Plano de leitura da Bíblia - Números


Versão utilizada: Bíblia King James Fiel 1611 (link).




1

1
E o Senhor falou a Moisés, no deserto do Sinai, no tabernáculo da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois que eles saíram da terra do Egito, e dizendo:
2
Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, todos os homens, cabeça por cabeça;
3
com vinte anos de idade ou mais, todos os que estiverem capacitados para sair à guerra em Israel; tu e Arão os contareis, segundo seus exércitos.
4
E convosco estará um homem de cada tribo, o cabeça da casa de seus pais.
5
E esses são os nomes dos homens que estarão convosco; da tribo de Rúben: Elizur, filho de Sedeur.
6
De Simeão: Selumiel, filho de Zurisadai.
7
De Judá: Naassom, filho de Aminadabe.
8
De Issacar: Natanael, filho de Zuar.
9
De Zebulom: Eliabe, filho de Helom.
10
Dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur.
11
De Benjamim: Abidã, filho de Gideoni.
12
De Dã: Aiezer, filho de Amisadai.
13
De Aser: Pagiel, filho de Ocrã.
14
De Gade: Eliasafe, filho de Deuel.
15
De Naftali: Aira, filho de Enã.
16
Esses foram os eleitos da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças de milhares em Israel.
17
E Moisés e Arão tomaram esses homens, designados por seus nomes.
18
E reuniram toda congregação no primeiro dia do segundo mês, e declararam a sua descendência, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, cabeça por cabeça.
19
Como o Senhor ordenou a Moisés, ele os contou, no deserto do Sinai.
20
E os filhos de Rúben, o filho mais velho de Israel, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, cabeça por cabeça, todos os homens com vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
21
os que foram contados, da tribo de Rúben, eram quarenta e seis mil e quinhentos.
22
Dos filhos de Simeão, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, cabeça por cabeça, todos os homens com vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
23
os que foram contados, da tribo de Simeão, eram cinquenta e nove mil e trezentos.
24
Dos filhos de Gade, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
25
os que foram contados, da tribo de Gade, eram quarenta e cinco mil e seiscentos e cinquenta.
26
Dos filhos de Judá, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
27
os que foram contados, da tribo de Judá, eram setenta e quatro mil e seiscentos.
28
Dos filhos de Issacar, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
29
os que foram contados, da tribo de Issacar, eram cinquenta e quatro mil e quatrocentos.
30
Dos filhos de Zebulom, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
31
os que foram contados, da tribo de Zebulom, eram cinquenta e sete mil e quatrocentos.
32
Dos filhos de José; especificamente, dos filhos de Efraim, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
33
os que foram contados, da tribo de Efraim, eram quarenta mil e quinhentos.
34
Dos filhos de Manassés, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
35
os que foram contados, da tribo de Manassés, eram trinta e dois mil e duzentos.
36
Dos filhos de Benjamim, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
37
os que foram contados, da tribo de Benjamim, eram trinta e cinco mil e quatrocentos.
38
Dos filhos de Dã, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
39
os que foram contados, da tribo de Dã, eram sessenta e dois mil e setecentos.
40
Dos filhos de Aser, por suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
41
os que foram contados, da tribo de Aser, eram quarenta e um mil e quinhentos.
42
Dos filhos de Naftali, ao longo de suas gerações, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais, conforme o número de seus nomes, a partir de vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra;
43
os que foram contados, da tribo de Naftali, eram cinquenta e três mil e quatrocentos.
44
Esses são os que foram contados, por Moisés e Arão, e os príncipes de Israel, sendo doze homens; cada um deles pela casa de seus pais.
45
Assim foram contados todos os filhos de Israel, de acordo com a casa de seus pais, com vinte anos de idade ou mais, todos os que eram capacitados para sair à guerra em Israel;
46
todos os que foram contados, eram seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta.
47
Todavia, os levitas, de acordo com a casa de seus pais, não foram contados entre eles.
48
Porque o Senhor havia falado a Moisés, dizendo:
49
Somente não contarás a tribo de Levi, nem incluirás a soma deles entre os filhos de Israel.
50
Mas porás os levitas sobre o tabernáculo do testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre todas as coisas que pertencem a ele; eles levarão o tabernáculo, e todos os seus utensílios, e o administrarão, e acamparão ao redor do tabernáculo.
51
E quando o tabernáculo partir, os levitas o desmontarão; e quando o tabernáculo for fixado, os levitas o montarão; e o estranho que se aproximar dele, morrerá.
52
E os filhos de Israel armarão as suas tendas, cada homem junto ao próprio acampamento, e cada homem junto a sua própria bandeira, segundo seus exércitos.
53
Porém, os levitas acamparão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel; e os levitas ficarão encarregados do tabernáculo do testemunho.
54
E assim fizeram os filhos de Israel, segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim o fizeram.

2

1
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
2
Cada filho de Israel armará a sua tenda, junto à sua própria bandeira, com as insígnias da casa de seus pais; ao redor do tabernáculo da congregação armarão suas tendas.
3
E do lado do oriente, o lado do sol nascente, armarão suas tendas os da bandeira de Judá, segundo os seus exércitos; e Naassom, filho de Aminadabe, será o capitão dos filhos de Judá.
4
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram setenta e quatro mil e seiscentos.
5
E a tribo de Issacar acampará próximo a ele, e Natanael, o filho de Zuar, será o capitão dos filhos de Issacar.
6
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram cinquenta e quatro mil e quatrocentos.
7
Depois a tribo de Zebulom, e Eliabe, filho de Helom, será o capitão dos filhos de Zebulom.
8
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram cinquenta e sete mil e quatrocentos.
9
Todos os que foram contados no acampamento de Judá, eram cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os seus exércitos, e esses marcharão primeiro.
10
No lado sul estará a bandeira de Rúben, segundo os seus exércitos; e o capitão dos filhos de Rúben será Elizur, o filho de Sedeur.
11
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram quarenta e seis mil e quinhentos.
12
E ao seu lado acampará a tribo de Simeão, e o capitão dos filhos de Simeão será Selumiel, filho de Zurisadai.
13
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram cinquenta e nove mil e trezentos.
14
Depois a tribo de Gade; e o capitão dos filhos de Gade será Eliasafe, filho de Deuel.
15
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram quarenta e cinco mil e seiscentos e cinquenta.
16
Todos os que foram contados no acampamento de Rúben, eram cento e cinquenta e um mil e quatrocentos e cinquenta, segundo os seus exércitos, e esses marcharão na segunda fila.
17
A seguir, partirá o tabernáculo da congregação, com o acampamento dos levitas, no meio do acampamento; da mesma maneira como acamparam, também marcharão, cada homem em seu lugar, segundo suas bandeiras.
18
No lado do ocidente, estará a bandeira do exército de Efraim, segundo os seus exércitos; e o capitão dos filhos de Efraim será Elisama, filho de Amiúde.
19
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram quarenta mil e quinhentos.
20
E ao seu lado estará a tribo de Manassés, e o capitão dos filhos de Manassés será Gamaliel, o filho de Pedazur.
21
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram trinta e dois mil e duzentos.
22
A seguir, virá a tribo de Benjamim: e o capitão dos filhos de Benjamim será Abidã, filho de Gideoni.
23
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram trinta e cinco mil e quatrocentos.
24
Todos os que foram contados no acampamento de Efraim, eram cento e oito mil e cem, segundo os seus exércitos, e marcharão na terceira fila.
25
A bandeira do exército de Dã estará no lado norte, ao lado de seus exércitos; e o capitão dos filhos de Dã será Aiezer, filho de Amisadai.
26
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram sessenta e dois mil e setecentos.
27
E a seu lado acampará a tribo de Aser; e o capitão dos filhos de Aser será Pagiel, filho de Ocrã.
28
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram quarenta e um mil e quinhentos.
29
A seguir, virá a tribo de Naftali; e o capitão dos filhos de Naftali será Aira, filho de Enã.
30
E o seu exército, e os que foram contados deles, eram cinquenta e três mil e quatrocentos.
31
Todos os que foram contados no acampamento de Dã foram cento e cinquenta e sete mil e seiscentos, e esses marcharão na última fila, com as suas bandeiras.
32
Estes são os que foram contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais; todos os que foram contados dos acampamentos, segundo os seus exércitos, eram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta.
33
Porém, os levitas não foram contados entre os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moisés.
34
E os filhos de Israel assim fizeram, segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim, acamparam ao lado de suas bandeiras, e assim marcharam, cada um segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais.

3

1
Estas são também as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o Senhor falou com Moisés, no monte Sinai.
2
E estes são os nomes dos filhos de Arão: Nadabe, o primogênito, e Abiú, Eleazar e Itamar.
3
Estes são os nomes dos filhos de Arão, os sacerdotes que foram ungidos, a quem ele consagrou para ministrar o sacerdócio.
4
E Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor, quando ofereceram fogo estranho perante o Senhor, no deserto do Sinai; e não tiveram filhos; e Eleazar e Itamar ministraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai.
5
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
6
Traze a tribo de Levi, e apresenta-os perante o sacerdote Arão, para que possam servi-lo.
7
E cumprirão as suas obrigações, e as obrigações de toda a congregação, diante do tabernáculo da congregação, para fazer o serviço do tabernáculo.
8
E cuidarão de todos os instrumentos do tabernáculo da congregação, e cuidarão dos filhos de Israel, para realizar o serviço do tabernáculo.
9
E darás os levitas a Arão e seus filhos; eles lhe serão dados, de entre os filhos de Israel.
10
E nomearás a Arão e seus filhos, e eles exercerão as funções sacerdotais; e o estranho que se aproximar morrerá.
11
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
12
E eis que tomei os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus.
13
Porque meus são todos os primogênitos; porque no dia em que feri todos os primogênitos na terra do Egito, santifiquei para mim todos os primogênitos de Israel, tanto humanos como animais, e serão meus; eu sou o Senhor.
14
E o Senhor falou a Moisés, no deserto do Sinai, dizendo:
15
Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, conforme as suas famílias; contarás todos os homens com idade igual ou superior a um mês.
16
E Moisés os contou, segundo a palavra do Senhor, como ele ordenara.
17
E estes eram os filhos de Levi, por seus nomes: Gérson, e Coate, e Merari.
18
E estes são os nomes dos filhos de Gérson, por suas famílias: Libni e Simei.
19
E os filhos de Coate, por suas famílias: Anrão, e Izar, e Hebrom, e Uziel.
20
E os filhos de Merari, por suas famílias: Mali e Musi; estas são as famílias dos levitas, segundo a casa de seus pais.
21
De Gérson era a família dos libnitas e a família dos simeítas; estas são as famílias dos gersonitas.
22
Os que foram contados entre eles, segundo o número de todos os homens, de idade igual e ou superior a um mês de idade, os que foram contados entre eles, eram sete mil e quinhentos.
23
As famílias dos gersonitas acamparão atrás do tabernáculo, no lado do ocidente.
24
E o capitão da casa do pai dos gersonitas será Eliasafe, o filho de Lael.
25
E o cargo dos filhos de Gérson no tabernáculo da congregação, será o tabernáculo, e a tenda, e a sua coberta, e a cortina para a porta do tabernáculo da congregação,
26
e as cortinas do átrio, e a cortina para a porta do átrio, que está ao lado do tabernáculo, e ao redor do altar, e também as suas cordas, para todo o seu serviço.
27
E de Coate era a família dos anramitas, e a família dos izaritas, e a família dos hebronitas, e a família dos uzielitas; estas são as famílias dos coatitas.
28
O número de todos os homens, com idade igual ou superior a um mês, era oito mil e seiscentos cuidando da guarda do santuário.
29
As famílias dos filhos de Coate acamparão do lado sul do tabernáculo.
30
E o capitão da casa do pai das famílias dos coatitas será Elisafã, filho de Uziel.
31
E eles deverão cuidar da arca, e da mesa, e do castiçal, e dos altares, e dos utensílios do santuário, com que servem, e a cortina, e todo o serviço.
32
E Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, será o capitão dos capitães dos levitas, e supervisor dos que terão o cuidado do santuário.
33
De Merari era a família dos malitas e a família dos musitas; estas são as famílias de Merari.
34
E os que foram contados entre eles, segundo o número de todos os homens com idade igual ou superior a um mês, eram seis mil e duzentos.
35
E o chefe da casa do pai das famílias de Merari será Zuriel, filho de Abiail; e eles acamparão do lado norte do tabernáculo.
36
E sob a custódia e cargo dos filhos de Merari estarão as tábuas do tabernáculo, e os varais, e as colunas, e as bases, e todos os seus utensílios, e todo o seu serviço,
37
e as colunas do átrio ao redor, e suas bases, e suas estacas, e suas cordas.
38
Mas os que acamparão diante do tabernáculo, no lado oriental, diante do tabernáculo da congregação, no lado oriental, serão Moisés e Arão, e seus filhos, cuidarão da guarda do santuário, para guarda dos filhos de Israel; e o estranho que se aproximar, morrerá.
39
Todos os que foram contados dos levitas, que Moisés e Arão contaram, por ordem do Senhor, segundo suas famílias, todos os homens com idade igual ou superior a um mês, eram vinte e dois mil.
40
E o Senhor disse a Moisés: Conta todos os primogênitos dos filhos de Israel, com idade igual ou superior a um mês, e toma o número de seus nomes.
41
E tomarás os levitas para mim (eu sou o Senhor), no lugar de todos os primogênitos dos filhos de Israel, e o gado dos levitas, no lugar dos primogênitos entre o gado dos filhos de Israel.
42
E Moisés contou, como o Senhor lhe ordenara, todos os primogênitos entre os filhos de Israel.
43
E todos os primogênitos, pelos números de nomes, com idade igual ou superior a um mês, dos que foram contados, somaram vinte e dois mil e duzentos e setenta e três.
44
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
45
Toma os levitas, no lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel, e o gado dos levitas, no lugar do gado de Israel, e os levitas serão meus: eu sou o Senhor.
46
E para aqueles que serão resgatados dos duzentos e setenta e três, dos primogênitos dos filhos de Israel, que são em maior número que os levitas,
47
tomarás por cabeça cinco siclos, segundo o siclo do santuário os tomarás; (o siclo é vinte geras).
48
E darás a Arão e aos seus filhos o dinheiro com o qual o número deles será resgatado.
49
E Moisés tomou o dinheiro do resgate daqueles que eram em maior número que eles, que foram resgatados pelos levitas.
50
Dos primogênitos dos filhos de Israel, ele tomou o dinheiro; mil trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário.
51
E Moisés deu o dinheiro dos que foram resgatados a Arão e a seus filhos, segundo a palavra do Senhor, conforme o Senhor ordenara a Moisés.

4

1
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
2
Toma a soma dos filhos de Coate, de entre os filhos de Levi, segundo suas famílias, de acordo com a casa de seus pais.
3
Dos homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, todos esses entrarão no exército, para fazer o trabalho no tabernáculo da congregação.
4
Este será o serviço dos filhos de Coate, no tabernáculo da congregação, com respeito às coisas santíssimas.
5
E quando partir o acampamento, Arão virá, com seus filhos, e tirarão a cortina da coberta, e cobrirão com ela a arca do testemunho;
6
e pôr-lhe-ão, por cima, uma coberta de peles de texugos, e estenderão sobre ela um tecido totalmente azul, por onde passarão os varais.
7
E sobre a mesa da proposição estenderão um tecido azul, e sobre ele colocarão os pratos, e as colheres, e as taças, e as jarras; e o pão contínuo também estará sobre ela.
8
E estenderão em cima deles, um tecido escarlate, e o cobrirão com a coberta de peles de texugos, e lhe colocarão os seus varais.
9
E tomarão um tecido azul e cobrirão o castiçal da luminária, e as suas lâmpadas, e as espevitadeiras, e os seus apagadores, e todos os vasos de azeite com que o ministram.
10
E colocarão, a ele e a todos os seus utensílios, na coberta de peles de texugos e o colocarão sobre os varais.
11
E, sobre o altar de ouro, estenderão um tecido azul, e o cobrirão com a coberta de peles de texugos, e lhe colocarão os seus varais.
12
E tomarão todos os utensílios do ministério, com que ministram no santuário; e os colocarão em um tecido azul, e os cobrirão com uma coberta de peles de texugos, e os colocarão sobre os varais.
13
E removerão as cinzas do altar, e estenderão por cima dele um pano cor de púrpura.
14
E colocarão sobre ele todos os seus instrumentos com que o ministram: os seus braseiros, e os garfos, e as pás, e as bacias, todos os pertences do altar; e estenderão por cima dele uma coberta de peles de texugos e lhe colocarão os seus varais.
15
E quando Arão e seus filhos tiverem terminado de cobrir o santuário, e todos os utensílios do santuário, no momento em que o acampamento estiver prestes a partir, então, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas no santuário não poderão tocar, para que não morram; essas coisas são a incumbência dos filhos de Coate no tabernáculo da congregação.
16
E o serviço de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, será o óleo da luminária, e o incenso aromático, e a oferta diária dos alimentos, e o óleo da unção, e a supervisão de todo o tabernáculo e de tudo que há nele, no santuário e nos seus utensílios.
17
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
18
Não extirpeis a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas.
19
Mas isto fareis a eles, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas, Arão e seus filhos virão e os nomearão, cada um a seu serviço e à sua incumbência.
20
Mas não entrarão para ver, quando as coisas santíssimas forem cobertas, para que não morram.
21
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
22
Toma também a soma dos filhos de Gérson, segundo a casa de seus pais, de acordo com suas famílias;
23
os homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, a todos eles contarás, e todos entrarão para fazer o serviço no tabernáculo da congregação.
24
Este será o ministério das famílias dos gersonitas, em serviço e em incumbência.
25
E levarão as cortinas do tabernáculo, e o tabernáculo da congregação, e a sua coberta, e a coberta de peles de texugos que está sobre ele, e a cortina da porta do tabernáculo da congregação;
26
e as cortinas do átrio, e a cortina da porta do átrio, que está ao lado do tabernáculo e ao redor do altar, e as suas cordas, e todos os utensílios do seu ministério, e tudo o que é feito para eles, para que sirvam.
27
Por meio da nomeação de Arão e de seus filhos, assim será o ministério dos filhos dos gersonitas, em todas as suas incumbências e em todo o seu serviço, e os nomearás, para que se ocupem de todas as suas incumbências.
28
Este é o ministério das famílias dos filhos dos gersonitas no tabernáculo da congregação; e a sua incumbência se dará sob a mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
29
E contarás os filhos de Merari, segundo o número de suas famílias e de acordo com a casa de seus pais;
30
os homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, a eles contarás, e todos entrarão no serviço, para fazer a obra do tabernáculo da congregação.
31
Esta será a sua incumbência, segundo todo o seu ministério, no tabernáculo da congregação, as tábuas do tabernáculo e os seus varais, e as suas bases,
32
e as colunas do átrio ao redor, e as suas bases, e as suas estacas, e as suas cordas, com todos os seus instrumentos, com todo o seu ministério; e pelo nome contarás os instrumentos da sua incumbência.
33
Este é o serviço das famílias dos filhos de Merari, segundo todo o seu ministério, no tabernáculo da congregação, sob a mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
34
E Moisés e Arão e os capitães da congregação contaram os filhos dos coatitas, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais;
35
os homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, todos os que entraram no serviço, para a obra no tabernáculo da congregação.
36
E os que foram contados, segundo as suas famílias, eram dois mil e setecentos e cinquenta.
37
Estes foram os contados das famílias dos coatitas, todos os que poderiam fazer o serviço no tabernáculo da congregação, que Moisés e Arão contaram, de acordo com a ordem do Senhor, pela mão de Moisés.
38
E os que foram contados dos filhos de Gérson, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais,
39
dos homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, todos os que entraram no serviço, para a obra no tabernáculo da congregação.
40
Os que foram contados, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais, eram dois mil e seiscentos e trinta.
41
Estes foram os contados das famílias dos filhos de Gérson, de todos os que ministraram no tabernáculo da congregação, que contaram Moisés e Arão, de acordo com a ordem do Senhor.
42
E os que foram contados das famílias dos filhos de Merari, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais,
43
dos homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, todos os que entraram no serviço, para a obra no tabernáculo da congregação.
44
Os que foram contados, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais, eram três mil e duzentos.
45
Estes foram os contados das famílias dos filhos de Merari, que contaram Moisés e Arão, de acordo com a ordem do Senhor, pela mão de Moisés.
46
Todos os que foram contados dos levitas, por Moisés e Arão, e pelos capitães de Israel, segundo as suas famílias e de acordo com a casa de seus pais,
47
dos homens com idade igual ou superior a trinta anos, e até os cinquenta anos, todos os que vieram para fazer o serviço do ministério e as suas incumbências no tabernáculo da congregação;
48
os que foram contados, eram oito mil quinhentos e oitenta.
49
De acordo com a ordem do Senhor, pela mão de Moisés, foram contados, cada um segundo o seu ministério e segundo a sua incumbência; assim foram contados conforme o Senhor ordenara a Moisés.

5

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
Ordena aos filhos de Israel que expulsem do acampamento a todo leproso, e todo o que padece com alguma hemorragia, e todo aquele que estiver contaminado pelo contato com os mortos.
3
Homens e mulheres, expulsareis; fora do acampamento os colocareis, para que não contaminem os seus acampamentos, em cujo meio eu habito.
4
E assim fizeram os filhos de Israel, e os expulsaram do acampamento, como o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.
5
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
6
Fala aos filhos de Israel: Quando um homem ou uma mulher cometer algum pecado que cometem os homens, uma transgressão contra o Senhor, essa pessoa será culpada.
7
E confessará o pecado que cometeu, e fará a compensação, pela sua transgressão, segundo a soma total, e lhe acrescentará uma quinta parte, e dará o valor àquele contra quem transgrediu.
8
Mas se esse homem não tiver um parente remidor, ao qual deva ser feita a compensação, então a compensação da transgressão deverá ser feita ao Senhor, e ao sacerdote, além do carneiro da oferta, com que será feita a oferta.
9
E toda oferta de todas as coisas santas dos filhos de Israel, que trouxerem ao sacerdote, a ele pertencerá.
10
E as coisas santas de cada um pertencerão a ele; tudo o que alguém der ao sacerdote a ele pertencerá.
11
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
12
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a esposa de algum homem se desviar e transgredir contra ele,
13
e algum homem estiver com ela, carnalmente, e isso for oculto dos olhos de seu esposo, e assim for mantido, e ela estiver contaminada, e não houver testemunha contra ela, e nem for flagrada na transgressão,
14
e se o espírito de ciúmes vier ao esposo, e ele sentir ciúmes de sua esposa, estando ela contaminada; ou se o espírito de ciúmes vier ao esposo, e ele sentir ciúmes de sua esposa, não estando ela contaminada,
15
então, aquele homem trará a sua esposa perante o sacerdote, e trará também a sua oferta por ela, uma décima parte de um efa de farinha de cevada, sobre a qual não derramará azeite, nem porá incenso; porque é uma oferta de ciúmes, uma oferta de memorial trazendo à lembrança a iniquidade.
16
E o sacerdote fará com que a esposa se aproxime, perante o Senhor.
17
E ele tomará água santa em um vaso de barro, e do pó que houver no chão do tabernáculo, e o colocará na água.
18
E o sacerdote apresentará a mulher perante o Senhor e lhe descobrirá a cabeça, e colocará nas suas mãos a oferta de memorial que é a oferta de ciúmes; e o sacerdote terá em suas mãos a água amarga, que provoca a maldição.
19
E o sacerdote a acusará, com um juramento, e dirá a ela: Se nenhum homem se deitou contigo, e se não te desviaste para a imundície com outro, em vez de teu esposo, estarás livre desta água amarga, que provoca a maldição.
20
Porém, se te desviaste com outro em vez de teu esposo, e se te contaminaste, e se algum homem, além de teu esposo, se deitou contigo;
21
então, o sacerdote acusará a mulher, com um juramento de maldição, e o sacerdote dirá a ela: O Senhor faça de ti uma maldição, e como juramento entre o teu povo, quando o Senhor fizer apodrecer a tua coxa, e inchar o teu ventre.
22
E esta água, que causa a maldição, entrará em tuas entranhas, para fazer inchar o teu ventre e apodrecer a tua coxa, e a mulher dirá: Amém, amém.
23
E o sacerdote escreverá estas maldições em um livro e as apagará com a água amarga.
24
E ele fará com que a mulher beba a água amarga, que causa a maldição, e a água que causa a maldição entrará nela, e se tornará amarga.
25
Então, o sacerdote tomará a oferta de ciúmes das mãos da mulher e moverá a oferta perante o Senhor, e a oferecerá sobre o altar.
26
E o sacerdote tomará um punhado da oferta como memorial e a queimará sobre o altar, e depois fará com que a mulher beba a água.
27
E depois de ter feito a mulher beber a água, se ela estiver contaminada e tiver transgredido contra seu esposo, a água que causa a maldição entrará nela, e se tornará amarga, e sua coxa apodrecerá, e seu ventre inchará; e a mulher se tornará uma maldição entre o seu povo.
28
E se a mulher não estiver contaminada, mas limpa, então ela será livre, e conceberá semente.
29
Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher se desviar para outro, em vez de seu esposo, e estiver contaminada;
30
ou quando o espírito de ciúmes vier sobre o esposo, e ele sentir ciúmes de sua esposa, e apresentar a mulher perante o Senhor, e o sacerdote executará sobre ela toda esta lei.
31
Então o homem estará livre da iniquidade, e esta mulher levará a sua iniquidade.

6

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando um homem ou uma mulher tiver se separado, fazendo um voto de nazireu, para se separar ao Senhor,
3
deverá se separar do vinho e da bebida forte, e não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas, sejam frescas ou secas.
4
Em todos os dias de sua separação, não comerá nada que se faz da vinha, desde as sementes até as cascas.
5
Em todos os dias do voto de sua separação, sobre a sua cabeça não passará navalha; até que se cumpram os dias nos quais se separou para o Senhor. E ele será santo, e deixará crescer os cabelos da sua cabeça.
6
Todos os dias em que se separar para o Senhor, não se aproximará do corpo de um morto.
7
Não se deixará contaminar, nem por seu pai, ou por sua mãe, ou por seu irmão, ou por sua irmã, quando estes morrerem, porque a consagração do seu Deus estará sobre a sua cabeça.
8
Em todos os dias de sua separação, será santo para o Senhor.
9
Se repentinamente, alguém morrer ao seu lado, e com isso contaminar a cabeça de sua consagração, então ele raspará a sua cabeça no dia da sua purificação; no sétimo dia, ele a raspará.
10
E no oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos, ao sacerdote, à porta do tabernáculo da congregação;
11
e o sacerdote oferecerá um para oferta do pecado, e o outro para a oferta queimada; e fará expiação por aquele que pecou junto ao morto, e nesse mesmo dia santificará a sua cabeça.
12
E ele consagrará ao Senhor os dias da sua separação, e trará um cordeiro de um ano, como oferta pela transgressão; mas os dias anteriores estarão perdidos, porque a sua separação foi contaminada.
13
E esta é a lei do nazireu; quando se cumprirem os dias de sua separação, ele será trazido à porta do tabernáculo da congregação;
14
e oferecerá a sua oferta ao Senhor, um cordeiro de um ano sem defeito para a oferta queimada, e uma cordeira de um ano sem defeito como oferta pelo pecadoe um carneiro sem defeito, como oferta pacífica;
15
e um cesto de pães sem fermento, bolos de farinha fina, misturada com azeite, amassados, e biscoitos sem fermento untados com azeite, além da sua oferta de alimentos e as suas ofertas de bebida.
16
E o sacerdote os trará perante o Senhor e sacrificará a sua oferta pelo pecado e a sua oferta queimada;
17
e oferecerá o carneiro, em sacrifício de oferta pacífica ao Senhor, com o cesto dos pães sem fermento; e o sacerdote oferecerá a sua oferta de alimentos e a sua oferta de bebida.
18
Então, o nazireu raspará a cabeça da sua separação, junto à porta do tabernáculo da congregação, e tomará o cabelo da cabeça da sua separação, e o colocará no fogo que está debaixo do sacrifício da oferta pacífica.
19
E o sacerdote tomará o ombro cozido do carneiro, e um pão sem fermento do cesto, e um biscoito sem fermento e os colocará nas mãos do nazireu, depois que o cabelo da sua separação tiver sido raspado.
20
E o sacerdote os moverá, em oferta de movimento, perante o Senhor; isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta de movimento e com o ombro da oferta alçada; e, depois disso, o nazireu poderá beber vinho.
21
Esta é a lei do nazireu que fizer voto, e da sua oferta ao Senhor pela sua separação, além do que a sua mão puder alcançar; de acordo com o voto que ele fez, também deverá fazer conforme a lei da sua separação.
22
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
23
Fala a Arão e a seus filhos, e dize-lhes: Desta maneira, abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:
24
O Senhor te abençoe e te guarde.
25
O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti.
26
O Senhor levante o seu rosto sobre ti, e te dê a paz.
27
E colocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.

7

1
E aconteceu, no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou, e a todos os seus utensílios, e também ao altar e a todos os seus utensílios, e os ungiu, e os santificou,
2
que os príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais, os que eram os príncipes das tribos, que estavam sobre os que foram contados, ofereceram,
3
e trouxeram a sua oferta perante o Senhor, seis carruagens cobertas e doze bois; um carro para dois dos príncipes, e para cada um deles, um boi; e apresentaram tudo isso diante do tabernáculo.
4
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
5
Toma as ofertas deles, e serão para servir no ministério do tabernáculo da congregação; e as darás aos levitas, a cada homem segundo o seu ministério.
6
E Moisés tomou as carruagens e os bois, e os deu aos levitas.
7
Deu duas carruagens e quatro bois aos filhos de Gérson, segundo o seu ministério;
8
e deu quatro carruagens e oito bois aos filhos de Merari, segundo o seu ministério, sob a mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
9
Mas aos filhos de Coate nada deu, porque o serviço do santuário pertencia a eles, e o levavam nos ombros.
10
E os príncipes ofereceram para a consagração do altar, no dia em que ele foi ungido; e os príncipes ofereceram a sua oferta diante do altar.
11
E o Senhor disse a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta em seu dia, para a consagração do altar.
12
E aquele que ofereceu a sua oferta no primeiro dia foi Naassom, filho de Aminadabe, da tribo de Judá.
13
E a sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos estavam cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
14
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
15
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
16
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
17
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Naassom, filho de Aminadabe.
18
No segundo dia, Natanael, filho de Zuar, o príncipe de Issacar, fez a sua oferta.
19
E a sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para a oferta de alimentos;
20
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
21
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
22
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
23
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Natanael, filho de Zuar.
24
No terceiro dia, Eliabe, filho de Helom, o príncipe dos filhos de Zebulom, fez a sua oferta.
25
E a sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
26
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
27
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
28
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
29
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliabe, filho de Helom.
30
No quarto dia, Elizur, filho de Sedeur, o príncipe dos filhos de Rúben, fez a sua oferta.
31
E a sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
32
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
33
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
34
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
35
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur.
36
No quinto dia, Selumiel, filho de Zurisadai, o príncipe dos filhos de Simeão, fez a sua oferta.
37
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
38
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
39
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
40
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
41
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai.
42
No sexto dia, Eliasafe, filho de Deuel, o príncipe dos filhos de Gade, fez a sua oferta.
43
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
44
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
45
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
46
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
47
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel.
48
No sétimo dia, Elisama, filho de Amiúde, o príncipe dos filhos de Efraim, fez a sua oferta.
49
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
50
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
51
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
52
um filhote de bode, para a oferta do pecado;
53
e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elisama, filho de Amiúde.
54
No oitavo dia, Gamaliel, filho de Pedazur, o príncipe dos filhos de Manassés, fez a sua oferta.
55
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
56
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
57
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
58
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
59
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur.
60
No nono dia, Abidã, filho de Gideoni, o príncipe dos filhos de Benjamim, fez a sua oferta.
61
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
62
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
63
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
64
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
65
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Abidã, filho de Gideoni.
66
No décimo dia, Aiezer, filho de Amisadai, o príncipe dos filhos de Dã, fez a sua oferta.
67
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
68
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
69
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
70
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
71
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aiezer, filho de Amisadai.
72
No décimo primeiro dia, Pagiel, filho de Ocrã, o príncipe dos filhos de Aser, fez a sua oferta.
73
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
74
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
75
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
76
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
77
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Pagiel, filho de Ocrã.
78
No décimo segundo dia, Aira, filho de Enã, o príncipe dos filhos de Naftali, fez a sua oferta.
79
A sua oferta foi um prato de prata, com o peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de farinha fina, amassada com azeite, para oferta de alimentos;
80
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;
81
um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para a oferta queimada;
82
um filhote de bode, para a oferta do pecado.
83
E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aira, filho de Enã.
84
Esta foi a consagração do altar, feita pelos príncipes de Israel, no dia em que foi ungido; doze pratos de prata, doze bacias de prata, doze colheres de ouro; de ouro;
85
cada prato de prata com peso de cento e trinta siclos, e cada bacia, de setenta; toda a prata dos utensílios pesou dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário;
86
doze colheres de ouro, cheias de incenso, pesando cada uma dez siclos, segundo o siclo do santuário; todo o ouro das colheres era de cento e vinte siclos;
87
todos os bois para a oferta queimada foram doze novilhos; doze carneiros; doze cordeiros de um ano, com a sua oferta de alimentos, e doze filhotes de bode, para a oferta do pecado;
88
e todos os bois para sacrifício pacífico foram vinte e quatro novilhos; sessenta carneiros, sessenta bodes, e sessenta cordeiros de um ano. Esta foi a consagração do altar, depois que foi ungido.
89
E, quando Moisés entrou no tabernáculo da congregação para falar com Ele, ouviu a voz de quem lhe falava do propiciatório, que está sobre a arca do testemunho, entre os dois querubins; e Ele falou-lhe.

8

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
Fala a Arão e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, as sete lâmpadas iluminarão diante do candelabro.
3
E Arão assim fez: diante do candelabro, acendeu as suas lâmpadas, como o Senhor ordenara a Moisés.
4
E esta obra do candelabro era de ouro batido; desde a sua base até as suas flores era batido; conforme o modelo que o Senhor mostrara a Moisés, assim ele fizera o candelabro.
5
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
6
Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os.
7
E isto farás, para purificá-los: espargirás a água da purificação sobre eles, e que raspem todo o seu corpo, e que lavem suas vestes, e assim, se purificarão.
8
Então, que tomem um novilho, com a sua oferta de alimentos de farinha fina amassada com azeite; e tomarás outro novilho, para a oferta do pecado.
9
E trarás os levitas diante do tabernáculo da congregação, e convocarás toda a congregação dos filhos de Israel.
10
E trarás os levitas diante do Senhor; e os filhos de Israel colocarão as suas mãos sobre os levitas.
11
E Arão oferecerá os levitas diante do Senhor, como oferta dos filhos de Israel; para que possam executar o serviço do Senhor.
12
E os levitas colocarão as suas mãos sobre as cabeças dos novilhos; e sacrificarás um para a oferta do pecado e o outro, para a oferta queimada ao Senhor, para fazer expiação pelos levitas.
13
E porás os levitas diante de Arão, e diante dos seus filhos, e os oferecerás como oferta ao Senhor.
14
E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; e os levitas serão meus.
15
E, depois disso, os levitas entrarão para fazerem o serviço do tabernáculo da congregação; e tu os purificarás e, os oferecerás como oferta.
16
Porque eles me são completamente dados entre os filhos de Israel, em lugar daquele que abre a madre, do primogênito de cada um dos filhos de Israel, eu os tomei para mim.
17
Porque todos os primogênitos dos filhos de Israel são meus, tanto de homens como de animais; no dia em que eu feri todos os primogênitos na terra do Egito, eu os santifiquei para mim.
18
E tomei os levitas em lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel.
19
E dei os levitas como uma dádiva a Arão e a seus filhos, do meio dos filhos de Israel, para o serviço dos filhos de Israel, no tabernáculo da congregação e para fazerem expiação pelos filhos de Israel; de modo que não haverá praga entre os filhos de Israel, quando os filhos de Israel se aproximarem do santuário.
20
E fizeram Moisés, e Arão, e toda a congregação dos filhos de Israel, aos levitas, tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, a respeito dos levitas, assim fizeram os filhos de Israel a eles.
21
E os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão ofereceu-os como oferta perante o Senhor, e Arão fez expiação por eles, para purificá-los.
22
E depois, vieram os levitas, para servirem no tabernáculo da congregação, perante Arão e perante os seus filhos; como o Senhor ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram.
23
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
24
Este é o ofício dos levitas: da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço do tabernáculo da congregação;
25
e a partir dos cinquenta anos de idade, sairão da milícia deste serviço e nunca mais servirão.
26
Porém com os seus irmãos ministrarão no tabernáculo da congregação, para terem cuidado da guarda; mas não exercerão o serviço; assim farás com os levitas nas suas guardas.

9

1
E o Senhor falou a Moisés, no deserto do Sinai, no primeiro mês do segundo ano, depois que eles haviam saído da terra do Egito; dizendo:
2
Que os filhos de Israel também celebrem a Páscoa a seu tempo determinado.
3
No décimo quarto dia deste mês, à tarde, a seu tempo determinado a celebrareis, segundo todos os seus ritos e segundo todas as suas cerimônias, a celebrareis.
4
E Moisés falou aos filhos de Israel que deveriam celebrar a Páscoa.
5
E eles celebraram a Páscoa, no décimo quarto dia, do primeiro mês, à tarde, no deserto do Sinai; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.
6
E havia alguns que estavam contaminados, pelo corpo de um homem morto, e não podiam celebrar a Páscoa naquele dia; e vieram diante de Moisés, e diante de Arão, naquele dia.
7
E esses homens disseram-lhe: Estamos contaminados, pelo corpo de um homem morto; por que somos impedidos de oferecer uma oferta ao Senhor, no seu tempo determinado, entre os filhos de Israel?
8
E Moisés lhes disse: Esperai, e ouvirei o que o Senhor ordenará a vosso respeito.
9
Então, falou o Senhor a Moisés, dizendo:
10
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Se alguém entre vós ou entre os vossos descendentes estiver contaminado, por causa do corpo de um morto, ou se achar em viagem, longe de vós, ainda assim celebrará a Páscoa ao Senhor.
11
No décimo quarto dia, no segundo mês, à tarde, a celebrarão, e a comerão com pães sem fermento e ervas amargas.
12
Nada deixarão dela, até a manhã seguinte, e não lhe quebrarão nenhum osso; segundo todas as ordenanças da Páscoa, a celebrarão.
13
Mas se um homem estiver limpo, e não estiver viajando, e deixar de celebrar a Páscoa, essa mesma alma será extirpada do seu povo, porque não ofereceu a oferta ao Senhor no seu tempo determinado. Esse homem levará o seu pecado.
14
E se um estrangeiro peregrinar entre vós e celebrar a Páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da Páscoa e segundo o seu rito, assim a celebrará; haverá uma só ordenança para vós, que nascestes na terra, e também para o estrangeiro.
15
E, no dia em que o tabernáculo foi levantado, a nuvem cobriu o tabernáculo, a saber, a tenda do testemunho; e à tarde permaneceu sobre o tabernáculo com uma aparência de fogo, até a manhã.
16
Assim acontecia sempre: a nuvem o cobria durante o dia, e à noite havia aparência de fogo.
17
E quando a nuvem se levantava, de sobre o tabernáculo, então depois os filhos de Israel partiam, e no lugar em que a nuvem parava, ali os filhos de Israel montavam suas tendas.
18
Segundo a ordem do Senhor, os filhos de Israel partiam, e segundo a ordem do Senhor, acampavam; enquanto a nuvem estivesse sobre o tabernáculo, eles descansavam nas tendas.
19
E, quando a nuvem se demorava por muitos dias sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel cumpriam o mandado do Senhor e não viajavam.
20
E assim, quando a nuvem permanecia por alguns dias sobre o tabernáculo, segundo a ordem do Senhor, eles permaneciam em suas tendas e, segundo a ordem do Senhor, eles viajavam.
21
E quando a nuvem permanecia ali, desde a tarde até a manhã e partia pela manhã, então eles partiam; quer a nuvem se levantasse durante o dia ou à noite, eles viajavam.
22
Ou, fosse dois dias, ou um mês, ou um ano que a nuvem permanecia sobre o tabernáculo, os filhos de Israel permaneciam em suas tendas, e não viajavam; mas quando a nuvem se levantava, eles viajavam.
23
Segundo a ordem do Senhor, eles permaneciam em suas tendas, e segundo a ordem do Senhor, viajavam; eles cumpriam o mandado do Senhor, segundo a ordem do Senhor, pela mão de Moisés.

10

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Faze duas trombetas de prata; em uma peça inteira as farás; para que possas usá-las para a convocação da congregação e para a partida dos acampamentos.
3
E quando eles tocarem as duas trombetas, então toda a congregação se reunirá a ti, junto à porta do tabernáculo da congregação.
4
Mas, quando tocar apenas uma trombeta, então os príncipes, que são os cabeças dos milhares de Israel, se congregarão a ti.
5
Quando soar um alarme, então os acampamentos que estão nas partes orientais partirão.
6
Quando soar um segundo alarme, então os acampamentos que estão no lado sul iniciarão sua viagem. Eles soarão um alarme, para suas viagens.
7
Mas quando for juntar a congregação, tocareis, mas não como alarme.
8
E os filhos de Arão, os sacerdotes, tocarão as trombetas; e elas serão para vós, como um estatuto perpétuo, por todas as vossas gerações.
9
E se sairdes a guerrear em vossa terra, contra o inimigo que vos oprime, então tocareis um alarme com as trombetas, e sereis lembrados perante o Senhor, vosso Deus, e sereis salvos de vossos inimigos.
10
Também no dia da vossa alegria, e nas vossas solenidades, e nos princípios dos vossos meses, tocareis as trombetas sobre as vossas ofertas queimadas, e sobre as vossas ofertas pacíficas, para que sejam para vós, como uma lembrança perante o vosso Deus: eu sou o Senhor, vosso Deus.
11
E, no vigésimo dia do segundo mês do segundo ano, a nuvem se levantou de sobre o tabernáculo da congregação.
12
E os filhos de Israel partiram do deserto do Sinai, para suas viagens; e a nuvem parou no deserto de Parã.
13
E eles partiram, pela primeira vez, conforme a ordem do Senhor, pela mão de Moisés.
14
Em primeiro lugar, partiu o estandarte do acampamento dos filhos de Judá, segundo os seus exércitos, e sobre a tropa estava Naassom, filho de Aminadabe.
15
E sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar estava Natanael, filho de Zuar.
16
E sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom estava Eliabe, filho de Helom.
17
E o tabernáculo foi desmontado, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo.
18
E partiu a bandeira do acampamento de Rúben, segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur.
19
E sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão estava Selumiel, filho de Zurisadai.
20
E sobre o exército da tribo dos filhos de Gade estava Eliasafe, filho de Deuel.
21
E partiram os coatitas, levando o santuário; e os outros levantavam o tabernáculo, enquanto estes vinham.
22
E partiu a bandeira do acampamento dos filhos de Efraim, segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde.
23
E sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés estava Gamaliel, filho de Pedazur.
24
E sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim estava Abidã, filho de Gideoni.
25
E partiu a bandeira do acampamento dos filhos de Dã, que era o último dos acampamentos, segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Aiezer, filho de Amisadai.
26
E sobre o exército da tribo dos filhos de Aser estava Pagiel, filho de Ocrã.
27
E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali estava Aira, filho de Enã.
28
Estas eram as partidas dos filhos de Israel, segundo os seus exércitos, quando partiam.
29
E Moisés disse a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Estamos em viagem para aquele lugar de que o Senhor disse: Eu o darei a vós; vem conosco, e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel.
30
Porém ele lhe respondeu: Não irei, mas irei à minha terra, e para meus parentes.
31
E ele disse: Eu te peço, não nos deixes; porque sabes que nós vamos acampar no deserto, e podes ser nossos olhos.
32
E se vieres conosco, e quando recebermos o bem que o Senhor nos fará, também te faremos bem.
33
E eles partiram do monte do Senhor, em uma viagem de três dias; e a arca do pacto do Senhor ia à frente deles, para lhes buscar um lugar para descanso.
34
E a nuvem do Senhor ia sobre eles durante o dia, quando partiam do acampamento.
35
E quando a arca partia, Moisés dizia: Levanta- te, Senhor, e que se dissipem os teus inimigos, e que os que te odeiam fujam diante de ti.
36
E quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel.

11

1
E quando o povo se queixou, isso desagradou ao Senhor, e o Senhor ouviu isto; e a sua ira se acendeu, e o fogo do Senhor ardeu entre eles, e consumiu os que estavam nas partes mais distantes do acampamento.
2
E o povo clamou a Moisés, e quando Moisés orou ao Senhor, o fogo se apagou.
3
E ele chamou aquele lugar de Taberá, porque o fogo do Senhor acendera entre eles.
4
E no meio deles havia alguns estrangeiros que sentiram um anseio, e os filhos de Israel também choraram outra vez, e perguntaram: Quem nos dará carne para comer?
5
Nós nos lembramos dos peixes que comíamos livremente no Egito; e os pepinos, e os melões, e os alhos-porros, e as cebolas, e os alhos.
6
Mas agora a nossa alma está seca; não há nada além deste maná, diante dos nossos olhos.
7
E o maná era como semente de coentro, e a sua cor como a cor do bdélio.
8
E o povo ia e o colhia, e o moía em moinhos ou esmagava em pilões, e o cozinhava em panelas, e fazia bolos deles; e o seu sabor era como o do azeite fresco.
9
E quando caía o orvalho sobre o acampamento, à noite, o maná descia sobre ele.
10
Então, Moisés ouviu o povo chorar, as suas famílias, cada homem à porta da sua tenda; e a ira do Senhor se acendeu grandemente. Moisés também estava descontente.
11
E Moisés disse ao Senhor: Por que afligiste a teu servo, e por que não encontrei favor aos teus olhos, por qual razão colocaste os cuidados de todo este povo sobre mim?
12
Eu concebi todo este povo? Fui eu que o gerei, para que me dissesses: Leva-os no teu seio, como a ama leva a criança que ainda é amamentada à terra que juraste aos seus pais?
13
De onde eu poderia obter carne para dar a todo este povo? Porque choram a mim, e dizem: Dá-nos carne para que possamos comer.
14
Eu sozinho não sou capaz de suportar com todo este povo, porque isto é pesado demais para mim.
15
E, se ages assim comigo, eu te peço, mata- me se encontrei favor aos teus olhos; e não me deixes ver a minha desgraça.
16
E o Senhor disse a Moisés: Reúne para mim setenta homens dos anciãos de Israel, a quem conheces como anciãos do povo e seus oficiais; e traze-os ao tabernáculo da congregação, para que possam ficar ali contigo.
17
E eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o colocarei sobre eles; e eles levarão contigo a carga do povo, para que não a leves sozinho.
18
E dize ao povo: Santificai-vos para amanhã e comereis carne, porque chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: Quem nos dará carne para comer? Porque tudo ia bem conosco no Egito; e por isso o Senhor vos dará carne, e comereis.
19
E não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias;
20
mas durante um mês inteiro, até que vos saia pelas narinas, até que vos seja repugnante, porque desprezastes o Senhor, que está no vosso meio, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?
21
E disse Moisés: O povo no meio do qual estou, são seiscentos mil homens de pé, e disseste: Eu lhes darei carne para que possam comer um mês inteiro.
22
Deveremos matar os rebanhos e o gado, para satisfazê-los? Ou todos os peixes do mar serão reunidos para eles, para satisfazê-los?
23
E o Senhor disse a Moisés: Terá a mão do Senhor ficado mais curta? Verás, agora, se a minha palavra acontecerá a ti ou não.
24
E Moisés saiu, e disse ao povo as palavras do Senhor, e reuniu setenta homens dos anciãos do povo e os colocou ao redor do tabernáculo.
25
E o Senhor desceu em uma nuvem e lhe falou; e tirou do espírito que estava sobre ele, e o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e sucedeu que, quando o espírito pousou sobre eles, profetizaram, porém nunca mais o fizeram.
26
Mas ficaram dois dos homens no acampamento; um deles se chamava Eldade, e o outro Medade; e pousou sobre eles o espírito, e eles estavam entre os inscritos, porém não foram ao tabernáculo, e eles profetizavam no acampamento.
27
E um jovem correu, e contou a Moisés, dizendo: Eldade e Medade estão profetizando no acampamento.
28
E Josué, filho de Num, servo de Moisés, um dos seus jovens, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe que façam isso.
29
E Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quisera Deus que todo o povo do Senhor fosse profetas, e que o Senhor colocasse o seu espírito sobre eles.
30
E Moisés o levou ao acampamento, ele e os anciãos de Israel.
31
E então, veio um vento do Senhor, e trouxe codornizes do mar, e as fez cair no acampamento, estavam um dia de viagem de um lado, e estavam um dia de viagem do outro lado, ao redor do acampamento, e era dois côvados de altura sobre a terra.
32
E o povo se levantou todo aquele dia, e toda aquela noite, e todo o dia seguinte, e recolheu as codornizes; aquele que colhera menos, colhera dez ômeres; e as espalharam ao redor do acampamento.
33
E quando a carne estava entre os seus dentes, e antes que fosse mastigada, a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o Senhor feriu o povo com uma praga muito grande.
34
E deu àquele lugar o nome de Quibrote-Hataavá, porque ali enterraram o povo que teve o desejo.
35
E de Quibrote-Hataavá, o povo viajou para Hazerote e ficou em Hazerote.

12

1
E Miriã e Arão falaram contra Moisés, por causa da mulher etíope, com quem se havia casado; porque ele havia se casado com uma mulher etíope.
2
E disseram: Terá o Senhor falado somente por intermédio de Moisés? Não falou também por nosso intermédio? E o Senhor ouviu isso
3
(E Moisés era um homem muito manso, mais do que todos os homens que estavam sobre a face da terra).
4
E o Senhor disse, repentinamente a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três, vinde ao tabernáculo da congregação. E eles foram.
5
E o Senhor desceu na coluna da nuvem e ficou à porta do tabernáculo; e chamou a Arão e a Miriã, e ambos saíram.
6
E ele disse: Ouvi agora as minhas palavras; se houver entre vós um profeta, eu, o Senhor, me darei a conhecer a ele em uma visão, e falarei com ele em um sonho.
7
Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.
8
Com ele, falo boca a boca, e de maneira clara, e não por palavras obscuras; e ele vê a semelhança do Senhor; então, por que não tivestes medo de falar contra o meu servo Moisés?
9
E a ira do Senhor se acendeu contra eles, e ele partiu.
10
E a nuvem se afastou do tabernáculo e eis que Miriã ficou leprosa, branca como a neve; e Arão olhou para Miriã, e eis que ela estava leprosa.
11
E Arão disse a Moisés: Ai, meu senhor! Eu te peço, não ponhas sobre nós este pecado, que cometemos tolamente.
12
Que ela não seja como um morto que, ao sair do ventre de sua mãe, tem a metade da sua carne já consumida.
13
E Moisés clamou ao Senhor, dizendo: Eu te peço, ó Deus, cura-a agora.
14
E o Senhor disse a Moisés: Se o seu pai tivesse apenas cuspido no seu rosto, não teria ela ficado envergonhada sete dias? Que esteja fechada fora do acampamento sete dias, e depois disso, que a recebam novamente.
15
E Miriã esteve fechada fora do acampamento sete dias, e o povo não partiu, até que recolhessem novamente a Miriã.
16
Depois, o povo partiu de Hazerote; e acamparam no deserto de Parã.

13

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Envia homens, para que possam examinar a terra de Canaã, que darei aos filhos de Israel; de cada tribo de seus pais, enviarás um homem, sendo cada um governante entre eles.
3
E Moisés, de acordo com a ordem do Senhor, os enviou, do deserto de Parã; todos esses homens eram cabeças dos filhos de Israel.
4
E eram estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur;
5
da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori;
6
da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
7
da tribo de Issacar, Jigeal, filho de José;
8
da tribo de Efraim, Oseias, filho de Num;
9
da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu;
10
da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi;
11
da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi;
12
da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;
13
da tribo de Aser, Setur, filho de Micael;
14
da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi;
15
da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui.
16
Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a examinar aquela terra; e Moisés deu a Oseias, filho de Num, o nome de Josué.
17
E Moisés os enviou a examinar a terra de Canaã; e lhes disse: Segui pelo caminho do sul, e subi à montanha.
18
E vede como é a terra, e como é o povo que ali habita, se é forte ou fraco, se são poucos ou muitos.
19
E como é a terra em que habitam, se é boa ou má, e como são as cidades em que habitam, se em tendas ou em fortalezas.
20
E como é a terra, se é repleta ou estéril, se há matas ou não. E tende bom ânimo e trazei do fruto da terra. Era aquele tempo o tempo das primícias das uvas.
21
Assim, subiram e examinaram a terra, desde o deserto de Zim até Reobe, à entrada de Hamate.
22
E subiram pelo sul e foram até Hebrom, onde estavam Aimã, Sesai e Talmai, os filhos de Anaque; Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã, no Egito.
23
E foram até ao ribeiro de Escol e ali cortaram um ramo com um cacho de uvas, e o trouxeram dois homens em uma vara, e trouxeram também romãs e figos.
24
Esse lugar foi chamado o ribeiro de Escol, por causa do cacho de uvas que cortaram os filhos de Israel.
25
E voltaram de examinar à terra, depois de quarenta dias.
26
E vieram até Moisés, e Arão, e à toda a congregação dos filhos de Israel, em Cades, no deserto de Parã, e lhes deram a informação, e a toda a congregação, e lhes mostraram os frutos da terra.
27
E contaram-lhe, e disseram: Fomos à terra para onde tu nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel; e este é o seu fruto.
28
Todavia, é forte o povo que habita na terra, e as cidades são fortificadas e mui grandes; além disso, vimos ali os filhos de Anaque.
29
Os amalequitas habitam na terra do sul; e os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas; e os cananeus habitam junto ao mar e à margem do Jordão.
30
E Calebe fez com que o povo se calasse diante de Moisés e disse: Subamos imediatamente, e possuamos a terra, porque somos capazes de conquistá-la.
31
Mas os homens que haviam subido com ele disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque são mais fortes do que nós.
32
E apresentaram, diante dos filhos de Israel, maus relatos sobre a terra que haviam examinado, e disseram: A terra pela qual passamos para examiná-la é uma terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.
33
E ali vimos os gigantes, os filhos de Anaque, que são descendentes de gigantes; e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim éramos aos seus olhos.

14

1
E toda a congregação ergueu sua voz, e clamou, e o povo chorou naquela noite.
2
E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quisera Deus que tivéssemos morrido na terra do Egito, ou quisera Deus que tivéssemos morrido neste deserto.
3
E por que o Senhor nos trouxe a esta terra, para cairmos pela espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam uma presa? Não seria melhor voltarmos ao Egito?
4
E eles disseram uns aos outros: Façamos um capitão e voltemos ao Egito.
5
Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos diante de toda a congregação dos filhos de Israel.
6
E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram alguns dos que haviam examinado a terra, rasgaram as suas vestes.
7
E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, e disseram: A terra pela qual passamos para examinar é uma terra muito boa.
8
Se o Senhor se agradar de nós, então nos levará a esta terra e no-la dará, uma terra que mana leite e mel.
9
Somente não vos rebeleis contra o Senhor, e não temais o povo da terra, porque eles são pão para nós; a sua defesa se retirou deles, e o Senhor está conosco; não os temais.
10
Mas toda a congregação disse que os apedrejassem, e a glória do Senhor apareceu no tabernáculo da congregação, diante de todos os filhos de Israel.
11
E o Senhor disse a Moisés: Até quando me provocará este povo? E até quando não crerão em mim, por todos os sinais que mostrei no meio deles?
12
Eu os ferirei com pestilência, e os rejeitarei, e farei de ti uma nação maior e mais poderosa do que eles.
13
E Moisés disse ao Senhor: Então os egípcios o ouvirão (porque com a tua força, tiraste este povo do meio deles);
14
e o dirão aos moradores desta terra, porque ouviram que tu, Senhor, estás no meio deste povo, que tu Senhor, és visto face a face, e que a tua nuvem está sobre eles, e que vais à frente deles, de dia em uma coluna de nuvem, e à noite em uma coluna de fogo.
15
E se matares todo este povo como a um só homem, então as nações que ouviram a tua fama, falarão, dizendo:
16
Porque o Senhor não pode introduzir este povo na terra que lhes havia jurado; por isso, os matou no deserto.
17
E agora suplico-te, que a força do meu Senhor se engrandeça, conforme falaste, dizendo:
18
O Senhor é longânimo e de grande misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, e, de maneira nenhuma, inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos, até a terceira e a quarta geração.
19
Perdoa, suplico-te, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia, como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até agora.
20
E o Senhor disse: Conforme a tua palavra, lhe perdoei.
21
Mas, tão certamente como eu vivo, toda a terra se encherá da glória do Senhor.
22
Porque todos esses homens que viram a minha glória e os meus milagres, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz,
23
certamente não verão a terra que jurei a seus pais, e nenhum dos que me provocaram a verá.
24
Mas a meu servo Calebe, porque com ele havia outro espírito, e me seguiu plenamente, a ele levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá
25
(Os amalequitas e os cananeus habitam no vale). Voltai amanhã, e entrai no deserto pelo caminho do mar Vermelho.
26
Depois, o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
27
Até quando tolerarei esta má congregação, que murmura contra mim? Ouvi as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim.
28
Dirás a eles: Tão certamente como eu vivo, diz o Senhor, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós.
29
Os vossos cadáveres cairão neste deserto, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, com idade igual ou superior a vinte anos, que contra mim murmurastes;
30
sem dúvida, não entrareis na terra na qual jurei que vos faria habitar, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
31
Mas os vossos pequenos, dos quais dissestes que seriam presa, a eles trarei na terra, e eles conhecerão a terra que vós desprezastes.
32
Porém, quanto a vós, os vossos cadáveres cairão neste deserto.
33
E vossos filhos peregrinarão neste deserto quarenta anos e levarão as vossas corrupções, até que os vossos cadáveres sejam consumidos no deserto.
34
Segundo o número dos dias em que examinastes esta terra, quarenta dias, cada dia correspondendo a um ano, levareis as vossas iniquidades durante quarenta anos e conhecereis o meu rompimento da promessa.
35
Eu, o Senhor, falei. E certamente farei isto a toda esta má congregação, que se levantou contra mim neste deserto, serão consumidos e nele falecerão.
36
E os homens que Moisés mandara examinar a terra, que voltaram e fizeram toda a congregação murmurar contra ele, infamando a terra,
37
aqueles homens que trouxeram más informações sobre a terra, morreram de praga diante do Senhor.
38
Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dois dos homens que foram examinar a terra, permaneceram com vida.
39
E falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel; e o povo lamentou muito.
40
E levantaram-se pela manhã bem cedo, e subiram ao topo do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor prometeu, porque pecamos.
41
E Moisés disse: Por que transgredis a ordem do Senhor? Porém não prosperará.
42
Não subais, porque o Senhor não está no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos.
43
Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante de vós, e caireis pela espada; porque como vos desviastes do Senhor, o Senhor não estará convosco.
44
Contudo, ousaram subir ao topo do monte, mas a arca do pacto do Senhor e Moisés não se afastaram do acampamento.
45
Então, desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até Horma.

15

1
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2
Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra das vossas habitações, que eu vos darei,
3
e fizerdes ao Senhor uma oferta queimada, ou sacrifício em cumprimento de um voto, ou em oferta voluntária, ou em vossas solenidades, para apresentardes ao Senhor um cheiro suave de ovelhas ou rebanho;
4
então, aquele que oferecer a sua oferta ao Senhor, por oferta de alimentos, oferecerá uma décima parte de farinha misturada com a quarta parte de um him de azeite.
5
E a quarta parte de um him de vinho, para a oferta de bebida com a oferta queimada, ou para o sacrifício de um cordeiro.
6
Para cada carneiro prepararás uma oferta de alimentos de duas décimas partes de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite.
7
E para a oferta de bebida a terça parte de um him de vinho, em cheiro suave para o Senhor.
8
E, quando preparares novilho para a oferta queimada ou sacrifício, para cumprir um voto, ou oferta pacífica ao Senhor,
9
então oferecerás com o novilho uma oferta de alimentos de três décimas de farinha, misturada com a metade de um him de azeite,
10
e deverás trazer como uma oferta de bebida metade de um him de vinho oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
11
Assim será feito com cada boi, ou com cada carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou cabritos.
12
Segundo o número que oferecerdes, assim fareis com cada um, conforme o seu número.
13
Todos os que nasceram da terra farão essas coisas dessa maneira, oferecendo oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
14
E se um estrangeiro peregrinar convosco, ou se estiver no meio de vós, nas vossas gerações, e oferecer uma oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes, assim fará ele.
15
Um mesmo estatuto haverá para vós, da congregação, e também para o estrangeiro que peregrinar entre vós, um estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós sois, assim será o peregrino perante o Senhor.
16
Uma mesma lei e um mesmo hábito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco.
17
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
18
Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra a que os levarei,
19
então quando comerdes do pão da terra, fareis elevar uma oferta alçada ao Senhor.
20
Oferecereis um bolo das primícias da vossa massa, em oferta alçada; como fareis a oferta alçada da eira, assim oferecereis.
21
Das primícias das vossas massas dareis ao Senhor oferta alçada nas vossas gerações.
22
E se errardes e não obedecerdes a todos estes mandamentos, que o Senhor falou a Moisés,
23
tudo o que o Senhor vos ordenou, pela mão de Moisés, desde o dia em que o Senhor ordenou Moisés, e dali em diante, nas vossas gerações,
24
então, se alguma coisa for cometida por ignorância, sem o conhecimento da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para a oferta queimada em cheiro suave ao Senhor, com a sua oferta de alimentos e oferta de bebida conforme a sua ordenança, e um bode para a oferta do pecado.
25
E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e a transgressão lhes será perdoada; porque foi ignorância, e trarão a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e a sua oferta do pecado perante o Senhor, por causa da sua ignorância.
26
E será perdoada toda a congregação dos filhos de Israel, e ao estrangeiro que peregrina no meio deles, vendo que todo o povo estava em ignorância.
27
E se alguma alma pecar por ignorância, oferecerá uma cabra de um ano para a oferta do pecado.
28
E o sacerdote fará expiação pela alma que pecar por ignorância, quando pecar por ignorância perante o Senhor, fazendo expiação por ela, e ela será perdoada.
29
Tereis uma única lei para aquele que pecar por ignorância, tanto para o nascido entre os filhos de Israel como para o estrangeiro que peregrina entre eles.
30
Mas a alma que fizer alguma coisa com presunção, quer seja dos nativos da terra ou de um estrangeiro, fará ofensa ao Senhor, e essa alma será destruída do meio do seu povo.
31
Essa alma será totalmente destruída, porque desprezou a palavra do Senhor e transgrediu o seu mandamento; e a sua iniquidade será sobre ela.
32
E, enquanto os filhos de Israel estavam no deserto, encontraram um homem que apanhava lenha no dia do shabat.
33
E aqueles que o encontraram apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação.
34
E o puseram sob guarda; porque não estava declarado o que se devia fazer com ele.
35
E o Senhor disse a Moisés: Certamente esse homem morrerá; toda a congregação o apedrejará fora do acampamento.
36
E toda a congregação o levou para fora do acampamento, e o apedrejou, e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.
37
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
38
Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nas bordas das suas vestes façam franjas, pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham uma faixa azul.
39
E nas franjas essa faixa estará, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais; e não seguireis após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando.
40
Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e sejais santos ao vosso Deus.
41
Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Deus; eu sou o Senhor, vosso Deus.

16

1
E Corá, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, e Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, filhos de Rúben, prepararam os seus homens.
2
E se levantaram perante Moisés com alguns dos filhos de Israel; duzentos e cinquenta príncipes da congregação, famosos na congregação, homens de renome.
3
E se congregaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Isso deve vos bastar, visto que toda a congregação é santa, todos são santos, e o Senhor está no meio deles; então por que vos elevais sobre a congregação do Senhor?
4
Quando Moisés ouviu isto, caiu sobre o seu rosto.
5
E falou a Corá e a toda a sua congregação, dizendo: Amanhã pela manhã o Senhor mostrará quem é seu e quem é santo, e fará chegar a si; e aquele a quem ele escolher fará chegar a si.
6
Fazei isto: Tomai incensários, Corá e toda a sua congregação.
7
E amanhã, perante o Senhor, ponde fogo e incenso neles; e o homem a quem o Senhor escolher, este será o santo; isso deve vos bastar, filhos de Levi.
8
E Moisés disse a Corá: Ouvi, filhos de Levi:
9
Parece-vos pouco que o Deus de Israel tenha vos separado da congregação de Israel, para vos trazer a si, para fazer o serviço do tabernáculo do Senhor e para estar diante da congregação, para ministrar-lhes?
10
E ele vos trouxe para perto dele, e a todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo; procurais também o sacerdócio?
11
Por esse motivo tu e toda a tua congregação estais congregados contra o Senhor; e o que é Arão, que murmurais contra ele?
12
E Moisés mandou chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e eles disseram: Não subiremos.
13
É pouco nos terdes feito subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares neste deserto, mas te fazer agora príncipe sobre nós?
14
Além disso, não nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, nem nos deste herança de campos e vinhas; arrancarás os olhos a estes homens? Nós não subiremos.
15
E Moisés ficou muito irado, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; não tomei deles nem um só jumento, nem fiz mal a nenhum deles.
16
E disse Moisés a Corá: Amanhã estai tu e toda a tua congregação diante do Senhor, tu, e eles, e Arão.
17
E que cada homem tome o seu incensário e ponha incenso nele, e que cada homem traga o seu incensário diante do Senhor, duzentos e cinquenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu incensário.
18
E cada homem tomou o seu incensário, e pôs fogo nele, e pôs incenso nele, e se puseram a porta do tabernáculo da congregação, com Moisés e Arão.
19
E Corá reuniu toda a congregação contra eles, à porta do tabernáculo da congregação; e a glória do Senhor apareceu a toda a congregação.
20
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
21
Separai-vos do meio desta congregação, para que eu possa consumi-los em um momento.
22
E eles caíram sobre os seus rostos, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda carne, pecará um só homem, e te enfurecerás com toda a congregação?
23
E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
24
Fala a toda congregação, dizendo: Levantai- vos do redor do tabernáculo de Corá, Datã e Abirão.
25
E Moisés levantou-se e foi a Datã e a Abirão; e atrás dele foram os anciãos de Israel.
26
E falou à congregação, e disse: Afastai-vos, eu vos peço, das tendas destes homens ímpios, e não toqueis nada do que é deles, para que não pereçais em todos os seus pecados.
27
E eles se levantaram do tabernáculo de Corá, Datã e Abirão. E Datã e Abirão saíram e ficaram à porta das suas tendas, com as suas mulheres, e seus filhos, e suas crianças.
28
E disse Moisés: Assim sabereis que o Senhor me enviou a fazer todas estas coisas, porque não as fiz por minha própria vontade.
29
Se estes morrerem a morte comum de todos os homens ou se forem visitados como acontece com todos os homens, então o Senhor não me enviou.
30
Mas se o Senhor criar alguma coisa nova, e a terra abrir a sua boca e os engolir com tudo o que é seu, e descerem vivos ao abismo, então sabereis que estes homens provocaram ao Senhor.
31
E, quando ele havia acabado de dizer todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se abriu.
32
E a terra abriu a sua boca e os engoliu com as suas casas, e a todos os homens que pertenciam a Corá, e todos os seus bens.
33
E eles, e tudo o que lhes pertencia, desceram vivos ao abismo, e a terra se fechou sobre eles, e pereceram do meio da congregação.
34
E todo o Israel, que estava ao redor deles, fugiu ao clamor deles; porque diziam: Para que a terra também não nos engula.
35
E saiu fogo do Senhor e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso.
36
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
37
Dize a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, que tire os incensários do meio do incêndio e espalhe o fogo longe, porque eles são santificados.
38
Os incensários dos que pecaram contra suas próprias almas, que se façam deles folhas estendidas, como cobertura para o altar, porque os ofereceram perante o Senhor, portanto são santificados, e serão por sinal para os filhos de Israel.
39
E Eleazar, o sacerdote, tomou os incensários de bronze, com que haviam oferecido aqueles que foram queimados, e deles se fizeram folhas estendidas, para cobertura do altar.
40
Para ser um memorial para os filhos de Israel, para que nenhum estrangeiro, que não seja da semente de Arão, se aproxime para oferecer incenso diante do Senhor, para que não seja como Corá e sua companhia, como o Senhor lhe havia dito, pela mão de Moisés.
41
Mas, no dia seguinte, toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós matastes o povo do Senhor.
42
E, quando a congregação se reuniu contra Moisés e contra Arão, olharam para o tabernáculo da congregação; e eis que a nuvem o cobriu, e a glória do Senhor apareceu.
43
E Moisés e Arão vieram perante o tabernáculo da congregação.
44
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
45
Levantai-vos do meio desta congregação, para que eu possa consumi-la, como em um momento; e caíram sobre seus rostos.
46
E Moisés disse a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e põe incenso nele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles, porque a ira saiu do Senhor; começou a praga.
47
E Arão o tomou, como Moisés havia ordenado, e correu ao meio da congregação; e eis que a praga já havia começado entre o povo; e colocou incenso nele e fez expiação pelo povo.
48
E ficou entre os mortos e os vivos, e a praga cessou.
49
E os que morreram naquela praga foram catorze mil e setecentos, além dos que morreram no caso de Corá.
50
E Arão voltou a Moisés à porta do tabernáculo da congregação; e cessou a praga.

17

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Fala aos filhos de Israel e toma de cada um deles uma vara, segundo a casa de seus pais, de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas; escreve o nome de cada homem na sua vara.
3
E escreverás o nome de Arão na vara de Levi, porque será uma vara para cada cabeça da casa de seus pais.
4
E porás as varas no tabernáculo da congregação, perante o testemunho, onde eu vos encontrarei.
5
E a vara do homem que eu escolher florescerá; e farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós.
6
E Moisés falou aos filhos de Israel; e todos os seus príncipes lhe deram, cada um, uma vara, para cada príncipe uma, segundo as casas de seus pais, doze varas; e a vara de Arão estava entre as suas varas.
7
E Moisés pôs estas varas diante do Senhor no tabernáculo do testemunho.
8
E no dia seguinte, Moisés entrou no tabernáculo do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, havia florescido, e produzido botões de flores, e brotado renovos, e dado amêndoas.
9
E Moisés trouxe todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles olharam, e cada homem tomou a sua vara.
10
E o Senhor disse a Moisés: Traze de novo a vara de Arão perante o testemunho, para que seja um sinal para os rebeldes; e acabarás com as suas murmurações contra mim, para que não morram.
11
E Moisés fez isso; como lhe ordenara o Senhor, assim fez.
12
E os filhos de Israel falaram a Moisés, dizendo: Eis que nós morremos, perecemos, todos nós perecemos.
13
Todo aquele que se aproximar do tabernáculo do Senhor, morrerá; seremos todos consumidos pela morte?

18

1
E o Senhor disse a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis a iniquidade do santuário; e tu e teus filhos contigo levareis a iniquidade do vosso sacerdócio.
2
E traze contigo teus irmãos, da tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se unam a ti e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo servireis diante do tabernáculo do testemunho.
3
E eles farão a tua guarda, e a guarda de todo o tabernáculo; porém não deverão se aproximar dos utensílios do santuário e do altar, para que não morram, nem eles, nem vós.
4
E se unirão a ti e farão a guarda do tabernáculo da congregação, para todo o serviço do tabernáculo; e o estrangeiro não se aproximará de vós.
5
E vós fareis a guarda do santuário e a guarda do altar, para que nunca mais haja ira sobre os filhos de Israel.
6
E eis que tomei os vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; a vós eles são dados, como presente, pelo Senhor, para administrar o serviço do tabernáculo da congregação.
7
Portanto, tu e teus filhos contigo guardareis o vosso sacerdócio em tudo o que é do altar, e dentro do véu, e vós servireis; eu vos dei o vosso sacerdócio como serviço de dádiva, e o estrangeiro que se aproximar morrerá.
8
E o Senhor disse a Arão: Eis que também te dei a guarda das minhas ofertas alçadas, de todas as coisas santas dos filhos de Israel; por causa da unção, as dei a ti e a teus filhos como estatuto perpétuo.
9
Isto será teu das coisas santíssimas, reservadas do fogo: todas as oblações, todas as ofertas de alimentos, todas as ofertas pelo pecado, e todas as ofertas pela transgressão, que me apresentam; serão santíssimas para ti e para teus filhos.
10
No lugar santíssimo o comerás; todos os homens o comerão, e será santo para ti.
11
E isto será teu: a oferta alçada das suas dádivas com todas as ofertas movidas dos filhos de Israel; isto dei a ti, a teus filhos, e a tuas filhas contigo, como estatuto perpétuo; todo aquele que estiver limpo na tua casa as comerá.
12
Todo o melhor do azeite e todo o melhor do vinho e do trigo, cujas primícias derem ao Senhor, as dei a ti.
13
Todos os primeiros frutos maduros que houver na terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus; todo aquele que estiver limpo na tua casa os comerá.
14
Toda coisa consagrada em Israel será tua.
15
Todo o que abrir a madre, de toda carne, que trouxerem ao Senhor, seja de homens ou animais, será teu; no entanto, os primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás.
16
E os que tiverem que ser redimidos, de um mês de idade, resgatarás, segundo a tua estimativa, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte geras.
17
Mas o primogênito de uma vaca, ou o primogênito de uma ovelha, ou o primogênito de uma cabra não resgatarás, porque são santos; espargirás o seu sangue sobre o altar, e queimarás a sua gordura em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.
18
E a carne deles será tua, assim como serão teus o peito e o ombro direito da oferta de movimento.
19
Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, dei a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; é um pacto perpétuo de sal perante o Senhor, para ti e para a tua semente contigo.
20
E o Senhor falou a Arão: Não terás herança nenhuma na terra deles, nem terás qualquer parte dela. Eu sou a tua parte, e a tua herança, entre os filhos de Israel.
21
E eis que dei aos filhos de Levi todos os dízimos em Israel por herança, pelo seu serviço que executam, o serviço do tabernáculo da congregação.
22
E nunca mais os filhos de Israel se aproximarão do tabernáculo da congregação, para que não levem o pecado e morram.
23
Mas os levitas farão o serviço do tabernáculo da congregação e levarão a sua iniquidade; isto será estatuto perpétuo, por todas as vossas gerações, e entre os filhos de Israel, não terão nenhuma herança.
24
Mas os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado como herança aos levitas; portanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel não tereis nenhuma herança.
25
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
26
Fala aos levitas e dize a eles: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu vos dei como herança, oferecereis deles uma oferta alçada ao Senhor; uma décima parte dos dízimos.
27
E a vossa oferta alçada vos será contada, como grão da eira e como plenitude do lagar.
28
Também oferecereis ao Senhor uma oferta alçada de todos os vossos dízimos que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão, o sacerdote.
29
De todas as vossas dádivas, oferecereis toda oferta alçada do Senhor; de tudo o melhor delas, a sua santa parte.
30
Portanto, dize-lhes: Quando oferecerdes o melhor deles, isso será contado aos levitas, como aumento da eira e como aumento do lagar.
31
E comereis em todos os lugares, vós e a vossa casa, porque é a vossa recompensa pelo vosso serviço no tabernáculo da congregação.
32
E não levareis o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não contaminareis as coisas santas dos filhos de Israel, para que não morrais.

19

1
E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo:
2
Este é o estatuto da lei, que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva sem defeito e sem mancha, e que nunca tenha levado jugo.
3
E a dareis a Eleazar, o sacerdote; e ele a tirará para fora do acampamento, e a degolarão diante dele.
4
E Eleazar, o sacerdote, tomará o seu sangue com o dedo e com ele espargirá a frente do tabernáculo da congregação, e fará isso sete vezes.
5
E alguém queimará a novilha perante os seus olhos; o seu couro, e a sua carne, e o seu sangue, com o seu excremento, tudo queimará.
6
E o sacerdote tomará madeira de cedro, e hissopo, e carmesim, e os lançará no meio do fogo da novilha.
7
Então, o sacerdote lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água, e depois entrará no acampamento, e o sacerdote será imundo até a tarde.
8
E aquele que a queimou lavará as suas vestes com água, e banhará a sua carne em água, e será imundo até a tarde.
9
E um homem que estiver limpo recolherá as cinzas da novilha e as porá fora do acampamento, em um lugar limpo, e ali serão mantidas para a congregação dos filhos de Israel, para a água da separação; isto é uma purificação pelo pecado.
10
E o que recolheu as cinzas da novilha lavará as suas vestes e será imundo até a tarde; isto será estatuto perpétuo para os filhos de Israel e para o estrangeiro que peregrinar no meio deles.
11
Aquele que tocar no cadáver de algum homem, será imundo durante sete dias.
12
E se purificará com isto no terceiro dia, e no sétimo dia, estará limpo; mas se não se purificar no terceiro dia, não estará limpo no sétimo dia.
13
Todo aquele que tocar no cadáver de algum homem que esteja morto, e não se purificar, contaminará o tabernáculo do Senhor; e essa alma será destruída de Israel, porque a água da separação não foi espargida sobre ele; imundo será, e a sua imundície estará ainda sobre ele.
14
Esta é a lei, quando morrer algum homem em alguma tenda; todo aquele que entrar na tenda, e todo aquele que estiver na tenda, será imundo sete dias.
15
E todo o vaso aberto, sobre o qual não houver uma coberta, será imundo.
16
E todo aquele que no campo tocar em alguém que for morto pela espada, ou um cadáver, ou um osso de um homem, ou uma sepultura, será imundo sete dias.
17
E, para uma pessoa imunda, tomarão as cinzas da novilha queimada, para purificação do pecado, e porão, com elas, água corrente em um vaso.
18
E uma pessoa limpa tomará hissopo, e o mergulhará na água, e a espargirá sobre aquela tenda, e sobre todos os vasos, e sobre as pessoas que ali estiverem, e também sobre aquele que tocar um osso, ou a algum que foi morto, ou que faleceu, ou uma sepultura.
19
E a pessoa limpa, no terceiro e no sétimo dia espargirá sobre o imundo, e no sétimo dia, ele se purificará, e lavará suas vestes, e se banhará em água, e estará limpo à tarde.
20
Mas o homem que estiver imundo e não se purificar, essa alma será destruída do meio da congregação; porque contaminou o santuário do Senhor; a água da separação não foi espargida sobre ele, e ele será imundo.
21
E isto será um estatuto perpétuo para eles; e aquele que espargir a água da separação deverá lavar as suas vestes; e aquele que tocar a água da separação será imundo até a tarde.
22
E tudo o que a pessoa imunda tocar também será imundo; e a alma que a tocar será imunda até a tarde.

20

1
Então, vieram os filhos de Israel, e toda a congregação, ao deserto de Zim, no primeiro mês; e o povo permaneceu em Cades, e ali Miriã morreu, e ali foi sepultada.
2
E não havia água para a congregação; e eles se uniram contra Moisés e contra Arão.
3
E o povo contendeu com Moisés, e falou, dizendo: Quisera Deus que tivéssemos morrido, quando nossos irmãos morreram, perante o Senhor!
4
E por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais?
5
E por que nos fizestes subir do Egito para nos trazer a este lugar mau? Não é lugar de semente, nem de figos, nem de vinhas, nem de romãs, nem há água para beber.
6
E Moisés e Arão saíram de diante da congregação, à porta do tabernáculo da congregação, e caíram sobre seus rostos, e a glória do Senhor lhes apareceu.
7
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
8
Toma a vara e reúne a congregação, tu e Arão, teu irmão; e falai à rocha diante dos seus olhos, e ela dará a sua água; e tirarás água da rocha e darás a beber à congregação e aos seus animais.
9
E Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe havia ordenado.
10
E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés lhes disse: Ouvi agora, rebeldes; teremos que tirar água desta rocha para vós?
11
E Moisés levantou a sua mão, e com a sua vara feriu a rocha duas vezes; e saíram águas abundantemente, e a congregação bebeu, e também os seus animais.
12
E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porque não crestes em mim, para me santificar aos olhos dos filhos de Israel, por isso não levareis esta congregação à terra que lhes dei.
13
Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e neles foi santificado.
14
E Moisés enviou mensageiros de Cades ao rei de Edom, dizendo: Assim diz o teu irmão Israel: Sabes de todo o trabalho que tivemos;
15
como nossos pais desceram ao Egito, e no Egito habitamos por muitos dias; e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais.
16
E clamamos ao Senhor, e ele ouviu a nossa voz, e enviou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, uma cidade no limite dos teus termos.
17
Eu te peço, deixa-nos passar pela tua terra; não passaremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; seguiremos pela estrada real; não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado teus termos.
18
E Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que eu não saia contra ti com a espada.
19
E os filhos de Israel lhe disseram: Subiremos pela estrada, e se eu ou o meu gado bebermos das tuas águas, então eu pagarei por isso; deixa-me apenas prosseguir a pé, sem fazer qualquer outra coisa.
20
E ele disse: Não passarás. E Edom veio ao seu encontro com muita gente e com mão forte.
21
Assim, Edom recusou-se a permitir que Israel passasse pela sua fronteira, e por isso, Israel se afastou dele.
22
E os filhos de Israel, toda a congregação, partiram de Cades e foram ao monte Hor.
23
E o Senhor falou a Moisés e a Arão no monte Hor, junto à fronteira da terra de Edom, dizendo:
24
Arão será recolhido a seu povo, pois ele não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, porque vos rebelastes contra a minha palavra, nas águas de Meribá.
25
Toma a Arão e a Eleazar, seu filho, e traze-os ao monte Hor.
26
E despe a Arão de suas vestes e veste-as em Eleazar, seu filho, porque Arão será recolhido ao seu povo, e morrerá ali.
27
E Moisés fez como o Senhor lhe havia ordenado; e subiram ao monte Hor diante dos olhos de toda a congregação.
28
E Moisés despiu a Arão de suas vestes e as vestiu em Eleazar, seu filho; e Arão morreu ali, no topo do monte; e Moisés e Eleazar desceram do monte.
29
E quando toda a congregação viu que Arão estava morto, toda a casa de Israel chorou por Arão, durante trinta dias.

21

1
E, quando o rei Arade, o cananeu, que habitava no sul, ouviu que Israel vinha pelo caminho dos espias, combateu Israel e levou alguns deles como prisioneiros.
2
E Israel fez um voto ao Senhor, dizendo: Se entregares, verdadeiramente, este povo na minha mão, então eu destruirei totalmente as suas cidades.
3
E o Senhor ouviu a voz de Israel e entregou os cananeus; e eles os destruíram totalmente, e às suas cidades, e deram àquele lugar o nome de Horma.
4
E eles partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, para rodearem a terra de Edom; e a alma do povo ficou muito desencorajada por causa do caminho.
5
E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos trouxestes do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Porque aqui não há nem pão nem água; e este pão leve traz repugnância à nossa alma.
6
E o Senhor enviou serpentes ardentes entre o povo, que morderam o povo, e grande parte do povo de Israel morreu.
7
E o povo veio a Moisés e disse: Pecamos, porque falamos contra o Senhor e contra ti; ora ao Senhor, para que tire de nós estas serpentes; e Moisés orou pelo povo.
8
E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e coloca-a sobre uma haste; e todo aquele que for mordido, ao olhar para ela, viverá.
9
E Moisés fez uma serpente de bronze, e a pôs sobre uma haste; e acontecia que, se uma serpente mordia algum homem, quando olhava para a serpente de bronze, ficava vivo.
10
E partiram os filhos de Israel, e acamparam em Obote.
11
E partiram de Obote, e acamparam em Ijé-Abarim, no deserto que está diante de Moabe, ao nascente do sol.
12
Dali partiram, e acamparam no vale de Zerede.
13
E, dali partiram, e acamparam do outro lado de Arnom, que está no deserto que sai dos termos dos amorreus; porque Arnom é a fronteira de Moabe, entre Moabe e os amorreus.
14
Por isso se diz no livro das guerras do Senhor o que ele fez no mar Vermelho e nos ribeiros de Arnom,
15
e na correnteza dos ribeiros que desce até a cidade Ar, e chega aos limites de Moabe.
16
E dali partiram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Reúne o povo, e lhe darei água.
17
Então, Israel entoou este cântico: Brota, ó poço. Cantai a ele:
18
os príncipes cavaram o poço, os nobres do povo o cavaram, com a direção do legislador, com seus bordões. E do deserto, foram a Matana;
19
e de Matana para Naaliel; e de Naaliel para Bamote.
20
E de Bemote, no vale, que está na região de Moabe, ao topo de Pisga, que tem vista para Jesimon.
21
E Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo:
22
Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas, e não beberemos as águas dos poços; iremos pela estrada real até que passemos os teus termos.
23
E Seom não deixou Israel passar pelos seus termos, mas Seom reuniu todo o seu povo e saiu contra Israel no deserto; e veio a Jaza, e lutou contra Israel.
24
E Israel o feriu com o fio da espada e tomou posse da sua terra, desde Arnom até Jaboque, até aos filhos de Amom; porque a fronteira dos filhos de Amom era forte.
25
E Israel tomou todas estas cidades; e Israel habitou em todas as cidades dos amorreus, em Hesbom e em todas as suas aldeias.
26
Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha lutado anteriormente contra o rei de Moabe, e havia tomado da sua mão toda a sua terra, até Arnom.
27
Por isso, os que falam em provérbios dizem: Vinde a Hesbom; que seja edificada e preparada a cidade de Seom.
28
Porque saiu um fogo de Hesbom, uma chama da cidade de Seom; e consumiu a Ar de Moabe, e os senhores dos lugares altos de Arnom.
29
Ai de ti, Moabe! Estás perdido, ó povo de Quemós! Ele entregou seus filhos como fugitivos, e suas filhas, como cativas a Seom, rei dos amorreus.
30
E nós os derrotamos; Hesbom está perdida até Dibom, e os assolamos até Nofa, que se estende até Medeba.
31
Assim Israel habitou na terra dos amorreus.
32
E Moisés mandou espiar a Jazer, e eles tomaram as suas aldeias e expulsaram os amorreus que estavam ali.
33
Então, viraram-se e subiram pelo caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, para a batalha em Edrei.
34
E o Senhor disse a Moisés: Não o temas, porque eu o entreguei na tua mão, a ele, e a todo o seu povo, e a sua terra, e farás a ele o que fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.
35
Assim eles o feriram, e a seus filhos, e a todo o seu povo, até que nenhum deles escapou; e tomaram posse da sua terra.

22

1
E os filhos de Israel partiram, e acamparam nas planícies de Moabe, deste lado do Jordão, junto a Jericó.
2
E Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel havia feito aos amorreus.
3
E Moabe estava com medo do povo, porque eram muitos, e Moabe se afligiu, por causa dos filhos de Israel.
4
E Moabe disse aos anciãos de Midiã: Agora este grupo lamberá tudo o que há ao nosso redor, como o boi lambe a erva do campo. E naquele tempo, Balaque, filho de Zipor, era rei dos moabitas.
5
Assim, ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, para chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito; eis que cobrem a face da terra e eles habitam diante de mim.
6
Por isso, peço-te, vem agora, amaldiçoa-me este povo, porque é forte demais para mim; para que eu possa vencê- los, feri-los e expulsá- los da terra, porque sei que aquele a quem abençoas está abençoado, e aquele a quem amaldiçoas está amaldiçoado.
7
E os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã partiram, com a recompensa pela adivinhação em suas mãos; e foram até Balaão e lhe transmitiram as palavras de Balaque.
8
E ele lhes disse: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta que o Senhor me falar; e os príncipes de Moabe ficaram com Balaão.
9
E Deus veio até Balaão e disse: Que homens são estes, contigo?
10
E Balaão disse a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, os enviou a mim, dizendo:
11
Eis que saiu um povo do Egito, que cobre a face da terra. Vem, agora, amaldiçoa- os; porventura eu consiga vencê-los e expulsá-los.
12
Então, Deus disse a Balaão: Não irás com eles, tu não amaldiçoarás a este povo, porque são benditos.
13
E Balaão se levantou pela manhã, e disse aos príncipes de Balaque: Voltai à vossa terra, porque o Senhor se recusa a deixar que eu vá convosco.
14
E os príncipes de Moabe se levantaram e foram até Balaque, e disseram: Balaão se recusou a vir conosco.
15
E Balaque enviou mais príncipes, ainda mais honrados do que eles.
16
E eles vieram até Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-te que não deixes de vir até mim,
17
porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres. Portanto, vem, peço- te, amaldiçoa este povo.
18
E Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Mesmo que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da palavra do Senhor, meu Deus, para fazer mais ou menos.
19
Agora portanto, peço-vos que fiqueis também aqui esta noite, para que eu possa saber o que o Senhor me dirá mais.
20
Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse- lhe: Se os homens vierem te chamar, levanta-se e vai com eles; porém a palavra que eu te disser, isso farás.
21
E Balaão se levantou pela manhã, e selou sua jumenta, e foi com os príncipes de Moabe.
22
E a ira de Deus se acendeu, porque ele foi; e o anjo do Senhor se pôs no caminho, como adversário. E ele seguia, montado em sua jumenta, e seus dois servos estavam com ele.
23
E a jumenta viu o anjo do Senhor em pé no caminho, com a espada desembainhada na mão; e a jumenta se desviou do caminho e foi para o campo; e Balaão feriu a jumenta, para trazê-la de volta ao caminho.
24
Mas o anjo do Senhor se pôs em uma vereda entre as vinhas, um muro de um lado, e um muro do outro lado.
25
E quando a jumenta viu o anjo do Senhor, encostou-se no muro, e esmagou o pé de Balaão contra o muro, e ele a feriu novamente.
26
Então, o anjo do Senhor passou mais à frente, e ficou mais adiante, em um lugar estreito, onde não havia como se desviar, nem para a direita nem para a esquerda.
27
E quando a jumenta viu o anjo do Senhor, caiu debaixo de Balaão; e a ira de Balaão se acendeu, e ele feriu a jumenta com uma vara.
28
E o Senhor abriu a boca da jumenta, e ela disse a Balaão: O que eu te fiz, que me feriste estas três vezes?
29
E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; quisera eu ter uma espada na mão, porque agora te mataria.
30
E a jumenta disse a Balaão: Não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Alguma vez fiz isso contigo? E ele disse: Não.
31
Então, o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor em pé no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; e ele inclinou a cabeça e caiu sobre a sua face.
32
E o anjo do Senhor lhe disse: Por que espancaste a tua jumenta três vezes? Eis que eu saí para ser teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim.
33
E a jumenta me viu e se desviou de mim três vezes; se ela se não tivesse se desviado de mim, certamente agora eu teria te matado, e poupado a vida dela.
34
E Balaão disse ao anjo do Senhor: Eu pequei, porque não sabia que estavas no caminho contra mim. Agora, se te desagradei, voltarei.
35
E o anjo do Senhor disse a Balaão: Vai com estes homens, mas somente falarás a palavra que eu falar. Assim Balaão foi com os príncipes de Balaque.
36
E quando Balaque soube que Balaão vinha, foi ao seu encontro até a cidade de Moabe, que está na fronteira de Arnom, na extremidade do território.
37
E Balaque disse a Balaão: Porventura não te enviei mensageiros a chamar-te? Por que não vistes a mim? Eu não sou capaz de te honrar?
38
E Balaão disse a Balaque: Eis que eu tenho vindo a ti; por acaso, posso eu falar alguma coisa? A palavra que Deus puser em minha boca, esta falarei.
39
E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.
40
E Balaque ofereceu bois e ovelhas; e os enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.
41
E no dia seguinte, Balaque tomou a Balaão e o levou aos lugares altos de Baal, para que pudesse ver dali a parte mais distante do povo.

23

1
E Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.
2
E Balaque fez o que Balaão lhe havia dito, e Balaque e Balaão ofereceram sobre cada altar um novilho e um carneiro.
3
E Balaão disse a Balaque: Fica em pé ao lado da tua oferta queimada, e eu irei; talvez o Senhor venha ao meu encontro, e tudo o que ele mostrar, te direi. E foi a um lugar alto.
4
E Deus encontrou-se com Balaão, e este lhe disse: Eu preparei sete altares, e sobre cada altar ofereci um novilho e um carneiro.
5
E o Senhor pôs uma palavra na boca de Balaão e disse: Volta para Balaque e isto lhe dirás.
6
E retornou para ele, e eis que estava junto a sua oferta queimada, ele, e todos os príncipes de Moabe.
7
E ele proferiu a sua parábola e disse: Balaque, rei de Moabe, me mandou trazer de Arã, das montanhas do oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó; e vem, desafia a Israel.
8
Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? E como desprezarei a quem o Senhor não desprezou?
9
Porque do topo das rochas eu os vejo, e dos outeiros os contemplo; eis que este povo habitará só, e não será contado entre as nações.
10
Quem pode contar o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e que o meu fim seja como o dele.
11
E Balaque disse a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que os abençoaste completamente.
12
E ele respondeu, e disse: Eu não deverei ter o cuidado de falar o que o Senhor pôs na minha boca?
13
E Balaque lhe disse: Peço-te, vem comigo a outro lugar, de onde poderás vê-los; verás somente a parte mais distante deles, e não os verás a todos; e amaldiçoa-mo dali.
14
E o levou consigo ao campo de Zofim, ao topo de Pisga; e edificou sete altares, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.
15
E Balaão disse a Balaque: Fica de pé aqui junto a tua oferta queimada, e eu irei ali ao encontro do Senhor.
16
E o Senhor foi ao encontro de Balaão, e pôs uma palavra na sua boca, e disse: Vá novamente até Balaque e fala isto.
17
E vindo a ele, eis que estava junto a oferta queimada, e os príncipes de Moabe com ele; e Balaque lhe perguntou: O que disse o Senhor?
18
E ele proferiu a sua parábola, e disse: Levanta- te, Balaque, e ouve; inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zipor.
19
Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; diria ele algo e não o faria? Ou falaria e não o cumpriria?
20
Eis que recebi a ordem de abençoar; e ele abençoou, e eu não posso reverter isso.
21
Ele não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou maldade em Israel; o Senhor, seu Deus é com ele, e o bradar de um rei está entre eles.
22
Deus os trouxe do Egito; as suas forças são como as de um unicórnio.
23
Certamente não há encantamento contra Jacó, nem há qualquer adivinhação contra Israel; segundo este tempo será dito de Jacó e de Israel: O que fez Deus!
24
Eis que o povo se levantará como um grande leão, se erguerá como um leãozinho; ele não se deitará até comer a presa e beber o sangue dos mortos.
25
E Balaque disse a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás.
26
Mas Balaão respondeu, e disse a Balaque: Não te falei dizendo: Tudo o que o Senhor falar, isso eu farei?
27
E Balaque disse a Balaão: Vem, peço-te, eu te levarei a outro lugar; porventura será do agrado de Deus que dali os amaldiçoes.
28
E Balaque levou Balaão ao topo de Peor, que dá vista para Jesimom.
29
E Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.
30
E Balaque fez como Balaão lhe havia dito, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.

24

1
E quando Balaão viu que agradou ao Senhor abençoar a Israel, ele não foi, como em outras ocasiões, buscar encan- tamentos, mas voltou o seu rosto em direção ao deserto.
2
E Balaão ergueu os olhos e viu Israel, que permanecia em suas tendas, segundo as suas tribos; e veio sobre ele o espírito de Deus.
3
E ele proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;
4
fala aquele que ouviu as palavras de Deus, que vê a visão de El-Shaddai, que cai, mas com os olhos abertos:
5
Quão boas são as tuas tendas, ó Jacó, e os teus tabernáculos, ó Israel!
6
Como vales se estendem, como jardins ao pé dos rios; como árvores de sândalo que o Senhor plantou, e como cedros junto às águas.
7
Ele derramará a água de seus baldes, e a sua semente estará em muitas águas; e o seu rei será maior do que Agague, e o seu reino será exaltado.
8
Deus o trouxe do Egito; as suas forças são como as do unicórnio; ele consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e os perfurará com as suas flechas.
9
Encurvou-se, deitou-se como um leão, e como um grande leão; quem o despertará? Bendito é aquele que te abençoa, e maldito é aquele que te amaldiçoa.
10
E a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e ele bateu as mãos; e Balaque disse a Balaão: Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos; e eis que tu os abençoaste três vezes.
11
Agora portanto, foge para o teu lugar; eu pensava honrar-te grandemente, mas o Senhor te privou desta honra.
12
E Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, os quais tu me enviaste, dizendo:
13
E se Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, eu não posso ir além da ordem do Senhor, fazendo bem ou mal de minha própria mente; mas o que o Senhor disser, isso eu falarei?
14
E agora eis que vou ao meu povo; portanto vem, e eu te advertirei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias.
15
E ele proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;
16
fala aquele que ouviu os ditos de Deus e o que sabe a ciência de Elyon; o que viu a visão de Shaddai, que cai, mas com os olhos abertos:
17
eu o verei, mas não agora; e o contemplarei mas não de perto. Virá uma estrela de Jacó, e um cetro subirá de Israel, e ferirá as regiões de Moabe, e destruirá todos os filhos de Sete.
18
E Edom será uma possessão; Seir também será uma possessão para os seus inimigos; e Israel fará proezas.
19
De Jacó virá um que dominará, e destruirá os sobreviventes da cidade.
20
E, quando olhou para Amaleque, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque foi o primeiro das nações; mas o seu fim será que ele pereça, para sempre.
21
E, ao olhar para os queneus, proferiu a sua parábola, e disse: Forte é a tua morada, e puseste o teu ninho em uma rocha.
22
Todavia, o queneu será consumido, até que Assur te leve cativo.
23
E proferiu a sua parábola, e disse: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto?
24
E virão navios da costa de Quitim, e afligirão a Assur; e afligirão a Héber; e ele também perecerá para sempre.
25
E Balaão se levantou, e retornou ao seu lugar; e Balaque também seguiu o seu caminho.

25

1
E Israel habitou em Sitim, e o povo começou a se prostituir com as filhas de Moabe.
2
E estas convidaram o povo para os sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e se inclinou diante de seus deuses.
3
E Israel se uniu a Baal-Peor, e a ira do Senhor se acendeu contra Israel.
4
E o Senhor disse a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os perante o Senhor, diante do sol, para que a ira do Senhor possa se afastar de Israel.
5
E Moisés disse aos juízes de Israel: Que cada um mate os seus homens que se juntaram a Baal-Peor.
6
E eis que veio um dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos uma midianita, perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, que estava chorando diante da porta do tabernáculo da congregação.
7
E quando Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, viu isto, levantou-se do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão.
8
E foi em busca do homem israelita até a tenda, e furou a ambos pelo seu ventre, ao homem de Israel, e à mulher. Então a praga cessou sobre os filhos de Israel.
9
E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil.
10
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
11
Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, enquanto ele foi zeloso por mim, entre eles, de modo que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel.
12
Portanto, dize: Eis que lhe dou o meu pacto de paz.
13
E ele, e a sua semente depois dele, terão o pacto de um sacerdócio perpétuo; porque ele foi zeloso pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel.
14
E o nome do israelita morto, que foi morto com a midianita, era Zinri, filho de Salu, chefe de uma importante casa dos simeonitas.
15
E o nome da mulher midianita que foi morta era Cosbi, filha de Zur, ele era cabeça de um povo, e da casa paterna de Midiã.
16
E o Senhor disse a Moisés, dizendo:
17
Atacai os midianitas e os ferireis.
18
Porque eles vos irritaram com os seus enganos, com que vos enganaram no assunto de Peor e no assunto de Cosbi, filha de um príncipe de Midiã, irmã deles, que foi morta no dia da praga por causa de Peor.

26

1
E depois daquela praga, o Senhor falou a Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo:
2
Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, com idade igual ou superior a vinte anos, segundo as casas de seus pais; todos os que são capacitados para irem à guerra.
3
E Moisés e Eleazar, o sacerdote, falaram com eles, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó, e disseram:
4
Tomai a soma do povo com idade igual ou superior a vinte anos, como o Senhor ordenara a Moisés e aos filhos de Israel, que saíram da terra do Egito.
5
Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: Enoque, do qual veio a família dos enoquitas; de Palu, a família dos paluítas;
6
de Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas.
7
Estas são as famílias dos rubenitas; e os que foram contados deles foram quarenta e três mil e setecentos e trinta.
8
E o filho de Palu: Eliabe.
9
E os filhos de Eliabe: Nemuel, e Datã, e Abirão; Datã e Abirão, foram os famosos da congregação que contenderam contra Moisés e contra Arão na companhia de Corá, quando contenderam contra o Senhor.
10
E a terra abriu a sua boca, e os engoliu juntamente com Corá, quando aquela companhia morreu, quando o fogo consumiu duzentos e cinquenta homens, e eles se tornaram um sinal.
11
Porém, os filhos de Corá não morreram.
12
Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas;
13
de Zerá, a família dos zeraítas; de Saul, a família dos saulitas.
14
Estas são as famílias dos simeonitas, vinte e dois mil e duzentos.
15
Os filhos de Gade, segundo as suas famílias: de Zefom, a família dos zefonitas; de Hagi, a família dos hagitas; de Suni, a família dos sunitas;
16
de Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas;
17
de Arodi, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas.
18
Estas são as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram contados, quarenta mil e quinhentos.
19
Os filhos de Judá: Er e Onã; e Er e Onã morreram na terra de Canaã.
20
E os filhos de Judá foram, segundo as suas famílias: de Selá, a família dos selaítas; de Perez, a família dos perezitas; de Zerá, a família dos zeraítas.
21
E os filhos de Perez foram: de Hezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas.
22
Estas são as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, setenta e seis mil e quinhentos.
23
Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias, foram: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a família dos puvitas;
24
de Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas.
25
Estas são as famílias de Issacar, segundo os que foram contados, sessenta e quatro mil e trezentos.
26
Os filhos de Zebulom, segundo as suas famílias, foram: de Serede, a família dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas; de Jaleel, a família dos jaleelitas.
27
Estas são as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram contados, sessenta mil e quinhentos.
28
Os filhos de José, segundo as suas famílias, foram Manassés e Efraim.
29
Os filhos de Manassés foram: de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas.
30
Estes são os filhos de Gileade: de Jezer, a família dos jezeritas; de Heleque, a família dos helequitas;
31
e de Asriel, a família dos asrielitas; e de Siquém, a família dos siquemitas;
32
e de Semida, a família dos semidaítas; e de Héfer, a família dos heferitas.
33
E Zelofeade, filho de Héfer, não tinha filhos, mas filhas; e os nomes das filhas de Zelofeade foram: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
34
Estas são as famílias de Manassés; e os que foram contados, eram cinquenta e dois mil e setecentos.
35
Estes são os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas.
36
E estes são os filhos de Sutela: de Erã, a família dos eranitas.
37
Estas são as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram contados, trinta e dois mil e quinhentos; estes são os filhos de José, segundo as suas famílias.
38
Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airão, a família dos airamitas;
39
de Sufã, a família dos sufamitas; de Hufã, a família dos hufamitas.
40
E os filhos de Belá foram Arde e Naamã; de Arde, a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamanitas.
41
Estes são os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; e os que foram contados, eram quarenta e cinco mil e seiscentos.
42
Estes são os filhos de Dã, segundo as suas famílias: de Suão, a família dos suamitas; estas são as famílias de Dã, segundo as suas famílias.
43
Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram contados, eram sessenta e quatro mil e quatrocentos.
44
Os filhos de Aser, segundo as suas famílias, foram: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriaítas.
45
Os filhos de Berias foram: de Héber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas.
46
E o nome da filha de Aser foi Sera.
47
Estas são as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram contados, cinquenta e três mil e quatrocentos.
48
Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias; de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas;
49
de Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas.
50
Estas são as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; e os que foram contados, eram quarenta e cinco mil e quatrocentos.
51
Estes são os contados dos filhos de Israel, seiscentos e um mil e setecentos e trinta.
52
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
53
Entre estes a terra será dividida em herança, segundo o número dos nomes.
54
Para muitos darás uma herança maior; e para poucos darás uma herança menor; a cada um se dará a sua herança, segundo os que foram contados.
55
Porém, a terra será dividida por sorte; segundo os nomes das tribos de seus pais, assim a herdarão.
56
Segundo a sorte, a herança será dividida entre muitos e poucos.
57
E estes são os que foram contados de Levi, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merari, a família dos meraritas.
58
Estas são as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coraítas; e Coate gerou a Anrão.
59
E o nome da esposa de Anrão era Joquebede, filha de Levi, a quem sua mãe gerou de Levi no Egito; e de Anrão ela gerou Arão, e Moisés, e Miriã, sua irmã.
60
E de Arão nasceram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
61
E Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram fogo estranho perante o Senhor.
62
E os que foram contados somaram vinte e três mil, todos os homens com idade superior a um mês, porque não foram contados entre os filhos de Israel, porque não lhes foi dada herança entre os filhos de Israel.
63
Estes são os que foram contados por Moisés e Eleazar, o sacerdote, que contaram os filhos de Israel nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó.
64
Mas entre estes não havia nenhum dos que foram contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram aos filhos de Israel no deserto do Sinai.
65
Porque o Senhor dissera deles: Eles certamente morrerão no deserto. E não restou nenhum homem daqueles, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

27

1
E vieram as filhas de Zelofeade, filho de Héfer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes de suas filhas: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
2
E se puseram diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta do tabernáculo da congregação, dizendo:
3
Nosso pai morreu no deserto, e não estava na companhia dos que se juntaram contra o Senhor na companhia de Corá; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.
4
Por que deveria o nome de nosso pai ser retirado do meio da sua família, por não ter tido filho? Dá-nos, portanto, uma possessão entre os irmãos de nosso pai.
5
E Moisés levou a sua causa perante o Senhor.
6
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
7
As filhas de Zelofeade falaram corretamente; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai, e farás com que a herança de seu pai passe a elas.
8
E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Se morrer um homem que não teve filhos, então fareis com que a sua herança passe à sua filha.
9
E se não tiver filha, então dareis a sua herança a seus irmãos.
10
E se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
11
E se o seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança ao seu parente que lhe for mais próximo da sua família. E ele a possuirá. E isto será, para os filhos de Israel, um estatuto de justiça, como o Senhor ordenou a Moisés.
12
E o Senhor disse a Moisés: Sobe este monte Abarim, e vê a terra que dei aos filhos de Israel.
13
E depois de tê-la visto, serás também recolhido ao teu povo, assim como foi recolhido o teu irmão, Arão.
14
Porque no deserto de Zim, na contenda da congregação, te rebelaste contra a minha ordem, para santificar-me nas águas diante dos seus olhos; estas são as águas de Meribá em Cades, no deserto de Zim.
15
E Moisés falou ao Senhor, dizendo:
16
Que o Senhor, o Deus dos espíritos de toda carne, ponha um homem sobre a congregação,
17
que possa ir à frente deles, e que entre à frente deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor.
18
E o Senhor disse a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, um homem em quem está o espírito, e põe a tua mão sobre ele.
19
E coloca-o diante de Eleazar, o sacerdote, e diante de toda a congregação, e dá-lhe uma incumbência aos olhos deles,
20
e porás sobre ele certa quantidade da tua honra, para que toda a congregação dos filhos de Israel lhe obedeça.
21
E ele se apresentará diante de Eleazar, o sacerdote, que consultará por ele, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; por meio da sua palavra eles sairão, e por meio da sua palavra eles entrarão, tanto ele como todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.
22
E Moisés fez como o Senhor lhe ordenou; e tomou a Josué e o apresentou diante de Eleazar, o sacerdote, e diante de toda a congregação.
23
E pôs as mãos sobre ele, e lhe deu uma incumbência, como o Senhor ordenara, pela mão de Moisés.

28

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Ordena aos filhos de Israel, e dize- lhes: Minha oferta, e o meu alimento para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, guardarás para oferecê-las a mim no seu devido tempo.
3
E dirás a eles: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor: dois cordeiros de um ano, sem defeito, todos os dias, como oferta queimada contínua.
4
Oferecereis um cordeiro pela manhã, e o outro cordeiro oferecereis à tarde;
5
e a décima parte de um efa de farinha em oferta de alimentos, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido.
6
Esta é a oferta queimada contínua, que foi ordenada no monte Sinai, em cheiro suave, uma oferta queimada ao Senhor.
7
E a sua oferta de bebida será a quarta parte de um him para um cordeiro; e no santo lugar farás com que o vinho forte seja derramado para o Senhor por uma oferta de bebida.
8
E o outro cordeiro oferecerás à tarde; como a ofertas de alimentos da manhã, e como a sua oferta de bebida, o oferecerás em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.
9
E no dia do shabat, dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua oferta de bebida.
10
Esta é a oferta queimada de cada shabat, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de bebida.
11
E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em oferta queimada ao Senhor, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;
12
e três décimas de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um novilho; e duas décimas de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um carneiro;
13
e uma décima de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um cordeiro; a oferta queimada é de cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.
14
E as suas ofertas de bebida serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; esta é a oferta queimada de cada mês, ao longo dos meses do ano.
15
E oferecereis ao Senhor um filhote de bode, para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, com a sua oferta de bebida.
16
E no décimo quarto dia do primeiro mês, será a Páscoa do Senhor.
17
E no décimo quinto dia do mesmo mês, haverá festa; durante sete dias comereis pães sem fermento.
18
No primeiro dia haverá santa convocação; não fareis nenhum tipo de trabalho servil.
19
Mas haveis de oferecer um sacrifício feito pelo fogo para uma oferta queimada ao Senhor, dois novilhos e um carneiro, e sete cordeiros de um ano; e deverão ser sem defeito.
20
E a sua oferta de alimentos será de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimas para um novilho e duas décimas para um carneiro.
21
Uma décima parte oferecereis para cada cordeiro; para todos os sete cordeiros.
22
E um bode para a oferta do pecado, para fazer oferta por vós.
23
Oferecereis estas coisas, além da oferta queimada da manhã, que é a oferta queimada contínua.
24
Desta maneira oferecereis diariamente, durante os sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; oferecereis isto, além da oferta queimada contínua, e da sua oferta de bebida.
25
E no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
26
Também no dia das primícias, quando trouxerdes uma nova oferta de alimento ao Senhor, segundo a festas de semanas; tereis uma santa convocação, e nenhum trabalho servil fareis.
27
Mas oferecereis ao Senhor por ofertas queimadas, em cheiro suave, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano;
28
e a sua oferta de alimentos de farinha misturada com azeite; três décimas para um novilho, duas décimas para um carneiro;
29
uma décima para cada cordeiro, para todos os sete cordeiros;
30
e um filhote de bode, para fazer oferta por vós.
31
E os oferecereis, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos (eles serão sem defeito), e as suas ofertas de bebida.

29

1
E no sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; será para vós um dia de soar as trombetas.
2
E oferecereis em oferta queimada, em cheiro suave ao Senhor, um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito.
3
E a sua oferta de alimentos será de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, e duas décimas para o carneiro,
4
e uma décima para cada cordeiro, para todos os sete cordeiros;
5
e um filhote de bode para a oferta do pecado, para oferta por vós.
6
Além da oferta queimada do mês, e a sua oferta de alimentos, e a oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, com as suas ofertas de bebida, segundo a sua ordenança, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.
7
E no décimo dia deste sétimo mês, tereis santa convocação e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis.
8
Mas oferecereis em oferta queimada, em cheiro suave ao Senhor, um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano; eles serão sem defeito.
9
E a sua oferta de alimentos será de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, e duas décimas para o carneiro,
10
uma décima para cada cordeiro, para todos os sete cordeiros;
11
um filhote de bode para a oferta do pecado, além da oferta do pecado pela expiação, e a oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, com as suas ofertas de bebida.
12
E no décimo quinto dia deste sétimo mês, tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; e celebrareis uma festa ao Senhor, durante sete dias.
13
E oferecereis uma oferta queimada, um sacrifício feito pelo fogo de cheiro suave ao Senhor, treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano; eles serão sem defeito.
14
E a sua oferta de alimento será de farinha misturada com azeite, três décimas para um novilho, para cada um dos treze novilhos, duas décimas para cada carneiro, entre os dois carneiros;
15
e uma décima para cada cordeiro, dos catorze cordeiros;
16
e um filhote de bode para a oferta do pecado, além da oferta queimada, e sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
17
E no segundo dia, oferecereis doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeitos;
18
e a sua oferta de alimentos e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo as ordenanças;
19
e um filhote de bode, para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, da sua oferta de alimentos, e das suas ofertas de bebida.
20
E no terceiro dia, oferecereis onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
21
e as suas ofertas de alimentos, e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
22
e um bode para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
23
E no quarto dia, oferecereis dez novilhos, dois carneiros, e catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
24
a sua oferta de alimentos, e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
25
e um filhote de bode, para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
26
E no quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, e catorze cordeiros de um ano, sem defeitos;
27
e a sua oferta de alimentos, e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
28
e um bode para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
29
E no sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, e catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
30
e a sua oferta de alimentos, e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
31
e um bode, para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
32
E no sétimo dia, oferecereis sete novilhos, dois carneiros, e catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
33
e a sua oferta de alimentos, e as suas ofertas de bebida para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
34
e um bode para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
35
No oitavo dia tereis uma assembleia solene; nenhum trabalho servil fareis;
36
mas oferecereis em oferta queimada, em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;
37
a sua oferta de alimentos, e as suas ofertas de bebida para o novilho, para o carneiro, e para os cordeiros, serão conforme o seu número, segundo as ordenanças;
38
e um bode para a oferta do pecado, além da oferta queimada contínua, e a sua oferta de alimentos, e a sua oferta de bebida.
39
Estas coisas fareis ao Senhor nas vossas festas solenes, além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, com as vossas ofertas queimadas, e com as vossas ofertas de alimentos, e com as vossas ofertas de bebida, e com as vossas ofertas pacíficas.
40
E Moisés falou aos filhos de Israel, segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés.

30

1
E Moisés falou aos cabeças das tribos, a respeito dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o Senhor ordenou.
2
Se um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento de ligar a sua alma com uma obrigação, não violará a sua palavra; fará segundo tudo o que saiu de sua boca.
3
Se também uma mulher fizer voto ao Senhor, e se ligar com uma obrigação, em casa de seu pai na sua mocidade,
4
e seu pai ouvir o seu voto e a sua obrigação, com que ligou a sua alma, e seu pai se calar, todos os seus votos serão válidos, e toda obrigação, com que ligou a sua alma, será válida.
5
Mas, se seu pai se opuser no dia em que ouvir o voto, nenhum dos seus votos e das suas obrigações, com que tiver ligado a sua alma, será válido; e o Senhor a perdoará, porque seu pai se opôs a ela.
6
E se ela tiver marido, quando fizer o voto, ou quando proferir de seus lábios algo com que ligar a sua alma,
7
e seu marido o ouvir, e se calar no dia em que o ouvir, os seus votos serão válidos; e as suas obrigações, com que ligou a sua alma, serão válidas.
8
Mas, se seu marido se opuser no dia em que ouvir o voto, e anular o voto a que estava obrigada, como também a declaração dos seus lábios, com que ligou a sua alma, o Senhor a perdoará.
9
Mas todo voto de uma viúva, ou da divorciada, com que ligar a sua alma, será válido.
10
E se fez voto na casa de seu marido ou ligou a sua alma com obrigação de juramento;
11
e seu marido o ouviu, e se calou, e não se opôs, todos os seus votos serão válidos, e toda obrigação, com que ligou a sua alma, será válida.
12
Mas se seu marido anulou os seus votos, no dia em que os ouviu, tudo quanto saiu dos seus lábios, a respeito dos seus votos ou da obrigação da sua alma, não será válido; seu marido os anulou, e o Senhor a perdoará.
13
Todo voto e todo juramento de obrigação, para afligir a alma, seu marido poderá confirmar ou anular.
14
Porém, se seu marido se calar completamente, dia após dia, então confirmará todos os seus votos e todas as suas obrigações, que estiverem sobre ela; ele os confirmará, porque se calou para com ela no dia em que os ouviu.
15
Mas se, de alguma maneira, ele os anular, depois de tê-los ouvido, então levará a iniquidade dela.
16
Estes são os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés entre um marido e sua mulher, entre o pai e a sua filha, estando ela ainda na sua juventude, na casa de seu pai.

31

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois, serás reunido ao teu povo.
3
E Moisés falou ao povo, dizendo: Armai-vos, alguns de vós, para a guerra e ide contra os midianitas, e vingai o Senhor de Midiã.
4
Mil de cada tribo, de todas as tribos de Israel, enviareis à guerra.
5
Assim, foram entregues, dos milhares de Israel, mil de cada tribo, doze mil armados para a guerra.
6
E Moisés os enviou à guerra, mil de cada tribo, a eles e a Fineias, filho de Eleazar, o sacerdote, para a guerra, com os utensílios santos, e na sua mão as trombetas para soar.
7
E eles guerrearam contra os midianitas, como o Senhor ordenara a Moisés; e mataram todos os homens.
8
E mataram, além dos demais que foram mortos, os reis de Midiã: a Evi, e a Requém, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis de Midiã; também a Balaão, filho de Beor, mataram pela espada.
9
E os filhos de Israel levaram cativas todas as mulheres de Midiã e os seus filhos, e levaram todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens.
10
E eles queimaram a fogo, todas as suas cidades onde habitavam, e todos os seus grandes castelos.
11
E tomaram todo o despojo e toda a presa, de homens e de animais.
12
E trouxeram os cativos, a presa, e o despojo a Moisés, e a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, ao acampamento, nas planícies de Moabe, que estão junto ao Jordão, perto de Jericó.
13
E Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, foram recebê-los fora do acampamento.
14
E Moisés se irou com os oficiais do exército, com os capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham da batalha.
15
E Moisés disse-lhes: Deixastes vivas todas as mulheres?
16
Eis que elas fizeram com que os filhos de Israel, por conselho de Balaão, transgredissem contra o Senhor, no assunto de Peor, e ali houve uma praga entre a congregação do Senhor.
17
Agora, portanto, matai todos os homens entre os pequenos; e matai todas as mulheres que conheceram algum homem, deitando- se com ele.
18
Porém, deixai viver todas as crianças mulheres que não conheceram algum homem, deitando-se com ele; conservai-as vivas para vós.
19
E permanecei sete dias fora do acampamento; àquele que tiver matado alguma pessoa, e àquele que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia, purificareis a vós, e a vossos cativos.
20
E purificareis todas as vossas vestes, e tudo o que for feito de peles, e toda obra de pelos de cabras, e todas as coisas feitas de madeira.
21
E Eleazar, o sacerdote, disse aos homens de guerra que haviam ido à batalha: Esta é a ordenança da lei que o Senhor ordenou a Moisés.
22
Todavia o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo,
23
tudo o que puder resistir ao fogo, fareis passar pelo fogo, e ficará limpo; ainda assim, se purificará com a água da separação; e tudo o que não puder resistir ao fogo, fareis passar pela água.
24
E lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, para que fiqueis limpos; e depois entrareis no acampamento.
25
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
26
Tomai a soma da presa que foi tomada, de homens e de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os chefes dos pais da congregação;
27
e dividi a presa em duas partes, entre os que lutaram por ela, que saíram à guerra, e toda a congregação.
28
E tomai para o Senhor o tributo dos homens de guerra que saíram para a batalha; uma alma de cada quinhentas, tanto dos homens como dos bois, dos jumentos e das ovelhas.
29
Tomai da sua metade, dai-o a Eleazar, o sacerdote, para a oferta alçada do Senhor.
30
E da metade dos filhos de Israel, tomai uma parte de cinquenta, do povo, dos bois, dos jumentos e das ovelhas, de todos os animais; e dai-os aos levitas que têm a guarda do tabernáculo do Senhor.
31
E Moisés e Eleazar, o sacerdote, fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.
32
Foi a presa, restante do despojo que tomaram os homens de guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas;
33
e setenta e dois mil bois;
34
e sessenta e um mil jumentos;
35
e trinta e duas mil pessoas ao todo, de mulheres que não conheceram homem algum, deitando-se com ele.
36
E a metade dos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas.
37
E o tributo para o Senhor das ovelhas foi de seiscentas e setenta e cinco.
38
E os bois foram trinta e seis mil, dos quais o tributo para o Senhor foi de setenta e dois.
39
E os jumentos foram trinta mil e quinhentos, dos quais o tributo para o Senhor foi de sessenta e um.
40
E as pessoas foram dezesseis mil, das quais o tributo para o Senhor foi de trinta e duas pessoas.
41
E Moisés deu o tributo da oferta alçada do Senhor a Eleazar, o sacerdote, como o Senhor ordenara a Moisés.
42
E da metade dos filhos de Israel, que Moisés separou conforme os homens que guerrearam
43
(A metade que pertencia à congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas;
44
e trinta e seis mil bois;
45
e trinta mil e quinhentos jumentos;
46
e dezesseis mil pessoas).
47
Da metade dos filhos de Israel, Moisés tomou uma porção de cinquenta, tanto de homens como de animais, e a deu aos levitas, que tinham a guarda do tabernáculo do Senhor, como o Senhor ordenara a Moisés.
48
E se aproximaram de Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os capitães dos milhares, e os capitães das centenas.
49
E disseram a Moisés: Os teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob a nossa mão, e não falta homem de nós.
50
Por isto, trouxemos uma oferta ao Senhor, o que cada homem encontrou, joias de ouro, e corrente, pulseiras, anéis, brincos, e para fazer propiciação por nossas almas perante o Senhor.
51
E Moisés e Eleazar, o sacerdote, tomaram o ouro que traziam, todas joias bem trabalhadas.
52
E todo o ouro da oferta alçada, que ofereceram ao Senhor, dos capitães de milhares e dos capitães de centenas, foi de dezesseis mil e setecentos e cinquenta siclos
53
(Pois os homens de guerra haviam tomado despojos, para si).
54
E Moisés e Eleazar, o sacerdote, tomaram o ouro dos capitães de milhares e dos capitães de centenas, e o trouxeram ao tabernáculo da congregação, como um memorial para os filhos de Israel perante o Senhor.

32

1
Ora os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham uma grande quantidade de gado; e quando viram a terra de Jazer e a terra de Gileade, eis que o lugar era lugar de gado.
2
E vieram os filhos de Gade e os filhos de Rúben, e falaram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos príncipes da congregação, dizendo:
3
Atarote, e Dibom, e Jazer, e Ninra, e Hesbom, e Eleale, e Sebã, e Nebo, e Beom,
4
a terra que o Senhor feriu diante da congregação de Israel é terra de gado; e os teus servos têm gado.
5
Portanto, disseram eles, se achamos graça aos teus olhos, que esta terra seja dada aos teus servos em possessão, e não nos leves a cruzar o Jordão.
6
E Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos para a batalha, e vós ficareis sentados aqui?
7
E por que desencorajais o coração dos filhos de Israel, para que não entrem na terra que o Senhor lhes deu?
8
Isto fizeram vossos pais, quando os enviei de Cades-Barneia, para ver esta terra.
9
Porque, quando eles foram até ao vale de Escol e viram esta terra, desencorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não fossem à terra que o Senhor lhes havia concedido.
10
E a ira do Senhor se acendeu naquele mesmo momento, e ele jurou, dizendo:
11
Certamente, nenhum dos homens que subiram do Egito, a partir de vinte anos de idade para cima, verá a terra que jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, porque não me seguiram completamente,
12
exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque seguiram ao Senhor completamente.
13
E a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os fez peregrinar pelo deserto quarenta anos, até que toda a geração que havia feito mal aos olhos do Senhor foi consumida.
14
E eis que, levantastes no lugar de vossos pais, um grupo de homens pecadores, para aumentar ainda mais a ira do Senhor contra Israel.
15
Porque se vos afastares dele, ele novamente os deixará no deserto, e destruireis todo este povo.
16
E eles se aproximaram dele, e disseram: Edificaremos currais aqui, para nosso gado, e cidade para os nossos pequenos.
17
Mas nos prepararemos e nos armaremos, diante dos filhos de Israel, até que os tenhamos levado ao seu lugar; e os nossos pequenos habitarão nas cidades muradas, por causa dos moradores da terra.
18
Não voltaremos para nossas casas, até que os filhos de Israel, tenha herdado cada homem a sua herança.
19
Porque não herdaremos com eles o outro lado do Jordão, nem mais além, porque a nossa herança está deste lado do Jordão, para o oriente.
20
E Moisés lhes disse: Se fizerdes isto, se vos preparardes e armardes para ir à guerra perante o Senhor,
21
e cada um de vós, armado, cruzar o Jordão perante o Senhor, até que ele haja expulsado os seus inimigos perante ele,
22
e a terra esteja subjugada perante o Senhor; em seguida voltareis, e sereis inocentes perante o Senhor e perante Israel; e esta terra será a vossa possessão, perante o Senhor.
23
Mas se não fizerdes isto, eis que pecareis contra o Senhor; e podeis ter certeza de que o vosso pecado vos achará.
24
Edificai cidades para os vossos pequenos e currais para as vossas ovelhas e fazei aquilo que saiu da vossa boca.
25
E os filhos de Gade, e os filhos de Rúben falaram a Moisés, dizendo: Os teus servos farão aquilo que o meu senhor ordena.
26
Os nossos pequenos, as nossas mulheres, os nossos rebanhos, e todo o nosso gado, estarão aí nas cidades de Gileade.
27
Mas os teus servos cruzarão, cada homem armado para a guerra, perante o Senhor, como disse meu senhor.
28
E Moisés deu ordem a respeito deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos pais das tribos dos filhos de Israel.
29
E Moisés lhes disse: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben cruzarem convosco o Jordão, cada homem armado para a guerra perante o Senhor, e a terra estiver subjugada diante de vós, então lhes dareis a terra de Gileade por possessão.
30
Mas se não cruzarem armados convosco, terão possessões entre vós, na terra de Canaã.
31
E os filhos de Gade e os filhos de Rúben responderam, dizendo: Aquilo que o Senhor falou a teus servos, assim faremos.
32
Nós cruzaremos armados, perante o Senhor, e entraremos na terra de Canaã, para que a possessão de nossa herança, deste lado do Jordão, possa ser nossa.
33
E Moisés deu, aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã; a terra com as suas cidades nas costas, e as cidades do seu entorno.
34
E os filhos de Gade edificaram a Dibom, e Atarote, e Aroer;
35
e Atarote-Sofã, e Jazer, e Jogbeá;
36
e Bete-Ninra, e Bete-Harã, cidades muradas, e currais de ovelhas.
37
E os filhos de Rúben edificaram a Hesbom, e Eleale, e Quiriataim;
38
e Nebo, e Baal-Meom (com seus nomes mudados) e Sibma; e deram outros nomes às cidades que edificaram.
39
E os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram para Gileade e a tomaram; e desapossaram os amorreus que estavam nela.
40
E Moisés deu Gileade a Maquir, filho de Manassés, e ele habitou ali.
41
E Jair, filho de Manassés, foi e tomou as pequenas aldeias dali; e chamou-lhes Havote-Jair.
42
E Noba foi e tomou Quenate e as suas aldeias; e deu-lhe o nome de Noba, segundo o seu próprio nome.

33

1
Estas são as viagens dos filhos de Israel, que saíram da terra do Egito, com os seus exércitos, sob as mãos de Moisés e Arão.
2
E Moisés escreveu as suas saídas, segundo as suas viagens, conforme a ordem do Senhor; e estas são as suas viagens, segundo as suas saídas.
3
E partiram de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do primeiro mês. No dia seguinte, após a Páscoa, os filhos de Israel saíram com alta mão, aos olhos de todos os egípcios.
4
Porque os egípcios haviam enterrado todos os seus primogênitos, que o Senhor havia ferido entre eles; e também sobre os seus deuses o Senhor havia executado juízos.
5
E os filhos de Israel partiram de Ramessés, e acamparam em Sucote.
6
E eles partiram de Sucote, e acamparam em Etã, que está no limite do deserto.
7
E partiram de Etã, e voltaram a Pi-Hairote, que está diante de Baal-Zefom, e acamparam diante de Migdol.
8
E partiram de Pi-Hairote, e passaram pelo meio do mar, entrando no deserto, e andaram três dias no deserto de Etã, e acamparam em Mara.
9
E partiram de Mara, e vieram a Elim; e em Elim havia doze fontes de águas e setenta palmeiras, e eles acamparam ali.
10
E partiram de Elim, e acamparam junto ao mar Vermelho.
11
E partiram do mar Vermelho, e acamparam no deserto de Sim.
12
E empreenderam sua viagem para fora do deserto de Sim, e acamparam em Dofca.
13
E partiram de Dofca, e acamparam em Alus.
14
E partiram de Alus, e acamparam em Refidim, onde não havia água para o povo beber.
15
E partiram de Refidim, e acamparam no deserto do Sinai.
16
E partiram do deserto do Sinai, e acamparam em Quibrote-Hataavá.
17
E partiram de Quibrote-Hataavá, e acamparam em Hazerote.
18
E partiram de Hazerote, e acamparam em Ritma.
19
E partiram de Ritma, e acamparam em Rimom-Perez.
20
E partiram de Rimom-Perez, e acamparam em Libna.
21
E partiram de Libna, e acamparam em Rissa.
22
E partiram de Rissa, e acamparam em Queelata.
23
E partiram de Queelata, e acamparam no monte Sefer.
24
E partiram do monte Sefer, e acamparam em Harada.
25
E partiram de Harada, e acamparam em Maquelote.
26
E partiram de Maquelote, e acamparam em Taate.
27
E partiram de Taate, e acamparam em Tera.
28
E partiram de Tera, e acamparam em Mitca.
29
E partiram de Mitca, e acamparam em Hasmona.
30
E partiram de Hasmona, e acamparam em Moserote.
31
E partiram de Moserote, e acamparam em Benê-Jaacã.
32
E partiram de Benê-Jaacã, e acamparam em Hor-Hagidgade.
33
E partiram de Hor-Hagidgade, e acamparam em Jotbatá.
34
E partiram de Jotbatá, e acamparam em Abrona.
35
E partiram de Abrona, e acamparam em Eziom-Geber.
36
E partiram de Eziom-Geber, e acamparam no deserto de Zim, que é Cades.
37
E partiram de Cades, e acamparam no monte Hor, no limite da terra de Edom.
38
E Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme a ordem do Senhor; e ali morreu no primeiro dia do quinto mês, do quadragésimo ano, depois que os filhos de Israel saíram da terra do Egito.
39
E Arão tinha cento e vinte três anos, quando morreu no monte Hor.
40
E o rei de Arade, o cananeu, que habitava no sul, na terra de Canaã, ouviu que chegavam os filhos de Israel.
41
E partiram do monte Hor, e acamparam em Zalmona.
42
E partiram de Zalmona, e acamparam em Punom.
43
E partiram de Punom, e acamparam em Obote.
44
E partiram de Obote, e acamparam em Ijé-Abarim, na fronteira de Moabe.
45
E partiram de Iim, e acamparam em Dibom-Gade.
46
E partiram de Dibom-Gade, e acamparam em Almom-Diblataim.
47
E partiram de Almom-Diblataim, e acamparam nos montes de Abarim, defronte de Nebo.
48
E partiram dos montes de Abarim, e acamparam nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó.
49
E acamparam junto ao Jordão, desde Bete- Jesimote até Abel-Sitim, nas planícies de Moabe.
50
E o Senhor falou a Moisés, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó, dizendo:
51
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão, e entrado na terra de Canaã,
52
então expulsareis todos os habitantes da terra diante de vós, e destruireis todas as suas figuras, e destruireis todas as suas imagens de fundição e, rapidamente, derrubareis todos os seus lugares altos.
53
E desapossareis os habitantes da terra, e ali habitareis, porque vos dei a terra, para possuí-la.
54
E dividireis a terra por sorte, segundo as vossas famílias; a muitos, dareis mais herança, e a poucos, dareis menos herança; a herança de cada homem será no lugar onde lhe saiu a sorte, segundo as tribos de vossos pais, assim herdareis.
55
Mas se não expulsardes os habitantes da terra de diante de vós, então, os que deixardes permanecer vos serão espinhos nos vossos olhos, e aguilhões nos vossos lados, e vos afligirão, na terra em que habitardes.
56
Além disso, acontecerá que farei a vós, como eu pensei fazer a eles.

34

1
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
2
Ordena aos filhos de Israel, e dize- lhes: Quando entrardes na terra de Canaã (esta é a terra que vos cairá como herança, a terra de Canaã, com suas costas).
3
Então o vosso lado sul será desde o deserto de Zim, passando pela costa de Edom; e a vossa fronteira sul será desde a extremidade do mar de sal, para o oriente.
4
E esta fronteira declinará, do sul para a subida de Acrabim, e passará até Zim; e as suas saídas serão do sul a Cades-Barneia; e sairá a Hazar-Adar, e passará a Azmom.
5
E a fronteira virará de Azmom até ao rio do Egito; e as suas saídas serão para o mar.
6
E quanto à fronteira do ocidente, tereis o mar grande como fronteira; esta será a vossa fronteira ocidental.
7
E esta será a vossa fronteira do norte: desde o mar grande marcareis até ao monte Hor.
8
Desde o monte Hor, marcareis a vossa fronteira até a entrada de Hamate; e as saídas da fronteira serão até Zedade.
9
E a fronteira sairá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; esta será a vossa fronteira do norte.
10
E como fronteira oriental marcareis de Hazar-Enã até Sefã.
11
E a fronteira descerá desde Sefã até Ribla, no oriente de Aim; e esta fronteira descerá e chegará à borda do mar de Quinerete, para o oriente.
12
E a fronteira descerá ao Jordão, e as suas saídas serão no mar de sal; esta será a vossa terra, segundo os seus termos ao redor.
13
E Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sorte, e que o Senhor ordenou que fosse dada às nove tribos e à meia tribo.
14
Porque a tribo dos filhos de Rúben, segundo a casa de seus pais, e a tribo dos filhos de Gade, segundo a casa de seus pais, já receberam a sua herança, e a meia tribo de Manassés já recebeu a sua herança.
15
As duas tribos e a meia tribo receberam a sua herança deste lado do Jordão, perto de Jericó, do lado oriental, ao nascente.
16
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
17
Estes são os nomes dos homens que vos dividirão a terra: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num.
18
E tomareis um príncipe de cada tribo, para dividir a terra por herança.
19
E estes são os nomes dos homens: da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
20
e da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde;
21
da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom;
22
e da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho de Jogli;
23
dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode;
24
e da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã;
25
e da tribo dos filhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque;
26
e da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã;
27
e da tribo dos filhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi;
28
e da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde.
29
Estes são aqueles a quem o Senhor ordenou que, dividissem a herança entre filhos de Israel na terra de Canaã.

35

1
E o Senhor falou a Moisés nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó, dizendo:
2
Ordena aos filhos de Israel, para que deem, da herança da sua possessão, cidades aos levitas, para que nelas habitem; e dareis também aos levitas arredores, para as cidades à sua volta.
3
E eles terão estas cidades para habitar; e os seus arredores serão para o seu gado, e para os seus bens, e para todos os seus animais.
4
E os arredores das cidades que dareis aos levitas, se estenderão desde o muro da cidade para fora, de mil côvados à sua volta.
5
E medireis, desde fora da cidade, do lado do oriente, dois mil côvados, e do lado do sul, dois mil côvados, e do lado do ocidente, dois mil côvados, e do lado do norte, dois mil côvados; e a cidade estará no meio; isto será, para eles, os arredores das cidades.
6
E entre as cidades que dareis aos levitas, haverá seis cidades de refúgio, que dareis para que o homicida fuja para lá. E a elas acrescentareis quarenta e duas cidades.
7
De modo que todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito cidades, e as dareis com os seus arredores.
8
E as cidades que dareis serão da possessão dos filhos de Israel; dos que tiverem muito, tomareis muito; e, dos que tiverem pouco, tomareis pouco. Cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a sua herança.
9
E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
10
Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando cruzardes o Jordão, para a terra de Canaã,
11
indicareis vossas cidades, que vos sejam cidades de refúgio, para que o homicida que matar alguma pessoa sem intenção, possa fugir para lá.
12
E estas cidades vos serão cidades para refúgio do vingador, para que o homicida não morra antes de comparecer perante a congregação em julgamento.
13
E destas cidades que dareis, tereis seis cidades de refúgio.
14
Dareis três destas cidades deste lado do Jordão, e três cidades dareis na terra de Canaã; e estas serão cidades de refúgio.
15
Estas seis cidades serão um refúgio para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o peregrino entre eles, para que aquele que matar alguma pessoa sem intenção possa fugir para lá.
16
E se o ferir com instrumento de ferro, de modo que ele morra, será um homicida, e certamente morrerá.
17
Ou se o ferir, atirando uma pedra, com a qual ele possa morrer, e ele morrer, será um homicida, e certamente morrerá.
18
Ou se o ferir com um instrumento de madeira, com o qual ele possa morrer, e ele morrer, será um homicida, e certamente morrerá.
19
O vingador de sangue matará o homicida; quando ele o encontrar, o matará.
20
Mas se ele o empurrar com ódio, ou arremessar- lhe alguma coisa, esperando que ela morra,
21
ou por inimizade, o ferir com a sua mão, e ele morrer, aquele que o feriu certamente será morto, porquanto é um homicida; e o vingador de sangue matará o homicida, quando o encontrar.
22
Mas se ele o empurrar acidentalmente, sem inimizade, ou se arremessar-lhe alguma coisa, sem um mau intento,
23
ou se lançar alguma pedra sobre algum homem, sem vê-lo, de modo que possa morrer, e morra, não sendo ele seu inimigo, nem buscando o seu mal,
24
então, a congregação julgará entre aquele que feriu e o vingador de sangue, segundo estas leis.
25
E a congregação livrará o homicida da mão do vingador de sangue, e a congregação o devolverá à cidade do seu refúgio, para onde havia fugido; e ali permanecerá até a morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o óleo santo.
26
Mas se em alguma ocasião, o homicida deixar os limites da cidade do seu refúgio, para onde havia fugido,
27
e o vingador de sangue o encontrar fora dos limites da cidade do seu refúgio, se o vingador de sangue matar o homicida, ele não será culpado do sangue.
28
Porque ele deveria ter permanecido na cidade do seu refúgio, até a morte do sumo sacerdote; mas depois da morte do sumo sacerdote, o homicida retornará à terra da sua possessão.
29
Assim, estas coisas vos serão estatuto de direito por vossas gerações, em todas as vossas habitações.
30
Aquele que matar alguma pessoa morrerá, conforme disserem as testemunhas; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para levá-lo à morte.
31
Além disso, não tomareis satisfação pela vida de um homicida, que é culpado de morte; mas ele certamente morrerá.
32
E não tomareis satisfação por aquele que fugir à cidade do seu refúgio, para que volte a habitar na terra, até a morte do sumo sacerdote.
33
Assim, não profanareis a terra em que estais; pois o sangue profana a terra; e a terra não pode ser purificada do sangue que nela se derramar, exceto pelo sangue daquele que o derramou.
34
Portanto, não contaminareis a terra onde habitareis, a terra onde eu habito; pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel.

36

1
E os chefes dos pais da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, se aproximaram e falaram diante de Moisés, e diante dos príncipes, chefes das casas paternas dos filhos de Israel.
2
E disseram: O Senhor ordenou que por sorte, o meu senhor desse a terra por herança aos filhos de Israel; e o meu senhor recebeu a ordem do Senhor, para que a herança de Zelofeade, nosso irmão, fosse dada às suas filhas.
3
E se elas se casarem com alguns dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então a sua herança será tomada da herança de nossos pais, e será acrescentada a herança da tribo em que elas forem recebidas; assim se tirará da sorte da nossa herança.
4
E quando chegar o jubileu dos filhos de Israel, então a sua herança se acrescentará à herança da tribo em que elas forem recebidas; assim a sua herança será tirada da herança da tribo de nossos pais.
5
E Moisés ordenou aos filhos de Israel, segundo a palavra do Senhor, dizendo: A tribo dos filhos de José disse bem.
6
Isto é o que o Senhor ordenou, a respeito das filhas de Zelofeade, dizendo: Que se casem com quem acharem melhor, porém que se casem na família da tribo de seu pai.
7
Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; porquanto, cada um dos filhos de Israel se manterá na herança da tribo de seus pais.
8
E toda filha que possuir alguma herança, em qualquer tribo dos filhos de Israel, se casará com um da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada homem, a herança de seus pais.
9
A herança não passará de uma tribo a outra; mas cada tribo dos filhos de Israel se manterá na sua própria herança.
10
Como o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade.
11
Porque Macla, e Tirza, e Hogla, e Milca, e Noa, as filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos dos irmãos de seus pais.
12
E elas foram esposas nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José, e a sua herança permaneceu na tribo da família de seu pai.
13
Estes são os mandamentos e os juízos que o Senhor ordenou, pela mão de Moisés, aos filhos de Israel, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó.

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Sobre Paulo Matheus

Esposo da Daniele, pai da Sophia, engenheiro, gremista e cristão. Seja bem vindo ao blog, comente e contribua!

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