalecerás, tu e este povo que está contigo, porque isto é muito pesado para ti; não és capaz de realizar isto sozinho.
19
Ouve a minha voz: Dar-te-ei conselho, e Deus será contigo; sê tu pelo povo diante de Deus, para que leves as causas a Deus;
20
e tu lhes ensinarás as ordens e leis, e lhes mostrarás o caminho em que devem andar, e a obra que devem realizar.
21
Além disso, tu proverás de todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens da verdade, que aborreçam a avareza, e os colocarás sobre eles, para serem governantes de mil, e governantes de cem, governantes de cinquenta e governantes de dez.
22
Para que julguem o povo em todo o tempo. E será que, toda causa grave eles trarão a ti, mas toda causa pequena eles julgarão; assim será mais fácil para ti, e eles carregarão a carga contigo.
23
Se fizeres isto, e Deus te ordenar assim, então serás capaz de suportar, e todo este povo também voltará a seu lugar em paz.
24
Então Moisés ouviu a voz do seu sogro, e fez tudo que ele dissera.
25
E Moisés escolheu homens capazes de todo o Israel, e os fez por cabeças sobre o povo; governantes de mil, governantes de cem, governantes de cinquenta e governantes de dez.
26
E eles julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves traziam a Moisés, mas toda causa pequena julgavam eles mesmos.
27
E Moisés deixou seu sogro partir. E ele seguiu o caminho para a sua própria terra.

19

1
No terceiro mês, quando os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia entraram no deserto do Sinai.
2
Porque haviam partido de Refidim, e chegaram ao deserto do Sinai, e tinham acampado no deserto; e ali Israel acampou diante do monte.
3
E Moisés subiu a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim dirás à casa de Jacó, e falarás aos filhos de Israel:
4
Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos carreguei sobre asas de águia, e vos trouxe a mim.
5
Agora, portanto, se realmente obedeceres a minha voz, e guardares o meu pacto, então sereis o meu tesouro peculiar acima de todos os povos, porque toda a terra é minha.
6
E sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.
7
E Moisés veio, e chamou os anciãos do povo, e colocou diante de suas faces todas essas palavras que o Senhor lhe ordenara.
8
E todo o povo respondeu unido, e disse: Tudo que o Senhor falou faremos. E Moisés retornou ao Senhor com as palavras do povo.
9
E o Senhor disse a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma densa nuvem, para que o povo ouça quando eu falar contigo e creia em ti para sempre. E Moisés disse as palavras do povo ao Senhor.
10
E o Senhor disse a Moisés: Vai ao povo e santifica-os hoje e amanhã, e faze com que lavem suas vestes,
11
e estejam prontos para o terceiro dia; porque no terceiro dia o Senhor descerá à vista de todo o povo sobre o monte Sinai.
12
E tu estabelecerás limites ao povo em redor, dizendo: Fiquem atentos para que não subais ao monte ou toqueis os seus limites; todo aquele que tocar no monte certamente morrerá.
13
Nem mesmo mão alguma o tocará, porque certamente será apedrejado ou asseteado; seja animal ou homem, não viverá. Quando a trombeta soar o toque longo, subirão ao monte.
14
E Moisés desceu do monte ao povo e santificou o povo; e eles lavaram as suas vestes.
15
E ele disse ao povo: Estai prontos no terceiro dia, e não chegueis a suas esposas.
16
E aconteceu que, no terceiro dia de manhã, houve trovões e relâmpagos, e uma densa nuvem sobre o monte, e a voz da trombeta soou o toque longo, assim tremeu todo o povo que estava no acampamento.
17
E Moisés levou o povo para fora do acampamento ao encontro de Deus; e ficaram ao pé do monte.
18
E o monte Sinai estava todo ele envolto em fumaça, porque o Senhor desceu sobre ele em fogo. E a fumaça dele subia como a fumaça de um forno, e todo o monte tremia grandemente.
19
E quando a voz da trombeta soou o toque longo, e se tornou cada vez mais alto, Moisés falou, e Deus lhe respondeu por uma voz.
20
E o Senhor desceu sobre o monte Sinai, no cume do monte. E o Senhor chamou Moisés para o cume do monte; e Moisés subiu.
21
E disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte o povo, para que não ultrapasse para ver o Senhor e muitos deles morram.
22
E que também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se santifiquem, para que o Senhor não se lance sobre eles.
23
E disse Moisés ao Senhor: O povo não pode subir ao monte Sinai, pois nos ordenaste, dizendo: Estabelece limites ao redor do monte, e santifica-o.
24
E o Senhor lhe disse: Vai, desce, e subirás, tu e Arão contigo; mas não deixai os sacerdotes e o povo ultrapassar para subir ao Senhor, para que ele não se lance sobre eles.
25
Assim Moisés desceu ao povo e falou a eles.

20

1
E Deus falou todas estas palavras, dizendo:
2
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa de servidão.
3
Não terás outros deuses diante de mim.
4
Não farás para ti nenhuma imagem esculpida, ou qualquer semelhança de alguma coisa que está em cima no céu, ou que está embaixo na terra, ou que está na água abaixo da terra.
5
Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu o Senhor teu Deus, sou um Deus ciumento, que visito a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,
6
e mostro misericórdia a milhares dos que me amam, e guardam os meus mandamentos.
7
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8
Lembra-te do dia do shabat, para santificá-lo.
9
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra,
10
mas o sétimo dia é o shabat do Senhor teu Deus, nele não farás obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu gado, nem teu estrangeiro que está em tuas portas,
11
pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e descansou no sétimo dia. Portanto, o Senhor abençoou o dia do shabat e o santificou.
12
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13
Não assassinarás.
14
Não cometerás adultério.
15
Não furtarás.
16
Não darás falso testemunho contra teu próximo.
17
Não cobiçarás a casa de teu próximo, não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem alguma coisa que é de teu próximo.
18
E todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o barulho da trombeta, e o monte fumegando. E quando o povo viu isso, apartou-se e ficou de longe.
19
E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos, mas não permitas que Deus fale conosco para que não morramos.
20
E disse Moisés ao povo: Não temais, pois Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.
21
E o povo ficou de longe, e Moisés se aproximou da densa escuridão em que Deus estava.
22
E disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vistes que falei a vós do céu.
23
Não fareis comigo deuses de prata, nem fareis para vós deuses de ouro.
24
Um altar de terra me farás e nele sacrificarás as tuas ofertas queimadas, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todos os lugares em que eu registrar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.
25
E se me fizeres um altar de pedra, não o edificarás de pedra esculpida, porque se levantares tua ferramenta sobre ele, já o profanaste.
26
Tampouco subirás por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja descoberta sobre ele.

21

1
Agora estes são os juízos que colocarás diante deles.
2
Se comprares um servo Hebreu, seis anos ele te servirá, e no sétimo ele sairá livre, gratuitamente.
3
Se ele entrou só, deverá sair só. Se era casado, sua esposa sairá com ele.
4
Se seu senhor lhe deu uma esposa, e ela lhe gerou filhos ou filhas, a esposa e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá só.
5
E se o servo disser claramente: Amo o meu senhor, a minha esposa e meus filhos, eu não sairei livre,
6
então seu senhor o levará aos juízes, e também o levará à porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.
7
E se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos.
8
Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a desposá-la então ele permitirá que seja resgatada; ele não poderá vendê-la a uma nação estrangeira, visto tê-la enganado.
9
Mas se a desposar com seu filho, agirá com ela conforme a maneira das filhas.
10
Se tomar para ele outra esposa, não diminuirá seu alimento, sua vestimenta e nem sua obrigação matrimonial.
11
E se ele não cumprir estes três para com ela, então ela sairá livre destituída de dinheiro.
12
Aquele que ferir a um homem, e ele morrer, certamente será morto.
13
Se um homem não estiver de emboscada, mas Deus o entregar em sua mão, então eu te designarei um lugar para o qual ele fugirá.
14
Mas se um homem vier premeditadamente contra o seu próximo, para matá-lo à traição, afasta-lo-ás do meu altar para que morra.
15
E aquele que ferir seu pai ou sua mãe, certamente será morto.
16
E aquele que furtar um homem e o vender, ou se for encontrado em sua mão, certamente será morto.
17
E aquele que amaldiçoa o seu pai ou a sua mãe, certamente será morto.
18
E se homens lutarem juntos, e um ferir o outro com uma pedra, ou com seu punho, e ele não morrer, mas se mantiver na cama,
19
se novamente levantar-se, e caminhar sobre o seu cajado, então aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará pela perda do seu tempo e o fará curar totalmente.
20
E se um homem ferir seu servo, ou sua serva, com um cajado, e ele morrer debaixo da sua mão, ele certamente será punido.
21
Todavia, se sobreviver por um dia ou dois, não será punido, porque é seu dinheiro.
22
Se homens lutarem e ferirem uma mulher grávida, assim que seu fruto se apartar dela, e não havendo outro dano, certamente será punido, conforme o que impuser o marido da mulher; e ele pagará segundo o que os juízes determinarem.
23
E se houver qualquer dano, então darás vida por vida,
24
olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
25
queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.
26
E se um homem ferir o olho de seu servo, ou o olho de sua serva, e o danificar, deixa-lo-á sair livre por causa do seu olho.
27
E se ele atingir o dente de seu servo, ou o dente de sua serva, deixa-lo-á sair livre por causa do seu dente
28
Se um boi escornear um homem ou uma mulher, de modo que morra, então o boi certamente será apedrejado, e sua carne não se comerá; mas o dono do boi será absolvido.
29
Mas se o boi era acostumado em tempos passados a empurrar com o seu chifre, tendo sido testemunhado ao seu dono, e não o guardou, mas ele matou um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado, e seu dono também morrerá.
30
Se lhe for posto uma quantia de dinheiro, então ele dará pelo resgate de sua vida o que lhe for posto.
31
Se ele escorneou um filho, ou escorneou uma filha, de acordo com este juízo lhe será feito.
32
Se o boi escornear um servo ou uma serva, dará ao seu senhor trinta ciclos de prata, e o boi será apedrejado.
33
E se um homem abrir um buraco, ou se um homem cavar um buraco, e não o cobrir, e nele cair um boi ou um jumento,
34
o dono do buraco pagará por ele, e dará dinheiro ao dono deles. E o animal morto será seu.
35
E se o boi de um homem ferir o de outro, e ele morrer, então venderão o boi vivo e dividirão o seu dinheiro, e também dividirão o boi morto.
36
Ou se for conhecido que o boi escorneava no passado, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi, e o morto será seu.

22

1
Se um homem furtar um boi, ou uma ovelha, e o matar ou vender, restituirá cinco bois por um boi, e quatro ovelhas por uma ovelha.
2
Se um ladrão for encontrado saqueando e for ferido para que morra, não se derramará sangue por ele.
3
Se o sol houver se levantado sobre ele, derramar-se-á sangue por ele, pois ele deve fazer restituição completa. Se ele não possuir nada, será vendido pelo seu furto.
4
Se o furto for achado vivo em sua mão, seja boi, jumento ou ovelha, ele restituirá em dobro.
5
Se um homem fizer um campo ou uma vinha a ser comida, e colocar nela seu animal, e for alimentar no campo de outro, então do melhor do seu próprio campo e do melhor da sua própria vinha fará restituição.
6
Se irromper um fogo, e pegar nos espinhos, de modo que sejam consumidos os feixes de trigo, ou a seara, ou o campo, o que iniciou o fogo certamente fará restituição.
7
Se um homem entregar a seu próximo dinheiro ou objetos para guardar, e isso for furtado da casa do homem, se o ladrão for encontrado, que ele pague em dobro.
8
Se o ladrão não for encontrado, então o dono da casa será levado aos juízes, para ver se ele colocou a mão nos bens de seu próximo.
9
Para todo tipo de transgressão, seja por boi, por jumento, por ovelhas, por vestes ou por qualquer coisa perdida, que outro protestar ser seu, a causa de ambas as partes virá diante dos juízes; e aquele a quem os juízes condenarem, este pagará em dobro ao seu próximo.
10
Se um homem entregar ao seu próximo um jumento, ou um boi, ou uma ovelha, ou algum animal para guardar, e este morrer, ou for ferido, ou levado embora, sem que nenhum homem veja,
11
então haverá um juramento do Senhor entre os dois, de que ele não pôs a mão nos bens de seu próximo. E o dono disso o aceitará, e o outro não o restituirá.
12
E se lhe for furtado, ele fará restituição ao seu dono.
13
Se for dilacerado, então que ele o traga em testemunho, e ele não fará restituição pelo que foi dilacerado.
14
E se um homem pedir emprestado alguma coisa de seu próximo, e for ferido, ou morrer, não estando com ele o dono, ele certamente fará restituição.
15
Mas se o dono disso estiver com ele, não fará restituição; se foi uma coisa alugada, será pelo seu aluguel.
16
E se um homem seduzir uma virgem que não é desposada, e se deitar com ela, ele certamente a dotará e tomará por sua esposa.
17
Se o seu pai completamente se recusar a dá-la, ele pagará em dinheiro conforme o dote das virgens.
18
Não deixarás viver uma feiticeira.
19
Todo aquele que se deitar com um animal certamente será morto.
20
Aquele que sacrificar a qualquer deus, e não somente ao Senhor, este será totalmente destruído.
21
Não afligirás um estrangeiro, nem o oprimirás, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.
22
Não afligireis nenhuma viúva, nem o órfão.
23
Se os afligirdes de alguma maneira, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor,
24
e a minha ira arderá, e eu vos matarei à espada, e vossas mulheres serão viúvas, e vossos filhos órfãos.
25
Se emprestares dinheiro a qualquer de meu povo, que é pobre junto a ti, não serás para ele agiota nem lhe imporás usura.
26
Se tomares a veste de teu próximo por penhor, tu lho restituirás antes do pôr do sol,
27
porque esta é sua única coberta, é a veste da sua pele, em que ele dormirá? E acontecerá que, quando ele clamar a mim, eu o ouvirei, pois sou benevolente.
28
Não injuriarás os juízes, nem maldirás o governante do teu povo.
29
Não tardarás a oferecer o primeiro de teus frutos maduros, nem de teus licores; o primogênito de teus filhos me darás.
30
Da mesma forma farás com os teus bois, e com as tuas ovelhas; sete dias estarão com sua mãe; no oitavo dia os darás a mim.
31
E sereis para mim homens santos; não comereis carne alguma que foi dilacerada por animal no campo; vós a lançareis aos cães.

23

1
Não levantarás falso rumor; não porás a tua mão com o ímpio para ser testemunha falsa.
2
Não seguirás uma multidão para fazeres o mal; nem falarás em uma causa modificando a ação após muitos, distorcendo o julgamento.
3
Nem ao homem pobre favorecerás na sua causa.
4
Se encontrares o boi ou o jumento de teu inimigo desgarrado, certamente o levarás de volta a ele novamente.
5
Se vires o jumento de alguém que te odeia deitado debaixo de sua carga, deixarás de ajudá-lo? Certamente o ajudarás.
6
Não perverterás o direito de teu pobre na sua causa.
7
Guarda-te de questões falsas; e o inocente e o justo não matarás, porque não justificarei o ímpio.
8
E tu não aceitarás presente; porque o presente cega o sábio, e perverte as palavras do justo.
9
Não oprimirás o estrangeiro, porque conheceis o coração de um estrangeiro, visto que fostes estrangeiros na terra do Egito.
10
E seis anos semearás a tua terra, e colherás o seu fruto,
11
mas no sétimo ano a deixarás descansar e ficar sossegada, para que os pobres do teu povo possam comer. E o que eles deixarem, os animais do campo comerão. Da mesma maneira agirás com tua vinha, e com teu olival.
12
Seis dias farás tua obra, e no sétimo dia descansarás, para que o teu boi e o teu jumento possam descansar, e o filho de tua serva, e o estrangeiro, possam ser revigorados.
13
E em todas as coisas que vos tenho dito, guardai-vos; e do nome de outros deuses nem fazei menção, nem sejam ouvidos da vossa boca.
14
Três vezes por ano celebrarás uma festa para mim.
15
Guardarás a festa dos pães ázimos (Comereis pão ázimo sete dias, como te ordenei, no tempo determinado do mês de abibe; porque nele saíste do Egito; e ninguém aparecerá vazio perante mim).
16
E a festa da sega, as primícias do teu trabalho, que semeaste no campo; e a festa da colheita, que é no fim do ano, quando tiveres colhido o teu trabalho do campo.
17
Três vezes por ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus.
18
Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado; nem ficará a gordura do meu sacrifício até de manhã.
19
O primeiro das primícias da terra trarás para a casa do Senhor teu Deus. Não cozinharás um cabrito no leite de sua mãe.
20
Eis que envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde no caminho e te conduza ao lugar que te tenho preparado.
21
Guarda-te diante dele, e obedece à sua voz; não o provoques, pois ele não perdoará as vossas transgressões, porque o meu nome está nele.
22
Mas se realmente obedeceres à sua voz, e fizeres tudo que eu disser, então serei um inimigo dos teus inimigo, e um adversário dos teus adversários.
23
Pois, o meu Anjo irá adiante de ti, e te conduzirá aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus, aos jebuseus. E eu os eliminarei.
24
Não te curvarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; mas os destruirás totalmente e quebrarás completamente as suas imagens.
25
E servireis ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós a enfermidade.
26
Na tua terra não haverá ninguém que aborte, nem estéril; cumprirei o número dos teus dias.
27
Enviarei o meu temor diante de ti, e destruirei todo o povo a quem fores, e farei com que todos os teus inimigos te virem as costas.
28
E enviarei vespões diante de ti, que expulsarão os heveus, os cananeus, e os heteus, de diante de ti.
29
Não os expulsarei de diante de ti em um ano, para que a terra não se torne desolada e os animais do campo se multipliquem contra ti.
30
Aos poucos os expulsarei de diante de ti, até que tu aumentes, e herdes a terra.
31
E colocarei os teus limites desde o mar Vermelho até o mar dos filisteus, e do deserto até o rio; porque entregarei os habitantes da terra em tua mão, e tu os expulsarás de diante de ti.
32
Não farás pacto com eles, nem com os seus deuses.
33
Eles não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim, pois se servires aos seus deuses, isso certamente te será por armadilha.

24

1
E ele disse a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e adorai de longe.
2
E somente Moisés se aproximará do Senhor, mas eles não se aproximarão, nem subirá o povo com ele.
3
E Moisés veio e disse ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os juízos. E todo o povo respondeu a uma voz e disse: Todas as palavras que o Senhor disse nós faremos.
4
E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e levantou-se de manhã cedo e construiu um altar sob o monte, e doze pilares, segundo as doze tribos de Israel.
5
E ele enviou jovens dos filhos de Israel, que ofereceram ofertas queimadas, e sacrificaram ofertas pacíficas de bois ao Senhor.
6
E Moisés tomou metade do sangue, e o colocou em bacias; e metade do sangue aspergiu sobre o altar.
7
E ele tomou o livro do pacto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo que o Senhor tem dito faremos, e seremos obedientes.
8
E Moisés tomou o sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.
9
Então subiram Moisés, e Arão, Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel,
10
e viram o Deus de Israel, e havia debaixo de seus pés como trabalho pavimentado de pedra de safira, e como o corpo do céu na sua clareza.
11
E sobre os nobres dos filhos de Israel ele não colocou a sua mão; eles também viram a Deus, e comeram e beberam.
12
E disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim no monte, e fique ali; e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para que os ensines.
13
E Moisés subiu, e seu ajudante Josué. E Moisés subiu ao monte de Deus.
14
E disse aos anciãos: Esperai por nós aqui, até que voltemos a vós; e eis que Arão e Hur estão convosco. Se algum homem tiver qualquer negócio a fazer, achegue-se a eles.
15
E Moisés subiu ao monte, e uma nuvem cobriu o monte.
16
E a glória do Senhor habitou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu seis dias; e ao sétimo dia ele chamou Moisés do meio da nuvem.
17
E a visão da glória do Senhor era como fogo consumidor no cume do monte aos olhos dos filhos de Israel.
18
E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.

25

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Dize aos filhos de Israel, para que me tragam uma oferta; de todo homem que a der voluntariamente com seu coração tomareis a minha oferta.
3
E esta é a oferta que recebereis deles: ouro, e prata, e bronze,
4
e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelo de cabra,
5
e peles de carneiro tingidas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia,
6
óleo para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,
7
pedras de ônix, e pedras de engaste para colocar no éfode e no peitoral.
8
E me façam um santuário, para que eu habite entre eles.
9
Conforme tudo o que eu te mostrar, segundo o modelo do tabernáculo, e o modelo de todos os seus instrumentos, assim o fareis.
10
E farão uma arca de madeira de acácia; dois côvados e meio será o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura, e um côvado e meio a sua altura.
11
E a revestirás de ouro puro, por dentro e por fora a revestirás, e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor.
12
E fundirás quatro argolas de ouro para ela, e as colocarás nos seus quatro cantos; em um de seus lados ficarão duas argolas, e no outro lado duas argolas.
13
E farás varas de madeira de acácia, e as revestirás de ouro.
14
E colocarás as varas nas argolas, nos lados da arca, para que a arca seja carregada com elas.
15
As varas estarão nas argolas da arca; não serão tiradas dela.
16
E colocarás na arca o testemunho que eu te darei.
17
E farás um propiciatório de ouro puro; dois côvados e meio será o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura.
18
E farás dois querubins de ouro, de obra batida os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19
E farás um querubim em uma extremidade, e o outro querubim na outra extremidade; do propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades.
20
E os querubins estenderão suas asas ao alto, cobrindo o propiciatório com suas asas, e suas faces olharão uma para a outra; para o propiciatório estarão voltadas as faces dos querubins.
21
E colocarás o propiciatório sobre a arca; e dentro da arca colocarás o testemunho que eu te darei.
22
E ali me encontrarei contigo, e falarei contigo de sobre o propiciatório, de entre os dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, todas as coisas eu te darei em mandamento aos filhos de Israel.
23
Farás também uma mesa de madeira de acácia; dois côvados será o seu comprimento, e um côvado a sua largura, e um côvado e meio a sua altura.
24
E a revestirás de ouro puro, e lhe farás uma coroa de ouro ao redor.
25
E lhe farás uma borda ao redor da largura de uma mão, e farás uma coroa de ouro ao redor da borda.
26
E lhe farás quatro argolas de ouro, e colocarás as argolas nos quatro cantos que estão nos seus quatro pés.
27
Defronte das bordas estarão as argolas, como lugares para as varas, para carregar a mesa.
28
E farás as varas de madeira de acácia, e as revestirás com ouro, para que a mesa seja carregada com elas.
29
E farás os seus pratos, e suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que serão cobertos; os farás de ouro puro.
30
E colocarás sobre a mesa o pão da proposição diante de mim sempre.
31
E farás um candelabro de ouro puro; de trabalho batido será feito o candelabro. O seu pé, e suas hastes, os seus copos, os seus botões e suas flores serão do mesmo.
32
E seis hastes sairão de seus lados; três hastes do candelabro de um lado, e três hastes do candelabro do outro lado.
33
Três tigelas feitas como amêndoas, com um botão e uma flor em uma haste; e três tigelas feitas como amêndoas em outra haste, com um botão e uma flor; assim nas seis hastes que saem do candelabro.
34
E no candelabro haverá quatro tigelas feitas como amêndoas, com seus botões e suas flores.
35
E haverá um botão debaixo de duas hastes que saem dele, e um botão debaixo de duas hastes que saem dele, e um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele, de acordo com as seis hastes que saem do candelabro.
36
Seus botões e suas hastes serão do mesmo; tudo será uma obra batida de ouro puro.
37
E lhe farás sete lâmpadas; e elas acenderão as suas lâmpadas, para que iluminem defronte dele.
38
E seus espevitadores e os seus apagadores serão de ouro puro.
39
De um talento de ouro puro ele o fará, com todos estes utensílios.
40
E observa para que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.

26

1
Além disso, farás o tabernáculo com dez cortinas de linho torcido, e azul, e púrpura, e carmesim; com querubins de trabalho esmerado os farás.
2
O comprimento de uma cortina será vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina quatro côvados; e todas as cortinas terão uma medida.
3
As cinco cortinas se enlaçarão umas às outras; e as outras cinco cortinas se enlaçarão umas às outras.
4
E farás laçadas de azul na borda de uma cortina, na extremidade e na juntura; e da mesma forma farás a extremidade de outra cortina, na juntura da segunda.
5
Cinquenta laçadas farás em uma cortina, e cinquenta laçadas farás na borda da outra cortina que está na juntura da segunda, para que as laçadas se prendam uma à outra.
6
E farás cinquenta colchetes de ouro, e ajuntarás as cortinas com esses colchetes, e será um tabernáculo.
7
E farás cortinas de pelo de cabra para servir de tenda sobre o tabernáculo: onze cortinas farás.
8
O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura de uma cortina será de quatro côvados. E as onze cortinas serão de uma medida.
9
E ajuntarás cinco cortinas entre si, e seis cortinas entre si, e dobrarás a sexta cortina em frente ao tabernáculo.
10
E farás cinquenta laçadas na borda da cortina que está na extremidade da juntura, e cinquenta laçadas na borda da cortina que ajunta com a segunda.
11
E farás cinquenta colchetes de bronze, e colocarás os colchetes nas laçadas, e ajuntarás a tenda para que seja uma.
12
E o restante que permanecer das cortinas da tenda, a metade da cortina que permanecer, pendurará sobre a parte traseira do tabernáculo.
13
E um côvado de um lado, e um côvado no outro lado, do que restar no comprimento das cortinas da tenda, penderão sobre os lados do tabernáculo, deste lado e do outro, para cobri-lo.
14
E farás para a tenda uma coberta de pele de carneiro tingida de vermelho, e sobre esta, uma coberta de peles de texugo.
15
E farás as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia que ficarão em pé.
16
Dez côvados será o comprimento de uma tábua, e um côvado e meio será a largura de uma tábua.
17
Dois encaixes haverá em uma tábua, dispostos em ordem um contra o outro. Assim farás para todas as tábuas do tabernáculo.
18
E farás as tábuas para o tabernáculo, vinte tábuas no lado sul para o sul.
19
E farás quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo de outra tábua para os seus dois encaixes.
20
E para o segundo lado do tabernáculo, no lado norte haverá vinte tábuas,
21
e suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua.
22
E do lado do tabernáculo para o oeste farás seis tábuas.
23
E farás duas tábuas para os cantos do tabernáculo, nos dois lados.
24
E por baixo se ajuntarão, e serão ajuntados acima da sua cabeça em uma argola. Assim será para as duas; serão para os dois cantos.
25
E serão oito tábuas, e suas bases de prata, dezesseis bases; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua.
26
E farás barras de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,
27
e cinco barras para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e cinco barras para as tábuas do lado do tabernáculo, para os dois lados, para o oeste.
28
E a barra do meio das tábuas passará de extremidade a extremidade.
29
E revestirás as tábuas com ouro, e farás suas argolas de ouro, como lugares para as barras; e revestirás as barras com ouro.
30
E levantarás o tabernáculo de acordo com o modelo do que te foi mostrado no monte.
31
E farás um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido de trabalho esmerado; com querubins deverá ser feito.
32
E o pendurarás sobre quatro pilares de madeira de acácia, revestidas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre as quatro bases de prata.
33
E pendurarás o véu debaixo dos colchetes, para que coloques ali dentro o véu da arca do testemunho; e o véu vos fará separação entre o lugar santo e o santíssimo.
34
E colocarás o propiciatório sobre a arca do testemunho no lugar santíssimo.
35
E colocarás a mesa sem o véu, e o candelabro diante da mesa, no lado do tabernáculo em direção ao sul; e colocarás a mesa no lado norte.
36
E farás para a tenda uma cortina de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador.
37
E farás para a cortina cinco colunas de madeira de acácia, e as revestirás de ouro, e seus colchetes serão de ouro. E fundirás cinco colchetes de bronze para elas.

27

1
E farás um altar de madeira de acácia, com cinco côvados de comprimento, e cinco côvados de largura; o altar será quadrado, e a sua altura será de três côvados.
2
E farás os seus chifres sobre os seus quatro cantos; os seus chifres serão do mesmo, e o revestirás de bronze.
3
E lhe farás seus recipientes para recolher suas cinzas, e suas pás, e suas bacias, e os seus ganchos de carne, e os seus braseiros; todos os seus utensílios farás de bronze.
4
E lhe farás uma grade de bronze em forma de grelha, e sobre a rede farás quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos.
5
E os colocarás debaixo do altar em volta, para que a rede chegue até o meio do altar.
6
E farás varas para o altar, varas de madeira de acácia, e as revestirás com bronze.
7
E as varas serão colocadas nas argolas, e as varas estarão sobre os dois lados do altar, para carregá-lo.
8
Oco e de tábuas o farás; como te foi mostrado no monte, assim o farão.
9
E farás o pátio do tabernáculo; do lado sul em direção ao sul haverá cortinas para o pátio de linho fino torcido de cem côvados de comprimento para um lado,
10
e as suas vinte colunas e suas vinte bases serão de bronze. Os colchetes das colunas e suas faixas serão de prata.
11
E da mesma forma ao longo do lado do norte haverá cortinas de cem côvados de comprimento, e suas vinte colunas e vinte bases de bronze. Os colchetes dos pilares e suas faixas de prata.
12
E na largura do pátio no lado oeste haverá cortinas de cinquenta côvados; suas colunas dez, e as suas bases dez.
13
E a largura do pátio no lado leste em direção ao leste será de cinquenta côvados.
14
As cortinas de um lado da porta serão de quinze côvados; suas colunas, três, e suas bases, três.
15
E do outro lado haverá cortinas de quinze côvados; suas colunas, três, e suas bases, três.
16
E para a porta do pátio haverá uma cortina de quinze côvados, de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador. E suas colunas serão quatro, e suas bases, quatro.
17
Todas as colunas ao redor do pátio terão faixas de prata; seus colchetes serão de prata, e suas bases de bronze.
18
O comprimento do pátio será de cem côvados, e a largura de cada lado será de cinquenta, e a altura de cinco côvados de linho fino torcido, e suas bases de bronze.
19
Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas estacas, e todas as estacas do pátio, serão de bronze.
20
E ordenarás aos filhos de Israel para que tragam óleo puro de oliva, batido, para a luz, para fazer a lâmpada arder continuamente.
21
No tabernáculo da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem desde a tarde até a manhã diante do Senhor. Será um estatuto para sempre para as suas gerações para os filhos de Israel.

28

1
E toma para ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para que eles ministrem a mim no ofício sacerdotal: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, filhos de Arão.
2
E tu farás vestes santas para Arão, teu irmão, para glória e esplendor.
3
E falarás a todos que são sábios de coração, a quem eu enchi com o espírito de sabedoria, que façam as vestes de Arão para consagrá-lo, para que ele ministre a mim no ofício sacerdotal.
4
E estas são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra e um cinto; farão vestes sagradas para Arão, teu irmão, e seus filhos, para que eles ministrem a mim no ofício sacerdotal.
5
E tomarão ouro, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino.
6
E farão o éfode de ouro, de azul, e de púrpura, de carmesim, e linho fino torcido, de trabalho esmerado.
7
Terá duas ombreiras unidas às suas duas pontas; e assim se unirá.
8
E o cinto trançado do éfode, que está nele, será do mesmo, de acordo com a sua obra, de ouro, de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido.
9
E tomarás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel;
10
seis dos seus nomes em uma pedra, e os outros seis nomes do restante na outra pedra, de acordo com seu nascimento.
11
Como obra de escultor, como as gravuras de um selo, gravarás as duas pedras com os nomes dos filhos de Israel; as farás engastadas no ouro.
12
E colocarás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memorial para os filhos de Israel; e Arão levará seus nomes diante do Senhor sobre os seus dois ombros por memorial.
13
E farás engastes de ouro,
14
e duas correntes pequenas de ouro puro, tu farás o trabalho trançado, e prenderás as correntes aos engastes.
15
E farás o peitoral do juízo do trabalho esmerado; segundo a obra do éfode o farás; de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido o farás.
16
Será quadrado sendo dobrado; um palmo será o seu comprimento, e de um palmo será a sua largura.
17
E colocarás nele engastes de pedras, a saber, quatro fileiras de pedras: a primeira fileira será de um sárdio, de um topázio e de um carbúnculo; esta será a primeira fileira.
18
E a segunda fileira será de uma esmeralda, de uma safira e de um diamante.
19
E a terceira fileira será de um jacinto, de uma ágata e de uma ametista.
20
E a quarta fileira será de berilo, de um ônix e de um jaspe; serão engastadas em ouro nos seus engastes.
21
E as pedras terão os nomes dos filhos de Israel, doze, de acordo com os seus nomes, esculpidos como os selos, cada um com seu nome, conforme as doze tribos.
22
E farás sobre o peitoral pequenas correntes de obra de trança de ouro puro.
23
E farás sobre o peitoral dois anéis de ouro, e colocarás os dois anéis nas extremidades do peitoral.
24
E colocarás as duas correntes trançadas de ouro nos dois anéis que estão nas extremidades do peitoral.
25
E as outras duas extremidades das duas correntes de trançadas prenderás nos dois engastes, e as colocarás nas ombreiras do éfode diante dele.
26
E farás dois anéis de ouro, e os colocarás sobre as duas extremidades do peitoral, na sua borda, que está no lado do éfode por dentro.
27
E outros dois anéis de ouro farás e os colocarás nos dois lados do éfode, para baixo, na parte dianteira, perto da sua outra juntura, sobre o cinto trançado do éfode.
28
E ligarão o peitoral pelos seus anéis aos anéis do éfode com um laço de azul, para que esteja acima do cinto trançado do éfode, e para que o peitoral não se separe do éfode.
29
E Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando ele entrar no lugar santo, para um memorial diante do Senhor continuamente.
30
E colocarás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, e eles estarão sobre o coração de Arão quando ele entrar diante do Senhor; e Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.
31
E farás o manto do éfode todo de azul.
32
E haverá uma abertura no topo dele, no seu meio; na sua abertura terá uma borda de obra tecida ao redor, como abertura de cota de malha, para que não se rompa.
33
E debaixo da sua borda farás romãs de azul, e de púrpura e de carmesim, em volta da sua borda, e sinos de ouro ao seu redor;
34
um sino de ouro e uma romã, um sino de ouro e uma romã, sobre a borda do manto ao seu redor.
35
E isto estará sobre Arão para ministrar, e seu som será ouvido quando ele entrar no lugar santo diante do Senhor, e quando sair, para que não morra.
36
E farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás, como gravuras de selos: Santidade ao Senhor.
37
E a colocarás sobre um cordão azul, para que esteja sobre a mitra; estará sobre a frente da mitra.
38
E estará sobre a testa de Arão, para que Arão carregue a iniquidade das coisas sagradas, que os filhos de Israel santificarem em todas as suas ofertas santas; e sempre estará sobre a sua testa, para que sejam aceitos perante o Senhor.
39
E bordarás a túnica de linho fino, e farás a mitra de linho fino, e farás o cinto de obra de bordador.
40
E para os filhos de Arão farás túnicas, e farás para eles cintos, e tiaras lhes farás, para glória e formosura.
41
E os colocarás sobre Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, e os ungirás, e os consagrarás, e os santificarás, para que ministrem a mim no ofício sacerdotal.
42
E lhes farás calções de linho para cobrir sua nudez; estender-se-ão dos lombos até as coxas.
43
E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando eles entrarem no tabernáculo da congregação, ou quando se aproximarem do altar para ministrar no lugar santo, para que não carreguem iniquidade e morram; isto será um estatuto para sempre para ele e sua semente depois dele.

29

1
E isto é o que lhes farás para santificá-los, para que me ministrem no ofício sacerdotal: Toma um novilho e dois carneiros sem defeito,
2
e pão ázimo, e bolos sem fermento, amassados com óleo, e coscorões sem fermento, untados com óleo; com farinha de trigo os farás.
3
E os colocarás em um cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4
E tu trarás Arão e seus filhos à porta do tabernáculo da congregação, e tu os lavarás com água.
5
E tomarás as vestes, e porás em Arão a túnica, e o manto do éfode, e o éfode, e o peitoral, e o cingirás com o cinto trançado do éfode.
6
E colocarás a mitra sobre sua cabeça, e colocarás a coroa da santidade sobre a mitra.
7
Então tomarás o óleo da unção e o derramarás sobre a sua cabeça, e o ungirás.
8
E trarás os seus filhos, e colocarás as túnicas sobre eles.
9
E os cingirás com cintos, a Arão e aos seus filhos, e colocarás as tiaras neles; e o ofício sacerdotal será deles por estatuto perpétuo; e consagrarás Arão e os seus filhos.
10
E trarás um novilho diante do tabernáculo da congregação; e Arão e os seus filhos colocarão suas mãos sobre a cabeça do novilho.
11
E imolarás o novilho diante do Senhor, junto à porta do tabernáculo da congregação.
12
E tomarás do sangue do novilho, e o colocarás sobre os chifres do altar com o teu dedo, e derramarás todo o sangue ao lado da base do altar.
13
E tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, e o redenho que está sobre o fígado, e os dois rins, e a gordura que está sobre eles, e os queimarás sobre o altar.
14
Mas a carne do novilho, e a sua pele, e seu esterco, queimarás com fogo fora do acampamento; é oferta pelo pecado.
15
Também tomarás um carneiro, e Arão e os seus filhos colocarão as suas mãos sobre a cabeça do carneiro.
16
E imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o aspergirás em redor sobre o altar.
17
E cortarás o carneiro em partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as colocarás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.
18
E queimarás o carneiro por completo sobre o altar; é uma oferta queimada para o Senhor, é um cheiro suave, uma oferta feita pelo fogo ao Senhor.
19
E tomarás o outro carneiro, e Arão e os seus filhos colocarão as suas mãos sobre a cabeça do carneiro.
20
Então imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o colocarás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre a ponta da orelha direita dos seus filhos, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o dedão do seu pé direito, e aspergirás o sangue em redor sobre o altar.
21
E tomarás do sangue que está sobre o altar, e do óleo da unção, e o aspergirás sobre Arão, e sobre suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes dos seus filhos com ele. E ele será santificado, e as suas vestes, e os seus filhos, e as vestes dos seus filhos com ele.
22
Também tomarás do carneiro a gordura e a cauda, e a gordura que cobre as entranhas, e o redenho que está sobre o fígado, e os dois rins, e a gordura que está sobre eles, e o ombro direito, pois é um carneiro de consagração,
23
e um pão, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão do cesto de pão ázimo que está diante do Senhor,
24
e colocarás tudo nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos, e com movimento os oferecerás diante do Senhor.
25
E o receberás das suas mãos, e o queimarás sobre o altar como oferta queimada, para cheiro suave diante do Senhor; é uma oferta queimada ao Senhor.
26
E tomarás o peito do carneiro da consagração de Arão, e o oferecerás com movimento diante do Senhor, e será a tua porção.
27
E santificarás o peito da oferta de movimento, e o ombro da oferta alçada, que é movida, e que é alçada, do carneiro da consagração, daquilo que é para Arão, e daquilo que é para os seus filhos.
28
E será de Arão e de seus filhos por estatuto para sempre dos filhos de Israel, pois é uma oferta alçada; e será uma oferta alçada dos filhos de Israel, dos seus sacrifícios pacíficos, sua oferta alçada para o Senhor.
29
E as vestes santas de Arão serão de seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas, e para serem santificados nelas.
30
E por sete dias as colocará no filho que for sacerdote em seu lugar, quando ele entrar no tabernáculo da congregação para ministrar no lugar santo.
31
E tomarás o carneiro da consagração, e cozinharás sua carne no lugar santo.
32
E Arão e os seus filhos comerão a carne do carneiro, e o pão que está no cesto, junto à porta do tabernáculo da congregação.
33
E eles comerão estas coisas com as quais foi feita a expiação, para consagrá-los e santificá-los. Mas um estrangeiro não comerá disso, porque são santas.
34
E se sobrar alguma coisa da carne das consagrações, ou do pão até de manhã, queimarás com fogo o que restar; não se comerá, pois é santo.
35
E assim farás a Arão, e a seus filhos, conforme todas as coisas que eu te ordenei; durante sete dias os consagrarás.
36
E oferecerás todos os dias um novilho por sacrifício pelos pecados por expiação; e purificarás o altar, quando tiveres feito expiação por ele, e o ungirás, para santificá-lo.
37
Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo, tudo que tocar o altar será santo.
38
Agora, isto é o que oferecerás no altar: dois cordeiros de um ano cada dia continuamente.
39
Um cordeiro oferecerás de manhã; e o outro cordeiro oferecerás à tarde.
40
E com um cordeiro, a décima parte de farinha misturada com a quarta parte de um him de óleo batido, e para a oferta de bebida a quarta parte de um him de vinho.
41
E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás conforme a oferta de carne da manhã, e segundo a sua oferta de bebida, para cheiro suave, uma oferta queimada ao Senhor.
42
Isto será uma oferta queimada contínua por vossas gerações à porta do tabernáculo da congregação diante do Senhor, onde vos encontrarei, para ali falar contigo.
43
E ali encontrarei os filhos de Israel, e o tabernáculo será santificado pela minha glória.
44
E santificarei o tabernáculo da congregação e o altar, também santificarei a Arão e aos seus filhos, para que ministrem a mim no ofício sacerdotal.
45
E habitarei entre os filhos de Israel e serei o seu Deus.
46
E eles saberão que eu sou o Senhor o seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para que eu habite entre eles. Eu sou o Senhor seu Deus.

30

1
E farás um altar para sobre ele queimar incenso; de madeira de acácia o farás.
2
Um côvado será o seu comprimento, e um côvado a sua largura, será quadrado; e dois côvados será a sua altura; os seus chifres formarão parte dele.
3
E o revestirás com ouro puro, o seu topo, e os seus lados ao redor, e os seus chifres; e farás para ele uma coroa de ouro ao redor.
4
E duas argolas de ouro lhe farás debaixo da sua coroa, nas suas duas pontas, nos dois lados dele o farás. E eles serão por lugares para as varas para carregá-lo.
5
E farás as varas de madeira de acácia, e as revestirás com ouro.
6
E o colocarás diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante do propiciatório que está sobre o testemunho, onde me encontrarei contigo.
7
E Arão queimará sobre ele o incenso aromático todas as manhãs. Quando puser em ordem as lâmpadas, queimará o incenso sobre ele.
8
E quando Arão acender as lâmpadas à tarde, queimará o incenso sobre ele; um incenso perpétuo diante do Senhor por todas as vossas gerações.
9
Não oferecereis incenso estranho sobre ele, nem oferta queimada, nem oferta de carne, nem derramareis ofertas de bebida sobre ele.
10
E uma vez por ano Arão fará expiação sobre os chifres dele, com o sangue do sacrifício de expiação de pecado; uma vez por ano ele fará expiação sobre ele por todas as vossas gerações; é santíssimo ao Senhor.
11
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
12
Quando tomares a soma dos filhos de Israel, segundo os seus números, então eles darão, cada homem, um resgate por sua alma ao Senhor, quando os contares; para que não haja praga entre eles, quando os contares.
13
Isto eles darão, cada um que passar entre os que forem contados, metade de um siclo, segundo o siclo do santuário (um siclo é vinte geras); metade de um siclo será a oferta ao Senhor.
14
Todo o que passar entre os que são contados, de vinte anos para cima, dará uma oferta ao Senhor.
15
O rico não dará mais e o pobre não dará menos do que metade de um siclo, quando derem uma oferta ao Senhor, para fazer expiação por vossas almas.
16
E tomarás o dinheiro da expiação dos filhos de Israel, e o destinarás ao serviço do tabernáculo da congregação para que seja um memorial para os filhos de Israel diante do Senhor, para fazer expiação por vossas almas.
17
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
18
Também farás uma pia de bronze, e sua base também de bronze, para lavar; e a colocarás entre o tabernáculo da congregação e o altar, e nela colocarás água.
19
Porque Arão e os seus filhos lavarão nela as suas mãos e os seus pés.
20
Quando entrarem para o tabernáculo da congregação, lavar-se-ão com água para que não morram; ou quando se aproximarem do altar para ministrar, para queimar a oferta feita no fogo ao Senhor;
21
assim, lavarão as suas mãos e os seus pés para que não morram; e isto lhes será por estatuto eterno, para ele e para a sua descendência nas suas gerações.
22
Além disso, falou o Senhor a Moisés, dizendo:
23
Tu também tomarás das principais especiarias, de mirra pura quinhentos siclos, e de canela aromática a metade, duzentos e cinquenta siclos, e de cálamo aromático duzentos e cinquenta siclos,
24
e de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de óleo de oliva um him.
25
E disto farás um óleo de unguento sagrado, um unguento composto segundo a arte do perfumista; será o óleo sagrado de unção.
26
E ungirás o tabernáculo da congregação com ele, e a arca do testemunho,
27
e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro e seus utensílios, e o altar de incenso,
28
e o altar da oferta queimada com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base.
29
E os santificarás, para que sejam santíssimos; tudo que os tocar será santo.
30
E ungirás Arão e os seus filhos, e os consagrarás, para que ministrem a mim no ofício sacerdotal.
31
E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este será um santo óleo de unção para mim, por todas as vossas gerações.
32
Não será derramado sobre a carne do homem, nem fareis outro semelhante a ele, segundo a sua composição. Ele é santo, e será santo para vós.
33
Todo aquele que compuser algo como ele, ou todo aquele que colocar algo dele sobre um estranho, será cortado do seu povo.
34
E o Senhor disse a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e ônica, e gálbano; estas especiarias aromáticas com incenso puro, cada uma delas será de igual peso.
35
E farás um perfume, uma confecção segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo.
36
E moerás parte dele muito fino, e o colocarás diante do testemunho no tabernáculo da congregação, onde me encontrarei contigo; será para vós santíssimo.
37
E quanto ao perfume que farás, não fareis para vós mesmos de acordo com a sua composição; ele será para vós santo ao Senhor.
38
Todo aquele que fizer semelhante a ele, para cheirar, será cortado do seu povo.

31

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
Eis que chamei pelo nome Bezalel, o filho de Uri, o filho de Hur, da tribo de Judá,
3
e o enchi com o Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de conhecimento, e de toda forma de mão de obra,
4
para elaborar obras habilidosas, para trabalhar em ouro, e em prata, e em bronze,
5
e em lavrar pedras, para engastá-las, e em esculpir madeira, para trabalhar em todo tipo de mão de obra,
6
e eis que eu tenho designado com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã. E no coração de todos os que são sábios de coração coloquei sabedoria para que possam fazer tudo que te ordenei;
7
o tabernáculo da congregação, e a arca do testemunho, e o propiciatório que está sobre ela, e todos os móveis do tabernáculo,
8
e a mesa e os seus utensílios, e o candelabro puro com todos os seus utensílios, e o altar de incenso,
9
e o altar da oferta queimada com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base,
10
e as vestes do serviço, e as vestes santas para Arão, o sacerdote, e as vestes para os seus filhos, para ministrar no ofício sacerdotal,
11
e o óleo da unção, e o incenso aromático para o lugar santo. De acordo com tudo que te ordenei eles farão.
12
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
13
Fala também aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus shabats, porque é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor que vos santifica.
14
Portanto, guardareis o shabat, porque é santo para vós; todo aquele que o profanar certamente morrerá, pois todo aquele que fizer qualquer trabalho nele, esta alma será cortada do seu povo.
15
Durante seis dias poder-se-á trabalhar, mas o sétimo é o shabat do descanso, santo ao Senhor. Todo aquele que fizer qualquer trabalho no dia do shabat certamente morrerá.
16
Portanto, os filhos de Israel guardarão o shabat, para observar o shabat pelas suas gerações, por um pacto perpétuo.
17
Este é um sinal entre mim e os filhos de Israel para sempre; pois em seis dias o Senhor fez céus e terra, e no sétimo dia ele descansou, e foi revigorado.
18
E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus.

32

1
E quando o povo viu que Moisés demorava para descer do monte, o povo se reuniu com Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós, pois quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.
2
E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas esposas, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-os a mim.
3
E todo o povo arrancou os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.
4
E ele recebeu das suas mãos, e o formou com um buril, depois de o ter formado em bezerro de fundição, e eles disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.
5
E quando Arão o viu, construiu um altar diante dele. E Arão fez uma proclamação e disse: Amanhã é a festa ao Senhor.
6
E eles se levantaram cedo no dia seguinte, e ofereceram ofertas queimadas, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber, e se levantou para festejar.
7
E disse o Senhor a Moisés: Vai e desce, porque o teu povo, que tiraste da terra do Egito, se corrompeu.
8
Depressa se desviaram do caminho que eu lhes ordenei. Fizeram para si um bezerro de fundição, e o adoraram, e lhe fizeram sacrifícios, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.
9
E o Senhor disse a Moisés: Tenho visto esse povo e, eis que é um povo obstinado.
10
Por isso, agora deixa-me só, para que minha ira se acenda contra eles, e para que eu os consuma; e farei de ti uma grande nação.
11
E suplicou Moisés ao Senhor seu Deus, e disse: Senhor, por que a tua ira se acende contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande poder, e com mão forte?
12
Por que falariam os egípcios e diriam: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Desvia-te da tua ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
13
Lembra-te de Abraão, Isaque e Israel, teus servos, aos quais juraste por ti mesmo e lhes disseste: Multiplicarei a vossa semente como as estrelas do céu, e toda esta terra de que falei darei à vossa semente, e eles a herdarão para sempre.
14
E o Senhor desistiu do mal que tinha pensado fazer ao seu povo.
15
E Moisés se virou e desceu do monte, e as duas tábuas do testemunho estavam em sua mão. As tábuas estavam escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.
16
E as tábuas eram a obra de Deus, e a escrita era a escrita de Deus, gravada nas tábuas.
17
E quando Josué ouviu o som do povo que jubilava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no acampamento.
18
E ele disse: Não é voz dos que gritam por domínio, nem é a voz dos que entoam derrota, mas ouço um alarido dos que cantam.
19
E aconteceu, assim que ele se aproximou do acampamento, que viu o bezerro, e a dança, a ira de Moisés se acendeu, e ele lançou as tábuas da sua mão, e as quebrou ao pé do monte.
20
E ele tomou o bezerro que eles tinham feito, e queimou-o no fogo; e o moeu até se tornar em pó, e o espalhou sobre a água, e fez os filhos de Israel beberem dela.
21
E disse Moisés a Arão: O que este povo fez a ti para que trouxesses tão grande pecado sobre eles?
22
E disse Arão: Que a ira de meu senhor não se acenda; conheces o povo, que ele é inclinado para o mal.
23
Porque me disseram: Faze-nos deuses, que irão adiante de nós, pois quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.
24
E eu lhes disse: Todo aquele que tiver algum ouro, que o arranque. Assim eles me deram. Então eu o lancei no fogo, e dele saiu este bezerro.
25
E quando Moisés viu que o povo estava nu (porque Arão os havia despido para vergonha entre os seus inimigos),
26
então Moisés se colocou na porta do acampamento e disse: Quem está do lado do Senhor? Que ele venha a mim. E todos os filhos de Levi se achegaram a ele.
27
E ele lhes disse: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Ponha cada homem sua espada sobre o seu lado, e entrai e saí de porta em porta em todo o acampamento, e mate cada homem o seu irmão, e cada homem o seu amigo, e cada homem o seu próximo.
28
E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés, e caíram do povo naquele dia em torno de três mil homens.
29
Porque Moisés havia dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor, cada homem contra o seu filho, e sobre o seu irmão, para que ele vos possa conceder bênção hoje.
30
E aconteceu que, no dia seguinte, Moisés disse ao povo: Vós pecastes com grande pecado, e agora subirei ao Senhor; talvez possa fazer propiciação pelo vosso pecado.
31
E Moisés retornou ao Senhor, e disse: Ó, este povo pecou com grande pecado, e fizeram deuses de ouro para si.
32
Agora, pois, perdoa o seu pecado; e se não, apaga-me, rogo-te, do teu livro que escreveste.
33
E disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro.
34
Por isso, agora vai, leva o povo até o lugar de que te falei. Eis que meu Anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação, sobre eles visitarei o seu pecado.
35
E o Senhor feriu o povo, pelo que haviam feito com o bezerro que fez Arão.

33

1
E disse o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, para a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua semente a darei.
2
E enviarei um anjo adiante de ti e expulsarei os cananeus, os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus,
3
para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porque és um povo obstinado, para que eu não te consuma no caminho.
4
E quando o povo ouviu essa má notícia, entristeceu-se; e nenhum homem pôs sobre si os seus ornamentos.
5
O Senhor, pois, havia dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: Vós sois um povo obstinado; se por um momento eu subir no meio de ti, te consumirei. Por isso, agora tira de ti teus ornamentos, para que eu saiba o que fazer contigo.
6
E os filhos de Israel tiraram de si os seus ornamentos junto ao monte Horebe.
7
E Moisés tomou o tabernáculo, e o armou fora do acampamento, distante do acampamento, e o chamou de tabernáculo da congregação. E aconteceu que todo aquele que buscava o Senhor saía até o tabernáculo da congregação, que estava fora do acampamento.
8
E aconteceu que, saindo Moisés para o tabernáculo, todo o povo se levantava, e ficava cada homem diante da porta de sua tenda, e olhava Moisés pelas costas, até ele entrar no tabernáculo.
9
E acontecia que, quando Moisés entrava no tabernáculo, a coluna de nuvem descia e ficava à porta do tabernáculo, e o Senhor falava com Moisés.
10
E todo o povo via a coluna de nuvem ficar à porta do tabernáculo, e todo o povo se levantava; e adorava, cada um à porta da sua tenda.
11
E o Senhor falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. E ele voltava novamente ao acampamento, mas seu servo Josué, o filho de Num, um jovem, não se apartava do meio do tabernáculo.
12
E disse Moisés ao Senhor: Vê, tu me dizes: Faz subir este povo, e não me deste a saber quem enviarás comigo. Mas disseste: Conheço-te pelo nome, e tu encontraste graça aos meus olhos.
13
Por isso, agora, rogo-te, se encontrei graça aos teus olhos; mostra-me agora o teu caminho, para que eu te conheça, para que eu encontre graça aos teus olhos, e considera que esta nação é o teu povo.
14
E ele disse: Minha presença irá contigo, e eu te darei descanso.
15
E ele disse-lhe: Se tua presença não for comigo, não nos faças subir daqui.
16
Como pois se poderá saber que achamos graça aos teus olhos, eu e teu povo? Não é em andares tu conosco? Assim seremos separados, eu e teu povo, de todos os povos que estão sobre a face da terra.
17
E disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que disseste, pois encontraste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo nome.
18
E ele disse: Suplico-te, mostra-me a tua glória.
19
E ele disse: Farei toda a minha bondade passar diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti. E terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.
20
E disse: Não podes ver a minha face, porque nenhum homem me verá e viverá.
21
E disse o Senhor: Vê, há um lugar junto a mim, e tu ficarás sobre a rocha.
22
E acontecerá, quando a minha glória passar, que eu te porei em uma fenda da rocha, e te cobrirei com a minha mão enquanto eu passar,
23
e tirarei a minha mão, e tu me verás pelas minhas costas; mas a minha face não será vista.

34

1
E disse o Senhor a Moisés: Lavra-te duas tábuas de pedra como as primeiras, e escreverei sobre estas tábuas as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.
2
E prepara-te para amanhã, e sobe de manhã ao monte Sinai, e apresenta- te ali a mim no cume do monte.
3
E nenhum homem virá contigo, nem permitas que homem algum seja visto em todo o monte; nem ovelhas nem bois se apascentarão diante do monte.
4
E ele lavrou as duas tábuas de pedra como as primeiras. E Moisés levantou- se de manhã cedo, e subiu ao monte Sinai, conforme o Senhor lhe ordenara, e tomou em suas mãos as duas tábuas de pedra.
5
E o Senhor desceu na nuvem, e se pôs ali com ele, e proclamou o nome do Senhor.
6
E o Senhor passou diante dele e proclamou: O Senhor, O Senhor Deus, misericordioso e gracioso, longânimo e grande em bondade e verdade,
7
que guarda a misericórdia em milhares, perdoando a iniquidade e a transgressão e o pecado, e que de forma alguma inocenta o culpado, e que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos, e sobre os filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração.
8
E Moisés se apressou, e curvou a sua cabeça na terra, e adorou.
9
E ele disse: Se agora encontrei graça aos teus olhos, ó Senhor, que o meu Senhor, rogo-te, vá entre nós, pois é um povo obstinado; e perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado, e toma-nos pela tua herança.
10
E ele disse: Eis que faço um pacto; diante de todo o teu povo farei maravilhas, tais que ainda não foram feitas em toda a terra, nem em qualquer nação. E todo o povo entre o qual tu estás verá a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo.
11
Observa o que te ordeno hoje; eis que expulso de diante de ti os amorreus, e os cananeus, e os heteus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus.
12
Toma cuidado para que não faças pacto com os habitantes da terra para a qual estás indo, para que não seja por laço no meio de ti.
13
Mas destruireis os seus altares, quebrareis as suas imagens e cortareis os seus bosques.
14
Porque não adorareis a outro deus, porque o Senhor, cujo nome é Ciumento, é um Deus ciumento,
15
para que não faças pacto com os habitantes da terra, e eles não se prostituam após os seus deuses e façam sacrifícios aos seus deuses, e te convidem, e tu comas do seu sacrifício,
16
e tomes das suas filhas para os teus filhos, e as suas filhas se prostituam após os seus deuses, e façam teus filhos se prostituírem após os seus deuses.
17
Não farás para ti deuses de fundição.
18
A festa dos pães ázimos guardarás. Sete dias comerás pão ázimo, como te ordenei, no tempo do mês de abibe, porque no mês de abibe saíste do Egito.
19
Tudo que abrir a madre é meu, e todo primogênito entre o teu gado, seja boi ou ovelha, que seja macho.
20
Mas o primogênito de um jumento resgatarás com um cordeiro; e se não o resgatares, então quebrarás o seu pescoço. Todo o primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá diante de mim vazio.
21
Seis dias trabalharás, mas no sétimo dia descansarás; no tempo de arar e de ceifar descansarás.
22
E guardarás a festa das semanas, das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.
23
Três vezes por ano todos os homens aparecerão diante do Senhor Deus, o Deus de Israel.
24
Porque eu expulsarei as nações de diante de ti e alargarei os teus termos. Nenhum homem cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer diante do Senhor teu Deus, três vezes por ano.
25
Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com fermento; tampouco será o sacrifício da festa da páscoa deixado até a manhã seguinte.
26
O primeiro das primícias da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus. Não cozinharás o cabrito no leite de sua mãe.
27
E o Senhor disse a Moisés: Escreve estas palavras, porque conforme o teor destas palavras fiz um pacto contigo e com Israel.
28
E ele esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água. E ele escreveu sobre as tábuas as palavras do pacto, os dez mandamentos.
29
E ao descer Moisés do monte Sinai, as duas tábuas do testemunho estavam na mão de Moisés quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele da sua face resplandecia depois que o Senhor falara com ele.
30
E quando Arão e todos os filhos de Israel viram Moisés, eis que a pele da sua face resplandecia. E temeram aproximar-se dele.
31
E Moisés os chamou; e Arão e todos os governantes da congregação se voltaram a ele. E Moisés lhes falou.
32
E depois, todos os filhos de Israel se aproximaram, e ele lhes deu como ordem tudo que o Senhor havia falado com ele no monte Sinai.
33
Assim que Moisés terminou de falar com eles, colocou um véu sobre a sua face.
34
Mas quando Moisés entrava diante do Senhor para falar com ele, tirava o véu, até quando saía. E saía, e falava com os filhos de Israel aquilo que lhe fora ordenado.
35
E os filhos de Israel viam a face de Moisés, e que a pele da sua face resplandecia. E Moisés colocava novamente o véu sobre a sua face, até que entrava para falar com ele.

35

1
E Moisés reuniu toda a congregação dos filhos de Israel e lhes disse: Estas são as palavras que o Senhor ordenou, para que se cumprissem.
2
Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será para vós dia santo, o shabat de descanso para o Senhor. Todo aquele que nele fizer trabalho morrerá.
3
Não acendereis fogo em nenhuma das vossas habitações no dia do shabat.
4
E Moisés falou a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: Isto é o que o Senhor ordenou, dizendo:
5
Tomai dentre vós uma oferta ao Senhor. Todo aquele que tiver um coração disposto, que a traga, uma oferta ao Senhor: ouro, e prata, e bronze,
6
e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelo de cabra
7
e peles de carneiro tingidas de vermelho, e peles de texugo, e madeira de acácia,
8
e óleo para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e para o incenso aromático,
9
e pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode, e para o peitoral.
10
E todos os sábios de coração entre vós virão e farão tudo que o Senhor ordenou;
11
o tabernáculo, sua tenda, e sua coberta, os seus colchetes, e suas tábuas, suas barras, suas colunas, e suas bases;
12
a arca, e as suas varas, com o propiciatório e o véu de cobertura;
13
a mesa, e as suas varas, e todos os seus utensílios, e o pão da proposição;
14
o candelabro para a luz, e os seus utensílios, e suas lâmpadas, com o óleo para a luz;
15
e o altar do incenso, e suas varas, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e a cortina da porta à entrada do tabernáculo;
16
o altar da oferta queimada, com sua grade de bronze, suas varas, e todos os seus utensílios, a pia e sua base;
17
as cortinas do pátio, suas colunas, e suas bases, e a cortina da porta do pátio;
18
as estacas do tabernáculo, e as estacas do pátio, e suas cordas;
19
as vestes do serviço, para realizar o serviço no lugar santo, as vestes santas para Arão, o sacerdote, e as vestes dos seus filhos, para ministrar no ofício sacerdotal.
20
E toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés.
21
E veio, todo aquele cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o tornou disposto, e trouxeram a oferta ao Senhor para a obra do tabernáculo da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas.
22
E vieram, tanto homens quanto mulheres, com muitos que estavam dispostos de coração, e trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todas as joias de ouro. E cada homem que oferecia, oferecia uma oferta de ouro ao Senhor.
23
E todo homem que possuía azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelo de cabra, e peles vermelhas de carneiro, e peles de texugo, os trazia.
24
Todo aquele que oferecia uma oferta de prata e bronze trazia a oferta do Senhor; e todo homem que possuía madeira de acácia para qualquer obra de serviço, a trazia.
25
E todas as mulheres de coração sábio fiavam com as mãos, e traziam o que haviam fiado, tanto de azul, quanto de púrpura, e de carmesim, e de linho fino.
26
E todas as mulheres, cujo coração as moveu em sabedoria, fiaram pelo de cabra.
27
E os governantes trouxeram pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode, e para o peitoral;
28
e especiarias, e óleo para a luz, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático.
29
Os filhos de Israel trouxeram uma oferta voluntária ao Senhor, todo homem e toda mulher cujo coração voluntariamente se moveu a trazer para todo tipo de obra, que o Senhor ordenara que fosse feita pela mão de Moisés.
30
E Moisés disse aos filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou pelo nome Bezalel, o filho de Uri, o filho de Hur, da tribo de Judá,
31
e ele o encheu com o Espírito de Deus, em sabedoria, em entendimento, e em conhecimento, e em todo tipo de mão de obra,
32
para elaborar obras habilidosas, para trabalhar em ouro, e em prata, e em bronze,
33
e em lapidar pedras, para engastá- las, e em esculpir madeira, para fazer todo trabalho esmerado.
34
E ele havia colocado no seu coração que pudesse ensinar, tanto ele quanto Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã.
35
Encheu-os com sabedoria do coração, para trabalhar em toda obra de mestre, de gravador, e a mais elaborada, e a do bordador, em azul, em púrpura, em carmesim, e em linho fino, e a do tecelão, também a daquele que faz qualquer trabalho, e a daqueles que elaboram trabalho esmerado.

36

1
Então trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo homem de coração sábio, em quem o Senhor colocou sabedoria e entendimento, para saberem como fazer todo tipo de trabalho para o serviço do santuário, de acordo com tudo o que Senhor havia ordenado.
2
E Moisés chamou Bezalel e Aoliabe, e todo homem de coração sábio, em cujo coração o Senhor havia colocado sabedoria, todo aquele cujo coração o moveu a vir para o trabalho e fazê-lo,
3
e eles receberam de Moisés todas as ofertas, que os filhos de Israel haviam trazido para a obra do serviço do santuário, para fazê-la. E trouxeram a ele ainda ofertas voluntárias todas as manhãs.
4
E todos os homens sábios, que realizavam toda a obra do santuário, veio cada homem da sua obra que havia feito.
5
E falaram a Moisés, dizendo: O povo está trazendo muito mais do que necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou para fazer.
6
E Moisés deu ordem, e a fizeram proclamar em todo o acampamento, dizendo: Que nenhum homem nem mulher faça mais alguma obra para a oferta do santuário. Assim, o povo foi proibido de trazer mais,
7
porque o material que tinham era suficiente para fazer toda a obra, e muito mais.
8
E todo homem de coração sábio, que entre eles trabalhavam na obra, fizeram o tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, e azul, e púrpura, e carmesim; com querubins de trabalho esmerado ele os fez.
9
O comprimento de uma cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina era de quatro côvados; as cortinas eram todas de uma medida.
10
E ligou cinco cortinas umas às outras; e as outras cinco cortinas ligou umas às outras.
11
E fez laçadas de azul na borda de uma cortina, na extremidade e na juntura; da mesma forma fez na extremidade de outra cortina, na juntura da segunda.
12
Cinquenta laçadas ele fez em uma cortina, e cinquenta laçadas ele fez na borda da cortina que estava na juntura da segunda. As laçadas prendiam uma cortina à outra.
13
E fez cinquenta colchetes de ouro, e juntou as cortinas umas às outras com os colchetes; assim se tornou um tabernáculo.
14
E fez cortinas de pelo de cabra para a tenda sobre o tabernáculo; fez onze cortinas.
15
O comprimento de uma cortina era de trinta côvados, e a largura de uma cortina era de quatro côvados. E as onze cortinas eram de uma medida.
16
E uniu cinco cortinas por si e seis cortinas por si.
17
E fez cinquenta laçadas na borda da cortina na extremidade da juntura, e cinquenta laçadas na borda da cortina que ajunta com a segunda.
18
E fez cinquenta colchetes de bronze, para juntar a tenda, para que fosse uma.
19
E fez para a tenda uma coberta de pele de carneiro tingida de vermelho, e sobre ela uma coberta de peles de texugo.
20
E fez as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia que ficavam em pé.
21
Dez côvados era o comprimento de uma tábua, e um côvado e meio a largura de uma tábua.
22
Uma tábua tinha dois encaixes, igualmente distantes um do outro. Assim fez para todas as tábuas do tabernáculo.
23
E fez as tábuas para o tabernáculo, vinte tábuas no lado sul para o sul.
24
E fez quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo de outra tábua para os seus dois encaixes.
25
E para o outro lado do tabernáculo, que fica voltado para o norte, fez vinte tábuas,
26
e seus quarenta encaixes de prata; duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua.
27
E para os lados do tabernáculo para o oeste fez seis tábuas.
28
E duas tábuas fez para os cantos do tabernáculo nos dois lados.
29
E foram ajuntados por baixo, e ajuntados acima da sua cabeça em uma argola. Assim fez para ambas, em ambos os cantos.
30
E havia oito tábuas, e suas bases eram dezesseis bases de prata; duas bases debaixo de cada tábua.
31
E fez barras de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,
32
e cinco barras para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e cinco barras para as tábuas do lado do tabernáculo para os lados do oeste.
33
E a barra do meio das tábuas fez passar de uma extremidade à outra.
34
E revestiu as tábuas com ouro, e fez suas argolas de ouro para serem lugares para as barras. E revestiu as barras com ouro.
35
E fez um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins o fez de trabalho esmerado.
36
E fez-lhe quatro colunas de madeira de acácia e as revestiu com ouro; seus colchetes eram de ouro, e fundiu para elas quatro bases de prata.
37
E fez uma cortina de azul para a porta do tabernáculo, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, trabalho de bordador;
38
e as cinco colunas com seus colchetes; e ele revestiu suas cabeças e suas molduras com ouro. Mas suas cinco bases eram de bronze.

37

1
de acácia; dois côvados e meio era o comprimento dela, e um côvado e meio a largura dela, e um côvado e meio a altura dela.
2
E a revestiu de ouro puro, por dentro e por fora, e fez sobre ela uma coroa de ouro ao redor.
3
E fundiu-lhe quatro argolas de ouro, para serem colocadas nos seus quatro cantos; duas argolas sobre um lado, e duas argolas sobre o seu outro lado.
4
E fez varas de madeira de acácia, e as revestiu com ouro.
5
E colocou as varas nas argolas nos lados da arca, para carregar a arca.
6
E fez o propiciatório de ouro puro; dois côvados e meio era o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura.
7
E fez dois querubins de ouro, batido de uma peça ele os fez, nas duas extremidades do propiciatório;
8
um querubim em uma extremidade deste lado, e outro querubim na outra extremidade desse lado. Do propiciatório fez ele os querubins nas suas duas extremidades.
9
E os querubins estendiam suas asas ao alto, cobrindo o propiciatório com suas asas, e suas faces uma para a outra. Para o propiciatório estavam voltadas as faces dos querubins.
10
E fez a mesa de madeira de acácia; dois côvados era o seu comprimento, e um côvado a sua largura, e um côvado e meio a sua altura,
11
e a revestiu com ouro puro, e fez para ela uma coroa de ouro ao redor.
12
E fez também para ela uma moldura ao redor, da largura de uma mão, e fez uma coroa de ouro ao redor da moldura.
13
E fundiu para ela quatro argolas, e colocou as argolas sobre os quatro cantos que estavam nos seus pés.
14
Defronte das molduras estavam as argolas, os lugares para as varas, para carregar a mesa.
15
E fez as varas de madeira de acácia, e as revestiu com ouro, para carregar a mesa.
16
E de ouro puro fez os utensílios que estavam sobre a mesa, os seus pratos, e as suas colheres, e as suas tigelas e as suas taças de ouro puro.
17
E fez o candelabro de ouro puro; de obra batida fez o candelabro. O seu eixo, e as suas hastes, as suas tigelas, os seus botões e as suas flores eram do mesmo;
18
e seis hastes saíam de seus lados; três hastes do candelabro de um lado, e três hastes do candelabro do outro lado;
19
três tigelas a modo de amêndoas em uma haste, um botão e uma flor; e três tigelas feitas como amêndoas em outra haste, um botão e uma flor; assim nas suas seis hastes que saem do candelabro.
20
E no candelabro havia quatro tigelas feitas como amêndoas, seus botões e suas flores;
21
e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, conforme as seis hastes que saíam dele.
22
Seus botões e suas hastes eram do mesmo; tudo era uma obra batida de ouro puro.
23
E fez as sete lâmpadas dele; seus espevitadores e os seus apagadores de ouro puro.
24
De um talento de ouro puro ele o fez, com todos os seus utensílios.
25
E fez o altar de incenso de madeira de acácia. Um côvado era o seu comprimento, e um côvado a sua largura. Era quadrado; e dois côvados era a sua altura. Os seus chifres eram do mesmo.
26
E o revestiu com ouro puro, o seu topo, e seus lados ao redor, e os seus chifres. E fez para ele uma coroa de ouro em redor.
27
E fez duas argolas de ouro debaixo da sua coroa, nos seus dois cantos, nos seus dois lados, para serem os lugares das varas, para carregá-lo.
28
E fez as varas de madeira de acácia, e as revestiu com ouro.
29
E ele fez o santo óleo da unção, e o incenso puro de especiarias aromáticas,conforme a obra de perfumista.

38

1
E fez o altar da oferta queimada de madeira de acácia, com cinco côvados de comprimento, e cinco côvados de largura; ele era quadrado; e a sua altura era de três côvados.
2
E fez os seus chifres sobre os seus quatro cantos; os seus chifres eram do mesmo, e o revestiu de bronze.
3
E fez todos os utensílios do altar: os cinzeiros, e as pás, e as bacias, e os ganchos de carne, e os braseiros. Todos os seus utensílios feitos de bronze.
4
E fez para o altar uma grade de bronze em forma de rede, que pôs debaixo da sua borda até a metade.
5
E fundiu quatro argolas para as extremidades da grade de bronze, para lugares para as varas.
6
E fez as varas de madeira de acácia, e as revestiu de bronze.
7
E pôs as varas nas argolas nos dois lados do altar, para carregá-lo. Fez o altar oco de tábuas.
8
E fez uma pia de bronze, e sua base de bronze, dos espelhos das mulheres reunidas, que se reuniam na porta do tabernáculo da congregação.
9
E fez o pátio; do lado sul em direção ao sul as cortinas para o pátio eram de linho fino torcido de cem côvados de comprimento,
10
as suas colunas eram vinte, e as suas bases de bronze vinte. Os colchetes das colunas e suas faixas eram de prata.
11
E para o lado norte as cortinas eram de cem côvados, suas colunas eram vinte e vinte as suas bases de bronze; os colchetes das colunas e suas faixas de prata.
12
E para o lado oeste havia cortinas de cinquenta côvados; e eram dez as suas colunas, e dez as suas bases; os colchetes das colunas e suas faixas de prata.
13
E para o lado leste em direção ao leste, cinquenta côvados.
14
As cortinas de um lado da porta eram de quinze côvados; suas colunas, três, e suas bases, três.
15
E do outro lado da porta do pátio, de ambos os lados, havia cortinas de quinze côvados; suas colunas, três, e suas bases, três.
16
Todas as cortinas do pátio ao redor eram de linho fino torcido.
17
E as bases para as colunas eram de bronze; os colchetes das colunas e suas faixas de prata; e o revestimento dos seus capitéis de prata; e todas as colunas do pátio eram cingidas de prata.
18
E a cortina para a porta do pátio era bordado, de azul, de púrpura, de carmesim, e linho fino torcido. E vinte côvados era o comprimento, e a altura, na largura, era de cinco côvados correspondente às cortinas do pátio.
19
E suas colunas eram quatro, e quatro as suas bases de bronze; seus colchetes de prata, e o revestimento dos capitéis e as suas faixas de prata.
20
E todas as estacas do tabernáculo, e do pátio ao redor, eram de bronze.
21
Esta é a enumeração do tabernáculo, do tabernáculo do testemunho, como foi contado, conforme a ordem de Moisés, para o serviço dos levitas, pela mão de Itamar, filho do sacerdote Arão.
22
E Bezalel, o filho de Uri, o filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo que o Senhor ordenara a Moisés.
23
E com ele estava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, um gravador, e trabalhador esmerado, e bordador em azul, e em púrpura, e em carmesim, e linho fino.
24
Todo o ouro que foi usado na obra, em toda a obra do lugar santo, o ouro das ofertas, foi vinte e nove talentos, e setecentos e trinta siclos, segundo o siclo do santuário.
25
E a sua prata, que foi enumerada da congregação foi cem talentos, e mil e setecentos e setenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário;
26
um beca para cada homem, isto é, metade de um siclo, segundo o siclo do santuário, para cada um que foi enumerado, de vinte anos para cima, para seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta homens.
27
E dos cem talentos de prata foram fundidas as bases do santuário, e as bases do véu; cem bases dos cem talentos, um talento por base.
28
E dos mil e setecentos e setenta e cinco siclos ele fez colchetes para as colunas, e revestiu os seus capitéis, e os cingiu.
29
E o bronze da oferta foi setenta talentos, e dois mil e quatrocentos siclos.
30
E com isso ele fez as bases para a porta do tabernáculo da congregação, e o altar de bronze, e a grade de bronze para ele, e todos os utensílios do altar,
31
e as bases do pátio ao redor, e as bases da porta do pátio, e todas as estacas do tabernáculo, e todas as estacas do pátio ao redor.

39

1
E do azul, e púrpura, e carmesim, fizeram vestes do serviço, para realizar o serviço no lugar santo, e fizeram as vestes santas para Arão, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
2
E ele fez o éfode de ouro, azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido.
3
E bateram o ouro em lâminas finas, e o cortaram em fios, para tecê-lo em azul, e em púrpura, e em carmesim, e no linho fino, com trabalho esmerado.
4
Fizeram nele ombreiras que se juntassem; nas duas extremidades eram juntadas.
5
E o cinto trançado do seu éfode, que estava sobre ele, era do mesmo, conforme a sua obra; de ouro, azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
6
E prepararam as pedras de ônix engastadas em ouro, lavradas, como selos são lavrados, com os nomes dos filhos de Israel.
7
E ele os colocou sobre os ombros do éfode, para que fossem pedras por memorial para os filhos de Israel, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
8
E ele fez o peitoral de trabalho esmerado, como a obra do éfode; de azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido.
9
Era quadrado, fizeram o peitoral dobrado; um palmo era o seu comprimento, e um palmo era a sua largura, sendo dobrado.
10
E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira fileira era um sárdio, um topázio e um carbúnculo; esta era a primeira fileira.
11
E a segunda fileira uma esmeralda, uma safira e um diamante.
12
E a terceira fileira era um jacinto, uma ágata e uma ametista.
13
E a quarta fileira era um berilo, um ônix e um jaspe. Eram engastadas em ouro nos seus engastes.
14
E as pedras eram de acordo com os nomes dos filhos de Israel, doze, segundo os seus nomes, de gravura como em selo, cada um com seu nome, de acordo com as doze tribos.
15
E fizeram sobre o peitoral correntes na extremidade, trançadas como cordão, obra de ouro puro.
16
E fizeram dois engastes de ouro, e dois anéis de ouro, e puseram os dois anéis nas extremidades do peitoral.
17
E colocaram as duas correntes de ouro nos dois anéis nas extremidades do peitoral.
18
E as duas extremidades das duas correntes prenderam nos dois engastes, e os colocaram nas ombreiras do éfode diante dele.
19
E fizeram dois anéis de ouro, e os colocaram sobre as duas extremidades do peitoral na sua borda, que estava no lado do éfode por dentro.
20
E fizeram os outros dois anéis de ouro, e os colocaram nos dois lados do éfode por baixo, diante dele, defronte da outra juntura dele, sobre o cinto trançado do éfode.
21
E ligaram o peitoral pelos seus anéis aos anéis do éfode com um laço de azul, para que estivesse acima do cinto trançado do éfode, e para que o peitoral não se separasse do éfode, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
22
E ele fez o manto do éfode de obra tecida, todo de azul.
23
E havia uma abertura no meio do manto, como a abertura de cota de malha, com uma borda em redor da sua abertura, para que não se rompesse.
24
E nas bordas do manto fizeram romãs de azul, e de púrpura e de carmesim, e de linho torcido.
25
E fizeram sinos de ouro puro, e colocaram os sinos entre as romãs sobre a borda do manto, ao redor entre as romãs;
26
um sino e uma romã, outro sino e uma romã ao redor da borda do manto para ministrar, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
27
E fizeram as túnicas de linho fino de obra tecida para Arão, e para os seus filhos,
28
e uma mitra de linho fino, e o adorno das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido,
29
e um cinto de linho fino torcido, e azul, e púrpura, e carmesim, obra de bordador, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
30
E fizeram a lâmina da santa coroa de ouro puro, e escreveram sobre ela uma inscrição, semelhante a gravura de selos: Santidade ao Senhor.
31
E a amarraram com um cordão de azul, para prendê-la sobre a mitra, conforme o Senhor ordenou a Moisés.
32
Assim foi concluída toda a obra do tabernáculo, da tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram de acordo com tudo que o Senhor ordenara a Moisés, assim eles fizeram.
33
E eles trouxeram o tabernáculo a Moisés, a tenda, e todos os seus móveis, os seus colchetes, as suas tábuas, as suas barras, e as suas colunas, e as suas bases;
34
e a coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho, e a coberta de peles de texugo, e o véu da cobertura;
35
a arca do testemunho, e as suas varas, e o propiciatório;
36
a mesa, e todos os seus utensílios, e o pão da proposição;
37
o candelabro puro, com as suas lâmpadas, com as lâmpadas a serem colocadas em ordem, e todos os seus utensílios e o óleo para a luz;
38
o altar de ouro, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e a cortina da porta do tabernáculo;
39
o altar de bronze, e a sua grade de bronze, as suas varas, e todos os seus utensílios, a pia e a sua base;
40
as cortinas do pátio, as suas colunas, e as suas bases, e a cortina para a porta do pátio, as suas cordas, e as suas estacas, e todos os utensílios para o serviço do tabernáculo, para a tenda da congregação;
41
as vestes de serviço para fazer o serviço no lugar santo, e as vestes santas para Arão, o sacerdote, e as vestes dos seus filhos, para ministrar no ofício sacerdotal.
42
Conforme a tudo que o Senhor ordenara a Moisés, assim os filhos de Israel fizeram todo o trabalho.
43
E Moisés viu toda a obra, e eis que, eles a haviam realizado conforme o Senhor ordenara, assim eles haviam feito. E Moisés os abençoou.

40

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
No primeiro dia do primeiro mês levantarás o tabernáculo da tenda da congregação.
3
E nele colocarás a arca do testemunho, e cobrirás a arca com o véu.
4
E colocarás nele a mesa, e porás em ordem as coisas que devem ser postas em ordem sobre ela; e colocarás o candelabro e acenderás as suas lâmpadas.
5
E colocarás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho, e colocarás a cortina da porta do tabernáculo.
6
E colocarás o altar da oferta queimada diante da porta do tabernáculo da tenda da congregação.
7
E colocarás a pia entre a tenda da congregação e o altar, e nela colocarás água.
8
E levantarás o pátio ao redor, e pendurarás as cortinas da porta do pátio.
9
E tomarás o óleo da unção, e ungirás o tabernáculo e tudo que está nele, e o santificarás, e todos os seus utensílios; e será santo.
10
E ungirás o altar da oferta queimada, e todos os seus utensílios, e santificarás o altar; e será um altar santíssimo.
11
E ungirás a pia e a sua base, e a santificarás.
12
Trarás Arão e os seus filhos para a porta do tabernáculo da congregação e os lavarás com água.
13
E porás sobre Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que ele ministre a mim no ofício sacerdotal.
14
E trarás os seus filhos, e os vestirás com as túnicas,
15
e os ungirás, assim como ungiste seu pai, para que eles ministrem a mim no ofício sacerdotal, pois a sua unção certamente será um sacerdócio perpétuo por suas gerações.
16
Assim fez Moisés, de acordo com tudo que o Senhor lhe ordenara, assim ele fez.
17
E aconteceu no primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, que o tabernáculo foi levantado.
18
E Moisés levantou o tabernáculo, e fixou as suas bases, e colocou as suas tábuas, e colocou as suas barras, e levantou as suas colunas.
19
E estendeu a tenda sobre o tabernáculo, e colocou a coberta da tenda sobre ela, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
20
E tomou o testemunho e o pôs na arca, e colocou as varas na arca, e pôs o propiciatório sobre a arca;
21
e ele trouxe a arca para dentro do tabernáculo, e colocou o véu da cobertura, e cobriu a arca do testemunho, como o Senhor ordenara a Moisés.
22
E colocou a mesa na tenda da congregação, sobre o lado do tabernáculo em direção ao norte, sem o véu.
23
E ele pôs o pão em ordem sobre ela diante do Senhor, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
24
E colocou o candelabro na tenda da congregação, diante da mesa, no lado do tabernáculo em direção ao sul.
25
E acendeu as lâmpadas diante do Senhor, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
26
E ele colocou o altar de ouro na tenda da congregação, diante do véu,
27
e queimou incenso aromático nele, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
28
E colocou a cortina na porta do tabernáculo.
29
E ele colocou o altar da oferta queimada junto a porta do tabernáculo da tenda da congregação, e ofereceu a oferta queimada sobre ele, e a oferta de manjares, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
30
E ele colocou a pia entre a tenda da congregação e o altar, e colocou água nela, para lavar.
31
E Moisés e Arão e os seus filhos lavaram ali as suas mãos e os seus pés;
32
quando entravam na tenda da congregação, e quando se aproximavam do altar, eles se lavavam, conforme o Senhor ordenara a Moisés.
33
E ele levantou o pátio ao redor do tabernáculo e do altar, e colocou a cortina da porta do pátio. Assim Moisés terminou a obra.
34
Então uma nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo.
35
E Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.
36
E quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel prosseguiam em todas as suas jornadas.
37
Mas quando a nuvem não se levantava, então eles não viajavam até o dia em que ela se levantava.
38
Porque a nuvem do Senhor estava sobre o tabernáculo de dia, e fogo estava sobre ele à noite, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

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Sobre Paulo Matheus

Esposo da Daniele, pai da Sophia, engenheiro, gremista e cristão. Seja bem vindo ao blog, comente e contribua!

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