Precisamos trabalhar?


Provérbios 6 6-11:

"Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; considera seus caminhos, e sê sábio; que não tendo guia, feitor, nem governador, provê seu alimento no verão, e junta sua comida na colheita. Ó preguiçoso, por quanto tempo dormirás? Quando te levantarás do teu sono? Ainda um pouco mais de sono, uma soneca, um pouco a repousar de braços cruzados; assim virá a tua pobreza como quem viaja, e a tua necessidade como um homem armado." (KJV)

Provérbios 14 23:

"Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza."


Ainda que existam extremos em suas prováveis conclusões, este trecho bíblico talvez seja o mais categórico quando falamos de trabalho. O Livro de Provérbios fala constantemente na prudência, e logo no capítulo 6, coloca o clássico exemplo da formiga. Veja que, utilizando este exemplo, Salomão quer nos dizer algo relacionado à sabedoria, e o exemplo clássico seria o fato de não sermos inertes ou passivos em tudo o que fizermos; pelo contrário, devemos demonstrar, neste caso por meio do trabalho, que não somos apenas conhecedores do Senhor e de Sua sabedoria, mas praticantes da mesma.

Ora, conhecendo nossas limitações e necessidades, havemos de tomar uma atitude quanto aos dias que virão. Trabalhar significa prover não apenas o sustento, como também adquirir sabedoria. O conhecimento empírico, resultado de nossa experiência, é tão importante quando o científico.

Entretanto, falemos dos extremos:

(a) O excesso de processos: trabalhar é bom, mas demais, não. O trabalho animal, tal como vemos nos documentários dos leões, é um fator fundamental de sobrevivência. Sabendo que, com algumas horas, os humanos podem produzir o suficiente para viver muitos dias, nos sobra muito tempo para coisas mais importante do que comer e gastar nosso excedente, como agradecer a Deus por termos saúde, e doar aos que não a possuem. As riquezas geram não só avareza, ato também condenável em Provérbios, mas semeia, pelo princípio de hereditariedade, o outro extremo;

(b) O excesso de recessos: o outro lado, porém, é mais comum aos que não possuem apreço ao trabalho braçal. Muitas vezes, pensando estar resolvidos socialmente, postergam até as últimas consequências o ato de "pegar em uma enxada". Estes, na maioria dos casos, são reflexos nítidos de seus pais, que talvez tenham tido mais empenho - ou empenho demais -, que ocasiona a falta de interesse ou obrigação. Possuem grande tempo para pensar em subterfúgios que os desviem da capacidade de produzir trabalho - ainda que possuam energia de sobra.

O tema é amplo, poderíamos também falar em: condições sociais, méritos, etc. O importante, nesse cenário que coloquei, é perceber que devemos notar os exemplos com objetivo do aprendizado, tomando o cuidado de não exercer uma atividade em demasia, visando ora o lucro ou ora o labor selvagem irracional, como também não ficar observando demais os exemplos, a ponto de criarmos alguma ideologia sanguinária que nos faça ter sangue real sem mover uma palha. Trabalhando, estaremos não só atendendo às nossas próprias necessidades, como estaremos sendo bem sucedidos, quer seja nas finanças, quer seja na sabedoria. Sabedoria, esta, fruto do temor pelo Senhor.


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Sobre Paulo Matheus

Esposo da Daniele, pai da Sophia, engenheiro, gremista e cristão. Seja bem vindo ao blog, comente e contribua!

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