Plano de leitura da Bíblia - Gênesis


Versão utilizada: Bíblia King James Fiel 1611 (link).


1

1
No princípio criou Deus o céu e a terra.
2
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
4
viu Deus a luz, que isto era bom; e Deus separou a luz das trevas.
5
E chamou Deus à luz Dia, e às trevas ele chamou Noite. E houve a tarde e a manhã, o primeiro dia.
6
E disse Deus: Haja um firmamento no meio das águas, e deixe que separe as águas das águas.
7
fez Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam acima do firmamento. E assim foi.
8
E Deus chamou ao firmamento Céu. E houve a tarde e a manhã, o segundo dia.
9
E disse Deus: Ajuntem-se as águas sob o céu em um lugar, e apareça a terra seca. E assim foi.
10
E chamou Deus à terra seca Terra; e ao ajuntamento das águas ele chamou Mares. E Deus viu que isto era bom.
11
E disse Deus: Produza a terra, a relva, a erva que dê semente, e a árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela, sobre a terra. E assim foi.
12
E a terra produziu a relva, e a erva que dava semente segundo a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente estava nela, segundo a sua espécie. E Deus viu que isto era bom.
13
E houve a tarde e a manhã, o terceiro dia.
14
E disse Deus: Haja luzes no firmamento do céu para separar o dia da noite; e que sejam por sinais, e para estações, e para dias, e anos;
15
e que eles sejam por luzes no firmamento do céu para dar luz sobre a terra. E assim foi.
16
E fez Deus duas grandes luzes; a luz maior para governar o dia, e a luz menor para governar a noite; ele também fez as estrelas.
17
E Deus os colocou no firmamento do céu para dar luz sobre a terra;
18
e para governar sobre o dia e sobre a noite, e para separar a luz das trevas, e Deus viu que isto era bom.
19
E houve a tarde e a manhã, o quarto dia.
20
E disse Deus: Produzam as águas abundantemente criaturas viventes que se movem, e aves que possam voar acima da terra, no vasto firmamento do céu.
21
E Deus criou grandes baleias, e toda criatura vivente que se move, que as águas produziram abundantemente, segundo a sua espécie, e toda ave alada segundo a sua espécie; e Deus viu que isto era bom.
22
E Deus os abençoou, dizendo: Sede frutíferos e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares, e multipliquem-se as aves sobre a terra.
23
E houve a tarde e a manhã, o quinto dia.
24
E disse Deus: Produza a terra criaturas viventes segundo as suas espécies, gado, e seres rastejantes, e animais da terra segundo a sua espécie. E assim foi.
25
E fez Deus os animais da terra segundo a sua espécie, e o gado segundo a sua espécie e tudo que rasteja sobre a terra segundo a sua espécie; e Deus viu que isto era bom.
26
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e que eles tenham domínio sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre toda a coisa rastejante que rasteja sobre a terra.
27
Assim Deus criou o homem em sua própria imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea ele os criou.
28
Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Sede frutíferos e multiplicai-vos, e enchei a terra e subjugai-a; e tende domínio sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre toda a coisa vivente que se move sobre a terra.
29
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra, e toda árvore na qual está o fruto de uma árvore que produz semente; para vós será para alimento.
30
E a todo animal da terra, e a toda ave do céu, e a cada coisa que rasteja sobre a terra, em que há vida, eu tenho dado toda erva verde para alimento. E assim foi.
31
E Deus viu todas as coisas que ele havia feito; e eis que era muito bom. E houve a tarde e a manhã, o sexto dia.

2

1
Assim os céus e a terra foram finalizados, e todo o seu exército.
2
E no sétimo dia Deus terminou o trabalho que havia realizado; e ele descansou no sétimo dia de todo o trabalho que havia feito.
3
E Deus abençoou o sétimo dia, e o santificou, porque nele ele havia descansado de todo o seu trabalho que Deus criou e fez.
4
Estas são as gerações dos céus e da terra quando foram criados, no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus,
5
e toda planta do campo antes de estar na terra, e toda erva do campo antes de crescer; pois o Senhor Deus não havia feito chover sobre a terra, e não havia homem para cultivar a terra.
6
Mas ali subia uma neblina da terra, e regava toda a face da terra.
7
E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, e soprou nas suas narinas o sopro da vida; e o homem se tornou uma alma vivente.
8
o Senhor Deus plantou um jardim na direção leste no Éden; e ali ele colocou o homem a quem havia formado.
9
E da terra o Senhor Deus fez crescer toda árvore que é agradável à vista, e boa para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
10
E um rio saía do Éden para regar o jardim; e dali partia-se, e tornava-se quatro cabeças.
11
O nome do primeiro é Pisom; este é o que circunda toda a terra de Ávila, onde há ouro;
12
e o ouro dessa terra é bom; ali há bdélio e a pedra ônix.
13
E o nome do segundo rio é Giom; esse é o mesmo que circunda toda a terra da Etiópia.
14
E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o leste da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.
15
E o Senhor Deus tomou o homem, e o colocou no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo.
16
E o Senhor Deus ordenou ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim tu poderás comer livremente;
17
mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela tu não comerás. Pois no dia em que dela comeres, tu certamente morrerás.
18
E o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja sozinho; eu farei uma ajudadora adequada para ele.
19
E da terra o Senhor Deus formou todo animal do campo, e toda ave do ar; e os levou até Adão para ver como ele lhes chamaria. E como quer que Adão chamasse cada criatura vivente, este era o seu nome.
20
E Adão deu nomes a todo o gado, e a toda ave do céu, e a todo animal do campo; mas para Adão não foi encontrada uma ajudadora adequada.
21
E o Senhor Deus fez um profundo sono cair sobre Adão, e ele dormiu; e ele tomou uma de suas costelas, e fechou a carne em seu lugar;
22
e da costela que o Senhor Deus havia tirado do homem, ele fez uma mulher, e a levou ao homem.
23
E Adão disse: Esta agora é osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada Mulher, porque ela foi tomada de dentro do Homem.
24
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua mulher, e eles serão uma carne.
25
E estavam os dois nus, o homem e sua mulher, e não estavam envergonhados.

3

1
Ora, a serpente era mais sutil do que qualquer animal do campo que o Senhor Deus havia feito. E ela disse à mulher: Sim, Deus tem dito: Não comereis de toda árvore do jardim?
2
E a mulher disse à serpente: Nós podemos comer do fruto das árvores do jardim;
3
mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.
4
E a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, então vossos olhos serão abertos, e vós sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal.
6
E quando a mulher viu que a árvore era boa para alimento, e que era agradável aos olhos, e uma árvore a ser desejada para fazer alguém sábio, ela tomou do seu fruto, e o comeu, e deu também a seu marido, e ele o comeu com ela.
7
E os olhos de ambos foram abertos, e eles souberam que estavam nus; e coseram folhas de figos, e fizeram para si aventais.
8
E eles ouviram a voz do Senhor Deus andando pelo jardim no frescor do dia. E Adão e sua mulher se esconderam da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
9
E o Senhor Deus chamou a Adão, e lhe disse: Onde tu estás?
10
E ele disse: Eu ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque eu estava nu, e me escondi.
11
E ele disse: Quem te contou que estavas nu? Tens tu comido da árvore da qual eu te ordenei que não comesses?
12
E o homem disse: A mulher que tu me deste para estar comigo, ela me deu da árvore e eu comi.
13
E o Senhor Deus disse à mulher: O que é isto que tu fizeste? E a mulher disse: A serpente me enganou, e eu comi.
14
E o Senhor Deus disse à serpente: Porque tu fizeste isso, tu és amaldiçoada acima de todo gado, e acima de todo animal do campo; sobre o teu ventre tu andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
15
E eu colocarei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; ela ferirá a tua cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
16
À mulher ele disse: Eu multiplicarei grandemente o teu sofrimento e a tua concepção. Com sofrimento terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele governará sobre ti.
17
E a Adão ele disse: Porque tu escutaste a voz de tua mulher, e comeste da árvore, da qual eu te ordenei dizendo: Tu não comerás dela, amaldiçoada é a terra por tua causa; com sofrimento tu comerás dela todos os dias da tua vida.
18
Espinhos e cardos também produzirá para ti; e comerás a erva do campo;
19
no suor da tua face comerás o pão, até que retornes a terra, pois dele tu foste tirado; porque pó tu és, e ao pó tu retornarás.
20
E Adão chamou o nome de sua mulher Eva, porque ela foi a mãe de todos os viventes.
21
Para Adão e também para sua mulher o Senhor Deus fez vestes de pele, e os vestiu.
22
E o Senhor Deus disse: Eis que o homem se tornou como um de nós, para conhecer o bem e o mal; e agora, para que ele não estenda sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva para sempre;
23
o Senhor Deus, portanto, o lançou fora do jardim do Éden, para cultivar a terra da qual fora tomado.
24
Assim ele expulsou o homem, e colocou no leste do jardim do Éden querubins, e uma espada flamejante, que se voltava a todos os lados para guardar o caminho para a árvore da vida.

4

1
E Adão conheceu Eva, sua mulher; e ela concebeu e teve Caim, e disse: Concebi um homem do Senhor.
2
E ela também teve Abel, irmão dele. E Abel era um guardador de ovelhas, mas Caim era cultivador da terra.
3
E no passar do tempo, aconteceu que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4
E Abel, ele também trouxe das primícias e da gordura do seu rebanho. E o Senhor teve consideração por Abel e por sua oferta;
5
mas por Caim e por sua oferta ele não teve consideração. E Caim ficou muito irado, e o seu semblante caiu.
6
E o Senhor disse a Caim: Por que estás irado? E por que o teu semblante está caído?
7
Se tu fazes bem, não serás aceito? E se não fazes bem, o pecado jaz à porta. E para ti será o desejo dele, e tu governarás sobre ele.
8
E Caim falou com Abel, seu irmão; e aconteceu que, quando eles estavam no campo, Caim se levantou contra Abel, seu irmão, e o matou.
9
E o Senhor disse a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Eu não sei; sou eu guardador do meu irmão?
10
E ele disse: O que tu fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.
11
E agora tu és amaldiçoado desde a terra, que abriu a sua boca para receber o sangue do teu irmão da tua mão;
12
quando tu cultivares a terra, ela não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.
13
E Caim disse ao Senhor: Meu castigo é maior do que eu posso suportar.
14
Eis que tu me expulsaste neste dia da face da terra; e de tua face eu estarei escondido; e serei fugitivo e errante na terra. E acontecerá que todo aquele que me encontrar me matará.
15
E o Senhor lhe disse: Portanto, todo aquele que matar Caim, a vingança será tomada sobre ele sete vezes. E o Senhor fixou uma marca sobre Caim, para que qualquer que o achasse não o matasse.
16
E Caim saiu da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, no leste do Éden.
17
E Caim conheceu sua mulher, e ela concebeu, e teve Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade de Enoque, conforme o nome do seu filho.
18
E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou Meujael, e Meujael gerou Metusael, e Metusael gerou Lameque.
19
E Lameque tomou para si duas esposas. O nome de uma era Ada, e o nome da outra Zilá.
20
E Ada teve Jabal; ele foi o pai dos que habitam em tendas, e dos que têm gado.
21
E o nome de seu irmão era Jubal. Ele foi o pai de todos os que manuseiam a harpa e o órgão.
22
E Zilá, ela também teve Tubalcaim, um instrutor de todo artífice de bronze e ferro; e a irmã de Tubalcaim era Naamá.
23
E Lameque disse a suas mulheres, Ada e Zilá: Ouvi a minha voz, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras, pois eu matei um homem pela minha ferida e um jovem pelo meu sofrimento.
24
Se Caim for vingado sete vezes, Lameque certamente setenta vezes sete.
25
E Adão conheceu novamente sua mulher; e ela teve um filho, e chamou seu nome Sete, porque Deus, ela disse, me designou outra semente no lugar de Abel, a quem Caim matou.
26
E a Sete, também nasceu um filho; e ele chamou seu nome Enos. Então os homens começaram a invocar o nome do Senhor.

5

1
Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus ele o fez;
2
macho e fêmea ele os criou; e os abençoou, e chamou seu nome Adão, no dia em que eles foram criados.
3
E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua própria semelhança, segundo a sua imagem, e chamou seu nome Sete.
4
E os dias de Adão, depois de ter gerado Sete foram oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
5
E todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta anos, e morreu.
6
E Sete viveu cento e cinco anos, e gerou Enos.
7
E Sete viveu, depois que gerou Enos, oitocentos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
8
E todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos, e morreu.
9
E Enos viveu noventa anos e gerou Cainã.
10
E Enos viveu, depois que gerou Cainã, oitocentos e quinze anos, e gerou filhos e filhas.
11
E todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos, e morreu.
12
E Cainã viveu setenta anos, e gerou Maalaleel.
13
E Cainã viveu, depois que gerou Maalaleel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.
14
E todos os dias de Cainã foram novecentos e dez anos, e morreu.
15
E Maalaleel viveu sessenta e cinco anos, e gerou Jerede.
16
E Maalaleel viveu, depois que gerou Jerede, oitocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
17
E todos os dias de Maalaleel foram oitocentos e noventa e cinco anos, e morreu.
18
E Jerede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou Enoque.
19
E Jerede viveu, depois que gerou Enoque, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
20
E todos os dias de Jerede foram novecentos e sessenta e dois anos, e morreu.
21
E Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
22
E Enoque andou com Deus depois que gerou Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
23
E todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos.
24
E Enoque caminhava com Deus, e ele não estava mais, pois Deus o tomou.
25
E Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou Lameque.
26
E Matusalém viveu, depois que gerou Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas.
27
E todos os dias de Matusalém foram novecentos e sessenta e nove anos, e morreu.
28
E Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho.
29
E ele chamou seu nome Noé, dizendo: Este deve confortar-nos com respeito ao nosso trabalho e ao labor das nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.
30
E Lameque viveu, depois que gerou Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas.
31
E todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos, e morreu.
32
E Noé tinha quinhentos anos de idade; e Noé gerou Sem, Cam e Jafé.

6

1
E aconteceu que, quando os homens começaram a se multiplicar sobre a face da terra, e filhas lhes nasceram,
2
os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas; e tomaram para si esposas de todas que escolheram.
3
E o Senhor disse: Meu Espírito não contenderá sempre com o homem, pois ele também é carne. Porém, seus dias serão cento e vinte anos.
4
Havia gigantes na terra naqueles dias, e também depois disso, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e elas lhes geraram filhos, estes se tornaram homens poderosos que eram na antiguidade, homens de renome.
5
E Deus viu que a maldade do homem era grande na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era apenas vil continuamente.
6
E arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso o afligia em seu coração.
7
E o Senhor disse: Eu destruirei o homem a quem criei da face da terra; tanto o homem quanto o animal, e a coisa rastejante, e as aves do céu; pois me arrependi de havê-los feito.
8
Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor.
9
Estas são as gerações de Noé: Noé foi um homem justo e perfeito nas suas gerações, e Noé andava com Deus.
10
E Noé gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé.
11
A terra também estava corrompida diante de Deus, e a terra estava cheia de violência.
12
E Deus olhou para a terra, e eis que ela estava corrompida, pois toda a carne havia corrompido seu caminho sobre a terra.
13
E Deus disse a Noé: O fim de toda a carne chegou diante de mim; pois a terra está cheia de violência por meio deles; e eis que eu os destruirei com a terra.
14
Faze para ti uma arca de madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.
15
E esta é a forma em que tu a farás: O comprimento da arca será trezentos côvados; a sua largura de cinquenta côvados; e a sua altura de trinta côvados.
16
Uma janela farás para a arca, e em um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca colocarás em sua lateral, lhe farás com andares, inferior, um segundo e um terceiro.
17
E eis que eu mesmo trago um dilúvio de águas sobre a terra, para destruir toda a carne em que há sopro de vida de debaixo do céu. E toda coisa que está na terra morrerá.
18
Mas contigo eu estabelecerei o meu pacto; e tu entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo.
19
E de toda coisa vivente de toda a carne, dois de cada espécie, tu trarás para dentro da arca, para guardá-los vivos contigo; eles serão macho e fêmea.
20
De aves segundo a sua espécie, e de gado segundo a sua espécie, de toda coisa rastejante da terra segundo a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para guardá-los vivos.
21
E tomarás para ti de todo alimento que se come, e o ajuntarás a ti, e será por alimento para ti, e para eles.
22
Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe ordenou, assim ele fez.

7

1
E o Senhor disse a Noé: Vem tu e toda a tua casa para dentro da arca; pois a ti eu vi como justo diante de mim nesta geração.
2
De todo animal limpo tomarás para ti de sete em sete, o macho e sua fêmea, e dos animais que não são limpos de dois em dois, o macho e sua fêmea.
3
Das aves do céu também de sete em sete, o macho e sua fêmea, para manter viva a semente sobre a face de toda a terra.
4
Pois em mais sete dias, eu farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e toda substância viva que eu fiz, destruirei da face da terra.
5
E Noé fez de acordo com tudo o que o Senhor lhe ordenou.
6
E Noé tinha seiscentos anos de idade quando o dilúvio de águas veio sobre a terra.
7
E entrou na arca Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele, por causa das águas do dilúvio.
8
Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de toda coisa que rasteja sobre a terra,
9
entraram de dois em dois até Noé na arca, o macho e a fêmea, conforme Deus ordenara a Noé.
10
E aconteceu que, depois dos sete dias, as águas do dilúvio estavam sobre a terra.
11
No ano seiscentos da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do mês, no mesmo dia todas as fontes do grande abismo foram rompidas, e as janelas do céu foram abertas.
12
E a chuva esteve sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
13
Nesse mesmo dia entraram na arca Noé, e Sem, e Cam, e Jafé, os filhos de Noé, e a mulher de Noé, e com eles as três mulheres de seus filhos.
14
Eles, e todo animal segundo a sua espécie, e todo o gado segundo a sua espécie, e toda coisa que rasteja sobre a terra segundo a sua espécie, e toda ave segundo a sua espécie, pássaro de toda espécie.
15
E entraram para Noé na arca, de dois em dois de toda a carne em que há o sopro de vida.
16
E aqueles que entraram, entraram macho e fêmea de toda a carne, conforme Deus lhe ordenara, e o Senhor o fechou dentro.
17
E o dilúvio esteve quarenta dias sobre a terra; e as águas aumentaram, e levantaram a arca, e ela foi elevada sobre a terra.
18
E as águas prevaleceram, e foram aumentadas grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre a face das águas.
19
E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os montes altos, que estavam debaixo de todo o céu, foram cobertos.
20
Quinze côvados acima as águas prevaleceram; e os montes foram cobertos.
21
E morreu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto as aves, quanto o gado e os animais, e toda coisa rastejante que rasteja sobre a terra, e todo homem.
22
Todos aqueles em cujas narinas estava o sopro de vida, e tudo que estava na terra seca morreu.
23
E foi destruída toda substância viva que estava sobre a face da terra, tanto o homem, quanto o gado, e as coisas rastejantes e as aves do céu; e eles foram destruídos da terra; e somente Noé permaneceu vivo, e aqueles que estavam com ele na arca.
24
E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinquenta dias.

8

1
E Deus lembrou de Noé, e de toda coisa vivente, e de todo o gado que estava com ele na arca; e Deus fez um vento passar sobre a terra, e as águas se diminuíram.
2
Também as fontes do abismo e as janelas do céu foram fechadas, e a chuva do céu foi contida;
3
e as águas retornaram de sobre a terra continuamente; e após o fim dos cento e cinquenta dias as águas foram diminuídas.
4
E a arca descansou no sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, sobre os montes de Ararate.
5
E as águas diminuíram continuamente até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, foram vistos os topos dos montes.
6
E aconteceu que, ao fim de quarenta dias, Noé abriu a janela da arca que ele fizera.
7
E ele enviou um corvo, que saindo, ia e voltava, até secar as águas de sobre a terra.
8
Ele também enviou uma pomba, para ver se as águas haviam diminuído da face da terra;
9
mas a pomba não encontrou descanso para a sola de seu pé, e ela retornou para ele na arca, pois as águas estavam sobre a face de toda a terra. Então, ele estendeu sua mão e a tomou, e a puxou para si para dentro da arca.
10
E ele ficou mais outros sete dias, e novamente enviou a pomba para fora da arca,
11
e a pomba veio a ele à tarde, e eis que no seu bico estava uma folha de oliveira arrancada. Assim Noé soube que as águas haviam diminuído de sobre a terra.
12
E ele ficou mais outros sete dias, e enviou a pomba, que não mais retornou a ele.
13
E aconteceu, no seiscentésimo primeiro ano, no primeiro mês, no primeiro dia do mês, que as águas foram secas de sobre a terra. E Noé removeu a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da terra estava seca.
14
E no segundo mês, no vigésimo sétimo dia do mês, a terra estava seca.
15
E Deus falou a Noé, dizendo:
16
Vai adiante da arca, tu e tua mulher e teus filhos, e as mulheres de teus filhos contigo.
17
Traze toda coisa vivente que está contigo, de toda carne, tanto das aves, quanto do gado e de toda coisa rastejante que rasteja sobre a terra; que eles possam procriar abundantemente na terra, e sejam frutíferos, e se multipliquem sobre a terra.
18
E Noé foi adiante, e seus filhos e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele.
19
E saíram da arca todo animal, toda coisa rastejante, e toda ave, e tudo que rasteja sobre a terra, segundo as suas espécies.
20
E Noé construiu um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo, e de toda ave limpa, e ofereceu ofertas queimadas sobre o altar.
21
E o Senhor cheirou um aroma doce, e o Senhor disse em seu coração: Eu não amaldiçoarei novamente a terra por causa do homem; pois a imaginação do coração do homem é má desde a sua juventude. Tampouco eu ferirei novamente toda coisa vivente, como o fiz.
22
Enquanto a terra permanecer, tempo de semeadura e de colheita, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão.

9

1
E Deus abençoou Noé e seus filhos, e lhes disse: Sede frutíferos e multiplicai-vos, e enchei a terra.
2
E o temor de vós e o pavor de vós estará sobre todo animal da terra, e sobre toda ave do céu, sobre tudo que se move sobre a terra, e sobre todos os peixes do mar; em vossas mãos eles foram entregues.
3
Toda coisa viva que se move será por alimento para vós; assim como a erva verde, eu vos dei todas as coisas.
4
Mas a carne com a sua vida, que é o sangue dela, não comereis.
5
E, certamente, vosso sangue das vossas vidas eu requererei; da mão de todo animal requererei, e da mão do homem, e da mão de todo irmão do homem requererei a vida do homem.
6
Quem assim derramar o sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado, pois à imagem de Deus ele fez o homem.
7
E vós, sede fecundos e multiplicai-vos, povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.
8
E Deus falou a Noé, e a seus filhos com ele, dizendo:
9
E eu, eis que eu estabeleço meu pacto convosco, e com vossa semente depois de vós,
10
e com toda criatura vivente que está convosco, das aves, do gado e de todo animal da terra convosco; de todos os que saem da arca, a todo animal da terra.
11
E eu estabelecerei o meu pacto convosco; não será mais destruída toda carne pelas águas de um dilúvio, nem haverá mais dilúvio para destruir a terra.
12
E Deus disse: Este é o sinal do pacto que fiz entre mim e vós, e toda criatura vivente que está convosco, para as gerações perpétuas.
13
Eu ponho o meu arco na nuvem, e isto será por sinal do pacto entre mim e a terra.
14
E acontecerá, quando eu trouxer uma nuvem sobre a terra, que o arco será visto na nuvem.
15
E eu lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e toda criatura vivente de toda a carne; e as águas não mais se tornarão um dilúvio para destruir toda a carne.
16
E o arco estará na nuvem; e eu olharei para ele, para que eu me lembre do pacto eterno entre Deus e toda criatura vivente de toda carne que está sobre a terra.
17
E Deus disse a Noé: Este é o sinal do pacto, que eu estabeleci entre mim e toda carne que está sobre a terra.
18
E os filhos de Noé, que saíram da arca, foram: Sem, Cam e Jafé; e Cam é o pai de Canaã.
19
Estes são os três filhos de Noé; e por eles toda a terra foi povoada.
20
E Noé começou a ser lavrador, e ele plantou uma vinha.
21
E ele bebeu do vinho, e ficou embriagado, e ele ficou desnudo dentro da sua tenda.
22
E Cam, o pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e contou a seus dois irmãos que estavam fora.
23
E Sem e Jafé tomaram uma capa, e a puseram sobre os seus ombros, e viraram para trás, e cobriram a nudez de seu pai; e suas faces estavam virados para trás, e eles não viram a nudez de seu pai.
24
E Noé despertou de seu vinho, e soube o que seu filho mais novo havia feito a ele.
25
E ele disse: Amaldiçoado seja Canaã; servo de servos ele será para seus irmãos.
26
E ele disse: Abençoado seja o Senhor Deus de Sem; e Canaã será o seu servo.
27
E Deus alargará Jafé, e ele habitará nas tendas de Sem; e Canaã será o seu servo.
28
E Noé viveu, depois do dilúvio, trezentos e cinquenta anos.
29
E todos os dias de Noé foram novecentos e cinquenta anos, e ele morreu.

10

1
Ora, estas são as gerações dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé. E a eles nasceram filhos depois do dilúvio.
2
Os filhos de Jafé: Gomer, e Magogue, e Madai, e Javã, e Tubal, e Meseque, e Tiras.
3
E os filhos de Gomer: Asquenaz, e Rifate, e Togarma.
4
E os filhos de Javã: Elisá, e Társis, Quitim, e Dodanim.
5
Por estes, foram divididas as ilhas dos Gentios nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.
6
E os filhos de Cam: Cuxe, e Mizraim, e Pute, e Canaã.
7
E os filhos de Cuxe: Sebá, e Havilá, e Sabtá, e Raamá, e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã.
8
E Cuxe gerou Ninrode; este começou a ser poderoso na terra.
9
Ele foi um caçador poderoso diante do Senhor, pelo que é dito: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor.
10
E no começo do seu reino estavam Babel, e Ereque, e Acade, e Calné na terra de Sinar.
11
Daquela terra saiu Assíria e edificou Nínive, e a cidade de Reobote-Ir, e Calá.
12
E Resen, entre Nínive e Calá; esta mesma é uma grande cidade.
13
E Mizraim gerou Ludim, e Anamim, e Leabim, e Naftuim,
14
e Patrusim, e Casluim (de quem vieram os filisteus), e Caftorim.
15
E Canaã gerou Sidom, seu primogênito, e Hete,
16
e o jebuseu, e o amorreu, e o girgaseu,
17
e o heveu, e o arqueu, e o sineu,
18
e o arvadeu, e o zemareu, e o hamateu, e depois as famílias dos cananeus foram espalhadas.
19
E o termo dos cananeus era desde Sidom, quando se vai para Gerar, até Gaza; quando se vai para Sodoma, e Gomorra, e Admá, e Zeboim até Lasa.
20
Estes são os filhos de Cam, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, e em suas nações.
21
A Sem também nasceram filhos, o pai de todos os filhos de Éber, e o irmão mais velho de Jafé.
22
Os filhos de Sem: Elão, e Assur, e Arfaxade, e Lude, e Arã.
23
E os filhos de Arã: Uz, e Hul, e Geter, e Más.
24
E Arfaxade gerou Salá; e Salá gerou Éber.
25
E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, pois em seus dias foi dividida a terra; e o nome do seu irmão foi Joctã.
26
E Joctã gerou Almodá, e Selefe, e Hazarmavé, e Jerá,
27
e Hadorão, e Usal, e Dicla,
28
e Obal, e Abimael, e Sabá,
29
e Ofir, e Havilá, e Jobabe; todos estes eram filhos de Joctã.
30
E sua habitação foi desde Messa, quando se vai para Sefar, um monte do leste.
31
Estes são os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
32
Estas são as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, em suas nações; e por estas foram as nações divididas na terra depois do dilúvio.

11

1
E toda a terra era de uma língua, e de uma fala.
2
E aconteceu que, eles viajando do leste, acharam uma planície na terra de Sinar, e eles habitaram ali.
3
E eles disseram uns aos outros: Vamos, façamos tijolos e queimemo-los. E eles tiveram tijolos por pedra, e betume por argamassa.
4
E eles disseram: Vamos, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre, cujo topo possa alcançar o céu. E façamos para nós um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5
E o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam.
6
E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos eles têm uma língua. E isto eles começam a fazer, e agora nada lhes será restrito, do que eles imaginam fazer.
7
Vamos, desçamos, e ali confundamos a língua deles, para que eles não possam entender a fala uns dos outros.
8
Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e eles deixaram de edificar a cidade.
9
Por isso, o nome dela é chamado Babel; porque o Senhor ali confundiu a língua de toda a terra. E a partir dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra.
10
Estas são as gerações de Sem: Sem tinha cem anos de idade, e gerou Arfaxade dois anos depois do dilúvio.
11
E Sem viveu, depois que gerou Arfaxade, quinhentos anos, e gerou filhos e filhas.
12
E Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou Salá.
13
E Arfaxade viveu, depois que gerou Salá, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
14
E Salá viveu trinta anos, e gerou Éber.
15
E Salá viveu, depois que gerou Éber, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
16
E Éber viveu trinta e quatro anos, e gerou Pelegue.
17
E Éber viveu, depois que gerou Pelegue, quatrocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
18
E Pelegue viveu trinta anos, e gerou Reú.
19
E Pelegue viveu, depois que gerou Reú, duzentos e nove anos, e gerou filhos e filhas.
20
E Reú viveu trinta e dois anos, e gerou Serugue.
21
E Reú viveu, depois que gerou Serugue, duzentos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
22
E Serugue viveu trinta anos, e gerou Naor.
23
E Serugue viveu, depois que gerou Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas.
24
E Naor viveu vinte e nove anos, e gerou Terá.
25
E Naor viveu, depois que gerou Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas.
26
E Terá viveu setenta anos, e gerou Abrão, Naor e Harã.
27
Ora, estas são as gerações de Terá: Terá gerou Abrão, Naor e Harã, e Harã gerou Ló.
28
E Harã morreu antes de seu pai Terá, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.
29
E Abrão e Naor tomaram esposas para si; o nome da esposa de Abrão era Sarai, e o nome da esposa de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.
30
Mas Sarai era estéril, e ela não tinha filhos.
31
E Terá tomou Abrão, seu filho, e Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, esposa de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus para ir à terra de Canaã; e eles vieram até Harã e habitaram ali.
32
E os dias de Terá foram duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.

12

1
Ora, o Senhor havia dito a Abrão: Sai-te do teu país, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para uma terra que eu te mostrarei.
2
E eu farei de ti uma grande nação, e eu te abençoarei, e farei teu nome grande; e tu serás uma bênção.
3
E eu abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, e em ti todas as famílias da terra serão abençoadas.
4
Assim, Abrão partiu, como o Senhor lhe havia falado, e Ló foi com ele. E Abrão tinha setenta e cinco anos de idade quando ele partiu de Harã.
5
E Abrão tomou Sarai, sua esposa, e Ló, filho de seu irmão, e todas as posses que haviam ajuntado, e as almas que eles tinham obtido em Harã, e eles saíram para a terra de Canaã, e para a terra de Canaã eles vieram.
6
E Abrão passou pela terra até o lugar de Siquém, até a planície de Moré. E os cananeus estavam nesse tempo na terra.
7
E o Senhor apareceu a Abrão e disse: À tua semente eu darei esta terra; e ali ele edificou um altar ao Senhor, que lhe apareceu.
8
E ele moveu-se dali para o monte ao leste de Betel, e armou sua tenda, tendo Betel ao oeste e Ai ao leste. E ali ele edificou um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.
9
E Abrão viajou, indo adiante para o sul.
10
E houve fome na terra, e Abrão desceu para o Egito para peregrinar ali, pois a fome era severa na terra.
11
aconteceu que, quando ele estava prestes a entrar no Egito, ele disse a Sarai, sua esposa: Eis que eu sei que tu és uma mulher formosa à vista.
12
Por isso, acontecerá que, quando os egípcios te virem, eles dirão: Esta é a esposa dele. E me matarão, mas te manterão viva.
13
Dize, suplico-te, que tu és minha irmã, para que eu possa ficar bem por tua causa, e a minha alma viverá por causa de ti.
14
E aconteceu que, quando Abrão havia chegado ao Egito, os egípcios viram a mulher, e que ela era muito formosa.
15
Também os príncipes do Faraó a viram, e a elogiaram diante do Faraó, e a mulher foi levada à casa do Faraó.
16
E ele tratou bem a Abrão por causa dela. E ele teve ovelhas, e bois, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas e camelos.
17
E o Senhor atormentou Faraó e a sua casa com grandes pragas por causa de Sarai, esposa de Abrão.
18
E Faraó chamou Abrão, e disse: O que é isto que tu me fizeste? Por que não me disseste que ela era tua esposa?
19
Por que disseste: Ela é minha irmã? Portanto eu a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis a tua esposa. Toma-a e vai no teu caminho.
20
E Faraó ordenou aos seus homens com respeito a ele; e eles o mandaram embora, e a sua esposa, e a tudo que ele tinha.

13

1
E Abrão saiu do Egito para o sul, ele, e sua esposa, e tudo que tinha, e Ló com ele.
2
E Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro.
3
E ele foi em suas viagens do sul até Betel, até o lugar em que sua tenda havia estado no início, entre Betel e Ai,
4
até o lugar do altar, que ele fizera ali no início. E ali Abrão invocou o nome do Senhor.
5
E Ló também, que foi com Abrão, tinha rebanhos, e gado, e tendas.
6
E a terra não foi capaz de comportá-los, para que eles pudessem habitar juntos. Porque eram muitos os seus bens, de modo que não puderam habitar juntos.
7
E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló, e os cananeus e os perizeus habitavam na terra nesse tempo.
8
E Abrão disse a Ló: Que não haja contenda, eu te suplico, entre mim e ti, e entre meus pastores e teus pastores, pois somos irmãos.
9
Não está a terra toda diante de ti? Suplico-te que te apartes de mim. Se tomares a esquerda, então eu irei para a direita. Se te apartares para a direita, então eu irei para a esquerda.
10
E Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era bem regada em todo lugar, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
11
Então, Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e Ló viajou para o leste, e eles se apartaram um do outro.
12
Abrão habitou na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e armou sua tenda em direção a Sodoma.
13
Mas os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores diante do Senhor.
14
E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Eleva agora os teus olhos, e olha do lugar em que estás para o norte, e para o sul, e para o leste, e para o oeste.
15
Porque toda a terra que tu vês, para sempre eu te darei, e à tua semente.
16
E eu farei a tua semente como o pó da terra, de modo que se um homem puder contar o pó da terra, então também a tua semente será contada.
17
Levanta-te, caminha pela terra no seu comprimento e na sua largura, pois a ti eu a darei.
18
Então Abrão removeu a sua tenda, e veio e habitou na planície de Manre, que é Hebrom, e ali edificou um altar ao Senhor.

14

1
E aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de nações,
2
que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Bela, que é Zoar.
3
Todos estes foram reunidos no vale de Sidim, que é o mar de sal.
4
Eles serviram doze anos a Quedorlaomer, e no décimo terceiro ano se rebelaram.
5
E no décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram os refains em Asterote-Carnaim, e os zuzins em Hã, e os emins em Savé-Quiriataim,
6
e os horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que fica junto ao deserto.
7
E eles retornaram, e vieram a En-Mispate, que é Cades, e feriram toda a terra dos amalequitas, e também os amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
8
E saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Bela (esta é Zoar) e se ajuntaram à batalha contra eles no vale de Sidim,
9
contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei das nações, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
10
E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume, e os reis de Sodoma e Gomorra fugiram, e caíram ali, e os restantes fugiram para o monte.
11
E eles tomaram todos os bens de Sodoma e Gomorra, e todos os seus mantimentos, e foram no seu caminho.
12
E eles tomaram Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os seus bens, e partiram.
13
E veio um que havia escapado, e contou a Abrão, o hebreu, pois ele habitava na planície de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; e estes eram confederados de Abrão.
14
E quando Abrão ouviu que o seu irmão foi levado cativo, ele armou os seus servos treinados, nascidos na sua própria casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
15
E ele se dividiu contra eles, ele e seus servos, à noite, e os feriu e os perseguiu até Hobá, que está à esquerda de Damasco.
16
E ele trouxe de volta todos os bens, e também trouxe novamente o seu irmão Ló, e seus bens, e também as mulheres, e o povo.
17
E o rei de Sodoma saiu para encontrá-lo depois do seu retorno do massacre a Quedorlaomer e os reis que estavam com ele, no vale de Savé, que é o vale do rei.
18
E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho, e ele era o sacerdote do Deus Altíssimo.
19
E ele o abençoou, e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, criador do céu e da terra.
20
E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou teus inimigos em tuas mãos. E lhe deu dízimos de tudo.
21
E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me as pessoas, e toma os bens para ti.
22
E Abrão disse ao rei de Sodoma: Eu levanto a minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o possuidor do céu e da terra,
23
que não tomarei nem um fio, nem a correia de uma sandália, e que não tomarei coisa alguma que é tua, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão,
24
salvo tão somente o que os jovens comeram, e a parte dos homens que foram comigo, Aner, Escol e Manre; que eles tomem a sua parte.

15

1
Depois dessas coisas, a palavra do Senhor veio a Abrão em uma visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo, e a tua recompensa será infinitamente grande.
2
E Abrão disse: Senhor Deus, o que me darás, visto que ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é Eliézer de Damasco?
3
E Abrão disse: Eis que não me deste semente, e eis que um nascido na minha casa é meu herdeiro.
4
E eis que a palavra do Senhor veio a ele, dizendo: Este não será teu herdeiro, mas o que sairá de tuas próprias entranhas será teu herdeiro.
5
E ele o trouxe para fora e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se tu fores capaz de contá-las; e lhe disse: Assim será a tua semente.
6
E ele creu no Senhor, e ele lhe atribuiu isto por justiça.
7
E ele disse-lhe: Eu sou o Senhor que te trouxe de Ur dos Caldeus, para te dar esta terra para herdá-la.
8
E ele disse: Senhor Deus, como eu saberei que hei de herdá-la?
9
E ele lhe disse: Toma para mim uma novilha de três anos de idade, e uma cabra de três anos de idade, e um carneiro de três anos de idade, e uma rola e um pombinho.
10
E tomou para ele todos estes, e os dividiu ao meio, e colocou cada parte na frente da outra, mas as aves ele não dividiu.
11
E quando as aves desciam sobre as carcaças, Abrão as enxotava.
12
E quando o sol estava se pondo, um profundo sono caiu sobre Abrão, e eis que um horror de grande escuridão caiu sobre ele.
13
E ele disse a Abrão: Saibas com certeza que tua semente será estrangeira na terra que não é sua, e os servirão, e eles os afligirão por quatrocentos anos.
14
E também a essa nação, a quem eles servirão, eu julgarei, e depois eles sairão com grandes posses.
15
E tu irás para os teus pais em paz, tu serás sepultado em boa velhice.
16
Mas na quarta geração, eles virão para cá novamente, pois a iniquidade dos amorreus ainda não está completa.
17
E aconteceu que, quando o sol se pôs, e ficou escuro, eis que um forno de fumaça e uma lâmpada acesa passaram entre aqueles pedaços.
18
No mesmo dia, o Senhor fez um pacto com Abrão, dizendo: À tua semente eu dei esta terra, do rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates:
19
os queneus, e os quenezeus, e os cadmoneus,
20
e os heteus, e os ferezeus, e os refains,
21
e os amorreus, e os cananeus, e os girgaseus, e os jebuseus.

16

1
Ora, Sarai, esposa de Abrão, não lhe gerava filhos, mas ela tinha uma serva, uma egípcia, cujo nome era Agar.
2
E Sarai disse a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; suplico-te, entra na minha serva; pode ser que eu possa obter filhos por ela. E Abrão ouviu à voz de Sarai.
3
E Sarai, esposa de Abrão, tomou Agar, sua serva, a egípcia, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã, e a deu por mulher a seu marido.
4
E ele entrou em Agar, e ela concebeu. E vendo ela que tinha concebido, sua senhora foi desprezada a seus olhos.
5
E Sarai disse a Abrão: Meu erro seja sobre ti; eu dei minha serva em teu seio, e quando ela viu que havia concebido, fui desprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
6
Mas Abrão disse a Sarai: Eis que tua serva está em tua mão. Faze a ela como te apraz. E quando Sarai a tratou severamente, ela fugiu da sua face.
7
E o anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho para Sur.
8
E ele disse: Agar, serva de Sarai, de onde tu vieste? E para onde vais? E ela disse: Eu fujo da face da minha senhora Sarai.
9
E o anjo do Senhor lhe disse: Volta a tua senhora, e sujeita-te debaixo das suas mãos.
10
E o anjo do Senhor lhe disse: Eu multiplicarei a tua semente tão excessivamente, que não será contada por seu grande número.
11
E o anjo do Senhor lhe disse: Eis que tu estás com filho, e gerarás um filho, e chamarás seu nome Ismael; porque o Senhor ouviu a tua aflição.
12
E ele será homem selvagem; sua mão será contra todo homem, e a mão de todo homem contra ele; e ele habitará na presença de todos os seus irmãos.
13
E ela invocou o nome do Senhor que com ela falava: Tu és Deus que me vê; pois ela disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
14
Portanto o poço foi chamado Beer-Laai-Roi; e eis que ele está entre Cades e Berede.
15
E Agar gerou um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome de seu filho, que Agar lhe gerou, Ismael.
16
E era Abrão da idade de oitenta e seis anos quando Agar gerou Ismael a Abrão.

17

1
E quando Abrão era da idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu a Abrão, e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda diante de mim, e sê perfeito.
2
E eu farei o meu pacto entre mim e ti, e multiplicar-te-ei excessivamente.
3
E Abrão caiu sobre a sua face, e Deus falou com ele, dizendo:
4
Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e tu serás um pai de muitas nações.
5
O teu nome não se chamará mais Abrão, mas teu nome será Abraão, pois pai de muitas nações eu te fiz.
6
E eu te farei extremamente fértil, e farei nações de ti, e reis sairão de ti.
7
E eu estabelecerei o meu pacto entre mim e ti, e tua semente depois de ti nas suas gerações, para um pacto eterno, para ser um Deus para ti, e para tua semente depois de ti.
8
E eu darei a ti, e para a tua semente depois de ti, a terra em que és estrangeiro, toda a terra de Canaã, para possessão eterna, e eu serei seu Deus.
9
E Deus disse a Abraão: Portanto, tu guardarás o meu pacto, tu, e tua semente depois de ti nas suas gerações.
10
Este é o meu pacto, que guardareis, entre mim e vós e tua semente depois de ti: Todo filho homem entre vós será circuncidado.
11
E vós circuncidareis a carne do vosso prepúcio, e será um sinal do pacto entre mim e vós.
12
E aquele que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo filho homem nas vossas gerações, aquele que é nascido em casa, ou comprado com dinheiro de algum estrangeiro, que não é da tua semente.
13
Aquele que é nascido em tua casa, e aquele que é comprado com teu dinheiro deverá ser circuncidado; e meu pacto estará na vossa carne como um pacto eterno.
14
E o homem incircunciso cuja carne do seu prepúcio não for circuncidada, esta alma será cortada de seu povo; ele quebrou o meu pacto.
15
E Deus disse a Abraão: Quanto a Sarai, tua esposa, não chamarás seu nome Sarai, mas Sara será seu nome.
16
E eu a abençoarei, e te darei também um filho dela; e a abençoarei, e ela será uma mãe de nações; reis de povos virão dela.
17
Então Abraão caiu sobre sua face e riu, e disse no seu oração: Nascerá um filho àquele que tem cem anos de idade? E gerará Sara, com noventa anos de idade?
18
E Abraão disse a Deus: Que Ismael possa viver diante de ti!
19
E Deus disse: Sara, tua esposa, de fato te gerará um filho, e tu chamarás seu nome Isaque. E eu estabelecerei o meu pacto com ele como pacto eterno, e com sua semente depois dele.
20
E quanto a Ismael, eu te ouvi: Eis que o tenho abençoado, e o farei frutífero, e o multiplicarei excessivamente; doze príncipes ele gerará, e eu farei dele uma grande nação.
21
Mas, o meu pacto eu estabelecerei com Isaque, que Sara te gerará neste tempo determinado, no próximo ano.
22
E deixou de falar com ele, ascendeu Deus de junto de Abraão.
23
E Abraão tomou Ismael, seu filho, e todos os que haviam nascido em sua casa, e todos os que haviam sido comprados com seu dinheiro, todo homem entre os homens da casa de Abraão, e circuncidou a carne de seu prepúcio no mesmo dia, como Deus lhe havia dito.
24
E Abraão era da idade de noventa e nove anos, quando ele foi circuncidado na carne de seu prepúcio.
25
E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos quando ele foi circuncidado na carne de seu prepúcio.
26
No mesmo dia foi circuncidado Abraão e seu filho Ismael.
27
E todos os homens de sua casa, nascidos na casa, e comprados com dinheiro de estrangeiros, foram circuncidados com ele.

18

1
E o Senhor apareceu a ele nas planícies de Manre, e ele sentou-se à porta da tenda no calor do dia.
2
ele elevou seus olhos e olhou, e eis que três homens estavam em pé com ele; e quando ele os viu, ele correu da porta da tenda para encontrá-los, e se curvou em direção a terra,
3
e disse: Meu Senhor, se agora eu encontrei favor aos teus olhos, suplico que não passes de teu servo.
4
Peguem um pouco de água, peço-vos, e lavai os vossos pés e descansai debaixo da árvore.
5
E trarei um bocado de pão, e confortai os vossos corações; depois disso, passareis adiante, pois para isto vieste a vosso servo. E eles disseram: Faze como disseste.
6
E Abraão se apressou para dentro da tenda até Sara, e disse: Prepara depressa três medidas de farinha fina, amasse-a e faça bolos sobre a lareira.
7
E Abraão correu para o rebanho, e trouxe um novilho tenro e bom, e o deu a um jovem, e ele se apressou em prepará-lo.
8
E ele pegou manteiga, e leite, e o novilho que havia preparado, e o colocou diante deles; e ele ficou em pé junto deles debaixo da árvore, e eles comeram.
9
E eles lhe disseram: Onde está Sara, tua esposa? E ele disse: Eis que está na tenda.
10
E ele disse: Eu certamente retornarei a ti de acordo com o tempo da vida; e eis que Sara, tua esposa, terá um filho. E Sara o ouviu na porta da tenda, que estava atrás dele.
11
Ora, Abraão e Sara eram velhos e bem adiantados em idade, e cessou de estar com Sara a maneira das mulheres.
12
Por isso, Sara riu dentro de si, dizendo: Depois de tão envelhecida, eu terei prazer, e meu senhor sendo também velho?
13
E o Senhor disse a Abraão: Por que Sara riu, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, gerarei uma criança?
14
Há alguma coisa difícil demais para o Senhor? No tempo determinado, eu retornarei a ti, de acordo com o tempo de vida, e Sara terá um filho.
15
Então Sara negou, dizendo: Eu não ri, pois ela estava com medo. E ele disse: Não, mas tu riste.
16
E os homens se levantaram dali, e olharam para Sodoma; e Abraão foi com eles para levá-los ao caminho.
17
E o Senhor disse: Eu ocultarei de Abraão as coisas que faço,
18
vendo que Abraão certamente se tornará uma nação grande e poderosa, e todas as nações da terra serão abençoadas nele?
19
Porque eu o conheço, que ele ordenará a seus filhos e sua casa depois dele, e eles guardarão o caminho do Senhor, para fazer justiça e juízo, para que o Senhor possa trazer sobre Abraão aquilo que dele tem falado.
20
E o Senhor disse: Porque o clamor de Sodoma e Gomorra é grande, e porque o seu pecado é muito grave,
21
eu descerei agora e verei se eles fizeram segundo o clamor que veio a mim, e se não, eu saberei.
22
E os homens voltaram as suas faces dali, e foram em direção a Sodoma, mas Abraão ainda estava em pé diante do Senhor.
23
E Abraão se aproximou e disse: Tu destruirás também os justos com os ímpios?
24
Se porventura houver cinquenta justos na cidade, tu destruirás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão nela?
25
Esteja longe de ti fazer segundo essa maneira, matar os justos com os ímpios; e que os justos sejam como os ímpios, isso esteja longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?
26
E o Senhor disse: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos na cidade, então eu pouparei todo o lugar por causa deles.
27
E Abraão respondeu e disse: Eis que agora resolvi falar ao Senhor, que sou somente pó e cinzas.
28
Se porventura faltarem cinco dos cinquenta justos, tu estruirás toda a cidade pela falta de cinco? E ele disse: Se eu achar ali quarenta e cinco, eu não a destruirei.
29
E falou-lhe mais uma vez e disse: Se porventura se acharem quarenta ali. E ele disse: Não o farei por causa dos quarenta.
30
E ele lhe disse: Oh! Não se ire o Senhor, e eu falarei: Se porventura se acharem trinta ali. E ele disse: Não o farei, se eu encontrar trinta ali.
31
E ele disse: Eis que agora ousei falar ao Senhor: Se porventura houver vinte ali. E ele disse: Não a destruirei por causa dos vinte.
32
E ele disse: Oh! Não se ire o Senhor, e ainda eu falarei somente esta vez. Se porventura se encontrarem dez ali. E ele disse: Não a destruirei por causa dos dez.
33
E o Senhor foi pelo seu caminho, assim que deixou de falar com Abraão, e Abraão retornou ao seu lugar.

19

1
E vieram dois anjos a Sodoma à tarde; e Ló estava sentado no portão de Sodoma. E Ló, vendo-os, levantou-se para encontrá-los, e ele curvou-se com a sua face em direção a terra;
2
e ele disse: Eis, agora, meus senhores, entrai, rogo-vos, na casa de vosso servo, e ficai a noite toda, e lavai vossos pés, e levantareis cedo e ireis no vosso caminho. E eles disseram: Não! Nós permaneceremos na rua toda noite.
3
E insistiu com eles grandemente, e foram com ele, e entraram em sua casa; e ele lhes fez um banquete, e assou pão ázimo, e eles comeram.
4
Mas antes que eles se deitassem, os homens da cidade, até os homens de Sodoma, rodearam a casa toda, tanto velhos como os jovens, todo o povo de cada quarteirão.
5
E eles chamaram Ló, e lhe disseram: Onde estão os homens que vieram a ti esta noite? Traze-os fora até nós, para que possamos conhecê-los.
6
E Ló saiu à porta até eles, e fechou a porta atrás de si;
7
e disse: Rogo-vos, irmãos, que não venhais a agir tão perversamente.
8
Eis que eu tenho duas filhas que não conheceram homem. Suplico-vos, deixai que eu as traga a vós, e fazei a elas o que for bom aos vossos olhos; porém a estes homens não façais nada; pois, eles vieram sob a sombra do meu telhado.
9
Eis que eu tenho duas filhas que não conheceram homem. Suplico-vos, deixai que eu as traga a vós, e fazei a elas o que for bom aos vossos olhos; porém a estes homens não façais nada; pois, eles vieram sob a sombra do meu telhado.
10
Mas os homens estenderam suas mãos, e puxaram Ló para dentro da casa até eles, e fecharam a porta.
11
E eles feriram os homens que estavam à porta da casa com cegueira, tanto pequenos quanto grandes, de modo que se cansaram tentando achar a porta.
12
E os homens disseram a Ló: Tens mais alguém aqui? Genro, e teus filhos e tuas filhas e qualquer um que tiveres na cidade? Traze-os para fora deste lugar.
13
Porque destruiremos este lugar, porque o clamor deles tem subido diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou para destruí-lo.
14
E Ló saiu, e falou a seus genros, que haviam casado com suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor destruirá esta cidade. Mas ele parecia com alguém que zombava dos seus genros.
15
E quando a manhã surgiu, então os anjos apressaram Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua esposa, e tuas duas filhas, que estão aqui, para que não sejas consumido na iniquidade da cidade.
16
E enquanto ele demorava, os homens seguraram a sua mão e a mão de sua esposa, e a mão de suas duas filhas; o Senhor foi misericordioso com eles, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade.
17
E aconteceu que, quando os haviam trazido para fora dali, ele disse: Foge pela tua vida, não olhes para trás, nem fiques em toda esta planície; foge para o monte, para que não sejas consumido.
18
E Ló lhes disse: Oh! Assim não, meu Senhor;
19
eis que agora teu servo encontrou graça aos teus olhos, e tu magnificaste a tua misericórdia, que mostraste ao salvar a minha vida, e eu não posso fugir para o monte, para que o mal não me alcance, e eu morra.
20
Eis que esta cidade está próxima para fugir, e é pequena. Oh! Deixa que eu fuja para lá (não é pequena?) e minha alma viverá.
21
ele lhe disse: Vê, aceitei-te também com respeito a esta coisa, que eu não derrubarei esta cidade, pela qual tu falaste.
22
Apressa-te, fuja para lá, pois eu não posso fazer coisa alguma até que tu chegues lá. Por isso se chamou o nome da cidade Zoar.
23
O sol havia se levantado sobre a terra quando Ló entrou em Zoar.
24
Então, o Senhor fez chover sobre Sodoma e sobre Gomorra enxofre e fogo do Senhor desde o céu.
25
E ele derrubou aquelas cidades, e toda a planície, e todos os habitantes das cidades, e o que crescia sobre a terra.
26
Mas a sua esposa olhou para trás por detrás dele, e ela se tornou um pilar de sal.
27
E Abraão levantou-se cedo de manhã e foi para o lugar onde havia estado de pé diante do Senhor.
28
E ele olhou para Sodoma e Gomorra, e para toda a terra da planície, e eis que viu a fumaça da terra que subia como fumaça de uma fornalha.
29
E aconteceu que, quando Deus destruiu as cidades da planície, Deus lembrou-se de Abraão e retirou Ló do meio da destruição, quando ele derrubou as cidades em que Ló habitara.
30
E Ló subiu de Zoar, e habitou no monte, e suas duas filhas com ele, pois ele temia habitar em Zoar; e ele habitou em uma caverna, ele e suas duas filhas.
31
E a primogênita disse à mais jovem: Nosso pai está velho, e não há homem na terra para entrar a nós, segundo a maneira de toda a terra;
32
vem, façamos nosso pai beber vinho, e deitaremos com ele, para que possamos preservar semente de nosso pai.
33
E elas fizeram seu pai beber vinho naquela noite; e a primogênita entrou e deitou com seu pai, e ele não percebeu quando ela deitou, nem quando ela se levantou.
34
E aconteceu que, no dia seguinte,a primogênita disse à mais jovem: Eis que eu deitei com meu pai na noite passada; demos-lhe de beber vinho esta noite também, e entra tu, e deita com ele, para que possamos preservar a semente de nosso pai.
35
E elas fizeram seu pai beber vinho naquela noite também; e a mais jovem se levantou, e deitou-se com ele, e ele não percebeu quando ela deitou, nem quando ela se levantou.
36
Assim, as duas filhas de Ló conceberam de seu pai.
37
E a primogênita deu à luz um filho, e chamou seu nome Moabe; este mesmo é o pai dos moabitas até este dia.
38
E a mais jovem, ela também deu à luz um filho, e chamou seu nome Ben-Ami; este mesmo é o pai dos filhos de Amom até este dia.

20

1
E Abraão viajou dali para a terra do sul, e habitou entre Cades e Sur, e peregrinou em Gerar.
2
E Abraão disse de Sara, sua esposa: Ela é minha irmã. E Abimeleque, rei de Gerar, enviou e tomou Sara.
3
Mas Deus veio a Abimeleque em um sonho à noite, e lhe disse: Eis que és nada mais que um homem morto, pela mulher que tomaste, pois ela é a mulher de um homem.
4
Mas Abimeleque não havia se aproximado dela. E ele disse: Senhor, tu matarás também uma nação justa?
5
Não me disse ele: Ela é minha irmã? E ela também disse: Ele é meu irmão. Na integridade de meu coração e na inocência das minhas mãos eu fiz isso.
6
E Deus lhe disse em um sonho: Sim, eu sei que o fizeste na integridade de teu coração; pois também eu te impedi de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la.
7
Agora, portanto, restitui ao homem sua mulher, pois ele é um profeta, e ele orará por ti, e tu viverás; e se tu não a restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e todos os que são teus.
8
Por isso, Abimeleque levantou-se cedo de manhã, e chamou todos os seus servos, e contou todas estas coisas em seus ouvidos. E os homens temeram muito.
9
Então Abimeleque chamou Abraão, e lhe disse: O que nos fizeste? E em que eu te ofendi, para que trouxesses sobre mim e sobre meu reino um grande pecado? Tu fizeste-me coisas que não deviam ser feitas.
10
E Abimeleque disse a Abraão: O que tu viste para fazeres tal coisa?
11
E Abraão disse: Porque pensei: Certamente o temor de Deus não está neste lugar, e eles me matarão por causa de minha mulher.
12
E, na verdade, ela é minha irmã; ela é a filha de meu pai, mas não a filha de minha mãe; e ela se tornou minha mulher.
13
E aconteceu que, quando Deus me fez peregrinar desde a casa de meu pai, eu disse a ela: Esta é a bondade que tu me mostrarás: em todo lugar aonde chegarmos, dirás de mim: Ele é meu irmão.
14
E Abimeleque tomou ovelhas, e bois, e servos, e servas, e os deu a Abraão, e lhe restituiu Sara, sua esposa.
15
E Abimeleque disse: Eis que a minha terra está diante de ti; habita onde te agradar.
16
E a Sara ele disse: Eis que eu dei a teu irmão mil peças de prata. Servirão de honra para ti, para todos os que estão contigo e com todos os outros; assim ela foi repreendida.
17
Então Abraão orou a Deus; e Deus curou Abimeleque, e sua esposa, e suas servas; e elas geraram filhos.
18
Porque o Senhor havia fechado totalmente os úteros da casa de Abimeleque por causa de Sara, esposa de Abraão.

21

1
E o Senhor visitou a Sara como ele dissera, e fez o Senhor a Sara como ele tinha falado.
2
Pois Sara concebeu e gerou um filho a Abraão em sua velhice, no tempo estabelecido de que Deus lhe falara.
3
E Abraão chamou o nome de seu filho que lhe nasceu, que Sara lhe concebeu, Isaque.
4
E Abraão circuncidou seu filho Isaque, sendo ele de oito dias de idade, como Deus lhe ordenara.
5
E Abraão era da idade de cem anos quando seu filho Isaque lhe nasceu.
6
E Sara disse: Deus me fez rir, de modo que todos os que ouvirem rirão comigo.
7
E ela disse: Quem teria dito a Abraão que Sara daria de mamar a filhos? Pois eu lhe dei um filho em sua velhice.
8
E o menino cresceu, e foi desmamado. E Abraão fez um grande banquete no mesmo dia em que Isaque foi desmamado
9
E Sara viu o filho de Agar, a egípcia, que ela dera a Abraão, zombando.
10
Por isso ela disse a Abraão: Lança fora esta serva e seu filho, porque o filho dessa serva não será herdeiro com meu filho, com Isaque.
11
E a coisa pareceu muito grave aos olhos de Abraão por causa de seu filho.
12
E Deus disse a Abraão: Não seja isso grave a tua vista por causa do rapaz, e por causa da tua serva. Em tudo que Sara disser, dá ouvidos à sua voz, porque em Isaque será chamada a tua semente.
13
E também do filho da serva eu farei uma nação, porque ele é tua semente
14
E Abraão se levantou cedo de manhã, e tomou pão, e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro, e ao filho, e a despediu. E ela partiu, e peregrinou pelo deserto de Berseba.
15
E a água do odre foi consumida, e ela colocou o filho debaixo de um dos arbustos.
16
E ela foi sentar-se em frente dele a boa distância, como a de um tiro de arco. Pois ela disse: Que eu não veja a morte da criança. E sentada em frente dele, levantou sua voz e chorou.
17
E Deus ouviu a voz do menino. E o anjo de Deus chamou Agar desde o céu, e lhe disse: Que te aflige, Agar? Não temas, pois Deus ouviu a voz do menino de onde ele está.
18
Ergue-te, levanta o menino nos teus braços, pois farei dele uma grande nação.
19
E Deus abriu-lhe os olhos, e ela viu um poço de água. E foi, e encheu o odre com água, e deu de beber ao menino.
20
E Deus estava com o menino, e ele cresceu e habitou no deserto, e se tornou um arqueiro.
21
E ele habitou no deserto de Parã; e sua mãe lhe tomou uma mulher da terra do Egito.
22
E aconteceu naquele tempo que Abimeleque e Ficol, capitão-chefe de seu exército, falou a Abraão, dizendo: Deus está contigo em tudo que tu fazes;
23
por isso, agora, jura a mim por Deus que não agirás falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho de meu filho, mas, de acordo com a bondade que eu te fiz, tu farás comigo, e para com a terra na qual peregrinaste.
24
E Abraão disse: Eu jurarei.
25
E Abraão repreendeu Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque tinham tomado violentamente.
26
E Abimeleque disse: Eu não sei quem fez isso, nem tampouco me contaste, nem ouvi a respeito disso, a não ser hoje.
27
E Abraão tomou ovelhas e bois, e os deu a Abimeleque, e os dois fizeram um pacto.
28
E Abraão pôs à parte sete cordeiras do rebanho.
29
E Abimeleque disse a Abraão: O que significam essas sete cordeiras que puseste à parte?
30
E ele disse: Estas sete cordeiras tomarás da minha mão, para que sejam uma testemunha para mim de que eu cavei este poço.
31
Por isso, chamou aquele lugar Berseba, porque ambos juraram ali.
32
Assim, eles fizeram um pacto em Berseba; então levantaram-se Abimeleque e Ficol, o capitão-chefe o seu exército, e eles retornaram à terra dos filisteus.
33
E Abraão plantou um bosque em Berseba, e invocou ali o nome do Senhor, o Deus eterno.
34
E Abraão peregrinou na terra dos filisteus muitos dias.

22

1
E aconteceu depois destas coisas, que Deus provou Abraão, e lhe disse: Abraão; e ele disse: Eis-me aqui.
2
E ele disse: Toma agora o teu filho, teu único filho Isaque, a quem tu amas, e vai para a terra de Moriá, e oferece-o ali como oferta queimada sobre um dos montes que eu te direi.
3
E Abraão levantou-se cedo de manhã e selou seu jumento, e tomou consigo dois de seus servos, e Isaque, seu filho, e cortou a lenha para a oferta queimada, e se levantou e foi para o lugar que Deus lhe dissera.
4
Então, no terceiro dia, Abraão levantou seus olhos, e viu o lugar de longe.
5
E Abraão disse aos seus servos: Ficai aqui com o jumento, e eu e o menino vamos adiante para adorar, e voltaremos a vós.
6
E Abraão pegou a lenha da oferta queimada, e a colocou sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo em sua mão, e uma faca; e foram os dois juntos.
7
E Isaque falou a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai, e ele disse: Aqui estou, meu filho. E ele disse: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para a oferta queimada?
8
E Abraão disse: Meu filho, Deus proverá para si um cordeiro para a oferta queimada; então foram os dois juntos.
9
E eles chegaram ao lugar de que Deus lhe dissera; e Abraão construiu ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou Isaque, seu filho, e o pôs no altar sobre a lenha.
10
E Abraão estendeu sua mão, e tomou a faca para imolar seu filho.
11
E o anjo do Senhor o chamou do céu e disse: Abraão, Abraão; e ele disse: Aqui estou.
12
E ele disse: Não ponhas a tua mão sobre o menino, nem faças alguma coisa com ele. Porque agora eu sei que temes a Deus, vendo que não negaste a mim teu filho, teu único filho.
13
E Abraão levantou seus olhos, e olhou, e eis detrás dele um carneiro, preso pelos chifres em um arbusto; e Abraão foi e tomou o carneiro, e o ofereceu como oferta queimada no lugar de seu filho.
14
E Abraão chamou o nome daquele lugar: Javé-Jiré, como se diz até este dia: No monte do Senhor ele será visto.
15
E o anjo do Senhor chamou a Abraão do céu uma segunda vez,
16
e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, pois porque tu fizeste tal coisa, e não negaste teu filho, teu único filho;
17
em bênção eu te abençoarei, e em multiplicação eu multiplicarei tua semente como as estrelas do céu, e como a areia que está sobre a beira do mar; e a tua semente possuirá o portão dos seus inimigos;
18
e em tua semente todas as nações da terra serão abençoadas, porque tu obedeceste à minha voz.
19
Então Abraão voltou aos seus servos, e eles se levantaram e foram juntos a Berseba; e Abraão habitou em Berseba.
20
E depois destas coisas, comunicaram a Abraão, dizendo: Eis que Milca, ela também gerou filhos a teu irmão Naor.
21
Uz, seu primogênito, e Buz, seu irmão, e Quemuel, o pai de Arã,
22
e Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.
23
E Betuel gerou Rebeca; estes oito Milca deu a Naor, irmão de Abraão.
24
E a sua concubina, cujo nome era Reumá, lhe gerou também Tebá, e Gaã, e Taás, e Maaca.

23

1
E Sara tinha cento e vinte e sete anos de idade; estes foram os anos da vida de Sara.
2
E Sara morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e Abraão veio lamentar por Sara, e chorar por ela.
3
E Abraão levantou-se de diante de seu corpo, e falou aos filhos de Hete, dizendo:
4
Eu sou um estrangeiro e peregrino convosco; dai-me a posse de um lugar de sepultamento convosco, para que eu possa sepultar a minha falecida de diante da minha vista.
5
E os filhos de Hete responderam a Abraão, dizendo-lhe:
6
Ouve-nos, meu senhor; tu és um príncipe poderoso entre nós; na escolha dos nossos sepulcros, sepulta a tua falecida; ninguém de nós reterá de ti seu sepulcro, para que possas sepultar a tua falecida.
7
E Abraão levantou-se e curvou-se diante do povo da terra, aos filhos de Hete.
8
E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte a minha falecida distante da minha vista ouvi-me e intercedei por mim a Efrom, filho de Zoar;
9
para que ele possa me dar a caverna de Macpela, que ele tem, que está na extremidade do seu campo; pois não importa o preço que custe, ele ma dará como posse para lugar de sepultamento entre vós.
10
E Efrom habitava entre os filhos de Hete, e Efrom, o heteu, respondeu a Abraão aos ouvidos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da cidade, dizendo:
11
Não, meu senhor, ouve-me: O campo eu te dou, e a caverna que está nele, eu a dou para ti; na presença dos filhos do meu povo eu te dou; sepulta a tua falecida.
12
E Abraão curvou-se diante do povo da terra.
13
E ele falou a Efrom aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas se tu o deres, te suplico, ouve-me: Dar-te-ei dinheiro pelo campo; toma-o de mim, e eu sepultarei ali a minha falecida.
14
E Efrom respondeu a Abraão, dizendo lhe:
15
Meu senhor, ouve-me, a terra vale quatrocentos siclos de prata; o que é isso entre mim e ti? Por isso, sepulta tua falecida.
16
E Abraão ouviu a Efrom; e Abraão pesou a prata para Efrom, da qual ele tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, dinheiro corrente entre os mercadores.
17
E o campo de Efrom, que estava em Macpela, que estava diante de Manre, o campo e a caverna que estava nele, e todas as árvores que estavam no campo, que estavam em todas as extremidades ao redor, foram confirmados,
18
para Abraão como possessão na presença dos filhos de Hete, diante de todos os que entravam no portão da cidade.
19
E depois disso, Abraão sepultou Sara, sua esposa, na caverna do campo de Macpela, diante de Manre, que é Hebrom na terra de Canaã.
20
o campo, e a caverna que está nele, foram confirmados a Abraão pelos filhos de Hete para posse de um lugar de sepultamento.

24

1
E Abraão era velho e bem avançado em idade; e o Senhor havia abençoado Abraão em todas as coisas.
2
E Abraão disse ao servo mais velho de sua casa, que governava sobre tudo o que ele tinha: Rogo-te que ponhas tua mão debaixo da minha coxa;
3
e eu te farei jurar pelo Senhor, o Deus do céu, e o Deus da terra, que tu não tomarás mulher para meu filho dentre as filhas dos cananeus, entre os quais eu habito;
4
mas irás à minha terra, e à minha parentela, e tomarás uma mulher para meu filho Isaque.
5
o servo lhe disse: Se porventura a mulher não quiser seguir-me para esta terra, eu deixarei levar teu filho novamente para a terra de onde tu vieste?
6
E Abraão lhe disse: Cuida para que não leves meu filho para lá novamente.
7
O Senhor Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai, e da terra de minha parentela, e que falou comigo, e que jurou para mim, dizendo: À tua semente eu darei esta terra, ele enviará o seu anjo adiante de ti, e tu tomarás para o meu filho uma mulher de lá.
8
E se a mulher não quiser te seguir, então tu estarás livre deste meu juramento; somente não leves o meu filho para lá novamente.
9
E o servo colocou sua mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou a ele acerca deste assunto.
10
E o servo tomou dez camelos dos camelos do seu senhor, e partiu; pois todos os bens de seu senhor estavam em suas mãos. E ele se levantou, e foi à Mesopotâmia, para a cidade de Naor.
11
ele fez seus camelos se ajoelharem fora da cidade, junto a um poço de água na hora da tarde, a hora em que as mulheres saem para tirar água.
12
E ele disse: Ó Senhor Deus de meu senhor Abraão, rogo-te, dá-me bom êxito neste dia, e mostra bondade para com meu senhor Abraão.
13
Eis que eu estou em pé aqui junto ao poço de água; e as filhas dos homens da cidade saem para tirar água;
14
E seja, pois, que a donzela a quem eu disser: Inclina o teu cântaro e beberei, e ela responder: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, essa seja a que designaste para o teu servo Isaque, e por ela saberei que tens misericórdia para com meu senhor.
15
E aconteceu que, antes que ele terminasse de falar, eis que saiu Rebeca, que era nascida a Betuel, filho de Milca, esposa de Naor, irmão de Abraão, com seu cântaro sobre seu ombro.
16
E a donzela era muito formosa à vista, uma virgem, nenhum homem havia conhecido; e ela desceu ao poço, e encheu seu cântaro, e subiu.
17
E o servo correu para encontrá-la, e disse: Permite-me, rogo-te, beber um pouco da água de teu cântaro.
18
E ela disse: Bebe, meu senhor; e ela se apressou e abaixou seu cântaro sobre sua mão, e lhe deu de beber.
19
E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Eu também tirarei água para os teus camelos, até que tenham bebido.
20
E ela se apressou e esvaziou o seu cântaro no cocho, e correu novamente para o poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.
21
E o homem estava admirado de vê-la, e ficou em paz, para saber se o Senhor havia feito prosperar sua viagem ou não.
22
E aconteceu que, quando os camelos haviam acabado de beber, que o homem tomou um brinco de ouro de meio siclo de peso, e dois braceletes para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro.
23
E disse: De quem tu és filha? Dize-me, suplico-te. Há lugar na casa de teu pai para nos alojarmos?
24
E ela lhe disse: Eu sou a filha de Betuel, filho de Milca, o que deu à luz a Naor.
25
E ela disse além disso a ele: Nós temos tanto palha quanto forragem suficientes, e lugar para se alojar.
26
E o homem curvou sua cabeça, e adorou ao Senhor.
27
E ele disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abraão, que não deixou desamparado meu senhor sem misericórdia e verdade. Eu estando no caminho, o Senhor me conduziu à casa dos irmãos de meu senhor.
28
E a donzela correu, e contou aos da casa de sua mãe estas coisas.
29
E Rebeca tinha um irmão, e seu nome era Labão; e Labão correu até o homem, junto ao poço.
30
E aconteceu que, quando ele viu o brinco e os braceletes nas mãos de sua irmã, e quando ele ouviu as palavras de Rebeca, sua irmã, dizendo: Assim falou o homem comigo, que ele veio ao homem, e eis que ele estava em pé junto aos camelos diante do poço.
31
E ele disse: Vem, bendito do Senhor. Por que estás em pé aí fora? Pois eu preparei a casa, e lugar para os camelos.
32
E o homem entrou na casa, e ele desatou os seus camelos, e deu palha e forragem aos camelos, e água para lavar seus pés, e os pés dos homens que estavam com ele.
33
E foi posto alimento diante dele para comer, mas ele disse: Não comerei, até que eu tenha dito a minha incumbência. E ele disse: Fala.
34
E ele disse: Eu sou o servo de Abraão.
35
E o Senhor abençoou meu senhor grandemente, e ele tornou-se grande; e ele lhe deu rebanhos, e gado, e prata, e ouro, e servos, e servas, e camelos e jumentos.
36
E Sara, esposa de meu senhor, deu um filho a meu senhor quando ela já estava velha, e a ele deu ele tudo que possui.
37
E meu senhor me fez jurar, dizendo: Tu não tomarás mulher para meu filho dentre as filhas dos cananeus, em cuja terra eu habito;
38
mas tu irás à casa de meu pai, e à minha parentela, para tomar uma mulher para meu filho.
39
E eu disse ao meu senhor: E se porventura a mulher não quiser me seguir.
40
E ele me disse: O Senhor, diante de quem eu ando, enviará seu anjo contigo, e prosperará o teu caminho; e tu tomarás uma mulher para meu filho da minha parentela, e da casa de meu pai.
41
Então tu estarás livre deste meu juramento, quando fores à minha parentela; e se eles não te derem uma, estarás livre do meu juramento.
42
E eu vim neste dia para este poço, e disse: Ó Senhor Deus de meu senhor Abraão, se agora tu fizeres prosperar o caminho em que eu ando,
43
eis que estou em pé junto ao poço de água, e acontecerá que, quando uma virgem vier para tirar água, e eu disser a ela: Dá-me, rogo-te, um pouco de água de teu cântaro para beber,
44
e ela me disser: Bebe tu, e eu tirarei também para teus camelos, seja esta a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor.
45
E antes que eu tivesse acabado de falar em meu coração, eis que Rebeca veio com seu cântaro no seu ombro, e ela desceu ao poço e tirou água. E eu lhe disse: Permite-me que eu beba, rogo-te.
46
E ela se apressou, e baixou seu cântaro de seu ombro, e disse: Bebe, e eu darei de beber também aos teus camelos. Assim eu bebi, e ela fez os camelos beberem também.
47
E eu lhe perguntei, e disse: De quem tu és filha? E ela disse: A filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu, e eu coloquei o brinco sobre a sua face, e os braceletes nas suas mãos.
48
E eu curvei a minha cabeça, e adorei ao Senhor, e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que havia me conduzido no caminho certo para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.
49
E agora, se quiserdes agir de forma bondosa e verdadeira com meu senhor, dizei-mo; e se não, dizei-mo, para que eu possa tornar para a direita ou para a esquerda.
50
Então Labão e Betuel responderam e disseram: A coisa procede do Senhor; não podemos falar-te mal ou bem.
51
Eis que Rebeca está diante de ti, toma-a e vai. E deixa que ela seja a mulher do filho de teu senhor, como o Senhor disse.
52
E aconteceu que, quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles, adorou ao Senhor, curvando-se à terra.
53
E o servo trouxe joias de prata, e joias de ouro, e vestes e os deu a Rebeca, e ele deu coisas preciosas também ao seu irmão e à sua mãe.
54
E eles comeram e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram toda a noite. E se levantaram de manhã, e ele disse: Enviai-me a meu senhor.
55
E o irmão dela e a sua mãe disseram: Deixa que a donzela fique conosco alguns dias, pelo menos dez, e depois disso, ela irá.
56
E ele lhes disse: Não me detenhais, vendo que o Senhor tem prosperado o meu caminho. Enviai-me para que eu possa ir ao meu senhor.
57
E eles disseram: Chamaremos a donzela, e perguntaremos de sua boca.
58
E eles chamaram Rebeca, e lhe disseram: Tu queres ir com este homem? E ela disse: Eu irei.
59
E eles enviaram Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens.
60
E eles abençoaram Rebeca, e lhe disseram: Tu és nossa irmã, seja a mãe de milhares de milhões, e que a tua semente possua o portão dos que te odeiam.
61
E Rebeca se levantou, e suas donzelas, e montaram em seus camelos, e seguiram o homem. E o servo tomou Rebeca, e foi pelo seu caminho.
62
E Isaque veio do caminho do poço Beer-Laai-Rói, pois ele habitava na terra do sul.
63
E Isaque saiu para meditar no campo ao anoitecer. E ele levantou seus olhos, e viu, e eis que os camelos estavam vindo.
64
E Rebeca levantou seus olhos, e quando ela viu Isaque, desceu do camelo,
65
pois ela havia dito ao servo: Que homem é este que anda no campo ao nosso encontro? E o servo havia dito: É meu senhor. Por isso, ela tomou um véu e se cobriu.
66
E o servo contou a Isaque todas as coisas que ele havia feito.
67
E Isaque a levou para a tenda de Sara, sua mãe, e tomou Rebeca, e ela se tornou sua esposa. E ele a amou, e Isaque foi confortado após a morte de sua mãe.

25

1
Então Abraão tomou novamente uma mulher, e o seu nome era Quetura.
2
E ela lhe gerou Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Jisbaque, e Suá.
3
E Jocsã gerou Seba e Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, e Letusim, e Leumim.
4
E os filhos de Midiã foram Efá, e Efer, e Enoque, e Abida, e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura.
5
E Abraão deu tudo o que ele tinha para Isaque.
6
Mas aos filhos das concubinas, que Abraão tinha, Abraão deu presentes, e ainda em vida os enviou para longe de seu filho Isaque, ao leste, para a terra oriental.
7
E estes são os dias dos anos da vida de Abraão, que ele viveu, cento e setenta e cinco anos.
8
Então Abraão entregou o espírito, e morreu em boa velhice, um homem velho, e cheio de anos. E foi reunido ao seu povo.
9
E seus filhos, Isaque e Ismael, o sepultaram na caverna de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o heteu, que está diante de Manre;
10
no campo que Abraão comprou dos filhos de Hete, ali foi Abraão sepultado, e Sara, sua esposa.
11
E aconteceu que, depois da morte de Abraão, Deus abençoou seu filho Isaque, e Isaque habitou junto ao poço Beer-Laai-Rói.
12
Agora, estas são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, a egípcia, serva de Sara, gerou para Abraão,
13
e estes são os nomes dos filhos de Ismael, pelos seus nomes, de acordo com suas gerações: O primogênito de Ismael era Nebaiote, e Quedar, e Adbeel, e Mibsão,
14
e Misma, e Dumá, e Massá,
15
e Hadade, e Tema, e Jetur, e Nafis, e Quedemá.
16
Estes são os filhos de Ismael, e estes são seus nomes, pelas suas aldeias, e pelas suas fortalezas; doze príncipes de acordo com suas nações.
17
E estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos, e ele entregou o espírito e morreu, e foi reunido ao seu povo.
18
E eles habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente ao Egito, quando se vai para a Assíria. E ele morreu na presença de todos os seus irmãos.
19
E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão; Abraão gerou Isaque.
20
E Isaque era da idade de quarenta anos quando ele tomou como esposa Rebeca, filha de Betuel, o sírio de Padã-Arã, irmã de Labão, o sírio.
21
E Isaque intercedeu ao Senhor pela sua esposa, porque ela era estéril. E o Senhor ouviu a intercessão dele, e Rebeca, sua esposa, concebeu.
22
E os filhos lutavam dentro dela, e ela disse: Se é assim, por que sou eu assim? E ela foi consultar ao Senhor.
23
E o Senhor lhe disse: Duas nações estão no teu ventre, e dois tipos de povos se dividirão das tuas entranhas; e um povo será mais forte do que o outro povo, e o mais velho servirá ao mais novo.
24
E cumprindo os seus dias para dar à Luz, eis que havia gêmeos em seu ventre.
25
E o primeiro saiu ruivo, todo ele peludo como uma veste de pelo, e chamaram o seu nome Esaú.
26
E depois dele veio seu irmão, e sua mão segurou no calcanhar de Esaú, e seu nome foi chamado Jacó. E Isaque era da idade de sessenta anos quando ela os gerou.
27
E os meninos cresceram; e Esaú era um caçador habilidoso, um homem do campo. E Jacó era um homem simples, habitando em tendas.
28
E Isaque amou Esaú, porque ele comia da sua caça; mas Rebeca amou Jacó.
29
E Jacó cozeu um ensopado; e Esaú veio do campo, e ele estava desfalecendo.
30
E Esaú disse a Jacó: Dá-me de comer, rogo-te, desse ensopado vermelho, pois eu estou desfalecendo. Por isso, seu nome foi chamado Edom.
31
E Jacó disse: Vende-me neste dia a tua primogenitura.
32
E Esaú disse: Eis que eu estou a ponto de morrer, de que me serve essa primogenitura?
33
E Jacó disse: Jura-me neste dia. E ele lhe jurou, e vendeu sua primogenitura a Jacó.
34
Então Jacó deu a Esaú pão e ensopado de lentilhas. E ele comeu e bebeu, e se levantou, e foi pelo seu caminho. Assim Esaú desprezou sua primogenitura.

26

1
E houve fome na terra, além da primeira fome que houve nos dias de Abraão. E Isaque foi a Abimeleque, rei dos filisteus, até Gerar.
2
E o Senhor apareceu a ele, e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te direi.
3
Peregrina nesta terra, e eu serei contigo, e te abençoarei; pois a ti, e à tua semente, eu darei todas estas regiões. E eu farei o juramento que jurei a Abraão, teu pai,
4
e eu farei tua semente multiplicar como as estrelas do céu, e darei à tua semente todas estas regiões. E em tua semente serão abençoadas todas as nações da terra,
5
porque Abraão obedeceu à minha voz, e guardou minha ordem, meus mandamentos, meus estatutos e minhas leis.
6
E Isaque habitou em Gerar.
7
E os homens do lugar lhe perguntaram acerca de sua esposa, e ele disse: Ela é minha irmã, pois ele temia dizer: Ela é minha esposa; para que, dizia ele, os homens do lugar não me matem por causa de Rebeca, pois ela era formosa à vista.
8
E aconteceu que, quando ele já estava lá um longo tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou pela janela e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua esposa.
9
E Abimeleque chamou Isaque, e disse: Eis que ela certamente é tua esposa. E como tu disseste: Ela é minha irmã? E Isaque lhe disse: Porque eu disse: Para que eu não morra por causa dela.
10
E Abimeleque disse: O que é isto que tu nos fizeste? Alguém do povo poderia facilmente ter deitado com tua mulher, e tu poderias ter trazido culpa sobre nós.
11
E Abimeleque ordenou a todo o seu povo, dizendo: Quem tocar neste homem ou em sua esposa certamente morrerá.
12
Então Isaque semeou naquela terra, e recebeu no mesmo ano cem vezes; e o Senhor o abençoou.
13
E o homem se engrandeceu e foi adiante e cresceu até ser muito grande.
14
Porque ele tinha posses de rebanhos, e posses de gado, e uma grande quantidade de servos; e os filisteus o invejaram.
15
Porquanto, todos os poços que os servos de seu pai haviam cavado nos dias de Abraão, seu pai, os filisteus haviam fechado e enchido com terra.
16
E Abimeleque disse a Isaque: Sai de nós, pois és muito mais poderoso do que nós.
17
E Isaque partiu dali, e armou sua tenda no vale de Gerar, e habitou ali.
18
E Isaque cavou novamente os poços de água que eles haviam cavado nos dias de Abraão, seu pai; pois os filisteus os haviam fechado depois da morte de Abraão. E ele chamou os seus nomes segundo os nomes pelos quais seu pai os havia chamado.
19
E os servos de Isaque cavaram no vale, e encontraram ali um poço de águas correntes.
20
E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: A água é nossa. E ele chamou o nome do poço Eseque, porque contenderam com ele.
21
E eles cavaram um outro poço, e contenderam por aquele também, e chamou o nome dele Sitna.
22
E ele partiu dali e cavou outro poço, e por aquele eles não contenderam, e chamou o nome dele Reobote. E ele disse: Pois agora o Senhor fez um lugar para nós, e seremos frutíferos na terra.
23
E ele foi dali para Berseba.
24
E o Senhor apareceu a ele naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, pois eu estou contigo, e te abençoarei, e multiplicarei tua semente por causa do meu servo Abraão.
25
E ele edificou um altar ali, e invocou o nome do Senhor, e armou sua tenda ali, e ali os servos de Isaque cavaram um poço.
26
Então, Abimeleque foi até ele de Gerar, com Ausate, um de seus amigos, e Ficol, o capitão-chefe de seu exército.
27
E Isaque lhes disse: Por que vindes a mim, visto que vós me odiais, e me enviastes de vós?
28
eles disseram: Vimos que certamente o Senhor estava contigo, e dissemos: Que haja agora um juramento entre nós, entre nós e ti, e façamos um pacto contigo,
29
de que tu não nos farás mal, assim como não te tocamos, e assim como fizemos a ti, somente o bem, e te enviamos de nós em paz. Tu és agora o bendito do Senhor.
30
E ele lhes fez um banquete, e eles comeram e beberam.
31
E eles se levantaram cedo de manhã, e juraram um ao outro. E Isaque os despediu, e eles partiram dele em paz.
32
E aconteceu no mesmo dia que os servos de Isaque vieram, e lhe falaram com respeito ao poço que haviam cavado, e lhe disseram: Nós encontramos água.
33
E ele chamou-o Seba. Por isso o nome da cidade é Berseba até este dia.
34
E Esaú era da idade de quarenta anos quando ele tomou por mulher Judite, a filha de Beeri, o heteu, e Basemate, filha de Elom, o heteu,
35
que foram uma amargura da alma para Isaque e Rebeca.

27

1
E aconteceu que, quando Isaque era velho e seus olhos estavam escuros, de modo que ele não podia ver, ele chamou Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: Meu filho; e ele lhe disse: Eis que eu estou aqui.
2
E ele disse: Eis que agora eu estou velho, e não sei o dia da minha morte.
3
Agora, portanto, rogo-te, toma as tuas armas, tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e traz-me alguma caça,
4
e faz-me uma carne saborosa, tal como eu gosto, e traze-a para mim, para que eu possa comer, para que a minha alma te abençoe antes que eu morra.
5
E Rebeca ouviu quando Isaque falou com Esaú, seu filho. E Esaú foi ao campo para caçar alguma caça e trazê-la.
6
E Rebeca falou a Jacó, seu filho, dizendo: Eis que eu ouvi teu pai falar com Esaú, teu irmão, dizendo:
7
Traz-me uma caça, e faz-me uma carne saborosa, para que eu coma e te abençoe diante do Senhor antes da minha morte.
8
Agora, portanto, meu filho, obedece à minha voz de acordo com o que eu te ordenar.
9
Vai agora ao rebanho e traz-me de lá das cabras dois bons cabritos, e eu farei deles uma carne saborosa para teu pai, tal como ele gosta.
10
E tu a levarás a teu pai, para que ele coma e para que ele te abençoe antes da sua morte.
11
E Jacó disse a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é um homem peludo, e eu sou um homem liso;
12
se porventura meu pai me tocar, eu lhe parecerei como um enganador, e eu trarei maldição sobre mim, e não bênção.
13
E sua mãe lhe disse: Sobre mim esteja a tua maldição, meu filho. Somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos.
14
E ele foi, e buscou, e os trouxe à sua mãe. E sua mãe fez uma carne saborosa, tal como seu pai gostava.
15
E Rebeca tomou os melhores vestidos de Esaú, seu filho mais velho, que estavam com ela na casa, e as colocou sobre Jacó, seu filho mais novo.
16
E ela colocou as peles dos cabritos sobre as mãos dele, e sobre a lisura do seu pescoço.
17
E ela deu a carne saborosa e o pão que ela havia preparado na mão de seu filho Jacó.
18
E ele foi a seu pai, e disse: Meu pai. E ele disse: Aqui estou. Quem és tu, meu filho?
19
E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito. Eu fiz de acordo como tu me ordenaste. Levanta-te, rogo-te, senta-te e come da minha caça, para que tua alma me abençoe.
20
E Isaque disse a seu filho: Como é que tu a achaste tão rapidamente, meu filho? E ele disse: Porque o Senhor, teu Deus, a trouxe a mim.
21
E Isaque disse a Jacó: Aproxima-te, rogo-te, para que eu possa sentir-te, meu filho, se tu és verdadeiramente o meu filho Esaú ou não.
22
E Jacó se aproximou de Isaque, seu pai. E ele o sentiu, e disse: A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú.
23
E ele não o discerniu, porque suas mãos eram peludas, como as mãos de seu irmão Esaú, então ele o abençoou.
24
E ele disse: És tu verdadeiramente meu filho Esaú? E ele disse: Eu sou.
25
E ele disse: Traze-a para perto de mim, e eu comerei da caça de meu filho, para que a minha alma possa te abençoar. E ele a trouxe para perto dele, e ele comeu, e lhe trouxe vinho, e ele bebeu.
26
E seu pai Isaque lhe disse: Aproxima-te agora, e beija-me, meu filho.
27
E ele se aproximou, e o beijou. E ele cheirava o cheiro das suas vestes, e o abençoou, e disse: Vê, o cheiro de meu filho é como o cheiro do campo que o Senhor abençoou.
28
Por isso, Deus te dê do orvalho do céu, e da gordura da terra, e abundância de trigo e vinho.
29
Que povos te sirvam, e nações se curvem a ti. Sê senhor sobre teus irmãos; e que os filhos de tua mãe se curvem a ti. Maldito seja todo o que te amaldiçoar, e bendito seja o que te abençoar.
30
E aconteceu que, assim que Isaque havia acabado de abençoar Jacó, e Jacó havia acabado de sair da presença de Isaque, seu pai, Esaú, seu irmão, veio de sua caça.
31
ele também havia feito uma carne saborosa, e a trouxe para o seu pai, e disse a seu pai: Levanta-te, meu pai e coma da caça de seu filho, para que a tua alma me abençoe.
32
E Isaque, seu pai, lhe disse: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, teu primogênito Esaú.
33
E Isaque estremeceu excessivamente, e disse: Quem? Onde está aquele que tomou a caça, e a trouxe a mim, e eu comi de tudo antes de tu vires, e o abençoei? Sim, e ele será abençoado.
34
E quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, ele chorou com grande e amargo clamor, e disse a seu pai: Abençoa- me também a mim, ó meu pai!
35
E ele disse: Teu irmão veio com sutileza, e tomou a tua bênção.
36
E ele disse: Não é o seu nome com razão chamado Jacó? Pois ele me suplantou duas vezes: ele tomou a minha primogenitura, e eis que agora tomou a minha bênção. E ele disse: Tu não reservaste uma bênção para mim?
37
E Isaque respondeu a Esaú: Eis que eu fiz dele teu senhor, e todos os seus irmãos lhe dei por servos; e com trigo e vinho o sustentei. E o que farei agora a ti, meu filho?
38
E Esaú disse a seu pai: Tens somente uma bênção, meu pai? Abençoa-me a mim também, ó meu pai! E Esaú levantou sua voz e chorou.
39
E Isaque, seu pai, respondeu e lhe disse: Eis que a tua habitação será da gordura da terra, e do orvalho de cima do céu.
40
E por tua espada viverás, e servirás ao teu irmão. E acontecerá que, quando tiveres domínio, quebrarás o seu jugo do teu pescoço.
41
E Esaú odiou Jacó por causa da bênção com que seu pai o abençoou. E Esaú disse em seu coração: Os dias de luto pelo meu pai estão próximos; então eu matarei o meu irmão Jacó.
42
E estas palavras de Esaú, seu filho mais velho, foram relatadas a Rebeca. E ela enviou e chamou Jacó, seu filho mais novo, e lhe disse: Eis que teu irmão Esaú, no tocante a ti, está se confortando, propondo matar-te.
43
Por isso, agora, meu filho, obedece à minha voz e levanta-te; foge para Labão, meu irmão, em Harã,
44
e fica com ele alguns dias, até que a fúria de teu irmão passe,
45
até que a ira de teu irmão se afaste de ti, e ele esqueça aquilo que tu fizeste a ele. Então enviarei para te buscar de lá. Por que ficaria eu privada de ambos em um só dia?
46
E Rebeca disse a Isaque: Eu estou cansada da vida por causa das filhas de Hete. Se Jacó tomar uma mulher das filhas de Hete, como estas que são as filhas da terra, que bem a vida me fará?

28

1
E Isaque chamou Jacó e o abençoou, e ordenou-lhe, dizendo: Não tomarás mulher das filhas de Canaã.
2
Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma mulher para ti, dentre as filhas de Labão, irmão de tua mãe.
3
E o Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutífero, e te multiplique, para que tu possas ser uma multidão de povos,
4
e te dê a bênção de Abraão, a ti, e a tua semente contigo, para que herdes a terra em que és estrangeiro, que Deus deu a Abraão.
5
E Isaque enviou Jacó, e ele foi a Padã-Arã até Labão, filho de Betuel, o sírio, o irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú.
6
Quando Esaú viu que Isaque havia abençoado Jacó, e o enviara a Padã--Arã, para tomar uma mulher de lá, eque quando ele o abençoou lhe deu uma ordem, dizendo: Tu não tomarás mulher dentre as filhas de Canaã,
7
e que Jacó obedeceu ao seu pai e a sua mãe, e foi para Padã-Arã,
8
Esaú vendo que as filhas de Canaã não agradavam a Isaque, seu pai,
9
então, foi Esaú a Ismael, e tomou para ser sua esposa, além das mulheres que ele tinha, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.
10
E Jacó saiu de Berseba, e foi em direção a Harã.
11
E ele chegou a um certo lugar, e ali ficou a noite toda, porque o sol estava posto, e ele tomou umas pedras daquele lugar e a colocou como seu travesseiro, e se deitou naquele lugar para dormir.
12
E ele sonhou, e eis que uma escada estava posta sobre a terra, e o seu topo alcançava o céu, e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13
E eis que o Senhor estava em pé acima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. A terra em que estás deitado, darei a ti e à tua semente.
14
E tua semente será como o pó da terra, e tu serás espalhado para o ocidente, e para o oriente, e para o norte, e para o sul. E em ti e em tua semente todas as famílias da terra serão abençoadas.
15
E eis que eu estou contigo, e te guardarei em todos os lugares aos quais tu fores, e te trarei novamente a esta terra; pois eu não te deixarei, até que eu tenha feito aquilo que eu tenho falado.
16
E Jacó despertou de seu sono, e disse: Certamente o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia.
17
E ele estava temeroso, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro senão a casa de Deus, e este é o portão do céu.
18
E Jacó levantou-se cedo de manhã, e tomou a pedra que tinha posto como seu travesseiro, e a colocou como um pilar, e derramou óleo no topo dela.
19
E ele chamou o nome daquele lugar Betel; mas no começo o nome daquela cidade era chamada de Luz.
20
E Jacó jurou um juramento, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar neste caminho em que eu vou, e me der pão para comer, e vestes para vestir,
21
de modo que eu torne novamente à casa de meu pai em paz, então que o Senhor seja o meu Deus,
22
e esta pedra, que tenho posto como um pilar, será a casa de Deus, e de tudo que tu me deres eu certamente te darei o dízimo.

29

1
Então, Jacó seguiu na sua jornada, e veio à terra do povo do oriente.
2
E ele olhou, e eis um poço no campo, e eis que ali havia três rebanhos de ovelhas deitados junto a ele, porque daquele poço davam de beber aos rebanhos, e uma grande pedra estava sobre a boca do poço.
3
E ali estavam reunidos todos os rebanhos, e removiam a pedra da boca do poço, e davam de beber às ovelhas, e colocavam a pedra no lugar novamente sobre a boca do poço.
4
E Jacó lhes disse: Meus irmãos, de onde sois? E eles disseram: Nós somos de Harã.
5
E ele lhes disse: Conheceis Labão, filho de Naor? E eles disseram: Nós o conhecemos.
6
E ele lhes disse: Ele está bem? E eles disseram: Ele está bem. E eis que Raquel, sua filha, está vindo com as ovelhas.
7
E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, e nem é tempo de reunir o gado; dai de beber às ovelhas, e ide alimentá-las.
8
E eles disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos sejam reunidos, e até que eles removam a pedra da boca do poço; então damos de beber às ovelhas.
9
E enquanto ele ainda falava com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai, porquanto ela as guardava.
10
E aconteceu que, quando Jacó viu Raquel, a filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, Jacó se aproximou e removeu a pedra da boca do poço, e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe.
11
E Jacó beijou Raquel, e levantando a voz, chorou.
12
E Jacó contou a Raquel que ele era irmão do pai dela, e que ele era filho de Rebeca; e ela correu e contou a seu pai.
13
E aconteceu que, quando Labão ouviu as notícias de Jacó, filho de sua irmã, ele correu para encontrá-lo, e o abraçou, e o beijou, e o trouxe para sua casa. E ele contou a Labão todas estas coisas.
14
E Labão lhe disse: Certamente tu és meu osso e minha carne. E ficou com ele por um período de um mês.
15
E Labão disse a Jacó: Porque tu és meu irmão, deverias portanto servir-me por nada? Dize-me, qual será o teu salário?
16
E Labão tinha duas filhas. O nome da mais velha era Lia, e o nome da mais nova era Raquel.
17
Lia era de olhos ternos, mas Raquel era formosa e bem favorecida.
18
E Jacó amou Raquel, e disse: Eu te servirei sete anos por Raquel, tua filha mais nova.
19
E Labão disse: É melhor que eu a dê a ti do que dá-la a outro homem; habita comigo.
20
E Jacó serviu sete anos por Raquel; e estes lhe pareciam apenas poucos dias, por causa do amor que ele tinha por ela.
21
E Jacó disse a Labão: Dá-me minha esposa, pois os meus dias se cumpriram para que eu entre a ela.
22
E Labão reuniu todos os homens do lugar, e fez um banquete.
23
E aconteceu que, à tarde, ele tomou Lia, sua filha, e a levou a ele, e ele entrou nela.
24
E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Lia, sua filha.
25
E aconteceu que, de manhã, eis que ela era Lia. E ele disse a Labão: O que é isto que tu me fizeste? Eu não te servi por Raquel? Por que então me enganaste?
26
E Labão disse: Não se deve fazer assim na nossa terra, dar a mais nova antes da primogênita.
27
Cumpre a semana dela, e nós te daremos também esta pelo serviço com que tu servirás comigo ainda outros sete anos.
28
E assim Jacó fez, e cumpriu a semana dela; e ele lhe deu também por mulher Raquel, sua filha.
29
E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.
30
E ele entrou também em Raquel, e ele também amou Raquel mais do que Lia, e serviu com ele ainda outros sete anos.
31
E quando o Senhor viu que Lia era odiada, ele abriu seu ventre, mas Raquel era estéril.
32
E Lia concebeu, e gerou um filho, e ela chamou o seu nome Rúben, pois ela disse: Certamente o Senhor olhou para a minha aflição, por isso agora o meu marido me amará.
33
E ela concebeu outra vez, e gerou um filho, e disse: Porque o Senhor ouviu que eu era odiada, por isso ele me deu também este filho, e ela chamou o seu nome Simeão.
34
E ela concebeu outra vez, e gerou um filho. E disse: Agora, desta vez o meu marido se ajuntará a mim, porque lhe gerei três filhos, por isso seu nome foi chamado Levi.
35
E ela concebeu outra vez, e gerou um filho. E ela disse: Agora eu louvarei ao Senhor, por isso ela chamou o seu nome Judá, e parou de gerar.

30

1
E vendo Raquel que não gerava filhos a Jacó, Raquel teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, ou eu morrerei.
2
E se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e ele disse: Estou eu no lugar de Deus, que de ti reteve o fruto do útero?
3
E ela disse: Eis aí minha serva Bila; entra nela, e ela gerará sobre os meus joelhos, para que eu também possa ter filhos por meio dela.
4
E ela deu sua serva Bila a ele por mulher; e Jacó entrou nela.
5
E Bila concebeu, e gerou um filho a Jacó.
6
E Raquel disse: Deus me julgou, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso ela chamou o seu nome Dã.
7
E Bila, serva de Raquel, concebeu novamente, e gerou um segundo filho a Jacó.
8
E Raquel disse: Com grandes lutas eu tenho lutado com minha irmã, e eu prevaleci; e ela chamou o seu nome Naftali.
9
Vendo Lia que ela tinha parado de gerar, ela tomou sua serva Zilpa e a deu a Jacó por mulher.
10
E Zilpa, serva de Lia, gerou um filho a Jacó.
11
E Lia disse: Vem uma tropa; e ela chamou o seu nome Gade.
12
E Zilpa, serva de Lia, gerou a Jacó um segundo filho.
13
E Lia disse: Eu sou feliz, pois as filhas me chamarão abençoada; e ela chamou seu nome Aser.
14
E Rúben foi nos dias da colheita de trigo, e encontrou mandrágoras no campo, e as trouxe à sua mãe Lia. Então, Raquel disse a Lia: Dá-me, rogo-te, das mandrágoras de teu filho.
15
E ela lhe disse: Seria pequena coisa que tomaste o meu marido? Agora tomarias também as mandrágoras de meu filho? E Raquel disse: Ele poderá deitar-se contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
16
E Jacó veio do campo à tarde, e Lia foi ao seu encontro e disse: Tu deves entrar a mim; porque certamente eu te aluguei pelas mandrágoras de meu filho. E ele se deitou com ela naquela noite.
17
E Deus ouviu a Lia, e ela concebeu e gerou a Jacó o quinto filho.
18
E Lia disse: Deus me deu meu pagamento, porque eu dei a minha serva a meu marido; e ela chamou o seu nome Issacar.
19
E Lia concebeu novamente, e gerou a Jacó o sexto filho.
20
E Lia disse: Deus me dotou com boa dádiva; agora o meu marido habitará comigo, porque lhe gerei seis filhos; e ela chamou o seu nome Zebulom.
21
E depois ela gerou uma filha, e chamou o seu nome Diná.
22
E Deus se lembrou de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu o seu útero.
23
E ela concebeu, e gerou um filho, e disse: Deus removeu a minha vergonha.
24
E ela chamou o seu nome José, e disse: O Senhor me acrescentará outro filho.
25
E aconteceu que, quando Raquel gerou José, Jacó disse a Labão: Envia-me, para que eu possa ir ao meu próprio lugar e à minha terra.
26
Dá-me minhas mulheres e meus filhos, pelos quais eu te servi, e deixa-me ir, pois tu sabes o serviço que eu tenho feito a ti.
27
E Labão lhe disse: Peço-te, se encontrei favor aos teus olhos, fica; pois eu tenho aprendido por experiência que o Senhor me abençoou por tua causa.
28
E ele disse: Determina o teu salário, e eu o darei.
29
E ele lhe disse: Tu sabes como eu te servi, e como teu gado estava comigo.
30
Porque era pouco o que tinhas antes da minha vinda, e agora cresceu para uma multidão; e o Senhor te abençoou desde a minha vinda. E agora, quando deverei prover também para a minha casa?
31
E ele disse: O que eu te darei? E Jacó disse: Tu não me darás nada. Se fizeres esta coisa por mim, eu alimentarei e guardarei o teu rebanho novamente.
32
Passarei por todo o teu rebanho hoje, removendo dele todo o gado salpicado e malhado, e todos os marrons entre as ovelhas, e o salpicado e malhado entre as cabras, e de tais será o meu salário.
33
Assim, a minha justiça responderá por mim no tempo vindouro, quando vieres ver o meu salário diante da tua face; todo o que não for salpicado ou malhado entre as cabras, e marrom entre as ovelhas, isto será contado como furto comigo.
34
E Labão disse: Eis que possa ser conforme a tua palavra.
35
E ele separou naquele dia os bodes que eram listrados e malhados, e todas as cabras que eram salpicadas e malhadas, e tudo que tinha algum branco, e tudo o que era marrom entre as ovelhas, e os deu nas mãos de seus filhos.
36
E ele estabeleceu três dias de jornada entre si e Jacó, e Jacó alimentava o restante dos rebanhos de Labão.
37
E Jacó tomou para si varas verdes de álamo, e de aveleira, e de castanheiro, e descascou nelas riscas brancas, e fez aparecer o branco que estava nas varas.
38
E colocou as varas que havia descascado diante dos rebanhos nos cochos e nos bebedouros aonde os rebanhos vinham para beber, para que concebessem quando viessem para beber.
39
E os rebanhos concebiam diante das varas, e davam crias listradas, salpicadas e malhadas.
40
E Jacó separou os cordeiros, e colocou as faces do rebanho para os listrados, e todo marrom no rebanho de Labão. E ele separou seus próprios rebanhos, e não os colocou entre o rebanho de Labão.
41
E aconteceu que, quando o gado forte concebia, Jacó colocava as varas diante dos olhos do gado nos bebedouros, para que eles pudessem conceber entre as varas.
42
Mas quando o gado era fraco, ele não os colocava. Assim os fracos eram de Labão, e os fortes de Jacó.
43
E o homem cresceu grandemente, e possuía muito gado, e servas, e servos, e camelos, e jumentos.

31

1
E ele ouviu as palavras dos filhos de Labão, dizendo: Jacó tomou tudo que era de nosso pai; e do que era do nosso pai ele obteve toda a sua glória.
2
E Jacó viu o semblante de Labão, e eis que não era para com ele como antes.
3
E o Senhor disse a Jacó: Volta à terra de teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo.
4
E Jacó enviou e chamou Raquel e Lia para o campo para o seu rebanho,
5
e lhes disse: Eu vejo o semblante do vosso pai, que não é para comigo como antes, mas o Deus de meu pai tem estado comigo.
6
E vós sabeis que, com todas as minhas forças eu tenho servido a vosso pai.
7
E vosso pai me enganou, e mudou meu salário dez vezes; Deus, porém, não lhe permitiu ferir-me.
8
Se ele dizia: Os salpicados serão teu salário, então todo o rebanho dava crias salpicadas. E se ele dizia: Os listrados serão teu salário, então todo o rebanho dava crias listradas.
9
Então Deus tomou o rebanho de vosso pai, e o tem dado a mim.
10
E aconteceu nesse tempo que o rebanho deu cria, eu levantei meus olhos, e vi em um sonho, e eis que os carneiros que montavam sobre o rebanho eram listrados, salpicados e malhados.
11
E o anjo de Deus falou comigo em um sonho, dizendo: Jacó; e eu disse: Aqui estou.
12
E ele disse: Levanta teus olhos agora e vê; todos os carneiros que montam sobre o rebanho são listrados, salpicados e malhados; pois eu tenho visto tudo o que Labão faz contigo.
13
Eu sou o Deus de Betel, onde tu ungiste o pilar, e onde juraste um juramento para mim. Agora, levanta-te, vai-te desta terra e volta à terra de tua parentela.
14
E Raquel e Lia responderam e lhe disseram: Ainda há alguma porção de herança para nós na casa de nosso pai?
15
Não somos por ele consideradas como estrangeiras? Pois ele nos vendeu, e devorou também o nosso dinheiro.
16
Porque todas as riquezas que Deus tomou de nosso pai é nossa, e de nossos filhos. Agora, então, tudo quanto Deus te disse, faze-o.
17
Então, Jacó se levantou, e pôs seus filhos e mulheres sobre camelos,
18
e ele levou todo o seu rebanho, e todos os seus bens que havia obtido, o rebanho de sua possessão, que havia obtido em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, na terra de Canaã.
19
E Labão foi tosquiar suas ovelhas; e Raquel havia furtado as imagens que eram de seu pai.
20
E Jacó ocultou a Labão, o sírio, a notícia de sua partida.
21
Assim ele fugiu com tudo o que tinha, e se levantou e cruzou o rio, e pôs a sua face em direção ao monte Gileade.
22
E ao terceiro dia, foi declarado a Labão que Jacó havia fugido.
23
E ele tomou seus irmãos consigo, e o perseguiu numa jornada de sete dias; e eles o alcançaram no monte Gileade.
24
E Deus veio a Labão, o sírio, em um sonho à noite, e lhe disse: Fique atento para que tu não fales a Jacó nem bem nem mal.
25
Então Labão alcançou Jacó. Ora, Jacó havia armado sua tenda no monte, e Labão com seus irmãos armaram no monte Gileade.
26
E Labão disse a Jacó: O que fizeste, para fugir às escondidas e conduzir minhas filhas, como cativas à espada?
27
Por que tu fugiste em segredo e escondeste de mim, e não me contaste, para que eu pudesse te enviar com alegria, e com cânticos, com tamboril, e com harpas?
28
E não me permitiste beijar meus filhos e minhas filhas? Agiste como um insensato ao fazer assim.
29
Está no poder da minha mão te fazer mal; mas o Deus de teu pai falou comigo ontem à noite, dizendo: Fique atento para que tu não fales a Jacó nem bem nem mal.
30
E agora, se decidiste ir-te pelo muito que anelas pela casa de teu pai, contudo por que tu furtaste meus deuses?
31
E Jacó respondeu e disse a Labão: Porque eu tive medo. Pois eu disse: E se porventura tomasses à força tuas filhas de mim?
32
Com quem encontrares os teus deuses, que este não viva. Diante de nossos irmãos, discerne o que é teu comigo, e toma-o a ti. Porque Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.
33
E Labão foi à tenda de Jacó, e à tenda de Lia, e às tendas das duas servas, mas não os encontrou. Então ele saiu da tenda de Lia, e entrou na tenda de Raquel.
34
Ora, Raquel havia tomado as imagens, e as tinha colocado na albarda de um camelo, e estava sentada sobre elas. E Labão buscou em toda a tenda, mas não as encontrou.
35
E ela disse a seu pai: Não se aborreça o meu senhor que não posso levantar- me perante ti, pois o costume das mulheres está sobre mim. E ele procurou, mas não encontrou as imagens.
36
E Jacó irou-se e contendeu com Labão. E Jacó respondeu e disse a Labão: Qual é a minha transgressão? Qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?
37
Enquanto buscaste em todas as minhas coisas, o que achaste de todas as coisas da tua casa? Põe-no aqui diante de meus irmãos e teus irmãos, para que eles possam julgar entre nós dois.
38
Estes vinte anos eu tenho estado contigo; tuas ovelhas e tuas cabras não abortaram suas crias, e eu não comi os carneiros do teu rebanho.
39
O que foi despedaçado pelos animais eu não trouxe a ti; eu carreguei a perda disso. Da minha mão o requerias, se furtado de dia ou furtado de noite.
40
Assim fui eu. Durante o dia a seca me consumia, e a geada de noite, e o meu sono fugia dos meus olhos.
41
Assim eu estive vinte anos na tua casa. Eu te servi catorze anos pelas tuas filhas, e seis anos pelo teu rebanho, e tu mudaste o meu salário dez vezes.
42
Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, e o temor de Isaque não estivesse comigo, certamente tu me terias enviado embora vazio. Deus viu a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e te repreendeu ontem à noite.
43
E Labão respondeu e disse a Jacó: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e esse rebanho é meu rebanho, e tudo o que tu vês é meu. E o que eu posso fazer hoje a essas minhas filhas, ou aos seus filhos que elas geraram?
44
Portanto, vem agora e façamos um pacto, eu e tu, e que isto seja por testemunha entre mim e ti.
45
E Jacó tomou uma pedra, e a colocou por pilar.
46
E Jacó disse a seus irmãos: Ajuntai pedras; e eles tomaram pedras e fizeram um montão; e eles comeram ali sobre o montão.
47
E Labão o chamou Jegar-Saaduta, mas Jacó o chamou Galeede.
48
E Labão disse: Este montão é uma testemunha entre mim e ti neste dia. Por isso, foi o nome dele chamado Galeede,
49
e Mispá, pois ele disse: O Senhor observe entre mim e ti, quando nos apartarmos um do outro.
50
Se tu afligires minhas filhas, ou se tomares outras mulheres além das minhas filhas, nenhum homem está conosco. Vê, Deus é testemunha entre mim e ti.
51
E Labão disse a Jacó: Vê este montão, e olha para este pilar, que tenho erigido entre mim e ti.
52
Este montão seja testemunha, e este pilar seja testemunha, de que eu não passarei deste montão a ti, e que tu não passarás deste montão e deste pilar até mim, para o mal.
53
O Deus de Abraão, e o Deus de Naor, o Deus do seu pai julgue entre nós. E Jacó jurou pelo temor do seu pai Isaque.
54
Então, Jacó ofereceu sacrifício sobre o monte, e chamou seus irmãos para comer pão, e eles comeram pão, e ficaram a noite toda no monte.
55
E cedo de manhã Labão levantou-se, e beijou seus filhos e suas filhas, e os abençoou, e Labão partiu, e retornou ao seu lugar.

32

1
E Jacó foi no seu caminho, e os anjos de Deus o encontraram.
2
E quando Jacó os viu, ele disse: Este é o exército de Deus. E ele chamou o nome do lugar Maanaim.
3
E Jacó enviou mensageiros adiante dele a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, região de Edom.
4
E ele lhes ordenou, dizendo: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó diz assim: Eu habitei como peregrino com Labão, e fiquei lá até agora.
5
E eu tenho bois, e jumentos, rebanhos, e servos, e servas. E eu enviei para dizer a meu senhor para que eu encontre graça aos seus olhos.
6
E os mensageiros retornaram a Jacó, dizendo: Nós chegamos ao teu irmão Esaú, e ele também vem para te encontrar, e quatrocentos homens com ele.
7
Então Jacó ficou muito amedrontado e angustiado, e ele dividiu em dois bandos o povo que estava com ele, e os rebanhos, e o gado, e os camelos,
8
e ele disse: Se Esaú vier a um bando e o ferir, então o outro bando que sobrar escapará.
9
E Jacó disse: Oh! Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o Senhor que disse a mim: Torna à tua terra, à tua parentela, e eu te tratarei bem.
10
Eu não sou digno da menor de todas as misericórdias, e de toda a verdade, que tu tens mostrado ao teu servo, porque com meu cajado passei este Jordão, e agora eu me tornei dois bandos.
11
Livra-me, rogo-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque eu o temo, para que ele não venha e me fira, e a mãe com os filhos.
12
E tu disseste: Eu certamente te farei bem, e farei tua semente como a areia do mar, que não pode ser enumerada por ser uma multidão.
13
E ele pernoitou ali aquela mesma noite, e tomou do que veio à sua mão por presente para Esaú, seu irmão:
14
duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15
trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos, vinte jumentas e dez jumentinhos.
16
E ele os entregou na mão de seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante de mim, e deixai espaço entre rebanho e rebanho.
17
E ele ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar, dizendo: De quem és tu? E para onde vais? E de quem são estes diante de ti?
18
Então tu dirás: Eles são de teu servo Jacó. É um presente enviado ao meu senhor Esaú; e eis que ele também está atrás de nós.
19
e ao terceiro, e a todos os que seguiram os rebanhos, dizendo: Desta maneira falareis a Esaú, quando o encontrardes.
20
E dizei além disso: Eis que teu servo Jacó está atrás de nós. Porque ele disse: Eu vou apaziguá-lo com o presente que vai adiante de mim, e depois eu verei a sua face, porventura ele me aceitará.
21
Assim foi o presente antes dele, e ele mesmo pernoitou aquela noite no acampamento.
22
E ele levantou-se naquela noite, e tomou suas duas mulheres, e suas duas servas, e seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
23
E ele os tomou, e os enviou a passar o ribeiro, e enviou o que ele tinha.
24
E Jacó foi deixado só. E ali lutou com ele um homem até o romper do dia.
25
E quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou a junta de sua coxa. E se desconjuntou a junta de sua coxa, enquanto lutava com ele.
26
E ele disse: Deixa-me ir, pois o dia já rompe. E ele disse: Eu não te deixarei ir, a não ser que me abençoes.
27
E ele lhe disse: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28
E disse-lhe: Teu nome não será mais chamado Jacó, mas Israel, porque como um príncipe tu tens poder com Deus e com homens, e prevaleceste.
29
E Jacó lhe perguntou, e disse: Dize-me, rogo-te, teu nome. E ele disse: Por que é que tu perguntas o meu nome? E ele o abençoou ali.
30
E Jacó chamou o nome do lugar Peniel, pois eu vi a Deus face a face, e a minha vida foi preservada.
31
E quando ele passou por Peniel, o sol se levantou sobre ele, e ele manquejava da sua coxa.
32
Por isso os filhos de Israel não comem, até o dia de hoje, do nervo que está sobre a juntura da coxa, porque ele tocou a juntura da coxa de Jacó no tendão que se encolheu.

33

1
E Jacó levantando os seus olhos, olhou, e eis que vinha Esaú, e com ele quatrocentos homens. E ele dividiu seus filhos entre Lia e entre Raquel, e entre as duas servas.
2
E ele colocou as servas e os filhos delas à frente, e Lia e seus filhos depois, e Raquel e José atrás.
3
E ele passou adiante deles, e se curvou na terra sete vezes, até chegar perto de seu irmão.
4
E Esaú correu para encontrá-lo, e o abraçou, e se lançou ao seu pescoço, e o beijou; e eles choraram.
5
E ele levantando os seus olhos, viu as mulheres e os filhos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente deu a teu servo.
6
Então as servas se aproximaram, elas e seus filhos, e eles se curvaram.
7
E Lia também com seus filhos se aproximaram, e se curvaram; e depois se aproximaram José e Raquel, e eles se curvaram.
8
E ele disse: O que significa todo este rebanho que eu encontrei? E ele disse: Isto é para encontrar graça aos olhos de meu senhor.
9
E Esaú disse: Eu tenho o suficiente, meu irmão; guarda o que tu tens para ti mesmo.
10
E Jacó disse: Não! Rogo-te, se agora encontrei graça aos teus olhos, então recebe meu presente da minha mão, porque eu vi a tua face, como se tivesse visto a face de Deus, e tu tiveste contentamento comigo.
11
Toma, rogo-te, minha bênção que te trago; porque Deus agiu graciosamente comigo, e porque eu tenho o suficiente. E ele insistiu, e ele o tomou.
12
E ele disse: Partamos, vamos, e eu irei adiante de ti.
13
E ele lhe disse: Meu senhor sabe que os filhos são tenros, e os rebanhos e o gado com as crias estão comigo. E se os homens os afadigarem por um dia, todo o rebanho morrerá.
14
Que o meu senhor, rogo-te, passe adiante de seu servo; e eu seguirei calmamente, de acordo com o passo do gado que vai adiante de mim e conforme o passo dos meninos, até que eu alcance o meu senhor em Seir.
15
E Esaú disse: Permite-me agora deixar contigo alguns do povo que estão comigo. E ele disse: Que necessidade tem? Permite-me encontrar graça aos olhos do meu senhor.
16
Assim Esaú retornou naquele dia no seu caminho para Seir.
17
E Jacó viajou para Sucote, e construiu para si uma casa, e fez habitações para seu gado; por isso o nome do lugar é chamado Sucote.
18
E Jacó veio a Salém, uma cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando ele veio de Padã-Arã; e armou sua tenda diante da cidade.
19
E ele comprou uma parte de um campo, onde havia armado sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.
20
E ele ergueu ali um altar, e o chamou El-Elohey-Israel.

34

1
E Diná, filha de Lia, que ela gerou a Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
2
E quando Siquém, filho de Hamor, o heveu, príncipe da terra, a viu, tomou-a e deitou-se com ela, e a desonrou.
3
E sua alma se apegou a Diná, filha de Jacó, e ele amou a donzela, e falou amorosamente à moça.
4
E Siquém falou com seu pai, Hamor, dizendo: Toma-me esta donzela por mulher
5
E Jacó ouviu que ele havia desonrado Diná, sua filha; ora, seus filhos estavam com seu gado no campo, e Jacó manteve-se quieto até eles chegarem.
6
E Hamor, pai de Siquém, saiu para ter com Jacó, para conversar com ele.
7
E os filhos de Jacó vieram do campo quando ouviram sobre isso. E os homens se entristeceram e se iraram muito, pois ele havia feito loucura em Israel ao deitar com a filha de Jacó, coisa que não deveria ter sido feita.
8
E Hamor conversou com eles, dizendo: A alma de meu filho Siquém anseia por tua filha; suplico-te que lha dês por mulher.
9
E fazei vós casamentos conosco, e dai vossas filhas a nós, e tomai nossas filhas para vós.
10
E habitareis conosco, e a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e adquiri possessão nela.
11
E Siquém disse ao pai e aos irmãos dela: Ache eu graça aos vossos olhos, e o que me disserdes eu o darei.
12
Pedi-me o quanto mais quiserdes de dote e dádiva, e eu darei de acordo com o que me disserdes, mas dai-me a donzela por mulher.
13
E os filhos de Jacó responderam a Siquém e a Hamor, seu pai, enganosamente; e disseram, porque ele havia desonrado Diná, sua irmã,
14
e disseram-lhes: Não podemos fazer isso, dar a nossa irmã a alguém incircunciso, pois isso seria uma vergonha para nós.
15
Mas nisto consentiremos convosco: Se fordes como nós somos, que todo homem entre vós seja circuncidado,
16
então daremos nossas filhas a vós, e nós tomaremos vossas filhas para nós, e habitaremos convosco, e nos tornaremos um povo.
17
Mas se não nos ouvirdes, para serdes circuncidados, então tomaremos nossa filha, e nós iremos embora.
18
E as suas palavras agradaram a Hamor, e a Siquém, filho de Hamor.
19
E o jovem não tardou em fazer isto, pois ele tinha prazer na filha de Jacó, e ele era o mais honrável em toda a casa de seu pai.
20
E Hamor e Siquém, seu filho, vieram ao portão da sua cidade, e conversaram com os homens da sua cidade, dizendo:
21
Estes homens são pacíficos conosco; por isso, deixai-os habitar na terra e negociar nela, pois a terra, eis que é grande o suficiente para eles; tomaremos as suas filhas para nós por mulheres, e daremos as nossas filhas a eles.
22
Somente nisto consentirão os homens conosco para habitar entre nós, para sermos um povo: se todo homem entre nós for circuncidado, assim como eles são circuncidados.
23
Não serão nossos o seu gado, suas posses e todos os seus animais? Somente consintamos com eles, e habitarão conosco.
24
E a Harmor e a Siquém, seu filho, ouviram com atenção todos os que saíam do portão da sua cidade. E todo homem foi circuncidado, todos os que saíram do portão da sua cidade.
25
E aconteceu no terceiro dia que, quando eles estavam doloridos, dois dos filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada homem a sua espada, e vieram contra a cidade corajosamente, e mataram todos os homens.
26
E eles mataram Hamor e Siquém, seu filho, ao fio da espada, e tomaram Diná da casa de Siquém, e saíram.
27
Os filhos de Jacó vieram aos mortos e saquearam a cidade, porque eles haviam desonrado a sua irmã.
28
Tomaram as ovelhas deles, e os bois, e os jumentos, e o que estava na cidade, e o que estava no campo,
29
e toda a sua riqueza, e todos os seus pequenos, e suas mulheres eles tomaram cativas, e saquearam tudo o que havia na casa.
30
E Jacó disse a Simeão e a Levi: Tendes me perturbado para me fazer cheirar mal entre os habitantes da terra, entre os cananeus e ferezeus. Sendo eu pequeno em número, eles se unirão contra mim, e me matarão; e serei destruído, eu e a minha casa.
31
E eles disseram: Deveria ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?

35

1
E Deus disse a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali. E faze ali um altar para Deus, que te apareceu quando tu fugias da face de Esaú, teu irmão.
2
Então Jacó disse a sua família, e a todos que estavam com ele: Lançai fora os deuses estranhos que estão entre vós, e sede puros, e mudai as vossas vestes.
3
Levantemo-nos e vamos a Betel, e lá eu farei um altar para Deus, que me respondeu no dia da minha angústia, e esteve comigo no caminho em que eu andei.
4
E eles deram a Jacó todos os deuses estranhos que estavam em suas mãos, e todos os seus brincos que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que estava junto a Siquém.
5
E eles viajaram, e o terror de Deus estava sobre as cidades que estavam ao redor deles, e eles não perseguiram os filhos de Jacó.
6
Então Jacó veio a Luz, que está na terra de Canaã, isto é, Betel, ele e todo o povo que estava com ele.
7
E ele edificou ali um altar, e chamou o lugar El-Betel, porque ali Deus lhe apareceu, quando ele fugia da face de seu irmão.
8
Mas morreu Débora, ama de Rebeca, e ela foi sepultada abaixo de Betel debaixo do carvalho; e o nome do lugar foi chamado Alom-Bacute.
9
E Deus apareceu a Jacó novamente, quando ele veio de Padã-Arã, e o abençoou.
10
E Deus lhe disse: Teu nome é Jacó; teu nome não será mais chamado Jacó, mas Israel será o teu nome; e ele chamou seu nome Israel.
11
E Deus lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; seja frutífero e multiplique; uma nação e uma multidão de nações virão de ti, e reis virão dos teus lombos.
12
E a terra que eu dei a Abraão e a Isaque, a ti eu a darei, e à tua semente depois de ti eu darei a terra.
13
E Deus subiu do lugar em que falou com ele.
14
E Jacó levantou um pilar no lugar em que falou com ele, um pilar de pedra; e ele derramou uma oferta de bebida nele, e derramou óleo nele.
15
E Jacó chamou Betel o nome do lugar onde Deus falou com ele.
16
E eles partiram de Betel, e era um curto caminho para chegar a Efrata; e Raquel entrou em trabalho de parto; e ela teve dificuldades no parto.
17
E aconteceu que, quando ela estava com dificuldades no parto, a parteira lhe disse: Não temas, tu terás este filho também.
18
E aconteceu que, enquanto sua alma partia (porque ela morreu), ela chamou seu nome Benoni, mas seu pai o chamou Benjamim.
19
E Raquel morreu, e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém.
20
E Jacó colocou um pilar sobre o seu túmulo; este é o pilar do túmulo de Raquel até este dia.
21
E Israel viajou, e estendeu sua tenda além da torre de Éder.
22
E aconteceu que, quando Israel habitou naquela terra, Rúben foi e se deitou com Bila, concubina de seu pai, e Israel o escutou. Ora, os filhos de Jacó eram doze:
23
os filhos de Lia: Rúben, primogênito de Jacó, e Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e Zebulom;
24
os filhos de Raquel: José e Benjamim;
25
e os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;
26
e os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
27
E Jacó veio a Isaque, seu pai, em Manre, à cidade de Arba, que é Hebrom, onde Abraão e Isaque peregrinaram.
28
E os dias de Isaque foram cento e oitenta anos.
29
E Isaque entregou o espírito, e morreu, e foi reunido ao seu povo, sendo idoso e pleno de dias; e seus filhos, Esaú e Jacó o sepultaram.

36

1
Ora, estas são as gerações de Esaú, que é Edom.
2
Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã: Ada, filha de Elom, heteu; Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu;
3
e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
4
E Ada gerou de Esaú a Elifaz; e Basemate gerou Reuel;
5
e Aolibama gerou Jeús, e Jalão, e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.
6
Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as pessoas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animais, e todos os seus bens, que ele havia obtido na terra de Canaã, e foi para outra terra, afastando-se da face de seu irmão Jacó.
7
Porque as suas riquezas eram demais para que eles pudessem habitar juntos, e a terra em que eles eram estrangeiros não podia sustentá-los por causa de seu gado.
8
Assim, Esaú habitou no monte Seir; Esaú é Edom.
9
E estas são as gerações de Esaú, pai dos edomitas, no monte Seir;
10
Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.
11
E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.
12
E Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e gerou de Elifaz a Amaleque; estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú.
13
E estes são os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
14
E estes foram os filhos de Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, mulher de Esaú; e ela gerou a Esaú: Jeús, Jalão e Corá.
15
Estes são os xeiques dos filhos de Esaú; os filhos de Elifaz, o filho primogênito de Esaú: o xeique Temã, o xeique Omar, o xeique Zefô, o xeique Quenaz,
16
o xeique Corá, o xeique Gaetã, e o xeique Amaleque; estes são os xeiques que vieram de Elifaz, na terra de Edom; estes foram os filhos de Ada.
17
E estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: o xeique Naate, o xeique Zerá, o xeique Samá, o xeique Mizá; estes são os xeiques que vieram de Reuel, na terra de Edom; estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
18
E estes são os filhos de Aolibama, mulher de Esaú: o xeique Jeús, o xeique Jalão, o xeique Corá; estes são os xeiques que vieram de Aolibama, filha de Aná, mulher de Esaú.
19
Estes são os filhos de Esaú, que é Edom, e estes são os seus xeiques.
20
Estes são os filhos de Seir, horeu, que habitava a terra: Lotã, Sobal, Zibeão, e Aná,
21
e Disom, e Eser, e Disã; estes são os xeiques dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.
22
E os filhos de Lotã foram: Hori e Homã; e a irmã de Lotã era Timna.
23
E os filhos de Sobal foram estes: Alvã, e Manaate, e Ebal, Sefô e Onã.
24
E estes são os filhos de Zibeão: Aías e Aná; este é o Aná que achou as mulas no deserto, quando ele alimentava os jumentos de Zibeão, seu pai.
25
E os filhos de Aná são esses: Disom e Aolibama, a filha de Aná.
26
E estes são os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
27
Os filhos de Eser são esses: Bilã, Zaavã e Acã.
28
Os filhos de Disã são esses: Uz e Arã.
29
Estes são os xeiques que vieram dos horeus: o xeique Lotã, o xeique Sobal, o xeique Zibeão, o xeique Aná,
30
o xeique Disom, o xeique Eser, o xeique Disã; estes são os xeiques que vieram de Hori, segundo seus xeiques, na terra de Seir.
31
E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse algum rei sobre os filhos de Israel.
32
E Bela, filho de Beor, reinou em Edom; e o nome da sua cidade foi Dinabá.
33
E morreu Bela; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, reinou em seu lugar.
34
E morreu Jobabe; e Husão, da terra de Temã, reinou em seu lugar.
35
E morreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade foi Avite.
36
E morreu Hadade; e Samlá, de Masreca, reinou em seu lugar.
37
E morreu Samlá; e Saul, de Reobote junto ao rio, reinou em seu lugar.
38
E morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.
39
E Baal-Hanã, filho de Acbor, morreu; e Hadar reinou em seu lugar; e o nome da sua cidade foi Paú; e o nome de sua mulher foi Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.
40
E estes são os nomes dos xeiques que vieram de Esaú, segundo as suas famílias, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: o xeique Timna, o xeique Alva, o xeique Jetete,
41
o xeique Aolibama, o xeique Elá, o xeique Pinom,
42
o xeique Quenaz, o xeique Temã, o xeique Mibzar,
43
o xeique Magdiel, o xeique Irã; estes são os xeiques de Edom, de acordo com as suas habitações na terra da sua possessão; este é Esaú, pai dos edomitas.

37

1
E Jacó habitou na terra em que seu pai foi estrangeiro, na terra de Canaã.
2
Estas são as gerações de Jacó. José, sendo da idade de dezessete anos, estava apascentando as ovelhas com seus irmãos. E o rapaz estava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai. E José trouxe a seu pai más notícias sobre eles.
3
Ora, Israel amava José mais do que a todos os seus filhos, porque ele era o filho da sua velhice, e ele lhe fez uma túnica de muitas cores.
4
E quando seus irmãos viram que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, eles o odiaram, e não conseguiam falar pacificamente com ele.
5
E José sonhou um sonho, e o contou a seus irmãos; e eles o odiaram ainda mais.
6
E ele lhes disse: Ouvi, rogo-vos, este sonho que eu sonhei:
7
Eis que estávamos amarrando feixes no campo; e eis que meu feixe se levantava e ficava em pé. E eis que vossos feixes estavam em pé ao redor e faziam reverência ao meu feixe.
8
E seus irmãos lhe disseram: Deverias tu reinar sobre nós? Ou deverias ter domínio sobre nós? E eles o odiaram ainda mais por seus sonhos, e por suas palavras.
9
E ele sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que eu sonhei mais um sonho. E eis que o sol e a lua e onze estrelas faziam reverência a mim.
10
E ele o contou a seu pai, e a seus irmãos; e seu pai o repreendeu, e lhe disse: O que é este sonho que tu sonhaste? Iremos eu e tua mãe e teus irmãos, de fato nos curvar diante de ti em terra?
11
E seus irmãos o invejaram; mas seu pai observou o que se dizia.
12
E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai em Siquém.
13
E Israel disse a José: Teus irmãos não estão apascentando o rebanho em Siquém? Vem, e eu te enviarei a eles. E ele disse: Aqui eu estou.
14
E ele lhe disse: Vai, rogo-te, vê se está bem com teus irmãos, e bem com os rebanhos, e traze-me palavra novamente. Assim ele o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15
E um certo homem o encontrou; e eis que ele estava vagando pelo campo. E o homem lhe perguntou, dizendo: O que tu estás procurando?
16
E ele disse: Eu procuro os meus irmãos. Dize-me, rogo-te, onde eles estão apascentando seus rebanhos.
17
E o homem disse: Eles partiram daqui, pois eu os ouvi dizendo: Vamo-nos a Dotã. E José foi após seus irmãos, e os encontrou em Dotã.
18
E quando eles o viram de longe, antes que se aproximasse deles, conspiraram contra ele para matá-lo.
19
E eles disseram uns aos outros: Eis que está vindo o sonhador.
20
Vamos, pois, matá-lo e lançá-lo numa cova, e diremos: Algum animal o devorou, e veremos o que se tornará os seus sonhos.
21
E Rúben ouvindo isso, o livrou de suas mãos, e disse: Não o matemos.
22
E Rúben lhes disse: Não derrameis sangue, mas lançai-o nesta cova que está no deserto, e não ponde as mãos sobre ele; disse isso a fim de livrá-lo de suas mãos para fazê-lo voltar ao seu pai.
23
E aconteceu que, quando José havia chegado a seus irmãos, eles despiram José de sua túnica, a túnica de muitas cores que estava nele;
24
e eles o tomaram, e o lançaram em uma cova. E a cova estava vazia, não havia água nela.
25
E eles sentaram-se para comer pão, e levantaram seus olhos e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade com seus camelos carregando especiarias e bálsamo e mirra, transportando para o Egito.
26
E Judá disse a seus irmãos: Que proveito haverá se matarmos nosso irmão e escondermos seu sangue?
27
Vinde, e vendamo-lo aos ismaelitas, e que nossas mãos não estejam sobre ele, pois ele é nosso irmão e nossa carne; e seus irmãos ficaram satisfeitos.
28
Então, passavam ali mercadores midianitas, e eles tiraram e levantaram José da cova, e venderam José aos ismaelitas por vinte peças de prata; e eles trouxeram José ao Egito.
29
E Rúben retornou à cova, e eis que José não estava na cova; e ele rasgou suas vestes.
30
E ele retornou aos seus irmãos, e disse: O menino não está; e eu, para onde irei?
31
E eles tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e mergulharam a túnica no sangue.
32
E eles enviaram a túnica de muitas cores, e a levaram a seu pai, e disseram: Achamos isto; vê agora se é ou não a túnica de teu filho.
33
E ele a reconheceu, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o devorou; José sem dúvida foi rasgado em pedaços.
34
E Jacó rasgou suas vestes, e colocou pano de saco sobre os seus lombos, e lamentou por seu filho durante muitos dias.
35
E todos os seus filhos e todas as suas filhas se levantaram para consolá- lo, mas ele recusou ser consolado. E ele disse: Pois, eu descerei ao túmulo lamentando meu filho. Assim seu pai chorou por ele.
36
E os midianitas o venderam ao Egito, a Potifar, oficial de Faraó, e capitão da guarda.

38

1
E aconteceu naquele tempo que separando-se Judá dos seus irmãos, relacionou-se com um adulamita, cujo nome era Hira.
2
E Judá viu ali uma filha de um certo cananeu, cujo nome era Sua; e ele a tomou, e entrou a ela.
3
E ela concebeu e teve um filho; e ele chamou o seu nome Er.
4
E ela concebeu novamente, e teve um filho; e ela chamou o seu nome Onã.
5
E ela concebeu mais uma vez, e teve um filho; e chamou seu nome Selá. E ele estava em Quezibe quando ela o teve.
6
E Judá tomou uma mulher para Er, seu primogênito, cujo nome era Tamar.
7
E Er, o primogênito de Judá, foi mau aos olhos do Senhor; e o Senhor o matou.
8
E Judá disse a Onã: Entra à mulher de teu irmão, e case-se com ela, e levanta a semente de teu irmão.
9
E Onã sabia que a semente não seria sua. E aconteceu que, quando ele entrava à mulher de seu irmão, ele o derramava no chão, para que ele não desse semente ao seu irmão.
10
E a coisa que ele fez desagradou ao Senhor; e por isso ele o matou também.
11
Então Judá disse a Tamar, sua nora: Permanece viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande, pois ele disse: Para que porventura ele não morra também, como seus irmãos. E Tamar foi e habitou na casa de seu pai.
12
E no decorrer do tempo, morreu a filha de Sua, mulher de Judá, e Judá foi confortado, e subiu até seus tosquiadores de ovelhas em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13
E contaram a Tamar, dizendo: Eis que teu sogro sobe a Timna para tosquiar suas ovelhas.
14
E ela tirou de si suas vestes da viuvez, e se cobriu com um véu, e enrolou-se, e sentou-se em um lugar aberto, que fica junto ao caminho de Timna, porque ela viu que Selá havia crescido, e ela não havia sido entregue a ele por esposa.
15
Quando Judá a viu, ele pensou que fosse uma prostituta, porque ela havia coberto a sua face.
16
E ele se voltou a ela junto ao caminho e disse: Vem, rogo-te, e deixa-me entrar em ti (pois ele não sabia que ela era sua nora). E ela disse: O que me darás para que possas entrar em mim?
17
E ele disse: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás um penhor até que o envies?
18
E ele disse: Qual penhor eu te darei? E ela disse: Teu selo, e tuas pulseiras, e teu cajado que está em tua mão. E ele o deu a ela, e entrou nela, e ela concebeu dele.
19
E ela levantando-se, se foi, e colocou de lado seu véu, e pôs as vestes da sua viuvez.
20
E Judá enviou o cabrito pela mão de seu amigo, o adulamita, para receber seu penhor da mão da mulher; mas ele não a encontrou.
21
Então ele perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta, que estava publicamente junto ao caminho? E eles disseram: Não esteve nenhuma prostituta neste lugar.
22
E ele voltou a Judá, e disse: Não pude encontrá-la, e também os homens do lugar disseram que não esteve nenhuma prostituta nesse lugar.
23
E Judá disse: Que ela o tome para si, para que não sejamos envergonhados. Eis que enviei este cabrito, e tu não a encontraste.
24
E aconteceu que, quase três meses depois, contaram a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, prostituiu-se, e também: Eis que está com filho da prostituição. E Judá disse: Trazei-a, e seja ela queimada.
25
Mas enquanto era trazida, enviou a dizer a seu sogro: Do homem, a quem estas coisas pertencem, estou grávida. E ela disse: Reconheces, suplico-te, de quem são estas coisas: o selo, as pulseiras e o cajado.
26
E Judá os reconheceu, e disse: Ela foi mais justa do que eu, porque não lhe dei Selá, meu filho. E ele nunca mais a conheceu.
27
E aconteceu que, no tempo de seu parto, eis que havia gêmeos em seu ventre.
28
E aconteceu que, quando ela deu à luz, um pôs para fora sua mão; e a parteira tomou e amarrou na sua mão um fio escarlate, dizendo: Este saiu primeiro.
29
E aconteceu que, quando ele puxou de volta sua mão, eis que seu irmão saiu. E ela disse: Como foi que rompeste? Esta brecha seja sobre ti. Por isso seu nome foi chamado Perez.
30
E depois saiu seu irmão, o que tinha o fio escarlate sobre sua mão; e seu nome foi chamado Zerá.

39

1
E José foi conduzido ao Egito, e Potifar, um oficial de Faraó, capitão da guarda, um egípcio, comprou-o das mãos dos ismaelitas, que o haviam levado para lá.
2
E o Senhor estava com José, e ele era um homem próspero; e ele estava na casa de seu senhor, o egípcio.
3
E seu senhor viu que o Senhor estava com ele, e que o Senhor fazia tudo prosperar na sua mão.
4
E José encontrou graça aos olhos dele, e ele o serviu. E ele o fez supervisor da sua casa, e tudo o que ele possuía colocou na mão dele.
5
E aconteceu que, desde o tempo em que ele o fizera supervisor sobre sua casa, e sobre tudo que possuía, o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. E a bênção do Senhor estava sobre tudo o que ele possuía na casa, e no campo.
6
E ele deixou tudo que possuía nas mãos de José, e ele não sabia o que possuía, a não ser o pão que comia. E José era uma boa pessoa e formoso à vista.
7
E aconteceu que, depois destas coisas, a esposa de seu senhor lançou seus olhos sobre José; e ela disse: Deita-te comigo.
8
Mas ele se recusou, e disse à esposa de seu senhor: Eis que meu senhor não sabe do que está comigo na casa, e ele confiou tudo o que tem nas minhas mãos;
9
não há ninguém maior na casa do que eu. Tampouco me negou coisa alguma senão a ti, pois és mulher dele. Como, então, eu poderia fazer tamanho mal e pecar contra Deus?
10
E aconteceu que, enquanto ela falava com José dia após dia, ele não lhe ouvia para deitar-se com ela, ou para estar com ela.
11
E aconteceu que, certo tempo, José entrou na casa para fazer seu serviço, e não havia ninguém dos homens da casa ali dentro.
12
E ela o apanhou pela sua veste, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou sua veste na mão dela, fugiu e saiu para fora.
13
E aconteceu que, quando ela viu que ele havia deixado sua veste em sua mão, e havia fugido para fora,
14
ela chamou os homens da casa, e falou a eles, dizendo: Vede, ele trouxe para cá um hebreu para nos escarnecer. Ele veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei em alta voz,
15
e aconteceu que, quando ele ouviu que eu levantei a minha voz e gritei, ele deixou sua veste comigo, fugiu e saiu para fora.
16
E ela guardou a veste dele consigo, até que seu senhor voltasse para casa.
17
E ela lhe falou segundo estas palavras, dizendo: O servo hebreu, que tu nos trouxeste, veio a mim para me escarnecer.
18
E aconteceu que, quando eu levantei a minha voz e gritei, ele deixou sua veste comigo, e fugiu.
19
E aconteceu que, quando seu senhor ouviu estas palavras de sua mulher, que ela lhe falou, dizendo: Foi desta maneira que teu servo agiu comigo, sua ira se acendeu.
20
E o senhor de José o tomou, e o colocou na prisão, em um lugar onde estavam presos os prisioneiros do rei; e ele esteve ali na prisão.
21
Mas o Senhor estava com José, e lhe mostrou misericórdia, e lhe deu favor aos olhos do guarda da prisão.
22
E o guarda da prisão confiou à mão de José todos os prisioneiros que estavam na prisão, e tudo o que eles faziam ali, era ele que fazia tudo ali.
23
O guarda da prisão não cuidava de nada que estava sob a mão dele, porque o Senhor estava com ele, e aquilo que ele fazia, o Senhor fazia prosperar.

40

1
E aconteceu, depois destas coisas, que o mordomo do rei do Egito e seu padeiro haviam ofendido seu senhor e rei do Egito.
2
E Faraó estava irado contra dois de seus oficiais, contra o chefe dos mordomos, e contra o chefe dos padeiros.
3
E ele colocou-os em custódia, na casa do capitão da guarda, na prisão, o lugar em que José estava preso.
4
E o capitão da guarda encarregou José deles, e ele os serviu, e eles estiveram um período na prisão.
5
E ambos sonharam um sonho, cada homem seu sonho em uma noite, cada homem de acordo com a interpretação do seu sonho, o mordomo e o padeiro do rei do Egito, que estavam presos na prisão.
6
E José veio a eles de manhã, e olhou para eles, e eis que eles estavam tristes.
7
E ele perguntou aos oficiais de Faraó, que estavam com ele na prisão, da casa de seu senhor, dizendo: Por que aparentais tão tristes hoje?
8
E lhes disseram: Sonhamos um sonho, e não há quem o interprete. E José lhes disse: Não pertencem as interpretações a Deus? Diga-me eles, rogo-vos.
9
E o chefe dos mordomos contou seu sonho a José, e lhe disse: No meu sonho, eis que uma videira estava diante de mim,
10
e na videira estavam três ramos; e era como se estivesse brotando, e sua flor saía, e os seus cachos produziram uvas maduras.
11
E o copo de Faraó estava na minha mão, e eu apanhei as uvas, e as espremi dentro do copo de Faraó, e dei o copo na mão de Faraó.
12
E José lhes disse: Esta é a sua interpretação: Os três ramos são três dias.
13
Mas em três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restabelecerá ao teu lugar, e tu servirás o copo de Faraó nas mãos dele, conforme a maneira antiga quando tu eras seu mordomo.
14
Mas lembra-te de mim quando estiver bem contigo, e mostra bondade, rogo-te, para comigo, e faze menção de mim a Faraó, e tira-me desta casa,
15
pois na verdade eu fui roubado da terra dos hebreus, e aqui também não fiz nada para que eles me pusessem na masmorra.
16
Quando o chefe dos padeiros viu que a interpretação era boa, ele disse a José: Eu também estava no meu sonho, e eis que eu tinha três cestos brancos sobre minha cabeça,
17
e no cesto mais alto havia todo tipo de pão para Faraó; e as aves os comiam do cesto sobre a minha cabeça.
18
E José respondeu e disse: Esta é a sua interpretação: Os três cestos são três dias.
19
Mas em três dias Faraó levantará tua cabeça de sobre ti, e te pendurará em uma árvore, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.
20
E aconteceu que, no terceiro dia, era o aniversário de Faraó, e ele fez uma festa para todos os seus servos; e ele levantou a cabeça do chefe dos mordomos e do chefe dos padeiros entre seus servos.
21
E ele restabeleceu o chefe dos mordomos a seu ofício de mordomo novamente; e ele serviu o copo na mão de Faraó.
22
Mas ele enforcou o chefe dos padeiros, como José havia lhes interpretado.
23
Mas o chefe dos mordomos não se lembrou de José, porém o esqueceu.

41

1
E aconteceu que, ao final de dois anos completos, Faraó sonhou. E eis que ele estava em pé junto ao rio.
2
E eis que saíram do rio sete vacas gordas e de formoso aspecto, e pastavam na campina.
3
E eis que sete outras vacas saíram depois delas do rio, feias de aparência e magras, e estavam em pé junto às outras vacas sobre a margem do rio.
4
E as vacas feias de aparência e magras, comeram as sete vacas gordas e de formoso aspecto. Então Faraó acordou.
5
E ele dormiu e sonhou uma segunda vez. E eis que sete espigas de trigo brotaram de um mesmo talo, cheias e boas.
6
E eis que sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental brotavam depois delas.
7
E as sete espigas miúdas devoraram as sete espigas cheias e boas. E Faraó acordou, e eis que era um sonho.
8
E aconteceu que, de manhã, seu espírito estava perturbado, e ele enviou e chamou todos os magos do Egito, e todos os homens sábios de lá. E Faraó lhes contou o seu sonho, mas não houve um que pudesse interpretá-lo para Faraó.
9
Então, falou o chefe dos mordomos a Faraó, dizendo: Lembro-me hoje das minhas falhas.
10
Faraó estava irado com seus servos, e me colocou na prisão da casa do capitão da guarda, a mim e o chefe dos padeiros;
11
e nós sonhamos um sonho certa noite, eu e ele. Sonhamos cada homem de acordo com a interpretação do seu sonho.
12
E havia lá conosco um jovem, um hebreu, servo do capitão da guarda. E nós lhe contamos, e ele nos interpretou nossos sonhos, para cada homem de acordo com o seu sonho ele interpretou.
13
E aconteceu que, assim como ele interpretou para nós, assim foi. A mim ele restabeleceu para o meu ofício, e a ele enforcou.
14
Então, Faraó enviou e chamou José, e eles o trouxeram apressadamente da masmorra. E ele se barbeou, e mudou as suas vestes, e veio a Faraó.
15
E Faraó disse a José: Sonhei um sonho, e não há ninguém que o possa interpretar. E eu ouvi dizer de ti, que tu podes entender um sonho e interpretá-lo.
16
E José respondeu a Faraó, dizendo: Não está em mim; Deus dará a Faraó uma resposta de paz.
17
E Faraó disse a José: No meu sonho, eis que eu estava em pé na margem do rio,
18
e eis que saíram do rio sete vacas gordas e de formoso aspecto, e pastavam na campina.
19
E eis que sete outras vacas saíram depois delas, feias de aparência e magras, tais como eu nunca vi em toda a terra do Egito, quanto à fealdade.
20
E as vacas magras e feias à vista comeram as primeiras sete vacas gordas.
21
E quando as haviam comido, não se podia saber que as haviam comido, mas ainda eram feias à vista, como no início. Então eu acordei.
22
E eu vi no meu sonho, e eis que sete espigas brotaram de um talo, cheias e boas.
23
E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental brotaram depois delas.
24
E as espigas miúdas devoraram as sete espigas boas. E eu contei isso aos magos, mas não houve ninguém que pudesse interpretá-lo para mim.
25
E José disse a Faraó: O sonho de Faraó é um: Deus mostrou a Faraó o que ele está para fazer.
26
As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são sete anos; o sonho é um.
27
E as sete vacas magras e feias à vista que saíram depois delas são sete anos, e as sete espigas vazias queimadas do vento oriental serão sete anos de fome.
28
Isto é o que eu tenho para falar a Faraó: O que Deus está prestes a fazer, ele mostrou a Faraó.
29
Eis que vêm sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito;
30
e depois deles surgirão sete anos de fome, e toda a fartura será esquecida na terra do Egito; e a fome consumirá a terra,
31
e a fartura não será conhecida na terra por causa da fome que se seguirá, pois esta será muito grave.
32
E por isso, o sonho foi repetido a Faraó duas vezes; é porque a coisa está estabelecida por Deus, e Deus em breve a fará acontecer.
33
Agora faça Faraó encontrar um homem prudente e sábio, e o coloque sobre a terra do Egito.
34
Que Faraó o faça, e que ele nomeie oficiais sobre a terra, e que recolham uma quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura.
35
E ajuntem eles todo o alimento desses bons anos que vêm, e amontoem trigo sob a mão de Faraó, e que eles guardem alimento nas cidades.
36
E esse alimento será para o provimento da terra durante os sete anos de fome que haverá na terra do Egito, para que a terra não pereça de fome.
37
E a coisa foi boa aos olhos de Faraó e aos olhos de todos os seus servos.
38
E Faraó disse a seus servos: Acharemos alguém como este, um homem em quem está o Espírito de Deus?
39
E Faraó disse a José: Visto que Deus te mostrou tudo isto, não há ninguém tão prudente e sábio como tu és.
40
Tu estarás sobre a minha casa, de acordo com tua palavra todo o meu povo será governado; somente no trono eu serei maior do que tu.
41
E Faraó disse a José: Vê! Coloquei-te sobre toda a terra do Egito.
42
E Faraó tomou seu anel da sua mão e o colocou sobre a mão de José, e o vestiu com vestes de linho fino, e colocou um colar de ouro em volta do seu pescoço,
43
e o fez subir na segunda carruagem que ele tinha, e clamavam adiante dele: Ajoelhai; e ele o fez governador sobre toda a terra do Egito.
44
E Faraó disse a José: Eu sou Faraó, e sem ti nenhum homem levantará sua mão ou pé em toda a terra do Egito.
45
E Faraó chamou o nome de José Zafenate-Paneia, e lhe deu por mulher Azenate, a filha de Potífera, sacerdote de Om. E José saiu por toda a terra do Egito.
46
E José estava com trinta anos de idade quando estava diante de Faraó, rei do Egito. E José saiu da presença de Faraó, e foi por toda a terra do Egito.
47
E nos sete anos de fartura a terra produziu aos montões.
48
E ele ajuntou todo o alimento dos sete anos, que havia na terra do Egito, e armazenou o alimento nas cidades. O alimento do campo, que estava ao redor de cada cidade, ele armazenou da mesma forma.
49
E José ajuntou trigo como a areia do mar, muitíssimo, até ele perder a conta, pois era sem número.
50
E a José nasceram dois filhos, antes de virem os anos da fome, que Azenate, a filha de Potífera, sacerdote de Om, lhe deu.
51
E José chamou o nome do primeiro Manassés, pois Deus, disse ele, me fez esquecer todo o meu labor, e toda a casa de meu pai.
52
E o nome do segundo chamou Efraim, pois Deus me fez ser frutífero na terra da minha aflição.
53
E os sete anos de fartura, que houve na terra do Egito, terminaram.
54
E os sete anos de escassez começaram, de acordo com o que José havia dito; e a escassez estava em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.
55
E quando toda a terra do Egito teve fome, o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele lhes disser, fazei.
56
E a fome estava sobre toda a face da terra, e José abriu todos os depósitos, e vendeu aos egípcios, e a fome aumentou muito na terra do Egito.
57
E todas as regiões vinham ao Egito, a José para comprar trigo, porque a fome era tão grande em todas as terras.

42

1
Ora, quando Jacó viu que havia trigo no Egito, Jacó disse a seus filhos: Por que ficais olhando uns para os outros?
2
E ele disse: Eis que eu ouvi que há trigo no Egito; descei para lá e comprai para nós, para que vivamos, e não morramos.
3
E os dez irmãos de José desceram para comprar trigo no Egito.
4
Mas a Benjamim, irmão de José, Jacó não enviou com seus irmãos, pois ele disse: Para que porventura não lhe aconteça alguma desgraça.
5
E os filhos de Israel vieram comprar trigo entre os que vieram, porque a fome estava na terra de Canaã.
6
E José era o governador da terra, e era ele que vendia a todas as pessoas da terra; e os irmãos de José vieram, e se curvaram diante dele com sua face em terra.
7
E José viu seus irmãos, e ele os reconheceu, mas se fez de estranho para eles, e falou asperamente com eles. E ele lhes disse: De onde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã para comprar alimento.
8
E José reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
9
E José lembrou-se dos sonhos que havia sonhado sobre eles, e lhes disse: Sois espiões. Viestes para ver a nudez da terra.
10
E eles lhe disseram: Não, meu senhor, mas para comprar alimento vieram teus servos.
11
Somos todos filhos de um homem; somos homens verdadeiros; teus servos não são espiões.
12
E ele lhes disse: Não, mas para ver a nudez da terra é que viestes.
13
E eles disseram: Teus servos são doze irmãos, os filhos de um homem na terra de Canaã. E eis que o mais jovem está hoje com nosso pai, e um não está.
14
E José lhes disse: Foi isso que eu vos falei, dizendo: Sois espiões.
15
Por isto sereis provados: Pela vida de Faraó não saireis daqui, a não ser que vosso irmão mais jovem venha para cá.
16
Enviai um de vós, e que ele traga vosso irmão, e vós sereis mantidos na prisão, para que vossas palavras sejam provadas, se há alguma verdade em vós. Ou senão pela vida de Faraó, verdadeiramente sois espiões.
17
E ele os colocou todos juntos na prisão por três dias.
18
E José lhes disse no terceiro dia: Fazei isto, e vivei, pois eu temo a Deus:
19
Se sois homens verdadeiros, deixai que um de vossos irmãos fique preso na casa de vossa prisão. Ide vós, levai trigo para a fome de suas casas,
20
mas trazei-me vosso irmão mais jovem. Assim, vossas palavras serão verificadas, e vós não morrereis. E assim eles fizeram.
21
E eles disseram uns aos outros: Somos realmente culpados a respeito do nosso irmão, quando vimos a angústia da sua alma, quando nos implorou, e não o escutamos; por isso veio essa desgraça sobre nós.
22
E Rúben lhes respondeu, dizendo: Não vos falei, dizendo: Não pequeis contra o menino, e vós não ouvistes? Por isso, eis que o seu sangue também é requerido.
23
E eles não sabiam que José os entendia, pois ele falava com eles por meio de um intérprete.
24
E ele se afastou deles, e chorou, e voltou a eles novamente, e falou com eles, e tomou deles Simeão, e o amarrou diante dos seus olhos.
25
Então José ordenou que enchessem de trigo seus sacos, e que devolvessem a cada homem seu dinheiro, a cada um em seu saco, e que lhes dessem provisão para o caminho. E assim lhes fizeram.
26
E eles carregaram os seus jumentos com trigo, e partiram dali.
27
E quando um deles abriu o seu saco para dar forragem ao seu jumento na hospedaria, ele viu o seu dinheiro, pois eis que estava na boca do seu saco.
28
E ele disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi devolvido, e eis que está no meu saco. E o coração deles desfaleceu, e eles ficaram temerosos, dizendo uns aos outros: O que é isto que Deus nos fez?
29
E eles vieram a Jacó, seu pai, à terra de Canaã, e lhe contaram tudo que lhes acontecera, dizendo:
30
O homem, que é o senhor da terra, falou asperamente conosco, e nos tomou por espiões da terra.
31
E lhe dissemos: Somos homens verdadeiros, não somos espiões;
32
somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não está, e o mais jovem está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
33
E o homem, senhor da terra, nos disse: Por isto eu saberei que sois homens verdadeiros: Deixai um de vossos irmãos aqui comigo, e levai alimento para a fome de vossas famílias, e parti.
34
Trazei-me vosso irmão mais jovem. Então eu saberei que não sois espiões, mas que sois homens verdadeiros. Assim eu vos entregarei vosso irmão, e negociareis na terra.
35
E aconteceu que, quando eles esvaziaram seus sacos, eis que cada homem tinha o seu pacote de dinheiro no seu saco; e quando eles e seu pai viram os seus pacotes de dinheiro, ficaram temerosos.
36
E Jacó, seu pai, disse-lhes: Vós me privastes de meus filhos: José não está, e Simeão não está, e ainda queres tomar Benjamim. Todas estas coisas estão contra mim.
37
E Rúben falou com seu pai, dizendo: Mata meus dois filhos, se eu não o trouxer a ti. Entrega-o na minha mão, e eu o trarei para ti novamente.
38
E ele disse: Meu filho não descerá convosco, pois seu irmão está morto, e ele foi deixado só. Se alguma desgraça cair sobre ele no caminho em que fordes, então, com tristeza, levareis meus cabelos grisalhos à sepultura.

43

1
E a fome era grave na terra.
2
E aconteceu que, quando eles terminaram de comer o trigo que haviam trazido do Egito, seu pai lhes disse: Ide novamente, comprai um pouco de alimento.
3
E Judá falou com ele, dizendo: O homem nos afirmou solenemente, dizendo: Não vereis a minha face, exceto se vosso irmão estiver convosco.
4
Se tu enviares nosso irmão conosco, desceremos para comprar-te alimento,
5
mas se tu não o enviares, não desceremos, porque o homem nos disse: Não vereis a minha face, exceto se vosso irmão estiver convosco.
6
E Israel disse: Por que agistes tão maldosamente comigo, ao contar ao homem que tínheis ainda um irmão?
7
E eles disseram: O homem nos perguntou particularmente por nossa condição, e por nossa parentela, dizendo: Vosso pai ainda está vivo? Tendes outro irmão? E lhe contamos de acordo com o teor destas palavras. Como poderíamos saber que ele diria: Trazei vosso irmão?
8
E Judá disse a Israel, seu pai: Envia o rapaz comigo, e nos levantaremos e partiremos, para que vivamos, e não morramos, tanto nós, como tu e também nossos pequenos.
9
Eu serei fiador por ele; da minha mão o exigirás. Se eu não o trouxer a ti, e o colocar diante de ti, então deixa-me carregar a culpa para sempre,
10
porque se não tivéssemos demorado, certamente agora já teríamos retornado uma segunda vez.
11
E o seu pai, Israel, disse-lhes: Se precisa ser assim agora, fazei-o: tomai os melhores frutos da terra em vossos vasos, e levai um presente ao homem, um pouco de bálsamo, um pouco de mel, especiarias e mirra, nozes e amêndoas.
12
E levai dinheiro em dobro em vossas mãos. E o dinheiro que foi trazido novamente na boca dos vossos sacos, levai-o novamente em vossas mãos. Talvez tenha sido um erro.
13
Levai também vosso irmão, e levantai-vos, ide novamente ao homem;
14
e o Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que ele possa enviar vosso outro irmão, e Benjamim. Se eu for privado de meus filhos, privado serei.
15
E os homens tomaram o presente, e levaram dinheiro em dobro nas suas mãos, e a Benjamim, e se levantaram, e desceram ao Egito, e se colocaram diante de José.
16
E quando José viu Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: Levai estes homens para casa, e mata os animais, e prepara, porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.
17
E o homem fez como José ordenara, e o homem levou os homens para a casa de José.
18
E os homens ficaram temerosos, porque eles foram levados à casa de José, e disseram: Por causa do dinheiro que foi devolvido aos nossos sacos na primeira vez fomos trazidos aqui, para procurarem motivo contra nós, e se arremessar sobre nós, e nos tomar por escravos, e a nossos jumentos.
19
E se aproximaram do administrador da casa de José, e conversaram com ele à porta da casa,
20
E José se apressou, pois as suas entranhas se moveram para com seu irmão. E ele procurou onde chorar, e entrou na sua câmara, e chorou ali.
21
e aconteceu que, quando chegamos à hospedaria, abrimos nossos sacos e eis que o dinheiro de cada homem estava na boca de seu saco, nosso dinheiro em todo o seu peso, e o trouxemos nas nossas mãos novamente.
22
E outro dinheiro trouxemos nas nossas mãos para comprar alimento; não sabemos quem colocou o nosso dinheiro em nossos sacos.
23
E ele disse: Paz esteja convosco, não temais. Vosso Deus, e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro em vossos sacos; eu recebi o vosso dinheiro. E ele lhes trouxe Simeão.
24
E o homem conduziu os homens à casa de José, e lhes deu água, e eles lavaram seus pés, e ele deu forragem aos seus jumentos.
25
E eles prepararam o presente para José, que viria ao meio-dia, porque ouviram que eles deveriam comer pão ali.
26
E quando José veio para casa, trouxeram-lhe o presente que estava nas mãos deles para dentro da casa, e se curvaram diante dele com a face em terra.
27
E ele lhes perguntou sobre seu bem-estar, e disse: Está bem o vosso pai, o velho de quem falastes? Ele ainda está vivo?
28
E eles responderam: Teu servo, nosso pai, está com boa saúde, ele ainda está vivo. E eles curvaram sua cabeça, e fizeram reverência.
29
E ele levantou seus olhos, e viu seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, e disse: Este é vosso irmão mais jovem, do qual me falastes? E ele disse: Deus seja gracioso contigo, meu filho.
30
E José se apressou, pois as suas entranhas se moveram para com seu irmão. E ele procurou onde chorar, e entrou na sua câmara, e chorou ali.
31
E ele lavou sua face, e saiu, e se conteve, e disse: Ponde o pão.
32
E colocaram para ele à parte, e para eles à parte, e à parte para os egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer pão com os hebreus, porque isso é abominação para os egípcios.
33
E assentaram-se diante dele, o primogênito de acordo com seu direito de nascimento, e o mais jovem de acordo com sua juventude, e os homens se maravilharam entre si.
34
E de si mesmo ele tomou porções para eles, mas a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as dos outros. E eles beberam, e se alegraram com ele.

44

1
E ele ordenou ao administrador de sua casa, dizendo: Enche os sacos dos homens com alimento, tanto quanto eles puderem carregar, e põe o dinheiro de cada homem na boca de seu saco.
2
E põe o meu copo, o copo de prata, na boca do saco do mais jovem, e o dinheiro do seu trigo. E ele fez conforme a palavra que José havia falado.
3
Assim que raiou a luz da manhã, os homens foram enviados, eles e seus jumentos.
4
E quando haviam saído da cidade, e ainda não estavam distantes, José disse a seu administrador: Levanta-te, segue os homens, e quando os alcançares, dize-lhes: Por que pagastes o bem com o mal?
5
Isso não é o que o meu senhor usa para beber, e pelo qual ele adivinha? Fizestes mal em fazer isso.
6
E ele os alcançou e lhes falou as mesmas palavras.
7
E eles lhe disseram: Por que meu senhor diz estas palavras? Deus proíbe que teus servos façam conforme esta coisa.
8
Eis que o dinheiro que encontramos na boca dos nossos sacos trouxemos novamente a ti da terra de Canaã. Como então nós roubaríamos da casa de teu senhor prata ou ouro?
9
Aquele dos teus servos com quem for achado, que morra, e nós também seremos escravos de meu senhor.
10
E ele disse: Então seja agora de acordo com vossas palavras. Aquele com quem for encontrado será meu escravo, e vós estareis sem culpa.
11
Então eles se apressaram em descer, cada homem pôs em terra o seu saco, e cada homem abriu o seu saco.
12
E ele procurou, e começou pelo mais velho, e terminou com o mais jovem, e o copo foi encontrado no saco de Benjamim.
13
Então eles rasgaram suas vestes, e carregaram cada homem os seus jumentos, e voltaram à cidade.
14
E Judá e seus irmãos vieram à casa de José, pois ele ainda estava ali; e eles prostraram-se em terra diante dele.
15
E José lhes disse: Que ato é este que fizestes? Não sabeis que um homem como eu pode certamente adivinhar?
16
E Judá disse: O que diremos a meu senhor? O que devemos falar? Ou como nos inocentaremos? Deus descobriu a iniquidade de teus servos. Eis que somos servos de meu senhor, tanto nós quanto aquele com quem também foi achado o copo.
17
E ele disse: Deus proíbe que eu faça isso, mas o homem em cuja mão foi achado o copo, este será meu servo. E quanto a vós, levantai-vos e voltai em paz ao vosso pai.
18
Então Judá se aproximou dele, e disse: Ó meu senhor, deixai que teu servo, suplico-te, fale uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não deixai que a tua ira se acenda contra teu servo, porque tu és como o próprio Faraó.
19
Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes ainda um pai, ou um irmão?
20
E nós dissemos a meu senhor: Temos um pai, um homem velho, e um filho da sua velhice, um pequeno. E seu irmão está morto, e só ele foi deixado de sua mãe, e seu pai o ama.
21
E tu disseste a teus servos: Trazei-o a mim, para que eu possa colocar meus olhos nele.
22
E dissemos ao meu senhor: O rapaz não pode deixar seu pai, pois se ele deixar seu pai, seu pai morrerá.
23
E tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais jovem não vier, não vereis mais a minha face.
24
E aconteceu que, quando nós subimos a teu servo, meu pai, dissemos-lhe as palavras de meu senhor.
25
E nosso pai disse: Ide novamente, e comprai-nos um pouco de alimento.
26
E dissemos: Não podemos descer. Se o nosso irmão mais jovem for conosco, aí desceremos, porque não podemos ver a face do homem, se nosso irmão mais jovem não estiver conosco.
27
E teu servo, meu pai, disse-nos: Sabeis que minha esposa me deu dois filhos;
28
e um se foi de mim, e eu disse: Ele certamente foi despedaçado, e eu não o vi desde então.
29
E se tirardes também este de mim, e um mal acontecer a ele, levareis meus cabelos grisalhos com tristeza à sepultura.
30
Agora, pois, quando eu for a teu servo, meu pai, e o rapaz não estiver conosco, visto que a sua vida está atada com a vida dele,
31
acontecerá, quando ele vir que o rapaz não está conosco, ele morrerá, e teus servos levarão, com tristeza à sepultura, os cabelos grisalhos de teu servo, nosso pai.
32
Porquanto, teu servo se tornou fiador do rapaz diante do meu pai, dizendo: Se eu não o trouxer a ti, então eu levarei a culpa diante do meu pai para sempre.
33
Agora, pois, suplico-te: Deixa teu servo ficar no lugar do rapaz como servo para o meu senhor, e deixa o rapaz subir com seus irmãos.
34
Como, pois, eu subirei a meu pai, e o rapaz não estando comigo? Para que porventura eu não veja o mal que virá sobre o meu pai.

45

1
Então José não se pôde conter diante de todos os que estavam com ele, e ele clamou: Fazei sair todo homem de diante de mim. E não havia homem algum com ele, enquanto José se deu a conhecer a seus irmãos.
2
E ele chorou em voz alta, e os egípcios e a casa de Faraó ouviu.
3
E José disse a seus irmãos: Eu sou José; acaso ainda vive o meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, pois eles estavam conturbados com a sua presença.
4
E José disse a seus irmãos: Aproximai-vos de mim, rogo-vos. E eles se aproximaram. E ele disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes ao Egito.
5
Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos ireis convosco mesmos, por terdes me vendido para cá; pois Deus me enviou adiante de vós para preservar a vida.
6
Por estes dois anos a fome esteve na terra; e ainda há cinco anos nos quais não haverá cultivo nem colheita.
7
E Deus me enviou adiante de vós para preservar para vós uma posteridade na terra, e para salvar as vossas vidas com grande livramento.
8
Então, agora, não fostes vós que me enviastes aqui, mas Deus. E ele me fez pai de Faraó, e senhor sobre toda a sua casa, e governador de toda a terra do Egito.
9
Apressai-vos e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim diz teu filho José: Deus me fez senhor de todo o Egito. Desce até mim, e não te demores,
10
e tu habitará na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu, e teus filhos, e os filhos de teus filhos, e teus rebanhos, e teu gado, e tudo que tens.
11
E ali eu te sustentarei, pois ainda há cinco anos de fome, para que tu e tua casa e tudo que tens não vades à pobreza.
12
E eis que vossos olhos veem, e os olhos de meu irmão Benjamim, que é minha boca que está falando contigo.
13
E contareis a meu pai de toda a minha glória no Egito, e de tudo o que tendes visto; apressar-vos-eis, e trareis meu pai para cá.
14
E ele caiu sobre o pescoço de seu irmão Benjamim, e chorou, e Benjamim chorou sobre o pescoço dele.
15
Além disso, ele beijou todos os seus irmãos, e chorou sobre eles. E depois disso, seus irmãos falaram com ele.
16
E essa notícia foi ouvida na casa de Faraó, dizendo: Os irmãos de José vieram. E isso agradou muito a Faraó e a seus servos.
17
E Faraó disse a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: Carregai vossos animais, e parti, e ide à terra de Canaã,
18
e tomai vosso pai e vossas famílias, e vinde a mim, e eu vos darei a boa terra do Egito, e vós comereis a gordura da terra.
19
A ti, agora, ordeno: Fazei isto: Tomai carroças da terra do Egito para vossos pequenos, e para vossas mulheres, e trazei vosso pai, e vinde.
20
Também não considereis os vossos bens, pois o melhor de toda a terra do Egito é vosso.
21
E os filhos de Israel assim fizeram. E José lhes deu carroças, de acordo com a ordem de Faraó, e lhes deu provisões para o caminho.
22
A todos eles deu, a cada homem, mudas de roupas; mas a Benjamim ele deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas.
23
E para seu pai ele enviou desta maneira: dez jumentos carregados com mas coisas boas do Egito, e dez jumentas carregadas com trigo e pão e alimento para seu pai, para o caminho.
24
Assim ele enviou seus irmãos, e eles partiram. E ele lhes disse: Vede para que não contendais pelo caminho.
25
E eles subiram e saíram do Egito, e vieram à terra de Canaã até Jacó, seu pai;
26
e lhe contaram, dizendo: José ainda está vivo, e ele é governador sobre toda a terra do Egito. E o coração de Jacó desfaleceu, pois ele não acreditou neles.
27
E eles lhe contaram todas as palavras de José, que ele lhes havia dito. E quando ele viu as carroças que José havia enviado para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó, seu pai;
28
E Israel disse: Isto é o suficiente! José, meu filho, ainda está vivo. Eu irei e o verei antes que eu morra.

46

1
E Israel iniciou sua jornada com tudo que ele tinha, e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaque.
2
E Deus falou a Israel em visões noturnas, e disse: Jacó, Jacó. E ele disse: Aqui estou.
3
E ele disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas em descer ao Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação.
4
Eu descerei contigo ao Egito, e eu também certamente te trarei de lá novamente. E José colocará a sua mão sobre os teus olhos.
5
E Jacó levantou-se de Berseba, e os filhos de Israel carregaram Jacó, seu pai, e seus pequenos, e suas mulheres, nas carroças que Faraó havia enviado para o levar.
6
E eles tomaram seu gado, e seus bens, que haviam obtido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua semente com ele;
7
seus filhos, e os filhos de seus filhos com ele, suas filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua semente ele trouxe consigo para o Egito.
8
E estes são os nomes dos filhos de Israel, que vieram ao Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o primogênito de Jacó,
9
e os filhos de Rúben: Enoque, e Palu, e Hezrom, e Carmi.
10
E os filhos de Simeão: Jemuel, e Jamim, e Oade, e Jaquim, e Zoar, e Saul, filho de uma mulher cananeia.
11
E os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.
12
E os filhos de Judá: Er, e Onã, e Selá, e Perez, e Zerá; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã; e os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul.
13
E os filhos de Issacar: Tola, e Puva, e Jó, e Sinrom.
14
E os filhos de Zebulom: Serede, e Elom, e Jaleel.
15
Estes são os filhos de Lia, que ela deu a Jacó em Padã-Arã, com Diná, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas foram trinta e três.
16
E os filhos de Gade: Zifiom, e Hagi, e Suni, e Esbom, e Eri, e Arodi, e Areli.
17
E os filhos de Aser: Imna, e Isvá, e Isvi, e Berias, e Sera, irmã deles; e os filhos de Berias: Héber e Malquiel.
18
Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua filha Lia; e ela deu estes a Jacó, dezesseis almas.
19
Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.
20
E nasceram a José, na terra do Egito, Manassés e Efraim, que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
21
E os filhos de Benjamim foram Belá, e Bequer, e Asbel, e Gera, e Naamã, e Eí, e Rôs, e Mupim, e Hupim, e Arde.
22
Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo foram catorze almas.
23
E o filho de Dã: Husim.
24
E os filhos de Naftali: Jazeel, e Guni, e Jezer, e Silém.
25
Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha Raquel; e ela deu estes a Jacó; todas as almas foram sete.
26
Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que saíram de seus lombos, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todas as almas foram sessenta e seis.
27
E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, foram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta.
28
E ele enviou Judá adiante até José, para direcionar sua face para Gósen, e eles vieram à terra de Gósen.
29
E José preparou sua carruagem, e subiu para encontrar Israel, seu pai, em Gósen, e se apresentou a ele, e se lançou ao seu pescoço, e chorou ao seu pescoço por um bom tempo.
30
E Israel disse a José: Agora, deixa-me morrer, pois eu vi a tua face, porque tu estás vivo ainda.
31
E José disse a seus irmãos, e à casa de seu pai: Eu subirei, e anunciarei a Faraó, para dizer-lhe: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram a mim;
32
e os homens são pastores, pois seu trabalho tem sido apascentar gado, e eles trouxeram seus rebanhos, e seu gado, e tudo que eles tem.
33
E acontecerá que, quando Faraó vos chamar, e lhes disser: Qual é a vossa ocupação?
34
Vós direis: O negócio de teus servos tem sido com gado desde a nossa juventude até agora, tanto a nossa, como também de nossos pais, para que possais habitar na terra de Gósen, pois todo pastor é uma abominação para os egípcios.

47

1
Então, José veio e contou a Faraó, e disse: Meu pai e meus irmãos, e seus rebanhos, e seu gado, e tudo que eles possuem vieram da terra de Canaã; e eis que eles estão na terra de Gósen.
2
E ele tomou alguns de seus irmãos, cinco homens, e os apresentou a Faraó.
3
E Faraó disse a seus irmãos: Qual é a vossa ocupação? E eles disseram a Faraó: Teus servos são pastores, tanto nós como também nossos pais.
4
Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra, porque teus servos não têm pastagem para seus rebanhos. Porque a fome é dolorida na terra de Canaã, por isso, suplicamos- te agora, deixa que teus servos habitem na terra de Gósen.
5
E Faraó falou a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti.
6
A terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra faze teu pai e teus irmãos habitar; na terra de Gósen, deixa-os habitar. E se tu conheces algum homem de atividade entre eles, então faze-os responsáveis por meu gado.
7
E José trouxe Jacó, seu pai, e o colocou diante de Faraó, e Jacó abençoou Faraó.
8
E Faraó disse a Jacó: Quantos anos tu tens?
9
E Jacó disse a Faraó: Os dias da minha peregrinação são cento e trinta anos. Poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida, e não alcançaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias de suas peregrinações.
10
E Jacó abençoou Faraó, e saiu da presença de Faraó.
11
E José estabeleceu seu pai e seus irmãos, e lhes deu posses na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara.
12
E José sustentou seu pai, e seus irmãos, e toda a casa de seu pai com pão, de acordo com suas famílias.
13
E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito dolorida, de modo que a terra do Egito e toda a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.
14
E José ajuntou todo o dinheiro que foi encontrado na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que eles compravam, e José levou o dinheiro para a casa de Faraó.
15
E quando o dinheiro acabou na terra do Egito, e na terra de Canaã, todos os egípcios vieram a José, e disseram: Dá-nos pão, por que morreremos na tua presença? Pois o dinheiro acabou.
16
E José disse: Dai o vosso gado, e eu vos darei pelo vosso gado, se não há dinheiro.
17
E eles levaram seu gado a José, e José lhes deu pão em troca pelos cavalos, e pelos rebanhos, e pelo gado dos rebanhos, e pelos jumentos. E durante aquele ano ele os alimentou em troca de todo o seu gado.
18
Quando aquele ano terminou, vieram a ele no segundo ano, e lhe disseram: Não ocultaremos a meu senhor que o nosso dinheiro acabou. Meu senhor também tem nossos rebanhos de gado. Nada nos sobrou diante da vista do meu senhor, exceto nossos corpos e nossas terras.
19
Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós, como a nossa terra? Compra a nós e a nossa terra por pão, e nós e nossa terra seremos servos de Faraó, e dá-nos semente, para que possamos viver, e não morrer, para que a terra não seja desolada.
20
E José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam, cada homem, o seu campo, porque a fome prevalecia sobre eles. Assim, a terra passou a ser de Faraó.
21
E quanto ao povo, ele os removeu para as cidades, desde uma extremidade das fronteiras do Egito até a outra extremidade.
22
Somente a terra dos sacerdotes ele não comprou, pois os sacerdotes possuíam uma porção atribuída por Faraó, e comiam a sua porção que Faraó lhes dava; por isso, eles não venderam suas terras.
23
Então José disse a seu povo: Eis que neste dia comprei a vós e a vossa terra para Faraó. Vede, aqui há semente para vós, e semeareis a terra.
24
E acontecerá que, das colheitas, dareis uma quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semear o campo, e para vosso alimento, e para os da vossa família, e para alimento para os seus pequenos.
25
E eles disseram: Tu salvastes as nossas vidas. Que encontremos graça à vista de meu senhor, e nós seremos servos de Faraó.
26
E José fez esta lei sobre a terra do Egito até este dia, que Faraó deveria ter a quinta parte, exceto a terra dos sacerdotes, que não se tornou de Faraó.
27
E Israel habitou na terra do Egito, na região de Gósen; e eles tinham posses ali, e cresceram, e se multiplicaram grandemente.
28
E Jacó viveu na terra do Egito por dezessete anos. Assim, toda a idade de Jacó foi cento e quarenta e sete anos.
29
E chegando-se o tempo que Israel devia morrer. Ele chamou seu filho José, e lhe disse: Se agora eu encontrei graça à tua vista, rogo-te que ponhas tua mão debaixo da minha coxa, e age com bondade e verdade para comigo: Não me enterres, rogo-te, no Egito,
30
mas quando eu descansar com meus pais, tu me levarás para fora do Egito, e me enterrarás no lugar de sepultamento deles. E ele disse: Eu farei como tu disseste.
31
E ele disse: Jura-me. E ele lhe jurou. E Israel se curvou sobre a cabeceira da cama.

48

1
E aconteceu, depois destas coisas, que alguém contou a José: Eis que teu pai está enfermo. E ele tomou seus dois filhos, Manassés e Efraim.
2
E alguém contou a Jacó: Eis que teu filho José vem a ti. E Israel se fortaleceu, e sentou-se sobre a sua cama.
3
E Jacó disse a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou,
4
e me disse: Eis que eu te farei frutificar e te multiplicarei, e farei de ti uma multidão de povos, e darei esta terra à tua semente depois de ti por possessão eterna.
5
E agora teus dois filhos, Efraim e Manassés, que te nasceram na terra do Egito, antes de eu vir a ti no Egito, são meus. Assim como Rúben e Simeão, eles serão meus.
6
Mas a tua descendência, que gerares depois deles, serão teus, e serão chamados segundo o nome de teus irmãos na sua herança.
7
Quanto a mim, quando eu vim de Padã, Raquel morreu junto a mim na terra de Canaã, no caminho, quando ainda havia somente um pequeno caminho para chegar a Efrata. E eu a sepultei ali no caminho de Efrata; esta é Belém.
8
E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes?
9
E José disse a seu pai: Estes são meus filhos, que Deus me deu neste lugar. E ele disse: Traze-os a mim, rogo-te, e eu os abençoarei.
10
Ora, os olhos de Israel estavam escurecidos pela idade, de modo que ele não podia ver. E ele os levou para perto dele; e ele os beijou, e os abraçou.
11
E Israel disse a José: Eu não havia pensado em ver a tua face, e eis que Deus me mostrou também tua semente.
12
E José os tirou dentre os seus joelhos, e ele se curvou com sua face em terra.
13
E José tomou os dois, Efraim em sua mão direita, em direção à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, em direção à direita de Israel, e os levou para perto dele.
14
E Israel estendeu sua mão direita, e a colocou sobre a cabeça de Efraim, que era o mais jovem, e sua mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, guiando suas mãos conscientemente, pois Manassés era o primogênito.
15
E ele abençoou José, e disse: Deus, diante do qual andaram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou toda a minha longa vida até este dia,
16
o anjo que me redimiu de todo o mal, abençoe os rapazes; e permita que meu nome seja colocado neles, e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e que os faça crescer em uma multidão no meio da terra.
17
E quando José viu que o seu pai colocou sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, isso o desagradou. E ele levantou a mão de seu pai, para removê-la de sobre a cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés.
18
E José disse a seu pai: Assim não, meu pai, pois este é o primogênito; põe tua mão direita sobre a cabeça dele.
19
E seu pai se recusou, e disse: Eu sei, meu filho, eu sei. Ele também se tornará um povo, e ele também será grande. Mas em verdade seu irmão mais jovem será maior do que ele, e sua semente se tornará uma multidão de nações.
20
E ele os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como Efraim e Manassés, e ele colocou Efraim diante de Manassés.
21
E Israel disse a José: Eis que eu morro, mas Deus estará convosco, e vos levará novamente à terra de vossos pais.
22
Além disso, eu tenho dado a ti uma porção a mais que a teus irmãos, que eu tirei da mão dos amorreus com a minha espada e com o meu arco.

49

1
E Jacó chamou seus filhos e disse: Reuni-vos, para que eu possa vos dizer o que vos acontecerá nos últimos dias.
2
Reuni-vos, e ouvi, filhos de Jacó, ouvi com atenção a Israel, vosso pai.
3
Rúben, tu és o meu primogênito, minha força, e o princípio do meu vigor, a excelência da dignidade, e a excelência do poder.
4
Instável como a água, não serás superior, porquanto subiste à cama de teu pai, e então a contaminaste. Ele subiu à minha cama.
5
Simeão e Levi são irmãos; instrumentos de crueldade são em suas habitações.
6
Oh! Minha alma, não entres no conselho secreto deles; minha honra não se una com a sua assembleia. Porque na sua ira mataram um homem, e na sua fúria derrubaram um muro.
7
Maldito seja seu furor, pois foi violento; e a sua ira, pois foi cruel. Eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.
8
Judá, tu és aquele que teus irmãos louvarão. Tua mão estará no pescoço dos teus inimigos; os filhos de teu pai se curvarão diante de ti.
9
Judá é um filhote de um leão; da presa tu subiste, meu filho. Curva-se e deita-se como um leão, e como um leão velho. Quem o despertará?
10
O cetro não se afastará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló. E a ele se congregarão os povos.
11
Amarra seu jumentinho à videira, e o filhote de sua jumenta à videira escolhida. Ele lavou suas vestes no vinho, e sua capa no sangue de uvas.
12
Seus olhos serão vermelhos de vinho, e os seus dentes brancos de leite.
13
Zebulom habitará no porto do mar, e ele será como um porto para os navios; e sua fronteira será em Sidom.
14
Issacar é um jumento forte, deitado entre dois fardos.
15
E ele viu que o descanso era bom, e que a terra era prazerosa. E curvou seu ombro para carregar, e se tornou um servo de tributo.
16
Dã julgará seu povo, como uma das tribos de Israel.
17
Dã será uma serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que seu cavaleiro cairá para trás.
18
Eu tenho esperado pela tua salvação, ó Senhor.
19
Gade, uma tropa o suplantará, mas no final ele prevalecerá.
20
De Aser seu pão será gordura, e ele produzirá delícias reais.
21
Naftali é uma cerva solta; ele dá palavras bondosas.
22
José é um ramo frutífero, um ramo frutífero junto à fonte, cujos ramos correm sobre o muro.
23
Os arqueiros o amarguraram, e atiraram nele, e o odiaram,
24
mas o seu arco habitou na força, e os braços das suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Deus poderoso de Jacó; (de lá é o pastor, a rocha de Israel),
25
pelo Deus de teu pai, que te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, que te abençoará com bênçãos do céu acima, bênçãos da profundeza que está abaixo, bênçãos dos peitos e do útero.
26
As bênçãos de teu pai prevalecerão sobre as bênçãos dos meus progenitores, até os últimos limites das colinas eternas. Elas estarão sobre a cabeça de José, e na coroa da cabeça daquele que esteve separado de seus irmãos.
27
Benjamim saqueará como um lobo; pela manhã ele devorará a presa e à noite dividirá o despojo.
28
Todas estas são as doze tribos de Israel, e isto foi o que seu pai lhes falou, e os abençoou, cada um de acordo com sua bênção ele os abençoou.
29
E ele lhes ordenou, e lhes disse: Eu serei reunido ao meu povo; sepultai-me com meus pais na caverna que está no campo de Efrom, o heteu,
30
na caverna que está no campo de Macpela, que está diante de Manre, na terra de Canaã, que Abraão comprou com o campo de Efrom, o heteu, como uma possessão para um lugar de sepultamento.
31
Ali eles sepultaram Abraão e Sara, sua esposa; ali sepultaram Isaque e Rebeca, sua esposa; e ali eu sepultei Lia.
32
A compra do campo e da caverna que está nele foi dos filhos de Hete.
33
E quando Jacó terminou de dar ordens a seus filhos, ele recolheu seus pés dentro da cama, e rendeu-se ao espírito, e foi reunido ao seu povo.

50

1
E José caiu sobre a face de seu pai, e chorou sobre ele, e o beijou.
2
E José ordenou a seus servos, os médicos, que embalsamassem seu pai. E os médicos embalsamaram Israel.
3
E quarenta dias foram cumpridos para ele, porque assim são cumpridos os dias daqueles que são embalsamados. E os egípcios choraram por ele setenta dias.
4
E quando haviam passados os dias do seu luto, José falou à casa de Faraó, dizendo: Se agora eu encontrei graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo:
5
Meu pai me fez jurar: Eis que morrerei. No meu túmulo que eu cavei para mim na terra de Canaã, ali tu me sepultarás. Por isso, permita-me que eu suba, rogo-te, e sepulte meu pai, e retornarei.
6
E Faraó disse: Sobe, e sepulta teu pai, de acordo com o que ele te fez jurar.
7
E José subiu para sepultar seu pai, e com ele subiram todos os servos de Faraó, os anciãos de sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito,
8
e toda a casa de José, seus irmãos, e a casa de seu pai. Somente os seus pequenos, seus rebanhos e seu gado eles deixaram na terra de Gósen.
9
E subiram com ele tanto carruagens quanto cavaleiros; e era muito grande a comitiva.
10
E eles chegaram à eira de Atade, que está além do Jordão, e ali eles choraram com grande e triste pranto, e ele pranteou por seu pai durante sete dias.
11
E quando os habitantes da terra, os cananeus, viram o pranto na eira de Atade, eles disseram: Este é um pranto gravíssimo para os egípcios, pelo que o nome foi chamado Abel-Mizraim, que está além do Jordão.
12
E seus filhos lhe fizeram conforme ele lhes ordenara,
13
pois seus filhos o levaram à terra de Canaã, e o sepultaram na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprou com o campo para possessão de um lugar de sepultamento de Efrom, o heteu, diante de Manre.
14
E José retornou ao Egito, ele, e seus irmãos, e todos que subiram com ele para sepultar seu pai, após ele ter sepultado seu pai.
15
E quando os irmãos de José viram que seu pai estava morto, eles disseram: José talvez nos odeie, e certamente exigirá de nós todo mal que lhe fizemos.
16
E eles enviaram um mensageiro a José dizendo: Teu pai ordenou antes de morrer, dizendo:
17
Assim direis a José: Perdoa, rogo-te agora, a transgressão de teus irmãos, e o pecado deles, pois eles te fizeram mal, e agora, rogamos-te, perdoa a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando falaram com ele.
18
E seus irmãos também foram e caíram diante da face dele, e disseram: Eis que somos teus servos.
19
E José lhes disse: Não temais, pois estaria eu no lugar de Deus?
20
Mas quanto a vós, intentastes o mal contra mim, mas Deus intentou para o bem, para fazer como é neste dia, para salvar muitas pessoas com vida.
21
Por isso, não temais. Eu vos sustentarei, e a vossos pequenos. E ele os confortou, e falou com eles bondosamente.
22
E José habitou no Egito, ele, e a casa de seu pai. E José viveu cento e dez anos.
23
E José viu os filhos de Efraim da terceira geração. Também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José.
24
E José disse a seus irmãos: Eu morrerei, e Deus certamente vos visitará, e vos tirará desta terra para a terra que ele jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.
25
E José tomou um juramento dos filhos de Israel, dizendo: Deus certamente vos visitará, e vós levareis os meus ossos daqui.
26
Assim José morreu, tendo cento e dez anos de idade, e eles o embalsamaram, e ele foi posto em um caixão no Egito.

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Sobre Paulo Matheus

Esposo da Daniele, pai da Sophia, engenheiro, gremista e cristão. Seja bem vindo ao blog, comente e contribua!

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